2018 - Devoção e Fé - Blog Católico

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Hoje celebramos Nossa Senhora do Carmo, a mais bela flor do jardim de Deus


Por Abel Camasca

REDAÇÃO CENTRAL, 16 Jul. 18 / 05:00 am (ACI).- Segundo a tradição, no dia 16 de julho de 1251, São Simão Stock, superior dos Carmelitas, encontrava-se em profunda oração rogando por seus religiosos perseguidos quando a Virgem lhe apareceu com o hábito da Ordem na mão e entregou-lhe o escapulário.

Tempos depois, a devoção a Nossa Senhora do Carmo foi florescendo e a espiritualidade carmelita se estendeu por vários lugares do mundo.

A festa de Nossa Senhora do Carmo, que se celebra a cada 16 de julho, é ainda símbolo do encontro entre a Antiga e a Nova Aliança, porque foi no monte Carmelo (vocábulo hebreu que significa jardim) onde o profeta Elias defendeu a fé do povo escolhido contra os pagãos.

Elias e Eliseu permaneceram no Monte Carmelo e com seus discípulos viveram de maneira contemplativa, como eremitas em oração. Em meados do século XII de nossa era, São Bertolo fundou a Ordem do Carmelo e vários sacerdotes foram viver no Carmelo como eremitas.

Por volta de 1205, Santo Alberto, patriarca de Jerusalém, entregou aos eremitas do Carmelo uma regra de vida, que foi aprovada pelo Papa Honório III em 1226. Eles tinham a missão de viver na forma de Elias e de Maria Santíssima, a quem veneravam como a Virgem do Carmo.

No século XIII, o Papa Inocêncio IV concedeu aos carmelitas o privilégio de ser incluídos entre as ordens mendicantes junto com os franciscanos e dominicanos. Os carmelitas passaram por algumas reformas, sendo a maior delas a realizada por Santa Teresa d´Ávila (Santa Teresa de Jesus) e São João da Cruz. Através dos séculos, esta espiritualidade deu muitos santos à Igreja.

Oração à Nossa Senhora do Carmo

Ó bendita e imaculada Virgem Maria, honra e esplendor do Carmelo! Vós que olhais com especial bondade para quem traz o vosso bendito escapulário, olhai para mim benignamente e cobri-me com o manto de vossa fraqueza com o vosso poder, iluminai as trevas do meu espírito com a vossa sabedoria, aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade. Ornai minha alma com a graça e as virtudes que a tornem agradável ao vosso divino Filho. Assisti-me durante a vida, consolai-me na hora da morte com a vossa amável presença e apresentai-me à Santíssima Trindade como vosso filho e servo dedicado; e lá do céu, eu quero louvar-vos e bendizer-vos por toda a eternidade.

Nossa Senhora do Carmo libertai as benditas almas do purgatório. Amém!

Fonte: ACI digital

12 chaves para usar o escapulário de Nossa Senhora do Carmo

REDAÇÃO CENTRAL, 16 Jul. 18 / 06:00 am (ACI).- “A devoção do Escapulário do Carmo fez descer sobre o mundo copiosa chuva de graças espirituais e temporais”, disse o Papa Pio XII. Conheça aqui 12 chaves para quem usa este objeto religioso.

1. Não é um amuleto

Não é um amuleto nem nenhuma garantia automática de salvação ou uma dispensa para não viver as exigências da vida cristã. “Perguntas: e se eu quiser morrer com meus pecados? Eu te respondo, então morrerá em pecado, mas não morrerá com teu escapulário”, advertia São Cláudio de la Colombière.

2. Era uma veste

Escapulário vem do latim “scapulae” que significa “ombros” e originalmente era uma veste sobreposta que caia dos ombros, usada pelos monges no trabalho. Os carmelitas o assumiram como mostra de dedicação especial à Virgem, buscando imitar sua entrega a Cristo e ao próximo.

3. É um presente da Virgem

Segundo a tradição, o escapulário, tal como se conhece atualmente, foi dado pela própria Virgem Maria a São Simão Stock em 16 de julho de 1251. A Mãe de Deus lhe disse: “Deve ser um sinal e privilégio para ti e para todos os Carmelitas: Aquele que morrer usando o escapulário não sofrerá o fogo eterno”. Posteriormente, a Igreja estendeu este escapulário aos leigos.

4. É um mini hábito

É como um hábito carmelita em miniatura que todos os devotos podem portar como mostra de sua consagração à Virgem. Consiste em um cordão que se coloca no pescoço com duas peças pequenas de tecido cor de café. Uma das peças fica sobre o peito e a outra sobre as costas e se costuma usar sob a roupa.

