Maio 2018 - Devoção e Fé - Blog Católico

quinta-feira, 31 de maio de 2018

10 conselhos práticos para a luta diária contra o demônio


REDAÇÃO CENTRAL, 31 Mai. 18 / 09:00 am (ACI).- Diante do aumento da atividade demoníaca denunciado recentemente por exorcistas, dois sacerdotes dedicados a este ministério nos Estados Unidos exortaram os fiéis a se afastarem do mal e do pecado, aproveitando o que Deus oferece para proteger o homem.

O ‘National Catholic Register’ reuniu vários conselhos sobre como previnir o mal, com base em duas entrevistas recentes com Mons. John Esseff, sacerdote da Diocese de Scranton (Pensilvânia) de 64 anos e exorcista há mais de 40 anos; e o Bispo de Springfield, Dom Thomas Paprocki.

A seguir, 10 conselhos práticos que compartilharam aos fiéis:

1. Odiar o pecado e se manter afastado do mal

Mons. Eseff indicou que “o trabalho habitual do demônio é o pecado” e “provoca a morte das almas”, portanto, sempre deve ser rechaçado.

“É melhor se proteger do mal do que tentar se livrar dele. Depois que ele abre uma porta, nem sempre pode ser fechada por conta própria”, acrescentou.

2. Nunca falar diretamente com o demônio

Deve-se entender que a batalha espiritual não é uma luta entre duas pessoas iguais. Somente em um exorcismo, o sacerdote fala com o demônio, mas requer uma permissão do bispo local para ter toda a autoridade da Igreja.

“Um leigo deve se dirigir somente a Deus, pois pode se envolver em problemas falando com o demônio”, explicou Dom Paprocki.

3. Reconhecer como o demônio trabalha

“A possessão é o trabalho extraordinário do diabo e é muito raro (embora a obsessão, a opressão, a infestação sejam mais comuns). Seu trabalho ordinário é a tentação e enfrentamos a tentação todos os dias”, afirma Dom Paprocki.

Por sua parte, Mons. Esseff, explica que “o poder de Satanás aumenta quando as pessoas não acreditam que ele é real. Deus é ‘Eu sou o que sou’, mas o diabo quer ser: ‘Eu sou o que não é’”.

4. Ter uma vida sacramental

Mons. Esseff destacou que depois que a confissão deixa de ser frequente, “a atividade de Satanás aumenta. Para diminuir a obra de Satanás, é necessário se confessar com mais frequência. A confissão é mais poderosa do que um exorcismo. A primeira é um sacramento e a outra é uma bênção”.

“A melhor maneira de nos proteger do mal é através dos sacramentos, porque foram instituídos por Jesus Cristo e nos enchem de graça para nos proteger e nos aproximar de Deus”, acrescentou Dom Paprocki.

5. Usar sacramentais

Pode-se usar sacramentais como a água benta, os terços, os escapulários e outros artigos religiosos porque “foram dados pela Igreja pela inspiração do Espírito Santo”.

“São formas que nos ajudam a ser santos”, indicou Dom Paprocki.

6. Pedir ajuda a Deus na oração

“Vocês devem dizer e fazer coisas de maneira diferente de como lhes indica a sua natureza. É a natureza humana que cai novamente nos hábitos antigos. As pessoas precisam procurar a Deus e rezar pela graça. Então, devem estar prontos para aceitar estas graças e se esforçarem por tomar boas decisões”, explicou Mons. Esseff.

Ambos os exorcistas recomendaram orações de proteção como o “Pai Nosso”, o “Credo dos Apóstolos”, o “Credo Niceno-Constantinopolitano”, “A couraça da São Patrício” ou a São Miguel Arcanjo.

Também recordaram pedir a intercessão de Maria Santíssima e dos santos.

7. Abençoar o lar

“Podemos pedir para que um sacerdote abençoe a nossa casa e use orações menores de exorcismo. Um exorcismo menor não precisa de permissão do bispo para ser realizada”, sublinhou Dom Paprocki.

8. Consultar um sacerdote, caso necessite de ajuda

Mons. Esseff afirmou que, “quando um sacerdote reza e dá a sua bênção, está agindo na pessoa de Jesus Cristo, que é poderoso. Quando entro em uma sala, o diabo vê Jesus Cristo”.

9. Perseverar na leitura espiritual

Ler a Bíblia todos os dias. Além disso, os exorcistas recomendaram alguns livros católicos como o “Um Manual para a Guerra Espiritual”, de Paul Thigpen, e “Orações de Libertação”, de Pe. Chad Ripperger.

10. Visitar Deus no Santíssimo Sacramento

É importante dedicar um tempo para forcar-se somente na adoração a Deus, agradecer e pedir a sua ajuda para crescer com a graça. Recomenda-se participar da Hora Santa, pelo menos uma vez por semana.

Fonte: ACI digital



Vaticano ratifica o “não” à ordenação de mulheres ao sacerdócio: “É definitivo”


Por Álvaro de Juana

Vaticano, 30 Mai. 18 / 02:30 pm (ACI).- O Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e futuro cardeal espanhol, Dom Luis Ladaria, ratificou que o “não” à ordenação de mulheres é “doutrina definitiva” em um artigo publicado no jornal oficial do Vaticano, ‘L’Osservatore Romano.

Em seu texto, intitulado “O caráter definitivo da doutrina da Ordinatio sacerdotalis, a propósito de algumas dúvidas”, o futuro cardeal assegura que a doutrina não mudará: “e, relação ao sacerdócio ministerial, a Igreja reconhece que a impossibilidade de ordenar mulheres pertence à substância do sacramento da ordem”.

“A Igreja não tem capacidade de mudar essa substância, porque é precisamente a partir dos sacramentos instituídos por Cristo que ela é gerada como Igreja. Não é apenas um elemento disciplinar, mas um elemento doutrinário, no que diz respeito à estrutura dos sacramentos, que são o lugar original do encontro com Cristo e da transmissão da fé”, escreve no artigo.

Ladaria recorda que “Cristo quis dar este sacramento aos doze apóstolos, todos homens que, por sua vez, comunicaram isso a outros homens”.

“A Igreja sempre se reconheceu vinculada a esta decisão do Senhor, que exclui que o sacerdócio ministerial possa ser conferido validamente às mulheres”, sustenta.

Sobre isso, recorda a postura de São João Paulo II na carta apostólica Ordinatio sacerdotalis, de 1994, na qual dizia que “a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja”.

“A Congregação para a Doutrina da Fé, em resposta a uma dúvida sobre o ensinamento da Ordinatio sacerdotalis, confirma que se trata de uma verdade pertencente ao depósito da fé”.

O Purpurado demonstra a sua “séria preocupação” pelas dúvidas que existem a respeito deste tema “ainda em alguns países”.

“Para sustentar que esta doutrina não é definitiva, argumenta-se que não foi definida como ex cathedra e que, então, uma decisão posterior de um futuro Papa ou concílio poderia derrubá-la”.

“Semeando estas dúvidas, cria-se uma grave confusão entre os fiéis, não só sobre o sacramento da ordem como parte da constituição divina da Igreja, mas também sobre o magistério ordinário que pode ensinar a doutrina católica de maneira infalível”.

O futuro cardeal explica que, “consciente de não poder modificar, por obediência ao Senhor, esta tradição, a Igreja também se esforça para aprofundar no seu significado, para que a vontade de Jesus Cristo, que é o Logos, nunca esteja privada de sentido”.

“A diferença de funções entre homens e mulheres não implica nenhuma subordinação, mas um enriquecimento mútuo. Recorda-se que a figura em que se cumpre a Igreja é Maria, Mãe do Senhor, que não recebeu o ministério apostólico”, concluiu.

Na última parte do texto, recordou como João Paulo II analisou o tema com vários presidentes das conferências episcopais do mundo e Bento XVI expressou em uma ocasião que a Igreja “não obteve nenhuma autorização do Senhor” para ordenar mulheres.

Também o Papa Francisco, na exortação apostólica Evangelii Gaudium, sublinhou que “o sacerdócio é reservado aos homens, como sinal de Cristo Esposo que Se entrega na Eucaristia”.

Na coletiva de imprensa a bordo do avião papal de volta da visita à Suécia em 1º de novembro de 2016, Francisco afirmou que “sobre a ordenação de mulheres na Igreja Católica, a última palavra é clara e foi dada por São João Paulo II e isso permanece”.

Fonte: ACI digital



Hoje Igreja celebra a Solenidade de Corpus Christi


REDAÇÃO CENTRAL, 31 Mai. 18 / 06:00 am (ACI).- Um milagre eucarístico do século XIII está relacionado à origem da Solenidade de Corpus Christi, que a Igreja celebra na quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade, embora em alguns países as igrejas locais decidem movê-la para o domingo seguinte, por uma questão pastoral.

Nesta Solenidade, a Igreja presta à Eucaristia um culto público e solene de adoração, gratidão e amor, sendo a procissão de Corpus Christi uma das mais importantes em toda a Igreja Universal.

A Festa de Corpus Christi surgiu na Diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon. Ela tinha visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia.

Aconteceu que, em meados do século XIII, Pe. Pedro de Praga, um sacerdote que duvidava da presença de Cristo na Eucaristia, decidiu realizar uma peregrinação a Roma para rogar, sobre o túmulo de São Pedro, a graça da fé. Ao retornar, enquanto celebrava a Missa em Bolsena, na cripta de Santa Cristina, a Sagrada Hóstia sangrou, manchando o corporal.

A notícia chegou rapidamente ao Papa Urbano IV, que se encontrava muito perto, em Orvieto. Ele era um arcediago de Liège e havia conhecido a Beata Cornilon e percebido a luz sobrenatural que a iluminava e a sinceridade de seus apelos.

Papa Urbano IV mandou que o corporal fosse levado até ele.  Isso foi feito em procissão e, quando o Pontífice os encontrou na entrada da cidade, pronunciou diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”.

