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Ano Litúrgico: o que é, tempos litúrgicos, cores litúrgicas e calendário da Igreja Católica
Atualizado em julho de 2026
O Ano Litúrgico: um caminho para viver os mistérios de Cristo
Ao longo de um ano, a Igreja Católica nos convida a percorrer um verdadeiro caminho espiritual. A cada celebração, tempo litúrgico e solenidade, somos conduzidos a contemplar um aspecto da vida de Jesus Cristo, desde a expectativa de Seu nascimento até a alegria da Ressurreição e a esperança de Sua volta gloriosa.
Esse percurso recebe o nome de Ano Litúrgico. Muito mais do que um calendário de datas religiosas, ele é a forma pela qual a Igreja santifica o tempo e ajuda os fiéis a crescerem na fé. Cada domingo, cada festa, cada memória dos santos e cada tempo litúrgico possuem um profundo significado espiritual, convidando-nos à conversão, à oração e ao seguimento de Cristo.
Como ensina o Concílio Vaticano II:
"No decorrer do ano, a Igreja desdobra todo o mistério de Cristo, desde a Encarnação e o Natal até à Ascensão, ao dia de Pentecostes e à expectativa da feliz esperança e da vinda do Senhor." (Sacrosanctum Concilium, 102).
Assim, o Ano Litúrgico transforma o tempo em um caminho de santidade. Não se trata apenas de recordar acontecimentos do passado, mas de tornar presentes, pela liturgia, os mistérios da salvação que continuam produzindo frutos na vida da Igreja.
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O que é o Ano Litúrgico?
O Ano Litúrgico é o ciclo anual das celebrações da Igreja Católica. Durante esse período, toda a comunidade cristã revive os principais acontecimentos da história da salvação, especialmente os mistérios da vida, morte, ressurreição e glorificação de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Enquanto o calendário civil organiza o ano em datas históricas, feriados e acontecimentos sociais, o calendário litúrgico organiza o tempo a partir da vida de Cristo. Seu centro é sempre o Mistério Pascal — a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus — de onde brota toda a vida da Igreja.
Por isso, o Ano Litúrgico não começa em 1º de janeiro. Ele tem início com o Primeiro Domingo do Advento, normalmente entre o final de novembro e o início de dezembro, quando os cristãos começam a preparar o coração para celebrar o Natal do Senhor.
Ao longo desse caminho, a Igreja também recorda a Bem-aventurada Virgem Maria, os santos e santas, os mártires e os grandes acontecimentos da história da salvação, mostrando que todos eles apontam para Cristo e testemunham a ação da graça de Deus.
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A origem do Ano Litúrgico
Nos primeiros séculos do Cristianismo, a principal celebração dos discípulos de Jesus era o Domingo, chamado desde então de Dia do Senhor (Dies Domini), porque nele Cristo venceu a morte por Sua Ressurreição.
Pouco a pouco, a Igreja começou a celebrar também a Páscoa anual, considerada desde o início a maior de todas as solenidades cristãs. Com o passar dos séculos, outras celebrações foram sendo incorporadas, como o Natal, Pentecostes, Epifania e as festas dedicadas à Virgem Maria e aos santos.
Essa organização foi acontecendo de maneira gradual, guiada pela tradição apostólica e pela ação do Espírito Santo. Ao longo da história, a liturgia foi sendo enriquecida até formar o calendário que conhecemos atualmente.
Hoje, o Ano Litúrgico é celebrado por toda a Igreja Católica espalhada pelo mundo. Embora algumas datas possam variar conforme as determinações das Conferências Episcopais, sua estrutura permanece a mesma, manifestando a unidade da fé católica.
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O centro de todo o Ano Litúrgico
Existe um ponto em torno do qual gira todo o calendário da Igreja: a Páscoa do Senhor.
A morte e a Ressurreição de Jesus são o coração da fé cristã. Por isso, todas as demais celebrações encontram seu sentido nesse mistério de amor e redenção.