5. É sinal de serviço

Santo Afonso Maria de Ligório, doutor da Igreja, dizia: “Assim como os homens ficam orgulhosos quando outros usam a sua insígnia, assim a Santíssima Virgem se alegra quando os seus filhos usam o escapulário como sinal de que se dedicam ao seu serviço e são membros da família da Mãe de Deus”.

6. Tem três significados

O amor e o amparo maternal de Maria, a pertença a Nossa Senhora e o suave jugo de Cristo que Ela nos ajuda a levar.

7. É um sacramental

É reconhecido pela Igreja como um sacramental, ou seja, um sinal que ajuda a viver santamente e a aumentar nossa devoção. O escapulário não comunica graças como fazem os Sacramentos, mas sim dispõe ao amor do Senhor e ao arrependimento se recebido com devoção.

8. Pode ser dado a um não católico

Certo dia, levaram a São Stock um ancião moribundo, que ao recuperar a consciência disse ao santo que não era católico, que usava o escapulário como promessa a seus amigos e que rezava uma Ave Maria diariamente. Antes de morrer, recebeu o batismo e a unção dos enfermos.

9. Foi visto em uma aparição de Fátima

Lúcia, a vidente de Nossa Senhora de Fátima, contou que na última aparição (outubro de 1917), Maria apareceu com o hábito carmelita e o escapulário na mão e voltou a pedir que seus verdadeiros filhos o levassem com reverência. Deste modo, pediu que aqueles que se consagrem a Ela o usem como sinal desta consagração.

10. O escapulário que não se danificou

O Beato Papa Gregório X foi enterrado com seu escapulário e 600 anos depois, quando abriram sua tumba, o objeto mariano estava intacto. Algo semelhante aconteceu com Santo Afonso Maria de Ligório. São João Bosco e São João Paulo II também o usavam e São Pedro Claver investia com o escapulário os que convertia e preparava.

11. Não é qualquer um que o pode impor

A imposição do escapulário deve ser feita preferivelmente em comunidade e que na celebração fique bem expresso o sentido espiritual e de compromisso com a Virgem. O primeiro escapulário deve ser abençoado por um sacerdote e posto sobre o devoto com a seguinte oração.

“Recebe este santo Escapulário como sinal da Santíssima Virgem Maria, Rainha do Carmelo, para que, com seus méritos, o uses sempre com dignidade, seja tua defesa em todas as adversidades e te conduza à vida eterna”.

12. Só se abençoa o primeiro que recebe

Quando se abençoa o primeiro escapulário, o devoto não precisa pedir a bênção para escapulários posteriores. Os já gastos, se foram abençoados, não devem ser jogados no lixo, mas podem ser queimados ou enterrados como sinal de respeito.

Fonte: ACI digital



domingo, 15 de julho de 2018

Conselhos práticos para comungar


Felipe Aquino

Os requisitos para recebermos dignamente a Sagrada Eucaristia já nos são conhecidos: não estar em pecado mortal, ter uma intenção reta e guardar o jejum eucarístico aplicável ao nosso caso. Se cumprirmos estas condições, de cada vez que comungarmos receberemos infalivelmente um aumento de graça santificante, juntamente com muitas graças atuais.

Não é preciso dizer que o nosso aspecto externo deve estar de acordo com as adequadas disposições interiores. A mais elementar cortesia exige que, quando nos aproximamos da Comunhão, estejamos limpos de corpo e de roupa. Não é necessário irmos solenemente vestidos: Nosso Senhor acolherá sem dúvida com carinho o operário que se detém no seu percurso até a fábrica para assistir à missa e comungar com a roupa de trabalho, ou o pobre homem que não tem outro remédio senão usar a sua roupa remendada e cerzida. Mas a limpeza e o asseio estão ao alcance de todos.

O mesmo ocorre com a modéstia no vestir. Os que querem visitar a rainha da Inglaterra deve submeter-se a um protocolo rígido; e ninguém, sonharia, nem sequer no país mais democrático do mundo, em entrevistar-se com o presidente da República vestido de calças curtas e camisa esporte. O Rei dos reis tem incomparavelmente mais direito às manifestações externas de reverência e respeito. Não é pedantismo nem beatice, mas piedade da mais elementar, a que proíbe as sumárias peças esportivas e os vestidos decotados para nos aproximarmos da Comunhão.