Mais tarde, em 1264, o Papa publicou a Bula Transiturus de hoc mundo, com a qual ordenou que a Solenidade de Corpus Christi fosse celebrada em toda a Igreja na quinta-feira após o domingo da Trindade.

O Santo Padre encomendou a Santo Tomás de Aquino a produção de um ofício litúrgico para a celebração e a composição de hinos, que são entoados até hoje: Tantum Ergo, Lauda Sion.

O Papa Clemente V, no Concílio Geral de Viena (1311), ordenou uma vez mais esta Solenidade e publicou um novo decreto no qual incorporou o de Urbano IV. Posteriormente, João XXII instou sua observância.

A celebração dessa solenidade consta de uma Missa, procissão e Adoração ao Santíssimo Sacramento.

No Brasil, uma tradição que se espalhou pelas cidades do país é a confecção de tapetes para a passagem da procissão. Os desenhos dão ênfase aos temas sobre a Eucaristia, mas a criatividade das comunidades dá um toque especial, com o uso dos mais diversos materiais, como serragem e pedras coloridas, borra de café, flores, areia, entre outros.

Fonte: ACI digital


10 fatos sobre a Eucaristia para recordar na Solenidade de Corpus Christi 

Por Abel Camasca
REDAÇÃO CENTRAL, 31 Mai. 18 / 08:00 am (ACI).- Durante séculos, a Igreja e os santos animaram os fiéis ao amor a Eucaristia. Há inclusive algumas pessoas que entregam sua vida para protegê-la. Hoje, Solenidade de Corpus Christi, apresentamos 10 coisas que todo cristão deveria saber em relação a este grande milagre:

1. Jesus, reunido com seus apóstolos durante a Última Ceia, instituiu o sacramento da Eucaristia: “Tomai e comei; isto é meu corpo…” (Mt, 26, 26-28). Desta maneira fez com que os apóstolos participassem do seu sacerdócio e mandou que fizessem o mesmo em memória dele.

2. A palavra Eucaristia, derivada do grego eucharistía, significa “Ação de graças” e se aplica a este sacramento porque nosso Senhor deu graças ao seu Pai quando a instituiu; além disso, porque o Santo Sacrifício da Missa é a melhor maneira de dar graças a Deus pela Sua Bondade.

3. O Concílio de Trento define claramente: “No Santíssimo Sacramento da Eucaristia está contido verdadeira, real e substancialmente o Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, junto a sua Alma e Divindade. Em realidade Cristo se faz presente integralmente”.

4. Na Santa Missa, os bispos e sacerdotes transformam realmente o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo durante a consagração.

5. A Comunhão é receber Jesus Cristo sacramentado na Eucaristia. A Igreja manda comungar pelo menos uma vez ao ano, em estado de graça, e recomenda a comunhão frequente. É muito importante receber a Primeira Comunhão quando a pessoa chega ao uso da razão, com a devida preparação.

6. O jejum eucarístico consiste em deixar de comer qualquer alimento ou bebida ao menos uma hora antes da Sagrada Comunhão, exceto água e remédios. Os doentes e seus cuidadores podem comungar embora tenham tomado algo na hora imediatamente antes.

7. A pessoa que comunga em pecado mortal comete um pecado grave chamado sacrilégio. Aqueles que desejam comungar e estão em pecado mortal não podem receber a Comunhão sem antes receber o sacramento da Penitência, pois para comungar não basta o ato de contrição.

8. Frequentar a Santa Missa é um ato de amor a Deus que deve brotar naturalmente de cada cristão. E também é uma obrigação guardar os domingos e festas religiosas de preceito, salvo quando impedido por uma causa grave.

9. A Eucaristia no Sacrário é um sinal pelo qual nosso Senhor está constantemente presente em meio do seu povo e é alimento espiritual para doentes e moribundos. Devemos prestar sempre nosso agradecimento, adoração e devoção à real presença de Cristo reservado no Santíssimo Sacramento.

10. No Vaticano, a Solenidade de Corpus Christi é celebrada na quinta-feira depois da Solenidade da Santíssima Trindade. Mas, em várias dioceses é comemorado no domingo posterior.

Fonte: ACI digital



domingo, 27 de maio de 2018

Papa Francisco: Deus não é indiferente nem distante, Ele ama cada um


Por Walter Sánchez Silva

Vaticano, 27 Mai. 18 / 09:30 am (ACI).- O Papa Francisco explicou que a festa da Santíssima Trindade, celebrada hoje pela Igreja, recorda que Deus é uma comunhão de amor, não é indiferente nem distante e sempre vela por cada um de seus filhos.

Diante de cerca de 25 mil pessoas reunidas para a oração do Ângelus na Praça de São Pedro, o Pontífice explicou que “as leituras bíblicas de hoje nos fazem entender como Deus não queira tanto revelar que Ele existe, mas sim que é o ‘Deus conosco’, perto de nós, que nos ama, que caminha conosco, é interessado em nossa história pessoal e cuida de cada um, desde os pequeninos até aos mais necessitados”.

O Bispo de Roma ressaltou que a festa da Santíssima Trindade permite aos fiéis “contemplar e louvar o mistério do Deus de Jesus Cristo, que é Uno na comunhão de três Pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Para celebrar com estupor sempre novo o Deus-Amor, que nos oferece gratuitamente sua vida e nos pede difundi-la no mundo”.

“Ele e ‘Deus lá no céu’ mas também ‘aqui embaixo na terra’. Portanto, não acreditamos em uma entidade distante, não, em uma entidade indiferente, não, mas ao contrário, no Amor que criou o universo e gerou um povo, e se fez carne, morreu e ressuscitou por nós, e como o Espírito Santo tudo transforma e leva à plenitude”.

Em seguida, o Pontífice recordou que “São Paulo, que primeiro experimentou essa transformação realizada por Deus-Amor, nos comunica seu desejo de ser chamado Pai, ou melhor, ‘Papai’, Deus é Papai, com a total confiança de uma criança que se abandona nos braços de quem lhe deu a vida”.

“O Espírito Santo – recorda também o Apóstolo – agindo em nós faz com que Jesus Cristo não seja reduzido a um personagem do passado, mas que nos o sintamos próximo, nosso contemporâneo, e experimentemos a alegria de sermos filhos amados por Deus”.

O Santo Padre disse ainda que, “no Evangelho, o Senhor ressuscitado promete ficar conosco para sempre. É graças a esta sua presença e à força do Espírito que podemos realizar com serenidade a missão que Ele nos confia. Qual é essa missão? Anunciar e testemunhar a todos o seu Evangelho e, assim, ampliar a comunhão com Ele e a alegria que dela deriva. Deus, caminhando conosco, nos enche de alegria e a alegria é um pouco a primeira linguagem do cristão”.

Então, continuou, “a festa da Santíssima Trindade nos faz contemplar o mistério de um Deus que incessantemente cria, redime e santifica, sempre com amor e por amor, e a cada criatura que o acolhe faz refletir um raio de sua beleza, bondade e verdade”.

“Ele sempre escolheu caminhar com a humanidade e formar um povo que é bênção para todas as nações e para todas as pessoas, nenhuma excluída. O cristão não é uma pessoa isolada, pertence a um povo, esse povo que Deus forma. Não se pode ser um cristão sem tal pertença e comunhão: somos povo, o povo de Deus”.

Para concluir, o Papa pediu “que a Virgem Maria nos ajude a cumprir com alegria a missão de testemunhar ao mundo, sedento de amor, que o sentido da vida é precisamente o amor infinito, o amor concreto do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

Fonte: ACI digital



12 chaves para compreender o dogma da Santíssima Trindade


REDAÇÃO CENTRAL, 27 Mai. 18 / 06:00 am (ACI).- Neste domingo, a Igreja celebra a solenidade litúrgica da Santíssima Trindade, mistério central da fé cristã. A seguir, apresentamos 12 dados importantes que deve saber sobre esta celebração:

1. A palavra Trindade nasceu do latim

Provém da palavra “trinitas”, que significa “três” e “tríade”. O equivalente em grego é “triados”.

2. Foi utilizada pela primeira vez por Teófilo de Antioquia

O primeiro uso reconhecido do termo foi o dado por Teófilo de Antioquia por volta do ano 170 para expressar a união das três divinas pessoas em Deus.

Nos três primeiros dias que precedem a criação do sol e da lua, o Bispo vê imagens da Trindade: “Igualmente os três dias que precedem a criação dos luzeiros são símbolo da Trindade: de Deus, de seu Verbo e de sua Sabedoria” (Segundo Livro a Autólico 15,3).

3. Trindade significa um só Deus e três pessoas distintas

O Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (CCIC) explica assim: “A Igreja exprime a sua fé trinitária ao confessar um só Deus em três Pessoas: Pai e Filho e Espírito Santo. As três Pessoas divinas são um só Deus porque cada uma delas é idêntica à plenitude da única e indivisível natureza divina. Elas são realmente distintas entre si pelas relações que as põem em referência umas com as outras: o Pai gera o Filho, o Filho é gerado pelo Pai, o Espírito Santo procede do Pai e do Filho” (CCIC, 48).

4. A Trindade é o mistério central da fé cristã

Sim, e o Compêndio explica desta maneira: “O mistério central da fé e da vida cristã é o mistério da Santíssima Trindade. Os cristãos são batizados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (CCIC, 44).

5. A Igreja definiu de forma infalível o dogma da Santíssima Trindade

O dogma da Trindade se definiu em duas etapas, no primeiro Concílio de Niceia (325 d.C.) e no primeiro Concílio de Constantinopla (381 d.C.).

No Concílio de Niceia foi definida a divindade do Filho e se escreveu a parte do Credo que se ocupa Dele. Este Concílio foi convocado para fazer frente à heresia ariana, que afirmava que o Filho era um ser sobrenatural, mas não Deus.