O Natal prepara a vinda do Salvador.
A Quaresma conduz à conversão.
O Tríduo Pascal celebra a entrega de Cristo na Cruz.
O Tempo Pascal proclama a vitória da vida sobre a morte.
O Tempo Comum convida os cristãos a viverem diariamente o Evangelho.
Assim, cada época do Ano Litúrgico revela um aspecto da missão de Cristo e convida os fiéis a crescerem continuamente na amizade com Deus.
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O domingo: a festa por excelência
Entre todas as celebrações do calendário litúrgico, o domingo ocupa um lugar único.
Desde os tempos apostólicos, os cristãos reúnem-se nesse dia para celebrar a Santa Missa, ouvir a Palavra de Deus e participar da Eucaristia.
Por essa razão, o Código de Direito Canônico afirma:
"O domingo, dia em que por tradição apostólica se celebra o mistério pascal, deve ser guardado em toda a Igreja como o dia de festa por excelência." (Cân. 1246 §1)
Mais do que um dia de descanso, o domingo é o encontro semanal com Cristo Ressuscitado. É o dia da alegria cristã, da comunhão fraterna e da renovação espiritual.
Participar da Santa Missa dominical não é apenas cumprir um preceito da Igreja, mas responder ao convite amoroso de Jesus, que continua reunindo Seu povo ao redor da mesa da Palavra e da Eucaristia.
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Um caminho de santificação
Cada tempo litúrgico possui sua própria espiritualidade.
Há momentos de preparação, como o Advento; tempos de penitência, como a Quaresma; períodos de intensa alegria, como o Natal e a Páscoa; e longas semanas de crescimento espiritual durante o Tempo Comum.
Essa alternância acompanha o ritmo da própria vida cristã. Em alguns momentos somos chamados à conversão; em outros, à contemplação; em outros ainda, à missão e ao testemunho.
Por isso, viver o Ano Litúrgico é deixar que a Igreja conduza nosso coração pelos mesmos caminhos percorridos por Cristo. É aprender, a cada celebração, a amar mais profundamente o Senhor e a conformar nossa vida ao Evangelho.
Na próxima parte, conheceremos detalhadamente cada um dos tempos litúrgicos, seu significado, sua duração e as principais celebrações que marcam esse belo caminho de fé vivido pela Igreja ao longo de todo o ano.
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Os Tempos Litúrgicos da Igreja Católica
O Ano Litúrgico é dividido em diferentes períodos, chamados tempos litúrgicos. Cada um possui uma espiritualidade própria, convidando os fiéis a viver um aspecto específico do mistério de Cristo.
Esses tempos não existem apenas para marcar datas importantes, mas para ajudar cada cristão a crescer na fé. Ao acompanhar esse ciclo, somos chamados a renovar continuamente nossa vida espiritual, caminhando com Jesus desde Sua Encarnação até Sua Ressurreição e na esperança de Sua volta gloriosa.
Atualmente, o Ano Litúrgico é composto pelos seguintes tempos:
• Advento;
• Natal;
• Tempo Comum (primeira parte);
• Quaresma;
• Tríduo Pascal;
• Tempo Pascal;
• Tempo Comum (segunda parte).
Embora o Tempo Comum apareça dividido em dois períodos ao longo do ano, ele constitui um único tempo litúrgico.
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Advento: tempo de esperança e preparação
O Ano Litúrgico começa com o Advento, um período marcado pela esperança e pela vigilância.
A palavra "Advento" vem do latim adventus, que significa vinda ou chegada.
Durante as quatro semanas que antecedem o Natal, a Igreja prepara os fiéis para celebrar o nascimento de Jesus Cristo, ao mesmo tempo em que convida todos a aguardarem Sua segunda vinda no fim dos tempos.
Por isso, o Advento possui um duplo significado:
• preparar o coração para o Natal;
• renovar a esperança na volta gloriosa de Cristo.