Pode ser útil mencionar aqui o especial afeto e agradecimento que despertam no sacerdote aqueles que, ao comungarem – ajoelhados ou de pé -, inclinam a cabeça ligeiramente para trás, abrem suficientemente a boca e põem a língua por cima dos bordos do lábio inferior. Felizmente, a maioria dos que comungam fazem isso. Mas surpreende ver com que frequência o sacerdote tem que transpor obstáculos tais como cabeças inclinadas para a frente, dentes semicerrados ou línguas que não se decidem a sair. Se alguém tem alguma dúvida sobre o seu espírito de colaboração nesta matéria, dê uma espiada no espelho e tire as conclusões.

Onde está autorizada a prática de receber a comunhão na mão, os que desejam recebe-la assim devem apresentar a mão esquerda com a palma aberta sobre a palma da mão direita. Ali será depositada a Sagrada Hóstia, que deverá ser tomada com a máxima reverência com o indicador e o polegar da mão direita, e levada à boca antes de sair do lugar. As normas vigentes não permitem em caso algum que o próprio fiel tome diretamente a Hóstia do cibório ou do altar ou que a receba com os dedos em pinça. E a Igreja estabeleceu que, mesmo nos lugares onde se dá legitimamente a comunhão na mão, qualquer fiel tem o direito – que deve ser respeitado pelo sacerdote – de receber a Sagrada Comunhão na boca.

Alguns preocupam-se desnecessariamente com a possibilidade de que a Sagrada Hóstia lhes toque os dentes, coisa que é absolutamente irrelevante. Pode-se até mastigar a Hóstia, como se mastigam os alimentos, pois afinal é alimento espiritual. Embora isto quase nunca seja necessário.

Quer mastiguemos a Sagrada Hóstia ou não, o que devemos garantir é que a engulamos, já que a Sagrada Eucaristia é alimento espiritual, e, para recebê-lo, temos de comê-la. Se quiséssemos que a Sagrada Hóstia se dissolvesse completamente na boca, de modo que já não conservasse as aparências de pão, não receberíamos a Sagrada Comunhão nem as graças que esse sacramento no confere. Devemos, pois, manter a Sagrada Hóstia na boca apenas o tempo suficiente para que se umedeça e possamos ingerir.

Seria um erro sério recebermos a Sagrada Comunhão quando sofremos de indisposições digestivas que possam facilmente produzir vômitos. Se alguém sofre um ataque repentino de náusea e vomita a Sagrada Hóstia, deve recolhê-la num pano e entrega-la ao sacerdote para que disponha dela. Se o Sacerdote não se encontra perto ou se têm dúvidas de que as aparências de pão ainda subsistem, os vômitos devem ser envolvidos num pano e queimados.

Voltando a temas mais agradáveis e mais práticos, propomos uma tríplice questão: “Com que frequência me é permitido comungar? Com que frequência tenho obrigação de comungar? Com que frequência deveria comungar?”

A norma geral autoriza a comungar até mais de uma vez por dia; só precisa que, “quem já recebeu a Santíssima Eucaristia, pode recebê-la de novo no mesmo dia unicamente dentro da celebração eucarística na qual participe” (CDC, cân. 917).

Temos obrigação de comungar uma vez por ano pela Páscoa (desde a Quarta-feira de Cinzas até o domingo de Pentecostes) e em perigo de morte. Omitir deliberadamente a comunhão em qualquer desses casos é pecado grave.

Deveria comungar com a frequência que se fosse possível; o ideal seria que fosse diariamente. A Sagrada Eucaristia é o nosso alimento espiritual e, pelo menos, deveríamos ter tanto interesse em alimentar a nossa alma como em alimentar o nosso corpo; ora, ninguém passa muito tempo sem tomar uma refeição. A Sagrada Eucaristia é também garantia de felicidade eterna, se a recebemos regularmente e com razoável frequência, todos os dias, se pudermos. Jesus prometeu: Quem come deste pão viverá eternamente (Jo 6,59). Com os privilégios que a Igreja concedeu aos que têm dificuldades para jejuar, deveríamos fazer o propósito de receber a Sagrada Comunhão em todas as missas a que assistamos, como faziam os primeiros cristãos.

Suponhamos que estamos preparados por dentro e por fora para fazer uma comunhão digna. Podemos perguntar-nos: “Quantas graças poderei receber quando comungar?”

Já ouvimos dizer que uma só comunhão contém um depósito inesgotável de graças, que uma só comunhão seria suficiente para tornar santa uma pessoa. Já ouvimos estas e outras afirmações parecidas, e podemos sentir-nos um pouco desanimados ao ver que, apesar das nossas comunhões frequentes, ainda parece que nos movemos em níveis de santidade demasiado medíocres.