No Concílio de Constantinopla foi definida a divindade do Espírito Santo. Este Concílio combateu uma heresia conhecida como macedonianismo (porque seus defensores eram da Macedônia), que negava a divindade do Espírito Santo.

6. A Trindade se sustenta na revelação divina deixada por Cristo

Só se pode provar a Trindade através da revelação divina que Jesus nos trouxe. Não se pode demonstrar pela razão natural ou unicamente a partir do Antigo Testamento. O CCIC explica:

“O mistério da Santíssima Trindade pode ser conhecido pela pura razão humana? Deus deixou alguns vestígios do seu ser trinitário na criação e no Antigo Testamento, mas a intimidade do seu Ser como Trindade Santa constitui um mistério inacessível à pura razão humana e até mesmo à fé de Israel antes da Encarnação do Filho de Deus e da missão do Espírito Santo. Esse mistério foi revelado por Jesus Cristo e é a fonte de todos os outros mistérios” (CCIC, 45).

Embora o vocabulário utilizado para expressar a doutrina da Trindade tenha levado um tempo para se desenvolver, pode-se demonstrar os diferentes aspectos desta doutrina com as Sagradas Escrituras.

7. A Bíblia ensina que existe um só Deus

O Fato de que só haja um Deus se manifestou no Antigo Testamento. Por exemplo, o livro de Isaías disse:

“Vós sois minhas testemunhas, diz o Senhor, e meus servos que eu escolhi, a fim de que se reconheça e que me acreditem e que se compreenda que sou eu. Nenhum deus foi formado antes de mim, e não haverá outros depois de mim” (Is 43,10).

 “Eis o que diz o Senhor, o rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos exércitos: Eu sou o primeiro e o último, não há outro Deus afora eu” (Is 44,6).

8. O Pai é proclamado como Deus inúmeras vezes no Novo Testamento

Por exemplo, nas cartas de São Paulo se narra o seguinte: “Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias, Deus de toda a consolação (...)” (2Cor 1,3).

“Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Há um só Deus e Pai de todos, que atua acima de todos, por todos e em todos” (Ef 4,5-6).

9. A Bíblia também demonstra que o Filho é Deus

Isto é proclamado em várias partes do Novo Testamento, incluindo o começo do Evangelho de São João:

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. (...) E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1,1.14).

Também:

“Depois disse a Tomé: Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé. Respondeu-lhe Tomé: Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20,17-18).

10. O Espírito Santo é Deus e assim afirmam as Escrituras

No livro dos Atos dos Apóstolos, o Espírito Santo é retratado como uma pessoa divina que fala e à qual não se pode mentir:

“Enquanto celebravam o culto do Senhor, depois de terem jejuado, disse-lhes o Espírito Santo: Separai-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho destinado” (At 13,2).

“Pedro, porém, disse: Ananias, por que tomou conta Satanás do teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e enganasses acerca do valor do campo? Acaso não o podias conservar sem vendê-lo? E depois de vendido, não podias livremente dispor dessa quantia? Por que imaginaste isso em teu coração? Não foi aos homens que mentiste, mas a Deus” (At 5,3-4).

11. A distinção de três Pessoas divinas é demonstrada com a Bíblia

A distinção das Pessoas se pode demonstrar, por exemplo, no fato de que Jesus fala ao seu Pai. Isso não teria sentido se fosse uma e a mesma pessoa.

“Por aquele tempo, Jesus pronunciou estas palavras: Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos. Sim, Pai, eu te bendigo, porque assim foi do teu agrado. Todas as coisas me foram dadas por meu Pai; ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelá-lo” (Mt 11,25-27).

O fato de que Jesus não é a mesma pessoa que o Espírito Santo se revela quando Jesus – que esteve operando como Paráclito (em grego, Parakletos) dos discípulos – diz que vai orar ao Pai e que o Pai lhes dará “outro Paráclito”, que é o Espírito Santo. Isso mostra a distinção das três Pessoas: Jesus que ora; o Pai que envia; e o Espírito Santo que vem:

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco. É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós” (Jo 14,16-17).

12. O Filho procede do Pai e o Espírito procede do Pai e do Filho

“É certamente de fé que o Filho procede do Pai por uma verdadeira geração. Segundo o Credo Niceno-Constantinopolitano, Ele é “gerado antes de todos os séculos”. Mas a procedência de uma Pessoa Divina, como o termo do ato pelo qual Deus conhece sua própria natureza é propriamente chamada geração” (Enciclopédia Católica).

O fato de que o Filho é gerado pelo Pai está indicado pelos nomes dessas Pessoas. A segunda pessoa da Trindade não seria um Filho se não tivesse sido gerado pela primeira pessoa da Trindade.

O fato de que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho se reflete em outra declaração de Jesus:

“Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim” (Jo 15,26).

Isso representa o Espírito Santo que procede do Pai e do Filho (“que vos enviarei”). As funções exteriores das Pessoas da Trindade refletem suas relações mútuas entre si. Também se pode dizer que o Espírito Santo procede do Pai por meio do Filho.

Publicado originalmente em National Catholic Register.
Fonte: ACI digital

Hoje é a Solenidade da Santíssima Trindade, o mistério do amor de Deus

Por Abel Camasca

REDAÇÃO CENTRAL, 27 Mai. 18 / 05:00 am (ACI).- A Santíssima Trindade, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, três pessoas e um só Deus verdadeiro, é a Solenidade litúrgica que a Igreja universal celebra hoje.

Em 2013, para explicar a algumas crianças as três pessoas da Santíssima Trindade, o Papa Francisco lhes disse que “o Pai cria o mundo, Jesus nos salva e o que o Espírito Santo faz? Ele nos ama, nos dá o amor”.

O mistério da Trindade não pode ser precisamente entendido porque é um mistério. Santa Joana D’Arc afirmava que “Deus é tão grande que supera a nossa ciência”, portanto, supera o entendimento humano.

Em uma ocasião, Santo Agostinho caminhava pela praia, quando observou uma criança que fazia um buraco na areia. O santo perguntou ao menino o que pretendia fazer e ele respondeu que queria colocar toda a água do mar naquele buraco.

Santo Agostinho, admirado, disse: “Mas você não percebe que é impossível?”. O menino respondeu que “é mais possível colocar toda a água do mar neste buraco do que tentar colocar o mistério da Trindade em sua cabeça”.

O santo irlandês São Patrício, para explicar este mistério, comparava-o com um trevo. Dizia que cada folha é diferente, mas as três formam o trevo, e o mesmo acontece com Deus, onde cada pessoa é Deus e formam a Santíssima Trindade.

Fonte: ACI digital



Solenidade da Santíssima Trindade-8° Domingo do Tempo Comum(Ano B)



Jesus é o Senhor da história

Solenidade da Santíssima Trindade – Ano B

Evangelho de João 20, 19-23

* 16 Os onze discípulos foram para a Galiléia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. 17 Quando viram Jesus, ajoelharam-se diante dele. Ainda assim, alguns duvidaram. 18 Então Jesus se aproximou, e falou: «Toda a autoridade foi dada a mim no céu e sobre a terra. 19 Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, 20 e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês. Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo.»

Reflexão

A Trindade em nossa vida

A festa da SS. Trindade é uma oportunidade para refletir sobre nossa vida de batizados. Fomos batizados “no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, conforme a missão confiada por Jesus aos Apóstolos (Mt 28,20). Será que isso significa algo para nossa vida, modificou algo em nós? Nossa vida de batizados tem algo a ver com as pessoas da Santíssima Trindade?

No Antigo Testamento, Moisés explicou ao povo que Deus é próximo da gente, não inacessível. Fala com seu povo, acompanha-o. Mais: conta com a amizade de seu povo. Não é um Deus indiferente (1ª leitura). E no Novo Testamento, Paulo aponta a presença da Santíssima Trindade de Deus em nossa vida: o Pai coloca em nós o Espírito que nos torna filhos com o Filho (2ª leitura).

Tudo isso nos faz entender melhor o evangelho de hoje, que narra a missão de batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Quem recebe o baitsmo entra numa relação específica com cada uma das três pessoas da Trindade. Em relação ao Pai, é filho por adoção (o que, na cultura de Jesus, significava muito: pleno direito ao amor e à herança do Pai). Em relação ao Filho, é irmão (participando da mesma vida, do mesmo projeto). E quanto ao Espírito Santo, é dele que recebe inspiração e impulso para viver a vida divina no mundo.

Convém termos consciência disso em nossa vida de batizados. Certamente, Deus é um só. O que o Pai, o Filho e o Espírito Santo significam em nós é uma só e mesma realidade: a presença da vida divina em nós. Mas essa realidade se realiza em relações diversificadas. Uma  comparação talvez ajude a aprender esse mistério: na vida conjugal, mulher e homem são ora parceiros no amor, ora colaboradores no sustento da família ou na educação dos filhos, ora  pessoas autônomas (para irem votar ou atenderem a seus negócios) etc.

Assim podemos assumir e cultivar as diversas atitudes que nos relacionam com a Santíssima Trindade em nossa vida. Atitude de filho adotivo do Pai, cuidando de sua obra, de sua solicitude para com a criação e a humanidade. Atitude de irmão de Jesus, na sintonia e solidariedade, na ternura para  com outros irmãos – e para com Jesus mesmo! Atitude, finalmente, de quem é impulsionado pelo Espírito Santo (e não pelo espírito do mundo, do lucro, da exploração etc).

A consciência da relação com as três Pessoas divinas torna nossa vida cristã menos abstrata, conferindo-lhe uma configuração mais versátil, mais concreta. Mas essa consciência  não surge espontaneamente. É preciso cultivá-la na contemplação das Três Pessoas divinas.


Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes.