É um tempo de oração, conversão e expectativa alegre. A liturgia convida os cristãos a abrir espaço para Deus em suas vidas, fortalecendo a fé e a confiança em Suas promessas.
A cor litúrgica predominante é o roxo, símbolo de preparação e conversão. No terceiro domingo, conhecido como Domingo Gaudete, pode-se utilizar a cor rosa, sinal da alegria pela proximidade do Natal.
Entre os símbolos mais conhecidos desse tempo está a Coroa do Advento, composta por quatro velas acesas progressivamente a cada domingo, recordando que Cristo é a Luz do mundo.
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Tempo do Natal: Deus veio habitar entre nós
O Tempo do Natal inicia-se com a celebração do nascimento de Jesus e prolonga-se até a Festa do Batismo do Senhor.
Nesse período, a Igreja contempla o grande mistério da Encarnação: o Filho de Deus assumiu nossa natureza humana para realizar a obra da salvação.
Como proclama o Evangelho de São João:
"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós." (Jo 1,14)
É um tempo de profunda alegria, gratidão e louvor.
Durante essas semanas são celebradas importantes festas, como:
• Natal do Senhor;
• Sagrada Família;
• Santa Maria, Mãe de Deus;
• Epifania do Senhor;
• Batismo do Senhor.
A cor litúrgica utilizada é o branco, que simboliza a luz, a pureza, a alegria e a glória de Cristo.
O presépio, a estrela de Belém e o cântico dos anjos recordam que Deus entrou na história da humanidade para caminhar conosco.
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Tempo Comum: crescer diariamente na vida cristã
Após o Tempo do Natal inicia-se a primeira parte do Tempo Comum, que será retomada novamente após o Tempo Pascal.
Apesar do nome, ele não significa um período "sem importância". A palavra "comum" deriva de "ordinário", indicando apenas a sequência das semanas numeradas ao longo do ano.
É justamente nesse tempo que somos convidados a viver o cotidiano iluminados pelo Evangelho.
Enquanto os grandes tempos litúrgicos celebram acontecimentos específicos da vida de Cristo, o Tempo Comum destaca Seus ensinamentos, milagres, parábolas e o chamado constante à santidade.
É o tempo do discipulado, da perseverança e do amadurecimento espiritual.
A cor litúrgica é o verde, símbolo da esperança, do crescimento e da vida nova que floresce naqueles que permanecem unidos a Cristo.
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Quaresma: quarenta dias de conversão
A Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas e prepara a Igreja para celebrar a Páscoa.
Durante quarenta dias, inspirados no tempo em que Jesus permaneceu no deserto, os cristãos são convidados a intensificar três práticas fundamentais:
• oração;
• jejum;
• caridade.
Mais do que um período de penitência, a Quaresma é um tempo privilegiado para a conversão do coração.
É um convite para abandonar o pecado, reconciliar-se com Deus e renovar a vida cristã.
A cor litúrgica é o roxo, expressão de recolhimento, penitência e preparação espiritual.
Nesse período, muitos fiéis também participam da Via-Sacra, do Sacramento da Reconciliação e de iniciativas concretas de solidariedade.
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O Tríduo Pascal: o coração da fé cristã
O Tríduo Pascal constitui o ponto culminante de todo o Ano Litúrgico.
Ele inicia-se com a Missa da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa, passa pela Sexta-feira da Paixão, alcança seu momento mais solene na Vigília Pascal e conclui-se com as Vésperas do Domingo da Ressurreição.
Nesses dias santos, a Igreja celebra os acontecimentos centrais da nossa salvação:
• a instituição da Eucaristia e do sacerdócio ministerial;
• a Paixão e Morte de Jesus na Cruz;
• Sua gloriosa Ressurreição.
Toda a vida litúrgica da Igreja converge para esse mistério. Sem a Ressurreição de Cristo, nossa fé seria vã, como ensina São Paulo (cf. 1Cor 15,14).