Não há dúvida de que cada comunhão contém um depósito inesgotável de graças: quem está presente na Sagrada Eucaristia é Jesus Cristo, e Jesus Cristo é Deus, e Deus é infinito, e pode conceder graças infinitas. Mas o total de graças que cada indivíduo recebe numa comunhão depende da capacidade que esse indivíduo tenha.

Há muita água no Oceano Atlântico, mas uma garrafa de litro só poderá conter um litro dessa água, mesmo que a mergulhemos até o fundo. De forma parecida, a nossa alma tem uma capacidade limitada para a graça. Como criatura finita que é, nenhuma alma humana pode ter capacidade infinita para a graça, nenhuma alma está em condições de absorver toda a graça que uma comunhão põe à sua disposição.

Mas isto não quer dizer que em cada uma das nossas comunhões estejamos conseguindo toda a graça que nos é possível. Não quer dizer que não possamos aumentar a nossa capacidade de adquirir graça. Se a garrafa que mergulhamos no oceano não está vazia, mas cheia de areia até três quartos, não tiraremos um litro de água, mas apenas um quarto de sua capacidade total. Se Deus sabe qual é a capacidade máxima de graça de uma alma. Mas todos podemos ter a certeza de ainda não a havermos alcançado.

Aumentamos a nossa capacidade de graça quando retiramos a areia da garrafa, quando tiramos os obstáculos à graça que embaraçam a nossa alma. O primeiro e o maior deles é o apego do pecado venial (uma comunhão digna pressupõe ausência de pecado mortal). Enquanto houver um só pecado venial que não queiramos abandonar (um rancor contra o chefe, a intemperança no uso do álcool, uns comentários maliciosos com laivos de murmuração), estaremos reduzindo a capacidade de graça da nossa alma.

Uma vez livres do pecado venial, ainda resta a luta contra as imperfeições, essas falhas que mostram que o nosso amor a Deus não é ainda de todo o coração. Pode haver em nós desleixo ou desinteresse na nossa oração, resistência egoísta em ajudar o próximo, falta de esforço para vencer a nossa irritabilidade ou impaciência, certa vaidade infantil nas nossas atitudes ou nos nossos talentos. Sejam quais forem, essas imperfeições são provavelmente muitos grãos de areia na nossa garrafa.

Que podemos fazer com esses pecados e imperfeições? Pôr um pouco mais de esforço e receber a Sagrada Comunhão com maior frequência. Um efeito maravilhoso da graça da comunhão é que nos purifica e fortalece contra as mesmas coisas que a impedem de agir. Com um pequeno esforço da nossa parte, cada Sagrada Comunhão prepara o caminho para maiores graças na seguinte. Cada comunhão edifica sobre a anterior.

Este fato esclarece também a afirmação de que “uma só comunhão é suficiente para fazer um santo”. É verdade que o Senhor podia, por um milagre da sua graça, fazer de um pecador um santo com uma só comunhão. Mas, normalmente, permite que o crescimento na santidade seja um crescimento orgânico, gradual e estável como o de uma criança, que mal se percebe de um dia para o outro. De novo aqui uma graça edifica sobre a anterior. É melhor para a nossa humildade não conhecermos claramente o progresso que fazemos.

A única conclusão que devemos tirar de tudo o que acabamos de ver é que nos importa muito que cada comunhão nos leve o mais longe possível. Isto exige uma preparação imediata de cada comunhão, que estimule os nossos sentimentos de arrependimento, fé, amor e gratidão, que nos arraste a uma entrega autentica, para identificarmos a nossa vontade com a de Deus. E é evidente que cumprimos tudo isto se nos unimos com sinceridade recolhimento ao oferecimento da missa.

Depois, temos esses preciosos minutos após a comunhão, em que Nosso Senhor Jesus nos tem, poderíamos dizer, abraçados. A ação de graças da comunhão significa perguntarmo-nos valentemente: “Senhor, que queres que eu faça?”, e escutarmos com mais valentia ainda a resposta que virá. Se a bênção final da missa nos apanha já com um pé no corredor, preparados para empreender uma veloz corrida para casa em busca do nosso café com leite, é que estamos malbaratando lastimavelmente muitas graças que Jesus ainda não acabara de nos dar. Fora alguma circunstância excepcional, deveríamos ter por norma permanecer na igreja por mais dez minutos, dando graças pela comunhão.