Oração do Dia

Deus eterno e todo-poderoso, quisestes que o mistério pascal se completasse durante cinquenta dias, até à vinda do Espírito Santo. Fazei que todas as nações dispersas pela terra, na diversidade de suas línguas, se unam no louvor do vosso nome. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.



sexta-feira, 25 de maio de 2018

Oração para vencer o desespero


Redação da Aleteia | Maio 25, 2018

Em momentos de tribulação ou medo, faça esta oração que o Papa Bento XVI proclamou em Aparecida

    “Fica conosco, pois a noite vai caindo e o dia está no ocaso” (Lc 24, 29).

    Fica conosco, Senhor, acompanha-nos mesmo se nem sempre te soubemos reconhecer.

    Fica conosco, porque se vão tornando mais densas à nossa volta as sombras, e tu és a Luz; em nossos corações insinua-se o desespero, e tu os fazer arder com a esperança da Páscoa.

    Estamos cansados do caminho, mas tu nos confortas na fração do pão para anunciar a nossos irmãos que na verdade tu ressuscitaste e que nos deste a missão de ser testemunhas da tua ressurreição.

    Fica conosco, Senhor, quando à volta da nossa fé católica surgem as nuvens da dúvida, do cansaço ou da dificuldade: tu, que és a própria Verdade como revelador do Pai, ilumina as nossas mentes com a tua Palavra; ajuda-nos a sentir a beleza de crer em ti.

    Fica nas nossas famílias, ilumina-as nas suas dúvidas, ampara-as nas suas dificuldades, conforta-as nos seus sofrimentos e na fadiga quotidiana, quando à sua volta se adensam sombras que ameaçam a sua unidade e a sua natureza.

    Tu que és a Vida, permanece nos nossos lares, para que continuem a ser berços onde nasce a vida humana abundante e generosamente, onde se acolhe, se ama, se respeite a vida desde a sua concepção até ao seu fim natural.

    Permanece, Senhor, com os que nas nossas sociedades são mais vulneráveis; permanece com os pobres e humildes, com os indígenas e afro-americanos, que nem sempre encontraram espaços e apoio para expressar a riqueza da sua cultura e a sabedoria da sua identidade.

    Permanece, Senhor, com as nossas crianças e com os nossos jovens, que são a esperança e a riqueza do nosso Continente, protege-os das tantas insídias que atentam contra a sua inocência e contra as suas legítimas esperanças.

    Oh bom Pastor, permanece com os nossos idosos e com os nossos enfermos!

    Fortalece todos na sua fé para que sejam teus discípulos e missionários!

Bento XVI

(Fonte: Vatican.va)

Fonte: Aleteia



Comunhão para protestantes na Alemanha seria um golpe à verdade da Eucaristia


FILADELFIA, 25 Mai. 18 / 05:00 pm (ACI).- O Arcebispo da Filadélfia (Estados Unidos), Dom Charles Chaput, advertiu que abrir as portas à Comunhão para protestantes, como propõem diversos bispos na Alemanha, seria um golpe duro à verdade da Eucaristia.

“A essência da proposta alemã de intercomunhão é que haveria uma partilha na santa comunhão, mesmo que não haja uma verdadeira unidade da Igreja”, disse Dom Chaput em uma coluna intitulada ‘O que acontece na Alemanha’, no site First Things.

A proposta dos bispos alemães, disse, “atinge o coração da verdade do sacramento da Eucaristia, porque em sua própria natureza, a Eucaristia é o corpo de Cristo”.

O Prelado afirmou que o “corpo de Cristo” é “a presença real e substancial de Cristo sob as aparências do pão e do vinho”, assim como “a comunhão dos crentes unidos a Cristo, a cabeça”.

Por isso, “receber a Eucaristia é proclamar de maneira solene e pública, diante de Deus e da Igreja, que estamos em comunhão com Jesus e com a comunidade visível celebrando a Eucaristia”.

Em fevereiro deste ano, a Conferência Episcopal Alemã, sob a liderança do Cardeal Reinhard Marx, anunciou que estão preparando um documento com as diretrizes para permitir que os protestantes casados com católicos possam receber a comunhão eucarística sob certas condições.

No início de abril, sete bispos alemães enviaram uma carta ao Vaticano pedindo esclarecimentos sobre se esta decisão poderia ser tomada por uma conferência episcopal ou se é necessária a “decisão da Igreja universal”.

Ao conversar com uma delegação da Conferência Episcopal Alemã em 3 de maio, o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Dom Luis Ladaria informou que o Papa Francisco os incentiva a que encontrem, “em espírito de comunhão eclesial, um resultado possivelmente unânime”.

Em seu artigo, Dom Chaput indicou que a proposta dos bispos alemães se realiza precisamente 500 anos depois que Martinho Lutero rechaçou a teologia sacramental católica.

O Prelado norte-americano disse que, “como seres humanos, os bispos muitas vezes discordam”, e ocorrem “diferenças internas” entre eles. Entretanto, o caso alemão se destaca pela “proeminência global da controvérsia” e pelo “tema doutrinário do debate”.

“Quem pode receber a Eucaristia, quando e por que, não são perguntas simplesmente alemães”, advertiu e destacou que “se, como o Concílio Vaticano II disse, a Eucaristia é ápice e fonte da nossa vida cristã e selo da nossa unidade católica, então as respostas a estas perguntas têm implicações para toda a Igreja”.

O Arcebispo Chaput assinalou que a proposta dos bispos alemães, “inevitavelmente” redefinirá “quem e o que é a Igreja”.

“A comunhão pressupõe fé e credo comum, incluindo a fé sobrenatural na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia, junto com os sete sacramentos reconhecidos pela tradição perene da Igreja Católica. Ao renegociar este fato, a proposta alemã adota uma noção protestante de identidade eclesial”, advertiu.

Nesse sentido, assinalou, somente o batismo e a crença em Cristo pareceriam ser suficientes, sem acreditar no “mistério da fé como é entendido pela tradição católica e seus concílios”.

Dom Chaput também advertiu que a proposta dos bispos alemães “corta a ligação vital entre comunhão e confissão sacramental”, pois não implicaria que os cônjuges “devem procurar a confissão pelos pecados graves” antes de receber a Eucaristia.

Embora “muitas coisas nos unam com os cristãos protestantes” e “a nossa separação seja uma ferida para a unidade dos cristãos”, para Dom Chaput, “inserir uma falsidade no momento mais solene do nosso encontro com Jesus na Eucaristia – dizer das ações de uma pessoa ‘estou em comunhão com essa comunidade’, quando na verdade não está em comunhão com esta comunidade – é uma mentira e, portanto, uma ofensa greve diante de Deus”.

O Arcebispo da Filadélfia indicou finalmente, em relação à reforma protestante de Lutero, que “o que ocorre na Alemanha não ficará na Alemanha. A história já nos ensinou essa lição uma vez”.

Fonte: ACI digital



Papa Francisco: o matrimônio é a beleza cristã


"Que todos nós possamos entender e contemplar que no matrimônio há a imagem e a semelhança de Deus”, disse o Papa Francisco na homilia da missa celebrada na Casa Santa Marta.

Adriana Masotti – Cidade do Vaticano

A beleza do matrimônio foi o tema homilia do Papa Francisco na missa celebrada na manhã de sexta-feira na capela da Casa Santa Marta. Entre os fiéis, havia sete casais que celebravam 50 e 25 anos de casamento.

O trecho do Evangelho segundo São Marcos fala da intenção dos fariseus de colocar Jesus à prova fazendo-lhe uma pergunta que o Papa define “casística”, isto é, quando se reduz a fé a “um sim ou um não”. E explica:

Não o grande "sim" ou o grande "não" dos quais ouvimos falar, que é Deus. Não: se pode ou não se pode. E a vida cristã, a vida segundo Deus, segundo essas pessoas, está sempre no ‘se pode’ e ‘não se pode’.

A pergunta diz respeito ao matrimônio, querem saber se é lícito ou não que um marido repudie a própria mulher. Mas, afirma Francisco, Jesus vai além, eleva o nível e “chega até a Criação e fala do matrimônio que é talvez a coisa mais bela” que o Senhor criou naqueles sete dias.

A desgraça da separação

‘Desde o início da criação [Deus] os fez homem e mulher; o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher e os dois se tornarão uma só carne’. “É forte o que diz o Senhor”, comenta o Papa, fala de “uma carne” que não se pode dividir. Jesus “deixa o problema da divisão e vai à beleza do casal que deve caminhar como um só”. Francisco destaca que o homem e a mulher devem abandonar aquilo que eram antes “para começar uma nova estrada, um novo caminho”. E depois toda a vida realizam este caminho de “ir avante juntos: não dois, um”. O Papa então recomenda: “Não devemos nos deter, como esses doutores, num ‘se pode’ ou ‘não se pode’ dividir um matrimônio. Às vezes, acontece a desgraça de não funcionar e é melhor se separar para evitar uma guerra mundial, mas isso é uma desgraça. Devemos ver o positivo”.

Francisco citou um casal que festejava 60 anos de casamento e, diante da pergunta se eram felizes, os dois se olharam nos olhos, que ficaram repletos de lágrimas pela comoção, e responderam: "Somos apaixonados!”.

É verdade que existem dificuldades, que existem problemas dos filhos ou do próprio matrimônio, do próprio casal, discussões, brigas... mas o importante é que a carne permaneça uma e superam, superam, superam isso. E este não é somente um sacramento para eles, mas também para a Igreja, como se fosse um sacramento que chama a atenção, que atrai a atenção: “Mas olhem que o amor é possível!”. E o amor é capaz de fazer viver apaixonados toda uma vida: na alegria e na dor, com o problema dos filhos e os próprios problemas... mas ir sempre avante. Na saúde e na doença, mas ir sempre avante. Esta é a beleza.

O matrimônio feliz não é notícia

O homem e a mulher foram criados à imagem e semelhança de Deus e o próprio matrimônio se torna assim Sua imagem. E é por isso, afirma o Papa, que é tão bonito: “O matrimônio é uma pregação silenciosa a todos os outros, uma pregação de todos os dias”.

