Transfiguração de Jesus - 06 de agosto - Devoção e Fé - Blog Católico

sábado, 6 de agosto de 2011

Transfiguração de Jesus - 06 de agosto


A Igreja celebra hoje, 06 de Agosto, a Festa da Transfiguração do Senhor no monte Tabor. 

A Transfiguração de Jesus na Bíblia é uma passagem descrita nos Evangelhos sinópticos em que Jesus subiu a um monte para orar com Pedro, Tiago, filho de Zebedeu, e João. Ali, tendo mudado sua aparência a ponto de tornarem brancas as suas vestes, os discípulos tiveram a visão de que Jesus estivesse conversando com os profetas Moisés e Elias.
De acordo com o relato contido no Evangelho segundo Mateus, capítulo 17, verso 2, consta que o rosto de Jesus resplandecia como o Sol, e a suas vestes tornaram-se brancas como a luz.
Esta curiosa passagem é também comentada pelo próprio Pedro, em sua segunda epístola nos versos de 17 a 18 de seu primeiro capítulo, havendo nestas quatro fontes o testemunho de uma voz que confirmava ser Jesus o Filho de Deus, conforme o relato dos Evangelhos sinópticos (Mt 17:5-6, Mc 9:7 e Lc 9:35).
Em consonância com o segredo messiânico, Jesus diz às testemunhas para não contar a visão a ninguém, até que o ele, o Filho do Homem, ressuscite dentre os mortos.

Esta festa do Senhor celebrou-se desde o começo nesta mesma data, em muitos lugares do Ocidente e do Oriente. No século XV, o Papa Calixto III estendeu-a a toda a Igreja. A liturgia recorda-nos mais de uma vez durante o ano o milagre da Transfiguração: no segundo domingo da Quaresma, para afirmar a divindade de Cristo, pouco antes da Paixão; e hoje, para festejar a exaltação de Cristo na sua glória. A Transfiguração do Senhor é, além disso, uma antecipação do que será a glória do Céu, onde veremos a Deus cara a cara; em virtude da graça, participamos já nesta terra dessa promessa da vida eterna.