Há um ponto final (e muito consolador) que convém ter presente: podemos comungar com muita frequência; podemos preparar-nos adequadamente para a comunhão e depois dar graças com generosidade; podemos estar tratando sinceramente, de comunhão em comunhão, de pôr em prática os nossos propósitos e, apesar de tudo isso (ou talvez por causa disso), sentirmo-nos insatisfeitos conosco próprios. Então, não nos limitemos a exclamar: “Com tantas comunhões, como devia ser melhor!” Perguntemo-nos também: “Sem tantas comunhões, que seria de mim?”

Retirado do livro: “A Fé explicada”. Leo J. Trese.

Fonte: Cleofas



Um católico a favor do aborto pode comungar?


REDAÇÃO CENTRAL, 13 Jul. 18 / 06:00 pm (ACI).- Diante dos recentes casos de despenalização do aborto em países de maioria católica, como Irlanda, Colômbia, Chile e a possibilidade de que a mesma coisa aconteça na Argentina, surgiu a pergunta de se os fiéis que estão abertamente a favor desta prática podem receber a Eucaristia.

Para resolver esta dúvida, a Igreja emitiu vários documentos. Entre eles a carta "Dignidade para receber a Sagrada Comunhão: Princípios Gerais", enviada em 2004 pelo então Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, aos bispos dos Estados Unidos.

A carta assinala que, no caso do grave pecado do aborto, “quando a cooperação formal de uma pessoa é manifesta (entendida, no caso de um político católico, como fazer campanha e votar sistematicamente por leis permissivas de aborto e eutanásia), seu pároco deveria reunir-se com ele, instruí-lo a respeito dos ensinamentos da Igreja, informando-lhe que não deve apresentar-se à Sagrada Comunhão até que termine com a situação objetiva de pecado, e advertindo-lhe que de outra maneira se lhe negará a Eucaristia”.

Além disso, adverte que um católico seria “culpável de cooperação formal no mal, e tão indigno para apresentar-se à Sagrada Comunhão, se deliberadamente votasse a favor de um candidato precisamente pela postura permissiva do candidato a respeito do aborto e/ou da eutanásia”.

Neste contexto, quando um fiel católico foi formado a respeito do ensinamento da Igreja sobre o aborto, mas ainda mantém a sua posição pública “com obstinada persistência”, ainda se apresenta a receber a Sagrada Comunhão, “o ministro da Sagrada Comunhão deve negar-se a distribuí-la”.

“Esta decisão, propriamente falando, não é uma sanção ou uma pena. Tampouco é que o ministro da Sagrada Comunhão esteja realizando um juízo sobre a culpa subjetiva da pessoa, senão que está reagindo ante a indignidade pública da pessoa para receber a Sagrada Comunhão devido a uma situação objetiva de pecado”, esclarece o texto.

Em agosto de 2008, o então Prefeito do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica da Santa Sé, Cardeal Raymond L. Burke, explicou que os católicos, especialmente os políticos que apoiam publicamente o aborto, não devem comungar.

O Cardeal também se referiu à responsabilidade da caridade que os ministros da comunhão têm de negá-la caso a solicitem "até que reformem a própria vida".

Católicos devem se opor ao aborto

No ponto 2 da carta do agora Papa Emérito Bento XVI, recorda-se o que foi estabelecido na Carta Encíclica Evangelium vitae, em relação às decisões judiciais ou leis civis que autorizam ou promovem o aborto, declarando que existe "uma grave e precisa obrigação de opor-se através da objeção de consciência".

“No caso de uma lei intrinsecamente injusta, como aquela que admite o aborto ou a eutanásia, nunca é lícito conformar-se com ela, ‘nem participar numa campanha de opinião a favor de uma lei de tal natureza, nem dar-lhe a aprovação com o próprio voto’”, assinala no numeral 73.

Do mesmo modo, explica que os cristãos têm um “grave dever de consciência, a não prestar a sua colaboração formal em ações que, apesar de admitidas pela legislação civil, estão em contraste com a lei de Deus”.

Pecado do aborto

O aborto é um pecado grave, porque se trata de tirar a vida de um ser humano no ventre de sua mãe.

De acordo com o Direito Canônico, no cânon 1398, quem procurar o aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão automática (latae sententiae), que só pode ser absolvida pelo bispo da diocese e pelos sacerdotes autorizados por ele.

Por ocasião do Ano da Misericórdia em 2016, o Papa Francisco permitiu que os sacerdotes de todo o mundo absolvessem esse pecado. E, depois, com a Carta Apostólica Misericordia et misera, o Santo Padre estendeu esta permissão indefinidamente.