Por isso, o Tríduo Pascal é considerado o centro de todo o Ano Litúrgico.
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Tempo Pascal: cinquenta dias de alegria
A alegria da Páscoa não se limita ao Domingo da Ressurreição.
Ela prolonga-se durante cinquenta dias, formando o Tempo Pascal, encerrado com a Solenidade de Pentecostes.
A Igreja vive esse período como um único grande domingo, celebrando continuamente a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte.
Entre as principais celebrações desse tempo estão:
• Domingo da Divina Misericórdia;
• Ascensão do Senhor;
• Pentecostes.
A cor litúrgica predominante é o branco, sinal da glória do Cristo Ressuscitado. Na Solenidade de Pentecostes utiliza-se o vermelho, recordando a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos.
Durante o Tempo Pascal, os cristãos são chamados a testemunhar com alegria a Ressurreição e a anunciar ao mundo a esperança que nasce do Evangelho.
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Um único caminho até Cristo
Embora cada tempo litúrgico possua características próprias, todos formam um único caminho espiritual.
O Advento desperta a esperança.
O Natal celebra a Encarnação.
A Quaresma conduz à conversão.
O Tríduo Pascal recorda o sacrifício redentor de Cristo.
O Tempo Pascal proclama Sua vitória sobre a morte.
E o Tempo Comum ensina a viver diariamente tudo aquilo que foi celebrado.
Assim, o Ano Litúrgico não é uma simples sucessão de datas, mas uma verdadeira escola de santidade, na qual a Igreja conduz seus filhos a conhecer, amar e seguir cada vez mais Jesus Cristo.
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As cores litúrgicas e seu significado
Ao participar da Santa Missa, é comum perceber que os paramentos do sacerdote, as vestes dos ministros e alguns elementos do altar apresentam cores diferentes ao longo do ano. Essas mudanças não acontecem por acaso. Cada cor possui um profundo significado espiritual e ajuda os fiéis a compreender melhor o mistério celebrado.
As cores litúrgicas são utilizadas pela Igreja desde a Idade Média e foram sendo organizadas ao longo dos séculos. Atualmente, fazem parte da tradição litúrgica da Igreja Católica em todo o mundo e expressam, de maneira visível, a riqueza dos diversos tempos e celebrações do Ano Litúrgico.
🤍Branco: alegria, luz e glória
O branco simboliza a alegria, a pureza, a santidade e a vitória de Cristo sobre a morte.
É utilizado durante:
• Tempo do Natal;
• Tempo Pascal;
• Solenidades do Senhor (exceto as relacionadas à Sua Paixão);
• Festas da Bem-aventurada Virgem Maria;
• Celebrações dos santos que não foram mártires;
• Festas dos anjos.
Essa cor recorda a luz do Cristo Ressuscitado e convida os fiéis a viverem a alegria da salvação.
❤️Vermelho: amor, martírio e Espírito Santo
O vermelho possui dois grandes significados na liturgia.
Primeiramente, representa o fogo do Espírito Santo, especialmente na Solenidade de Pentecostes.
Também recorda o sangue derramado por Cristo e pelos mártires que entregaram a vida por amor ao Evangelho.
É utilizado nas celebrações de:
• Domingo de Ramos;
• Sexta-feira da Paixão do Senhor;
• Pentecostes;
• Apóstolos e evangelistas;
• Mártires.
O vermelho lembra que o amor de Deus é mais forte que a morte e inspira coragem para testemunhar a fé.
💚Verde: esperança e crescimento espiritual
O verde é a cor própria do Tempo Comum.
Representa a esperança, a perseverança e o crescimento contínuo na vida cristã.
Assim como uma árvore cresce lentamente até produzir frutos, o discípulo de Cristo amadurece na fé por meio da oração, dos sacramentos e da prática da caridade.