É doloroso quando isso não faz notícia: os jornais, os telejornais não veem isso como notícia. Aquele casal tantos anos juntos.. não é notícia. Sim, a notícia é o escândalo, o divórcio ou que se separam – às vezes se devem separar, como disse, para evitar um mal maior... Mas a imagem de Deus não é notícia. E esta é a beleza do matrimônio. São a imagem e a semelhança de Deus. E esta é a nossa notícia, a notícia cristã.

Francisco repete que a vida matrimonial e familiar não é fácil, e cita a Primeira Leitura extraída da carta de São Tiago Apóstolo, que fala da paciência. Diz que talvez seja a virtude mais importante no casal – seja do homem, seja da mulher – e conclui com uma oração ao Senhor “para que dê à Igreja e à sociedade uma consciência mais profunda, mais bela do matrimônio, que todos nós possamos entender e contemplar que no matrimônio há a imagem e a semelhança de Deus".

Fonte: Vatican News



Não se pode negociar com os lobos em questões morais, assegura Cardeal


Por Walter Sánchez Silva

Roma, 24 Mai. 18 / 05:00 pm (ACI).- O Prefeito Emérito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Gerhad Ludwig Müller, questionou quem pretende fazer uma releitura da encíclica ‘Humanae Vitae’ do Beato Paulo VI e advertiu que os bispos não podem fazer compromissos com “os lobos” que querem mudar o ensinamento da Igreja sobre sexualidade.

O Purpurado alemão fez estas declarações em entrevista a Costanza Miriano, uma escritora católica italiana e mãe de quatro filhos, no marco da apresentação que o Cardeal fará na sexta-feira, em Roma, do livro de Daniel C. Mattson, ‘Por que não me defino gay: Como me reapropriei de minha realidade sexual e encontrei a paz’.

Miriano perguntou ao Cardeal sobre a tentativa de algumas pessoas dentro da Igreja de reler a encíclica ‘Humanae Vitae’, publicada por Paulo VI há 50 anos, um documento que alertou sobre as consequências de usar métodos anticoncepcionais, como a infidelidade conjugal, a degradação moral, a perda do respeito pela mulher e o uso destes métodos como políticas de Estado.

No numeral 17 da encíclica, publicada em julho de 1968, o Beato explica que “o homem, habituando-se ao uso das práticas anticoncepcionais” pode acabar “por perder o respeito pela mulher e, sem se preocupar mais com o equilíbrio físico e psicológico dela, chegue a considerá-la como simples instrumento de prazer egoísta e não mais como a sua companheira, respeitada e amada”.

O Cardeal Müller disse que “a ‘Humanae Vitae’ foi profética, pois todos os perigos que previa se cumpriram”, como o ingresso do niilismo e o materialismo na vida moderna. “Falta o sentido superior da existência humana e, portanto, por trás da fachada que mostram está o vazio”, assinalou.

Em sua opinião, esta postura se infiltrou entre os católicos devido à “mundanização da Igreja: para alguns dos pastores da Igreja, é apenas material para fazer política por prazer. Para eles, o respeito pelas massas vale mais do que o respeito pela Palavra de Deus. Eles são contra a criação”.

“o verdadeiro prazer está em toda palavra que sai da boca de Deus e, se deixamos de anunciar onde está o verdadeiro prazer, onde está a verdadeira alegria, seremos responsáveis pela infelicidade de muitas pessoas”.

Além disso, o Prefeito emérito disse que aqueles que “querem reler a ‘Humanae Vitae’ para agradar as massas” podem ser comparados “com os que fizeram compromissos durante os regimes totalitários. Em vez disso, os que dão testemunhos têm a responsabilidade de mostrar a verdade revelada”.

“Se os pastores não vigiam, os lobos vencem. Com os lobos não se pode negociar, sequer para salvar as ovelhas. Com a ilusão de não perder alguns, perde-se todo o rebanho. Não é esta a lógica de Jesus. Ele, para não perder nenhuma ovelha, sacrificou-se a si mesmo, não sacrificou as ovelhas”.

Sobre a tentativa de alguns dentro da Igreja de promover os métodos anticoncepcionais, o Purpurado alemão disse que costuma-se fazer isso com “um raciocínio apenas emotivo, baseado em situações extremas”, sem considerar que “também em situações extremas um bom pastor encontra uma solução única e particular para preservar a unidade intrínseca entre procriação e sexualidade”.

O Prefeito Emérito indicou que “o truque dos teólogos e bispos que atacam a doutrina é a de gerar emoções. Por exemplo, começam a dizer que há um pai de quatro filhos que perdeu o trabalho e tem a esposa doente... e, então, gera-se um debate com base na emotividade do caso específico, mas esse não é um modo sério de enfrentar os assuntos”.

Fonte: ACI digital



quinta-feira, 24 de maio de 2018

Hoje é celebrada Nossa Senhora Auxiliadora, que nos sustenta em tempos difíceis (24 de maio)


Por Abel Camasca

REDAÇÃO CENTRAL, 24 Mai. 18 / 05:00 am (ACI).- “No céu, ficaremos gratamente surpreendidos ao conhecer tudo o que Maria Auxiliadora fez por nós na terra”, disse São João Bosco, grande propagador do amor a esta devoção mariana que se faz presente na Igreja e nas famílias cristãs nos momentos difíceis desde os tempos antigos.

Os cristãos dos primeiros séculos chamavam Virgem Maria com o nome de Auxiliadora. Tanto que os dois títulos lidos nos monumentos antigos do oriente são: Mãe de Deus (Theotokos) e Auxiliadora (Boeteia).

Santos como São João Crisóstomo, São Sabas e São Sofrônio a nomeavam também com esta advocação, sendo São João Damasceno o primeiro a propagar a jaculatória: “Maria Auxiliadora, rogai por nós”.

“Ó Maria, és poderosa Auxiliadora dos pobres, valente Auxiliadora contra os inimigos da fé. Auxiliadora dos exércitos para que defendam a pátria. Auxiliadora dos governantes para que nos alcancem o bem-estar. Auxiliadora do povo humilde que necessita de tua ajuda”, proclamou tempos depois São Germano.

No século XVI, o Papa São Pio V, grande devoto da Mãe de Deus, após a vitória do exército cristão sobre os muçulmanos na batalha de Lepanto, ordenou que fosse invocada Maria Auxiliadora nas ladainhas.

Na época de Napoleão, o Papa Pio VII estava preso por este imperador e o Pontífice prometeu que, se ficasse livre, decretaria uma nova festa mariana na Igreja. Napoleão caiu, o Santo Padre retornou triunfalmente a sua sede pontifícia em 24 de maio de 1814 e decretou que todos os dias 24 desse mês seria realizada em Roma a Festa de Maria Auxiliadora.

No ano seguinte, nasceu São João Bosco, a quem a Virgem apareceu em sonhos pedindo que lhe construísse um templo com o título de Auxiliadora. Foi assim que o santo iniciou dois monumentos: o físico que é a Basílica de Maria Auxiliadora de Turin e o “vivo” formado pelas Filhas de Maria Auxiliadora.

São João Bosco assegurava a seis jovens que ele e muitos fiéis obtinham grandes favores do céu com a novena de Nossa Senhora Auxiliadora e a jaculatória dada por São João Damasceno.

“Confiai tudo a Jesus eucarístico e a Maria Auxiliadora e vereis o que são milagres”, afirmava São João Bosco.

Oração à Nossa Senhora Auxiliadora

Ó Maria, Virgem poderosa,
Tu, grande e ilustre defensora da Igreja,
Tu, auxílio maravilhoso dos cristãos,
Tu, terrível como exército ordenado em batalha,
Tu, que só destruíste toda heresia em todo o mundo:
nas nossas angústias, nas nossas lutas, nas nossas aflições, defende-nos do inimigo;
e na hora da morte, acolhe a nossa alma no paraíso.
Amém.

Fonte: ACI digital


REDAÇÃO CENTRAL, 24 Mai. 18 / 06:00 am (ACI).- Hoje, dia 24 de maio, a Igreja comemora a Santíssima Virgem Maria sob a advocação de “Maria, Auxílio dos Cristãos”.

A seguir, confira alguns dados que talvez não conhecia sobre Nossa Senhora Auxiliadora:

1. Maria era chamada de “Auxiliadora” pelos primeiros cristãos

Os primeiros cristãos na Grécia, Egito, Antioquia, Éfeso, Alexandria e Atenas costumavam chamar a Santíssima Virgem Maria de “Auxiliadora”, em grego é “Boeteia”, e significa “a que traz auxílios vindos do céu”.

O primeiro Padre da Igreja que chamou a Virgem Maria de “Auxiliadora” foi São João Crisóstomo no ano 345 em Constantinopla. O santo disse: “Tu, Maria, é o auxilio potentíssimo de Deus”. Também foi reconhecida com este nome por Proclus no ano 476 e por Sebas de Cesária em 532.

2. Maria Auxiliadora intercedeu nas batalhas de Lepanto e Viena

Em 1572, o Papa São Pio V, depois da vitória do exército cristão sobre os turcos muçulmanos na batalha de Lepanto, ordenou celebrar no dia 7 de outubro a festa do Santo Rosário e que nas Ladainhas fosse invocada “Maria Auxílio dos cristãos”. Naquele ano, Nossa Senhora livrou prodigiosamente toda a cristandade da destruição de um exército maometano de 282 barcos e 88.000 soldados.

Em 1683, os turcos atacaram Viena durante o pontificado de Inocêncio XI. Sob o comando do rei da Polônia, João Sobieski, com um exército inferior derrotou o exército turco confiando na ajuda de Maria Auxiliadora. Pouco tempo depois, fundaram a Associação de Maria Auxiliadora, que atualmente está em mais de 60 países.