Fonte: ACI digital



Papa: missionário deve estar amparado unicamente em Cristo


“O bastão e as sandálias são a dotação dos peregrinos, porque assim são os mensageiros do reino de Deus, não gestores onipotentes, não funcionários estáveis, não divos em turnê”. A missão tem um centro e a missão tem um rosto: estes são os dois pontos que resumem o "estilo missionário" destacado pelo Papa Francisco no Angelus deste domingo.

Cidade do Vaticano

Discípulos “livres e leves, sem apoios e sem favores”, ancorados unicamente no amor “d’Aquele que os envia” e fortes “somente de sua palavra que irão anunciar”. Este é o rosto que deve ter o discípulo missionário.

Inspirado no Evangelho do dia de São Marcos, que narra o momento em que Jesus envia os doze em Missão, o Papa Francisco refletiu sobre os dois pontos do estilo missionário: a missão tem um centro e a missão tem um rosto.

“O discípulo missionário tem antes de tudo - explicou o Papa -  um seu centro de referência, que é a pessoa de Jesus”, como comprova a narrativa pela série de verbos usados a Ele referidos. Assim, seu modo de agir “parece como que irradiando de um centro, a recorrência da presença e da obra de Jesus em sua ação missionária”:

“Isso mostra como os Apóstolos não têm nada de próprio para anunciar, nem própria capacidade de demonstrar, mas falam e agem como "enviados", como mensageiros de Jesus. É precisamente o Batismo que nos torna missionários. Um batizado que não sente a necessidade de anunciar o Evangelho, de anunciar Jesus, não é um bom cristão”.

Este episódio do Evangelho diz respeito também a todos os batizados, chamados a testemunhar nos vários ambientes da vida, o Evangelho de Cristo:

“E também para nós esta missão é autêntica, somente a partir do seu centro imutável que é Jesus. Não é uma iniciativa individual dos fiéis, nem dos grupos e nem mesmo das grandes agremiações, mas é a missão da Igreja inseparavelmente unida ao seu Senhor. Nenhum cristão proclama o Evangelho "por si mesmo", mas somente enviado pela Igreja que recebeu o mandato do próprio Cristo”.

A missão tem um rosto

“A segunda característica do estilo do missionário é, por assim dizer, um rosto, que consiste na pobreza dos meios”, disse Francisco, ressaltando que “seu equipamento atende a um critério de sobriedade”. Por isso, de fato, os Doze têm a ordem de "não levar nada além de um bordão para a jornada: nem pão, nem mochila, nem dinheiro no cinto":

“O Mestre os quer livres e leves, sem apoios e sem favores, seguros somente do amor d’Aquele que os envia, fortes somente de sua palavra que irão anunciar”.

    “O bastão e as sandálias são a dotação dos peregrinos, porque assim são os mensageiros do reino de Deus, não gestores onipotentes, não funcionários estáveis, não divos em turnê. ”

O Pontífice recordou então os muitos Santos da Diocese de Roma, da qual é bispo, que tinham este rosto, como São Filipe Neri, São Benedito José Labre, Santo Aléssio, São Gaspar Del Bulfalo e tantos outros. “Não eram funcionários ou empreendedores, mas humildes trabalhadores do Reino”.

História de Jesus, prefigura destino de seu mensageiro

Mas a evangelização requer também a coragem, que somente pode ser encontrada se “estivermos unidos a Ele, morto e ressuscitado”:

“E a esse "rosto" também pertence a maneira pela qual a mensagem é acolhida: de fato, pode acontecer que ela não seja acolhida ou escutada. Isso também é pobreza: a experiência do fracasso. A história de Jesus, que foi rejeitado e crucificado, prefigura o destino de seu mensageiro”.

“Que a Virgem Maria, primeira discípula e missionária da Palavra de Deus, nos ajude a levar ao mundo a mensagem do Evangelho em uma exultação humilde e radiante, para além de toda rejeição, incompreensão ou tribulação."

Após rezar o Angelus, o Papa Francisco saudou os milhares de fiéis e turistas presentes na Praça São Pedro, em particular as Irmãs do Preciosíssimo Sangue de Monza, as noviças das Filhas de Maria Auxiliadora provenientes de diversos países e os jovens poloneses da diocese de Pelplin (Polônia), que participam de um curso de exercícios espirituais em Assis.