💜Roxo: conversão e preparação
O roxo é utilizado nos tempos de preparação e penitência.
Está presente:
• no Advento;
• na Quaresma;
• nas celebrações penitenciais;
• nas Missas pelos fiéis defuntos, quando previsto.
Essa cor convida ao recolhimento, à oração, ao exame de consciência e à conversão do coração.
🩷Rosa: alegria em meio à espera
Embora pouco utilizado, o rosa possui um belo significado.
Ele pode substituir o roxo apenas em dois domingos do Ano Litúrgico:
• Terceiro Domingo do Advento (Gaudete);
• Quarto Domingo da Quaresma (Laetare).
Sua utilização manifesta uma pausa de alegria durante os tempos de preparação, lembrando que a grande celebração já está próxima.
🖤Preto: oração pelos falecidos
O preto simboliza o luto e a oração pelos fiéis defuntos.
Seu uso continua previsto nas normas litúrgicas da Igreja, especialmente nas Missas de Finados e nas exéquias. Entretanto, em muitas dioceses e paróquias, tornou-se mais comum utilizar o roxo, que ressalta a esperança cristã na Ressurreição.
Independentemente da cor utilizada, a liturgia sempre proclama que a morte foi vencida por Cristo.
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A hierarquia das celebrações litúrgicas
Nem todas as celebrações possuem o mesmo grau de importância dentro do calendário da Igreja.
Para organizar o Ano Litúrgico, existe uma hierarquia que determina quais celebrações prevalecem quando coincidem na mesma data.
Solenidades
As solenidades são as celebrações mais importantes do calendário litúrgico.
Recordam os principais mistérios da vida de Cristo, da Virgem Maria e de alguns santos de especial relevância para toda a Igreja.
Normalmente possuem:
• leituras próprias;
• oração do Glória;
• profissão de fé (Credo), quando prevista;
• celebração mais solene.
Entre elas destacam-se:
• Natal do Senhor;
• Páscoa;
• Pentecostes;
• Santíssima Trindade;
• Corpus Christi;
• Imaculada Conceição;
• Assunção de Nossa Senhora;
• São José;
• São Pedro e São Paulo;
• Cristo Rei.
Festas
As festas ocupam um grau intermediário.
Celebram acontecimentos importantes da vida do Senhor, da Virgem Maria, dos Apóstolos e de diversos santos.
Embora tenham caráter festivo, são mais simples que as solenidades.
Memórias
As memórias recordam santos e santas que se destacaram pelo testemunho de fé.
Elas podem ser:
• obrigatórias;
• facultativas.
Nas memórias facultativas, o celebrante pode optar por celebrar o santo do dia ou seguir a liturgia do Tempo Comum.
Férias litúrgicas
Recebem esse nome os dias em que não há celebração própria de um santo ou solenidade.
Nessas datas, a Igreja celebra simplesmente o tempo litúrgico correspondente, permitindo que os fiéis acompanhem continuamente a leitura da Palavra de Deus.
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Os ciclos das leituras da Santa Missa
Uma das maiores riquezas da liturgia católica é a ampla proclamação da Sagrada Escritura.
Para que os fiéis conheçam progressivamente toda a história da salvação, a Igreja organiza as leituras bíblicas em diferentes ciclos.
Os anos A, B e C
As leituras dos domingos seguem um ciclo de três anos.
Ano A
Tem como principal evangelista São Mateus.
Seu Evangelho apresenta Jesus como o Messias prometido e Mestre da Nova Lei.
Ano B
Tem como principal evangelista São Marcos.
É o ciclo mais breve e destaca especialmente a missão de Jesus e Seu chamado à conversão.
Nos discursos sobre o Pão da Vida, são proclamados trechos do Evangelho de São João.
Ano C
Tem como principal evangelista São Lucas.
Ressalta a misericórdia de Deus, a ação do Espírito Santo, a oração e o cuidado de Jesus pelos pobres e pecadores.