3. A festa nasceu durante a Revolução Francesa

A história do estabelecimento da festa de Nossa Senhora Auxiliadora remete há alguns anos depois da Revolução Francesa, a qual havia realizado um grande golpe à Igreja.

O Papa Pio VII foi preso no Palácio de Fontainebleau pelo imperador francês Napoleão Bonaparte e dedicou as suas orações à Maria Santíssima “Auxílio dos Cristãos”, para que protegesse a Igreja.

As preces do Papa foram ouvidas e, em 181, Napoleão assinou a sua abdicação. Em 1815, quando a Igreja tinha recuperado a sua posição e poder espiritual, o Papa instituiu a festa de Nossa Senhora Auxiliadora no dia 24 de maio, para perpetuar a memória do seu retorno a Roma depois do seu cativeiro na França.

4. A festa de Nossa Senhora Auxiliadora é celebrada na Ucrânia desde o século XI

O nome “Auxiliadora” foi dado à Virgem Maria na Ucrânia desde 1030 por ter libertado aquela região da invasão de tribos pagãs. Desde então, a Igreja Ortodoxa nesse país celebra a festa de Nossa Senhora Auxiliadora no dia 1º de outubro.

5. Maria Auxiliadora apareceu a São João Bosco

São João Bosco foi um grande propagador do amor a esta devoção mariana, porque a própria Virgem Maria apareceu a ele em 1860 e assinalou o lugar em Turim (Itália) onde queria que fosse construído um templo em sua homenagem. Do mesmo modo, pediu para ser homenageada com o título de “Auxiliadora”.

Em 1863, São João Bosco começou a construção da igreja com alguns centavos, mas com a intercessão da Santíssima Virgem Maria, em 9 de junho de 1868, apenas 5 anos depois, foi realizada a consagração do templo.

O Santo costumava dizer: “Cada tijolo deste templo corresponde a um milagre da Santíssima Virgem Maria”. A partir daquele Santuário, começou a espalhar pelo mundo a devoção a Maria sob o título de Auxílio dos Cristãos.

6. Três Papas eram devotos de Nossa Senhora Auxiliadora

O Papa São João XXIII cultivou uma especial devoção a Nossa Senhora Auxiliadora, cuja imagem tirada de um número do Boletim Salesiano, estava na parede perto da sua cama. Ele a proclamou Padroeira do Concílio com o título de Auxilium Christianorum, Auxilium Episcoporum, e em 28 de maio de 1963, gravemente doente, abençoou com profunda emoção as duas coroas destinadas ao quadro da Auxiliadora na Basílica do Sagrado Coração de Roma.

Por sua parte, São João Paulo II costumava visitar a igreja de Santo Estanislau Kostka dos Salesianos, em Cracóvia, entre os anos 1938 e 1944, e muita vez rezou na capela de Nossa Senhora Auxiliadora. Nesta igreja, no dia 3 de novembro de 1946, celebrou uma das suas primeiras missas como sacerdote.

O Papa Francisco, durante sua visita apostólica a Turim em 2015, por ocasião dos 200 anos do nascimento do fundador dos salesianos, São João Bosco, contou que durante a sua infância foi educado em um colégio salesiano e aprendeu a amar Nossa Senhora Auxiliadora:

“Eu lá (em um colégio salesiano) aprendi a amar a Virgem, os salesianos me formaram na beleza, no trabalho, e acredito que este é um carisma deles, me formaram na afetividade e isso era uma característica de Dom Bosco”, assegurou.

Fonte: ACI digital



quarta-feira, 23 de maio de 2018

Oração pelas vítimas de aborto e por quem praticou este crime contra a vida


Canção Nova|Maio 23, 2018

Peçamos a intercessão da Virgem Maria

“Santa Mãe de Deus e da Igreja, Nossa Senhora de Guadalupe, fostes escolhida pelo Pai e pelo Filho, através do Espírito Santo. Sois a Mulher vestida de Sol que dá à luz a Cristo, enquanto Satanás, o Dragão Vermelho, espera para devorar, vorazmente, Vosso Filho. Assim também, Herodes procurou destruir Vosso Filho, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, para isso massacrando tantas crianças inocentes. O mesmo se faz hoje com o aborto, matando tantas crianças inocentes não-nascidas, e explorando tantas mães em seu ataque contra a vida humana e contra a Igreja, o Corpo de Cristo.

Mães dos Inocentes, louvamos a Deus em Vós, pelo dom que Vos deu em Vossa Imaculada Conceição, Vossa remissão preventiva contra todo pecado; vossa plenitude de graça, vossa Maternidade Divina e da Igreja, vossa Perpétua Virgindade e Vossa Assunção em corpo e alma ao Céu.

Ó, Cheia de Graças, Auxílio dos Cristãos, Refúgios dos Pecadores, Consoladora dos Aflitos, pedimos-vos, protegei todas as mães dos nascituros e os filhos que estão em seus ventres. Rogamos a Vós para que, por Vosso auxílio, termine o holocausto do aborto. Abrandai os corações para que a vida seja reverenciada!”.

Intercessão da Virgem Maria

“Mãe Santíssima, rogamos ao Vosso Doloroso e Imaculado Coração por todas as mães e todas as crianças não-nascidas para que possam viver em plenitude aqui na terra e, pelo Preciosíssimo Sangue derramado por Vosso Filho, possam ter a vida eterna com Ele no céu. Rogamos igualmente, ao Vosso Doloroso e Imaculado Coração, por todos os abortistas, os que apoiam o aborto, para que se convertam e aceitem Vosso Filho, Jesus Cristo, como Seu Senhor e Salvador. Defendei-nos a todos na batalha contra Satanás e os espíritos malignos nessas trevas atuais.

Desejamos que as inocentes crianças não-nascidas, que morreram sem Batismo, sejam salvas. Pedimos-Vos que alcanceis esta graça por elas, contrição, reconciliação e o perdão de Deus para seus pais e seus assassinos.

Que seja revelado, mais uma vez, na história do mundo, o poder do Amor Misericordioso de Jesus. Que Ele ponha fim ao mal. Que Ele transforme as consciências. Que o Vosso Doloroso e Imaculado Coração revele a todos a luz da esperança. Que Cristo Rei reine sobre nós, sobre nossas famílias, cidades, estados, nações e sobre toda a humanidade.

Ó clemente, ó amável, ó doce Virgem Maria, ouvi nossas súplicas e aceitai este brado de nossos corações!”

Nossa Senhora de Guadalupe, Protetora dos Nascituros, rogai por nós!

(via Canção Nova)

Fonte: Aleteia



Papa Francisco: com o Sacramento da Crisma ser sal e luz do mundo


O Pontífice deu início a um novo ciclo de catequeses, desta vez dedicado ao Sacramento da Confirmação.

Bianca Fraccalvieri - Cidade do Vaticano

Apesar do mau tempo, milhares de fiéis participaram com o Papa Francisco da Audiência Geral desta quarta-feira (23/05).

Na Praça S. Pedro, os peregrinos ouviram o Pontífice iniciar um novo ciclo de catequeses, desta vez dedicado ao sacramento da Crisma, também chamado Confirmação, quando os fiéis recebem o dom do Espírito Santo.

Sal e luz do mundo

Aos seus discípulos, Jesus confiou uma grande missão: ser sal da terra e luz do mundo. “São imagens que nos levam a pensar no nosso comportamento, porque seja a carência, seja o excesso de sal comprometem o alimento, assim como a falta ou excesso de luz impedem de ver”, disse o Papa, acrescentando que somente o Espírito de Cristo nos dá o sabor e a luz que clareia o mundo.

Este dom é recebido justamente no Sacramento da Confirmação. “Confirmação porque confirma o Batismo e reforça a sua graça; assim também “Crisma” porque recebemos o Espírito mediante a unção com o “crisma” – óleo consagrado pelo Bispo – termo que remete a “Cristo”, o Ungido pelo Espírito.

Nada podemos sem o Espírito Santo

Renascer para a vida divina no Batismo é o primeiro passo, explicou o Papa, depois é preciso se comportar como filhos de Deus, ou seja, conformar-se ao Cristo que atua na santa Igreja.

“Sem a força do Espírito Santo não podemos fazer nada. Assim como toda a vida de Jesus foi animada pelo Espírito, assim também a vida da Igreja e de cada seu membro está sob a guia do mesmo Espírito.”

A carteira de identidade de Cristo

Francisco ressaltou o modo com o qual Jesus se apresenta na sinagoga de Nazaré, a sua a carteira de identidade, isto é, Ungido pelo Espírito. «O Espírito do Senhor está sobre mim; por isso me consagrou com a unção e me enviou a levar aos pobres o alegre anúncio » (Lc 4,18).

O “Respiro” do Cristo Ressuscitado enche de vida os pulmões da Igreja. Pentecostes é para a Igreja aquilo que para Cristo foi a unção do Espírito recebida no Jordão, isto é, o impulso missionário a viver a vida pela santificação dos homens, a glória de Deus.

Deixar-se guiar pelo Espírito

No momento de fazer a unção, explicou ainda Francisco, o bispo diz estas palavras: “Receba o Espírito Santo que lhe foi confiado como dom”.

“É o grande dom de Deus”, finalizou o Pontífice. “Todos nós temos o Espírito dentro, o Espírito está no nosso coração, na nossa alma. E o Espírito nos guia para que nos tornemos sal e luz na medida certa aos homens. O testemunho cristão consiste em fazer somente e tudo aquilo que o Espírito de Cristo nos pede, concedendo-nos a graça de o realizar.”

Fonte: Vatican News



A homofobia não existe e é uma invenção de domínio totalitário, assegura Cardeal


Por Walter Sánchez Silva

Roma, 22 Mai. 18 / 05:00 pm (ACI).- O Prefeito Emérito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Gerhard Ludwig Müller, assegurou que a homofobia não existe, mas é uma invenção do lobby gay para o “domínio totalitário” sobre as mentes dos outros.