Fonte: Vatican News



A missão dos discípulos -15° Domingo do Tempo Comum(Ano B)


A missão dos discípulos

15º Domingo do Tempo Comum – Ano B

Evangelho de Marcos 6, 7-13

 * Jesus começou a percorrer as redondezas, ensinando nos povoados. 7 Chamou os doze discípulos, começou a enviá-los dois a dois e dava-lhes poder sobre os espíritos maus. 8 Jesus recomendou que não levassem nada pelo caminho, além de um bastão; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. 9 Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. 10 E Jesus disse ainda: «Quando vocês entrarem numa casa, fiquem aí até partirem. 11 Se vocês forem mal recebidos num lugar e o povo não escutar vocês, quando saírem sacudam a poeira dos pés como protesto contra eles.» 12 Então os discípulos partiram e pregaram para que as pessoas se convertessem. 13 Expulsavam muitos demônios e curavam muitos doentes, ungindo-os com óleo.»

Reflexão

Evangelizar

Amós não era profeta nem “filho de profeta” – termo bíblico para dizer discípulo (1ª leitura). Não ganhava seu pão profetizando. Era pastor e agricultor. Tampouco era cidadão da Samaria; era de Judá, que vivia em conflito com os samaritanos. Mesmo assim, Deus o escolheu para dar um sério aviso ao sacerdote de Betel, santuário da Samaria.

Tampouco eram missionários profissionais os doze que Jesus enviou a anunciar a proximidade do Reino de Deus (evangelho). Estavam entregues à sua missão, à boa-nova que  deviam anunciar. Estavam entregues à hospitalidade das casas que encontrassem. Recebiam, sim, de Deus, o poder de fazer uns discretos sinais, curas, exorcismos. Nada  deviam ter de si mesmos: nem dinheiro, nem roupa de reserva. Só sandálias e um bom cajado para caminhar. Pois deviam avançar com pressa. O tempo se cumpriu!

Na encíclica Evangelii nuntiandi, o Papa Paulo VI escreveu que cada evangelizado deve ser evangelizador. Se acreditamos na boa-nova do Reino, não a podemos esconder aos nossos irmãos. Se acreditamos que a prática de Jesus inaugurou a salvação do mundo e mostrou o caminho para todas as gerações, não podemos guardar isso para nós. O mundo tem de ouvir isso. “Como poderão crer, se não ouvirem”(Rm 10,14). Quem crê verdadeiramente, tem de evangelizar. Mas como?

Não precisa ser especialista, capaz de discutir nas ruas e nas praças. Nem precisa de treinamento para aprender a enrolar as pessoas ingênuas e tirar um “dízimo” ou uma “aposta” de quem nem tem dinheiro pra criar os seus filhos… Jesus deu aos doze galileus poder de curar e de expulsar demônios. (Naquele tempo chamava-se demônio qualquer doença inexplicável, sobretudo de ordem psíquica). Ou seja, Jesus lhes deu força para fazer bem ao povo ao qual anunciavam a proximidade do Reino. Esses gestos eram um aperitivo do Reino. O bem que muitas pessoas fazem em sua generosa simplicidade é um aperitivo do Reino de Deus. Já  tem o gostinho daquilo que chamamos o Reino – quando é feita a vontade do Pai, como rezamos no Pai-Nosso.

A própria prática do Reino é anúncio do Reino – provavelmente, o anúncio mais eficaz. Vendo a prática do Reino, as pessoas vão perguntar o porquê: as “razões de nossa esperança” (1Pd 3,15). Se nos comportarmos com simplicidade, entregues àquilo em que acreditamos, ajudando onde pudermos – mas sem apoiarmos causas erradas, estruturas injustas – o mundo perguntará que esperança está por trás disso, que fé nos move, que amor nos envolve. Então, responderemos: o amor que aprendemos de Jesus, que deu sua vida por nós.

A palavra do pregador será fidedigna, se acompanhada de uma prática que mostre o Reino… na prática..?


Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes.

Oração do Dia

Ó Deus, que mostrais a luz da verdade aos que erram para retomarem o bom caminho, dai a todos os que professam a fé rejeitar o que não convém ao cristão, e abraçar tudo o que é digno desse nome. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.



sábado, 14 de julho de 2018

Hoje é a festa de São Camilo de Léllis, padroeiro dos enfermos e precursor da Cruz Vermelha (14 de julho)


Por Abel Camasca

REDAÇÃO CENTRAL, 14 Jul. 18 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 14 de julho, é celebrado São Camilo de Léllis, fundador Ordem dos Ministros dos Enfermos e padroeiro dos doentes, dos profissionais da saúde e hospitais. Seus religiosos se tornaram os enfermeiros de guerra, antes que existisse a Cruz Vermelha.