O Evangelho de São João é proclamado principalmente durante a Quaresma, a Páscoa e outras celebrações especiais de todos os ciclos.
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Os anos I e II
As leituras das Missas durante a semana seguem outro ciclo.
• Ano I — utilizado nos anos ímpares.
• Ano II — utilizado nos anos pares.
Já o Evangelho permanece praticamente o mesmo em ambos os anos.
Essa organização permite que, ao longo do tempo, os fiéis tenham contato com uma parte muito ampla da Sagrada Escritura proclamada na liturgia.
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Dias Santos de Preceito no Brasil
Além dos domingos, a Igreja estabelece alguns dias em que os fiéis são convidados a participar da Santa Missa e santificar a celebração.
No Brasil, algumas solenidades são transferidas para o domingo seguinte por determinação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com aprovação da Santa Sé.
Entre as principais celebrações estão:
• Santa Maria, Mãe de Deus — 1º de janeiro;
• Corpus Christi;
• São Pedro e São Paulo (celebrado no domingo seguinte ao dia 29 de junho);
• Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria (celebrada no domingo seguinte a 15 de agosto);
• Todos os Santos (celebrado no domingo seguinte a 1º de novembro);
• Imaculada Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria — 8 de dezembro;
• Natal do Senhor — 25 de dezembro.
O Código de Direito Canônico determina:
"O domingo, dia em que por tradição apostólica se celebra o mistério pascal, deve ser guardado em toda a Igreja como o dia de festa por excelência..." (Cân. 1246 §1)
O mesmo Código estabelece que as Conferências Episcopais podem, com aprovação da Santa Sé, transferir determinadas solenidades para o domingo, favorecendo uma maior participação dos fiéis.
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Curiosidades sobre o Ano Litúrgico
Ao conhecer melhor a liturgia da Igreja, muitas pessoas descobrem detalhes que tornam cada celebração ainda mais rica em significado. Veja algumas curiosidades:
Por que a data da Páscoa muda todos os anos?
A Páscoa não possui uma data fixa porque é celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia que ocorre depois do equinócio de primavera no hemisfério norte, conforme uma tradição estabelecida pela Igreja desde os primeiros séculos do Cristianismo.
A partir da data da Páscoa são determinadas diversas outras celebrações móveis do calendário litúrgico, como:
• Quarta-feira de Cinzas;
• Domingo de Ramos;
• Quinta-feira Santa;
• Sexta-feira da Paixão;
• Pentecostes;
• Santíssima Trindade;
• Corpus Christi;
• Sagrado Coração de Jesus.
Por isso, quando a data da Páscoa muda, todas essas celebrações também mudam.
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Por que Corpus Christi é celebrado numa quinta-feira?
A Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo é celebrada na quinta-feira para recordar a instituição da Eucaristia durante a Última Ceia, realizada por Jesus na Quinta-feira Santa.
Embora a instituição da Eucaristia aconteça durante a Semana Santa, a Igreja preferiu dedicar uma celebração própria exclusivamente ao Santíssimo Sacramento, em um tempo marcado pela alegria pascal.
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Por que o Ano Litúrgico começa no Advento?
O Ano Litúrgico não acompanha o calendário civil.
Ele começa com o Primeiro Domingo do Advento, porque esse tempo marca o início da preparação para a vinda de Cristo.
Assim, antes mesmo de celebrar Seu nascimento no Natal, a Igreja já prepara espiritualmente os fiéis para acolher o Salvador.
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O que significa Tempo Comum?
Muitas pessoas imaginam que "Tempo Comum" seja um período menos importante.
Na realidade, ele recebe esse nome porque suas semanas são contadas em ordem numérica (2ª, 3ª, 4ª semana, e assim por diante).
É justamente durante esse tempo que a Igreja acompanha grande parte da vida pública de Jesus, Seus milagres, ensinamentos e parábolas, ajudando os cristãos a viverem o Evangelho no cotidiano.