Foi o que o Purpurado alemão indicou em uma entrevista concedida a Costanza Miriano, uma escritora católica italiana e mãe de quatro filhos, no contexto do recente Dia Internacional contra a Homofobia celebrado em 17 de maio e ante a próxima apresentação que o Cardeal realizará em Roma na sexta-feira, 25 de maio, do livro de Daniel C. Mattson “Por que não me defino gay: como me readaptei da minha realidade sexual e encontrei a paz”.

“A homofobia simplesmente não existe, é claramente uma invenção, um instrumento de dominação totalitária sobre o pensamento dos outros. O movimento homossexual carece de argumentos científicos e por isso construíram uma ideologia que quer dominar, buscando construir a sua realidade. É o esquema marxista, segundo o qual não é a realidade que constrói o pensamento, mas o pensamento que constrói a realidade”, destacou o Cardeal Müller na entrevista.

Então, continuou, “quem não aceita esta realidade deve ser considerado doente. Como se, entre outras coisas, pudéssemos agir contra a doença com a polícia ou com os tribunais”.

O Purpurado recordou que anteriormente, “na União Soviética, os cristãos eram trancados no manicômio”, uma medida de “regimes totalitários como o nacional-socialismo e o comunismo. Atualmente, na Coreia do Norte, acontece a mesma coisa com as pessoas que não aceitam o pensamento dominante”.

A respeito das iniciativas organizadas por líderes católicos para celebrar o Dia contra a Homofobia, o Prefeito Emérito comentou que, “hoje, alguns bispos não têm a coragem de dizer a verdade e se sentem intimidados: não entendem que a homofobia é um engano que serve para ameaçar as pessoas”.

“Nós, cristãos, não devemos ter medo das ameaças: nos primeiros séculos, os seguidores de Cristo foram presos ou despedaçados pelos animais. Hoje as pessoas são dilaceradas com o psicoterrorismo, aproveitando da sua ignorância”, assinalou.

O Cardeal disse que, “de um bispo, de um sacerdote, podemos esperar que seja capaz de não retroceder ante estas ideologias. Nós somos aqueles que buscam, com a graça de Deus, amar a todas as pessoas, inclusive aquelas que experimentam atração pelo mesmo sexo; mas deixando claro que amar não é obedecer à propaganda de gênero”.

Sobre o livro que apresentará em poucos dias, o Cardeal alemão indicou que está baseado na experiência do seu autor, Daniel C. Mattson, “e isso vale mais do que todas as ideologias”.

“Sua história mostra como estas ideologias são fortes e exercem uma pressão sobre todos aqueles que têm problemas com a própria sexualidade. Podem ter problemas por diferentes razões, mas a verdade é que uma pessoa só pode ser homem ou mulher. Existem dois sexos, isso é verdade. O resto são interpretações”, afirmou.

O Purpurado também recordou a “famosa frase’ que o Papa Francisco disse na coletiva de imprensa no avião de retorno do Rio de Janeiro a Roma em 2013: “Quem sou eu para julgar?”.

Explicou que aqueles que usam esta frase costumam esquecer que o Santo Padre disse “o mesmo que está no Catecismo: toda pessoa merece respeito porque é imagem de Deus, e não podemos usar as pessoas para nenhum fim”.

Em seguida, o Cardeal se referiu ao caso do “monsenhor gay” Krzystof Charamsa, que revelou a sua homossexualidade e a sua vida com um parceiro um dia antes do início do Sínodo sobre a Família em 2015.

“Nós, da Congregação para a Doutrina da Fé, tínhamos um colaborador, podemos dizer publicamente porque ele mesmo chamou a atenção ao dizer ‘eu sou gay’, que nunca pediu ajuda ou acompanhamento”.

“Pelo contrário, Mattson afirma ‘eu não quero me definir gay’, porque sabe que ‘gay’ é uma expressão falsa que expressa desprezo e por que, embora exista este problema de atração pelo mesmo sexo, não é a atração que define uma pessoa. Uma pessoa é sempre mais do que isso”, indicou.

O Cardeal Müller sublinhou que “somos criaturas e graças à redenção temos vocação à vida eterna, e quem sente esta atração deve viver a castidade, algo que todos os cristãos somos chamados a viver”.

Ao concluir, o Prefeito Emérito da Congregação para a Doutrina da Fé afirmou que “os nossos políticos na Europa devem se preocupar com muitas pessoas que estão desempregadas, assim como a natalidade, as famílias, e muitos problemas graves”.

“Em vez disso – concluiu –, se preocupam em transformar as nossas democracias em sistemas totalitários. As ideologias em si mesmas são violentas. Como um Parlamento pode estabelecer o que é verdadeiro ou não? Como pode afirmar que dois mais dois é cinco?”.

Fonte: ACI digital



terça-feira, 22 de maio de 2018

Hoje é celebrada Santa Rita de Cássia, padroeira das causas impossíveis


Por Abel Camasca

REDAÇÃO CENTRAL, 22 Mai. 18 / 05:00 am (ACI).- Santa Rita de Cássia não teve uma vida fácil. Foi uma filha obediente e esposa fiel, mas maltratada por seu marido. Ficou viúva e viu seus filhos morrer. Entretanto, seu amor por Jesus Cristo a levou a ser a santa do impossível e padroeira dos necessitados por milagres que Deus realizou durante sua vida e depois de sua morte. Sua festa é celebrada neste dia 22 de maio.

Ela nasceu em 1381, na Itália, em um momento de conquista, rebeliões e corrupção. Como seus pais, era analfabeta, mas Deus lhe concedeu a graça de ler. Queria ser religiosa, mas seus pais escolheram um esposo e ela aceitou de forma obediente.

Seu marido tinha maus hábitos, bebia muito, era mulherengo e a maltratava. Mas, Santa Rita se manteve fiel na oração. Tiveram filhos gêmeos que possuíam o mesmo temperamento do pai. Após 20 anos de casamento, o marido se converteu, Rita o perdoou e, juntos, aproximaram-se ainda mais da vida de fé. Um dia, ele não voltou para casa e foi encontrado assassinado.

Os filhos juraram vingar a morte de seu pai e a dor de Santa Rita aumentou ainda mais. Nem suas súplicas os fizeram desistir. A mãe aflita rogou ao Senhor para salvar seus filhos e tirar suas vidas antes que eles mesmos se condenassem com um pecado mortal. Assim, ambos sofreram de uma terrível doença e antes de morrer perdoaram os assassinos.

Mais tarde, Santa Rita quis ingressar na congregação das Irmãs Agostinianas, mas não foi fácil, porque tinha sido casada e por causa da morte sombria de seu marido. Ela se colocou em oração e certa noite ouviu que a chamavam três vezes pelo nome. Ele abriu a porta e encontrou Santo Agostinho, São Nicolau de Tolentino e São João Batista, de quem era muito devota.

Eles pediram que ela os seguisse e, depois de percorrer as ruas, sentiu que a elevavam no ar e a empurravam suavemente para Cássia até se encontrar em cima do Mosteiro de Santa Maria Madalena. Ali, entrou em êxtase e quando voltou a si estava dentro do Mosteiro e as religiosas agostinianas não puderam negar mais o seu ingresso na comunidade.

Fez sua profissão religiosa no mesmo ano (1417) e foi colocada à prova com duras provações por parte de suas superioras. Santa Rita recebeu os estigmas e as marcas da coroa de espinhos na cabeça. Ao contrário de outros santos com este dom, as chagas dela exalavam um odor ruim e teve que viver isolada por muitos anos.

Depois de uma doença grave e dolorosa, partiu para a Casa do Pai em 1457. A ferida de espinho em sua testa desapareceu e no lugar ficou um ponto vermelho como um rubi, que tinha deliciosa fragrância. Seu corpo permanece incorrupto.

Fonte: ACI digital



segunda-feira, 21 de maio de 2018

“Romaria pró-Lula” a Aparecida ocorreu e gerou polêmica entre católicos nas redes


Por Rafael Tavares

REDAÇÃO CENTRAL, 21 Mai. 18 / 07:00 pm (ACI).- No domingo, 20 de maio, militantes petistas realizaram em Aparecida (SP) a ‘Romaria Lula Livre’, conforme foi anunciado no início de maio pela senadora e presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, e participaram a Missa no Santuário Nacional, ato que foi repudiado por católicos nas redes sociais.

Conforme relatou o site oficial do Partido dos Trabalhadores (PT), os manifestantes “se encontraram na basílica velha da cidade de Aparecida, onde fizeram um ato com gritos de ordem pela liberdade de Lula e pelo restabelecimento da democracia. De lá caminharam para o Santuário Nacional em romaria”. A Senadora petista Gleise Hoffman também divulgou fotos do evento em sua conta de twitter:

“Os romeiros por Lula e Paz no Brasil participaram da missa das 14 horas no Santuário de Aparecida, onde fizeram suas preces pelo ex-presidente e pelo país”, acrescentou ainda o site petista.

Em vídeos publicados nas redes sociais, vê o momento em que durante a oração dos fiéis em Missa presidida pelo reitor, Pe. João Batista de Almeida, pede-se “pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para que Nossa Senhora Aparecida o abençoe e lhe dê muitas forças, e se faça a verdadeira justiça para que, o quanto antes, ele possa estar entre nós, construindo com nosso povo um projeto de país, que semeie a justiça e a fraternidade”.

Esta romaria já havia sido anunciada no início de maio pela senadora Geisi Hofmann através de seu Twitter. Na ocasião, o Santuário de Aparecida publicou uma nota rechaçando “toda e qualquer utilização do seu espaço para fins políticos ou ideológicos” e reiterando que não estava “organizando ou convidando pessoas para se mobilizarem em favor deste ou daquele político”.