Converter-se é transfigurar-se


O episódio da Transfiguração (Lucas 9,28-36) nos apresenta Jesus que deixa transparecer de seu interior, em modo sugestivo, o esplendor da sua divindade que habitualmente estava escondido sob a sua natureza humana.
Podemos ficar surpreendidos com o episódio da transfiguração: curioso, fora do normal.Podemos admitir certa utilidade do gesto: parece que os apóstolos naqueles dias estavam desanimados, necessitados de encorajamento da parte do Senhor. E assim aconteceu. Ajuda-nos o apóstolo Paulo (Filipenses 3,17-4,1): "O Senhor Jesus Cristo transfigurará o nosso mísero corpo, para conformá-lo ao seu corpo glorioso, em virtude do poder que tem de sujeitar a si todas as coisas". A transfiguração, que foi manifestada em Jesus sobre o monte Tabor, revela um destino que será reservado também a nós.
Este destino antecipado por Jesus aos olhos de três apóstolos a nós também diz respeito. Transfigurados como Cristo e com ele é algo que engrandece a nossa esperança na vida eterna.
Mas Paulo nos falou em termos muito explícitos de outros homens, cristãos, que são mergulhados nas coisas da terra, gloriam-se daquilo de que deveriam envergonhar-se; têm como deus o próprio ventre. Deles falou com lágrimas nos olhos, porque se comportam como inimigos da cruz de Cristo. É evidente que para esses não é pensável a Transfiguração final em Cristo.
Se queremos a transfiguração para o nosso corpo, devemos começar a transfigurar o nosso coração à semelhança do coração de Deus. Devemos colocar em harmonia com o Senhor o nosso pensamento, o nosso espírito, a nossa vida. Assim com a ajuda da apóstolo Paulo descobrimos que o episódio evangélico da Transfiguração não nos é estranho, mas nos diz respeito pessoalmente.
Seremos renovados no Senhor, mas de nossa parte devemos tornar possível a transfiguração. Santo Agostinho nos recordou que aquele que nos criou sem nós, não nos salvará sem nós. Trata-se de trabalhar, ou melhor de nos trabalhar. Sabemos aquilo que somos, e entrevemos aquilo que podemos nos tornar. O Santo Cura d´Ars dizia: "Não todos os santos começaram bem, mas todos os santos terminaram bem". O tempo nos é dado para isso, para nos consentir de crescer, de amadurecer.
Amadurecer no Senhor não é fácil, mas é belo. Aprende-se a fazer a vontade de Deus. Procura-se querer bem aos próprios caros, dar-lhes as próprias coisas, o próprio tempo, o afeto, a própria habilidade no fazer. Aprende-se a dar gratuitamente, sem requerer para cada pequena coisa uma recompensa.
Amadurecer no Senhor não é fácil, existem etapas que podemos percorrer e das quais conseguimos nos sair bem. Primeiramente é preciso aprender a conhecer o Senhor. Paulo escrevendo aos cristãos de Filipos falou da "sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor". O Senhor merece um maior interesse. Ocorre colocar-se na sua escuta. Os modos são muitos. Existem livros, ao menos o Evangelho não pode faltar em nossa casa para abri-lo e ler o que Deus tem para nos dizer.
É preciso também imitar o Senhor. Não podemos imitá-lo cumprindo os seus milagres e prodígios. São Paulo sugere aos cristãos: "Tende em vós os mesmos sentimentos que foram de Cristo Jesus". Podemos provar. Jesus mesmo nos aconselha: "Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração". Então devemos olhar os outros com solidariedade e fazer o que pudermos para ajudá-los com a palavra e com o empenho.
Sobretudo podemos amadurecer no Senhor, vivendo em comunhão com o Senhor Jesus. Comunhão de vida. Comunhão na oração. A transfiguração de Jesus se realizou numa situação de oração, recorda o evangelho: "Jesus tomou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu ao monte para rezar".


Cardeal Geraldo Majella Agnelo   

Fonte: http://www.cnbb.org.br
Fonte: Wikipédia   



Um comentário :

  1. Um ponto interessante sobre a Transfiguração é que este é um dos poucos momentos das narrativas dos Evangelhos em que Jesus se mostra em Glória e Poder, como Ele realmente é.

    Impressiona-me como o Cristo, sendo Deus, prefere se mostrar humilde, manso, obediente... Por isso é Ele o supremo modelo, o exemplo dos exemplos para a nossa vida. No livro "O Banquete do Cordeiro", o autor, Scott Hahn, traz uma interessante reflexão: no Apocalipse, Jesus é descrito somente uma vez como "Leão de Judá", que é um símbolo de poder, realeza e glória, já que o leão é um animal belo, poderoso, e ninguém mexe com o rei dos animais. Mas é só uma vez que se dá este título a Jesus Cristo no Apocalipse. Em contrapartida, Jesus é chamado de "Cordeiro" vinte e oito vezes!

    O cordeiro era sacrificado pelos pecados no tempo do Antigo Testamento. É uma animal dócil, indefeso e carinhoso. E é exatamente assim que nosso poderoso Deus, Criador de todas as coisas, o Rei dos reis, quis se manifestar a nós, para nos salvar, se fazer compreender e dar exemplo de como chegar à Salvação. Sendo o Maior dos maiores, o Senhor quis se fazer pequeno para nos resgatar. Só há um Caminho: o Amor fraterno, que pressupõe humildade, simplicidade e Amor. Este é Jesus Cristo! Outras denominações ditas cristãs só querem ver o lado glorioso de Jesus, só querem saber dos milagres, das bençãos... Por isso é que rejeitam a Cruz. Somente nós, cristãos católicos, é que sabemos valorizar a Morte e Sacrifício de Nosso Senhor por nós, desde o nascimento até a morte.

    Que grande Graça é ser católico!

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