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Todos os países celebram o calendário da mesma maneira?
A estrutura do Ano Litúrgico é a mesma em toda a Igreja Católica.
Entretanto, algumas Conferências Episcopais podem, com aprovação da Santa Sé, adaptar determinadas datas, como ocorre no Brasil com algumas solenidades transferidas para o domingo seguinte, favorecendo uma maior participação dos fiéis.
Além disso, cada diocese ou comunidade pode celebrar com especial solenidade o seu padroeiro, conforme as normas litúrgicas.
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Como viver melhor o Ano Litúrgico
Conhecer o Ano Litúrgico é apenas o primeiro passo. O mais importante é permitir que cada tempo transforme nossa vida espiritual.
Algumas atitudes podem ajudar nesse caminho:
• Participar da Santa Missa aos domingos e dias santos de preceito.
• Acompanhar diariamente a Liturgia da Palavra.
• Reservar momentos para a oração pessoal e em família.
• Receber frequentemente os sacramentos, especialmente a Eucaristia e a Reconciliação.
• Praticar a caridade, sobretudo durante a Quaresma e o Advento.
• Celebrar os santos como exemplos de fidelidade ao Evangelho.
• Meditar a Palavra de Deus conforme o tempo litúrgico vivido pela Igreja.
Assim, o Ano Litúrgico deixa de ser apenas uma sequência de datas e torna-se um verdadeiro caminho de santificação.
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Conclusão
O Ano Litúrgico é um dos maiores tesouros da Igreja Católica.
Ao longo de cada ano, somos convidados a caminhar com Jesus Cristo, contemplando Seu nascimento, Sua vida pública, Sua Paixão, Morte, Ressurreição e a promessa de Sua volta gloriosa.
Cada celebração, cada tempo litúrgico e cada cor utilizada na liturgia possuem um significado profundo, ajudando-nos a viver o Evangelho de forma concreta.
Mais do que recordar acontecimentos do passado, a liturgia torna presentes os mistérios da nossa salvação, alimentando nossa fé e fortalecendo nossa esperança.
Que possamos acompanhar com amor cada etapa desse caminho, participando da Santa Missa, meditando a Palavra de Deus e permitindo que o Senhor transforme nosso coração ao longo de todo o Ano Litúrgico.
Como nos recorda o Catecismo da Igreja Católica:
"Celebrando assim os mistérios da Redenção, a Igreja abre aos fiéis as riquezas das virtudes e dos méritos do seu Senhor, tornando-os como que presentes em todos os tempos." (Catecismo da Igreja Católica, 1163)
Que Maria Santíssima, Mãe da Igreja, nos acompanhe nesse itinerário de fé e nos conduza sempre a seu Filho Jesus Cristo.
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Fontes recomendadas
• Sagrada Escritura.
• Catecismo da Igreja Católica.
• Código de Direito Canônico.
• Constituição Sacrosanctum Concilium (Concílio Vaticano II).
• Instrução Geral do Missal Romano.
• Normas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) sobre o Calendário Litúrgico.
Salve Maria!
ResponderExcluirOi Adriana,
Desculpe, mais, tenho que fazer uma correção nesse seu post.
Você colocou alguns dias como sendo dias de guarda/preceito que não o são, quais sejam:
dia de São José e Solenidade São Pedro e São Paulo. Estas datas, no Brasil, não são considerados dias de preceito. Além disso, quatro dessas datas que você citou tem sua celebração transferidas para o domingo.
A minha fonte é o Código de Direito Canônico.
http://comosercristacatolica.blogspot.com/2010/11/dias-santos-ou-de-guardapreceito.html
Deus a abençõe e parabéns pelo blog.
Oi Graziela, obrigada pela sua correção.
ResponderExcluirÉ que este texto não estava especificado as festas de guarda no Brasil. Mas agora já está editado. Obrigada mais uma vez!