Frente a esta “romaria” promovida por petistas, diversas manifestações nas redes sociais criticaram o fato, como a nota publicada no Facebook por Bruno Braga, católico de Minas Gerais e um influenciador digital de renome, que há meses vem denunciando a utilização da Igreja por partidários da esquerda para fins eleitorais.

“Realizaram-na mesmo após o Santuário afirmar que ‘se coloca contra toda e qualquer utilização do seu espaço para fins políticos e ideológicos’”, assinalou, em referência à nota do Santuário do início de maio.

Segundo Braga, os manifestantes “não afrontaram somente uma determinação do Santuário. Eles afrontaram e ofenderam a própria Virgem Maria, que em Fátima tentou alertar o mundo sobre os males do comunismo”.

“Mais. Os delinquentes profanaram o Santuário de Aparecida, a Casa da padroeira e Rainha do Brasil. Um desprezo total para com a centralidade de Cristo e da Santa Eucaristia na Santa Missa”, acrescentou.

Por sua vez, o tradutor, palestrante, ensaísta e escritor católico Bernardo Pires Küster publicou um vídeo no qual pontua alguns “problemas” que atos como esta romaria causam e, segundo ele, o primeiro destes males é o “abuso litúrgico”.

“Usar a liturgia da Igreja, a oração dos fiéis para fazer oração por alguém condenado na Justiça é abuso litúrgico, ainda mais se tratando de um indivíduo só e não de mais pessoas. É a oração dos fiéis, não do fiel”, declarou.

Küster, cujos vídeos alertando para a instrumentalização política da Igreja no Brasil já alcançaram mais de 20 milhões de usuários nas redes sociais, indicou que estas iniciativas podem representar um “incremento da tensão entre a Igreja e o Estado”, uma vez que pode dar a impressão de uma tentativa de “influenciar na política”.

Além disso, acrescentou, há uma questão de “politização da Liturgia”. Segundo ele, trata-se de “usar a Igreja Católica para” promover “movimento comunista”.

Küster indicou ainda que “a politização da liturgia é um absurdo, seja para qual lado for”.

Por fim, indicou, a realização de manifestações como esta ocorrida dentro do Santuário de Aparecida causam “uma divisão na Igreja. Não importa se é direita ou esquerda, não se pode politizar dentro da Igreja, porque isso causa divisão”.

"O que não divide a Igreja? Falar de Nosso Senhor Jesus Cristo, falar de Nossa Senhora, pregar o Evangelho, unir os fiéis na unidade pelo vínculo da paz”, completou.

Nossa redação entrou em contato com o Santuário Nacional de Aparecida, mas até o final desta edição não obteve por parte das autoridades do Santuário esclarecimentos sobre estas e outras denúncias de fiéis sobre atos ocorridos ontem na Basílica de Nossa Senhora Aparecida.

Fonte: ACI digital






Reitor do Santuário Nacional de Aparecida pede liberdade de Lula em Missa


A presidente do PT, Gleisi Hoffmann havia anunciado no início do mês que militantes de seu partido fariam uma peregrinação à Basílica de Aparecida, maior Santuário católico do país, neste domingo (20).

O objetivo seria rezar e “expressar nossa fé e pedir pela liberdade de Lula, Presidente dos pobres”. Não demorou muito para que o Santuário emitisse uma nota informando que esta peregrinação, assim como ocorre com outras romarias provenientes do Brasil todo, não foi “combinada” com o Santuário e disse ainda que "o Santuário Nacional de Aparecida é um espaço sagrado que acolhe todos os filhos e filhas de Nossa Senhora Aparecida, sem distinção mas que se coloca contra toda e qualquer utilização do seu espaço para fins políticos ou ideológicos, por isso, sob qualquer hipótese se posiciona ou se posicionará em favor de quaisquer líderes políticos, refutando toda e qualquer iniciativa que queira utilizar-se do Altar da Eucaristia para fins de promoção individual ou partidária" alegou ainda que não estava “organizando ou convidando pessoas para se mobilizarem em favor deste ou daquele político” e que “nenhuma celebração deste ou em qualquer outro dia na rotina deste Santuário é realizado com fim específico que não o de evangelização”.

Apesar disto, não só os petistas estiveram em Aparecida como o próprio reitor do Santuário, Padre João Batista de Almeida, um militante defensor do Socialismo e indiferente à luta contra corrupção, rezou uma missa pela liberdade do criminoso condenado Lula. Confira o vídeo:


O padre levantou o Cálice e pediu orações por Lula e por sua libertação. Fato é que Aparecida ficou infestada de gente trajando camisetas vermelhas, entre eles, alguns políticos do partido, como o vereador Eduardo Suplicy, o deputado federal Paulo Teixeira e o deputado estadual Simão Pedro, que não estavam lá por Nossa Senhora ou Jesus, mas sim por um corrupto e lavador de dinheiro.

Não há dúvidas de que o dinheiro comprou essa gente.

Fonte: iCatolica

Nota do Blog: É muito triste, a Santa Igreja, o Santo Altar não é lugar para adoradores de políticos, somente para adoradores do Senhor Jesus e veneradores de Nossa Senhora.



O dia em que a Mãe da Igreja completou a Praça de São Pedro

Por Natalia Zimbrão

REDAÇÃO CENTRAL, 21 Mai. 18 / 01:00 pm (ACI).- A Igreja celebra nesta segunda-feira a memória da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, estabelecida pelo Papa Francisco no início deste ano, invocação mariana cuja imagem completou a Praça de São Pedro em 1981.

Por ocasião desta primeira celebração da memória da Virgem Maria, Mãe da Igreja, o site do Opus Dei recordou o relato do arquiteto Javier Cotelo, publicado por L’Osservatore Romano em 2011, sobre a construção do mosaico dedicado a Maria “Mater Ecclesiae”, que se encontra no topo da fachada do braço avançado do Palácio Apostólico e remete também à relação entre São João Paulo II e a Virgem Maria.

No texto, Cotelo admitiu que teve “o privilégio de viver de perto os antecedentes dessa decisão, que põe em evidência duas características” de João Paulo II, “a sua particular relação com os jovens e o seu sentido de agradecimento”.

Conforme relatou, na Semana Santa de 1980, João Paulo II recebeu em uma audiência milhares de jovens que participavam do Fórum UNIV, encontro internacional de universitários que frequentam Centros do Opus Dei em todo o mundo.

Naquela ocasião, “um dos jovens, chamado Julio Nieto, comentou ao Santo Padre que, depois de observar as imagens da Praça de São Pedro, tinha notado que faltava uma de Nossa Senhora e que, portanto, a praça estava incompleta”. Diante disso, João Paulo II respondeu: “Bem, muito bem! Temos que completar a praça”.

Javier Cotelo contou que “este diálogo chegou aos ouvidos de Dom Álvaro del Portillo, sucessor de São Josemaria Escrivá à frente do Opus Dei”, o qual, “movido pelo desejo de pôr em prática, sem demora, o que considerava um desejo do Santo Padre, pediu-me para pensar num lugar e numa solução para colocar, na praça, uma imagem de Nossa Senhora, acrescentando que se poderia pôr sob a invocação de Mater Ecclesiae”.

“Após várias semanas e depois de várias visitas à praça para encontrar alternativas, apresentei a Dom Álvaro uma possível solução, com as correspondentes fotomontagens e desenhos: substituir uma janela, na esquina do edifício que há entre o Cortile de São Dâmaso e a praça, por um mosaico de Nossa Senhora”.

Este projeto foi enviado ao Santo Padre em 27 de junho de 1980, mas se passaram vários meses sem respostas. Por isso, “voltou-se a enviar ao Santo Padre uma cópia do material, através do então secretário do Papa, Cardeal Stanislaw Dziwisz”.

Meses depois, o arquiteto recordou que João Paulo II sofreu o atentado na Praça de São Pedro, ao qual sobreviveu, “como ele próprio dizia, graças à proteção de Maria Santíssima”.

“Em sinal de agradecimento, quis que se colocasse uma imagem de Nossa Senhora na praça de São Pedro. Devido a esse encargo do Romano Pontífice, aquela proposta de Dom Álvaro foi submetida à apreciação das autoridades competentes do Vaticano e foi escolhido esse lugar como sede da Mater Ecclesiae”, recordou.

Segundo o arquiteto, o mosaico é “inspirado na Madonna della colonna que procedia da Basílica constantiniana” e foi instalado no dia 7 de dezembro de 1981, tendo sido abençoado pelo Papa João Paulo II no dia seguinte, após a oração do Ângelus.

Naquela ocasião, o Pontífice manifestou o desejo de “que todos os que venham a esta Praça de São Pedro, elevem o olhar para Ela para Lhe dirigir, com sentimento de filial confiança, a sua própria saudação e a sua própria oração”.

“Muitas vezes pensei neste acontecimento como uma pequena demonstração da relação especial de João Paulo II com os jovens; não deixa de ser surpreendente que aquele ‘temos que completar a praça’ que o Papa tinha dito a um universitário um ano e meio antes, se tornasse então realidade”, afirmou Javier Cotelo em seu artigo.

O Arquiteto lembrou ainda que em 11 de dezembro daquele mesmo ano, o Pontífice convidou Dom Álvaro Del Portillo para concelebrar a Missa em sua capela privada e tomar o café da manhã.

“Desejava comunicar-lhe a alegria que lhe tinha provocado benzer a imagem da praça e agradecer-lhe a ideia para a sua colocação”, relatou.

Segundo Cotelo, o Santo Padre teve ainda o pormenor de enviar a Dom Álvaro, “alguns dias depois, a cartolina com o desenho, a negro, do mosaico que se utilizou para testar a colocação das peças de cor”. “Este desenho, que aparece na fotografia, encontra-se atualmente na sede central da Prelazia do Opus Dei”, acrescentou.

Fonte: ACI digital



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana/Devoção e Fé