São Camilo nasceu em 1350 na Itália. Fez parte do exército veneziano para lutar contra os turcos, mas contraiu uma enfermidade na perna pela qual sofreu toda a sua vida. Mais tarde, ingressou como paciente e criado no hospital de San Giacomo em Roma, mas meses depois despediram-no por ser muito revoltoso. Assim, retornou como soldado contra os turcos.

Tinha o vício do jogo de azar e certo dia perdeu tudo o que possuía, inclusive a camisa que estava usando. Na miséria, começou a trabalhar na construção de um convento capuchino na Manfredonia.

Ao escutar as pregações, pouco a pouco seu coração foi mudando até que se reconheceu como um grande pecador e encomendou-se à misericórdia de Deus. Ingressou nos capuchinhos, mas não pôde fazer a profissão por causa da enfermidade de sua perna. Retornou ao hospital de San Giacomo e se dedicou aos cuidados dos doentes, chegando a ser um funcionário superintendente do hospital.

Vendo a necessidade, fundou uma associação de pessoas que desejavam se consagrar por caridade aos cuidados dos doentes. Depois do acompanhamento de São Felipe Neri, decidiu receber as ordens sagradas.

São Camilo decidiu se tornar independente do Hospital San Giacomo e com dois companheiros iniciou a Congregação dos Ministros dos Enfermos. Todos os dias cuidavam dos pacientes do Hospital do Espírito Santo, cuidando deles como se fossem o próprio Cristo e aproximando-os dos sacramentos.

Com o tempo, o serviço da congregação foi se ampliando e assumiram a missão de atender os prisioneiros doentes e os convalescentes que viviam em casas particulares. Desde então, São Camilo enviou religiosos com as tropas para que atendessem os que caíssem feridos.

Muitos religiosos morreram neste sacrificado serviço, inclusive pela peste, mas São Camilo e seus irmãos continuaram heroicamente. Tempo depois, São Gregório XIV confirmou a Congregação de São Camilo como ordem religiosa.

O santo dos enfermos sempre padeceu por sua perna, que além de tê-la fraturado, havia duas chagas dolorosas na planta do pé. Antes de morrer, sofria de náuseas e quase não podia comer, mas mesmo assim se mantinha preocupado pelos necessitados.

Em 1607, renunciou à direção de sua ordem e partiu para a Casa do Pai em 14 de julho de 1614, aos 64 anos. Leão XIII o proclamou padroeiro dos enfermos junto com São João de Deus. Pio XI o declarou padroeiro dos doentes e de suas associações.

Fonte: ACI digital


7 curiosidades sobre São Camilo de Léllis

Por Abel Camasca

REDAÇÃO CENTRAL, 14 Jul. 18 / 06:00 am (ACI).- No marco da festa de São Camilo do Léllis, celebrada neste dia 14 de julho, apresentamos 7 coisas que talvez não conhecia sobre este grande santo padroeiro dos enfermos.

1. Seu nascimento foi considerado um milagre

A mãe de Camilo, quando estava grávida, sonhou que seu filho encabeçava um grupo em que todos levavam uma cruz vermelha no peito. Quando São Camilo nasceu, sua mãe tinha quase 60 anos e este fato foi considerado um milagre.

2. Seu pai foi mercenário

Seu pai era mercenário ao serviço da Espanha ou de Veneza e levou Camilo aos 18 anos para as batalhas.

3. Iniciou seus estudos aos 32 anos
Com 32 anos ingressou no Colégio Romano dos jesuítas, onde progrediu rapidamente nos estudos. Foi ordenado sacerdote em 26 de maio de 1584 na Basílica de São João de Latrão.

4. Conheceu São Felipe Neri

Diz-se que com o acompanhamento de São Felipe Neri, passou a suavizar seu caráter rude. Com os franciscanos capuchinhos, aprendeu a humildade e o amor ao sacrifício e, com os jesuítas, compreendeu a forte exigência da vida espiritual.

5. Rezava o Terço todos os dias

Não só rezava o Terço diariamente, como também incentivavam os outros a fazerem o mesmo. Celebrava a Missa todos os dias (algo que não era costume naquele tempo) e tinha uma grande piedade Eucarística.

6. Foi precursor da Cruz Vermelha

O santo fundou os Servos ou Ministros dos Enfermos e os enviou aos campos de batalha. Assim, 250 anos antes do nascimento da Cruz Vermelha Internacional, a “cruz vermelha” estampada nos hábitos dos filhos de São Camilo já brilhava nos campos de batalha como sinal de fraternidade.

7. Profetizou a sua morte

Profetizou que morreria em Roma na festa de São Boaventura (14 de julho, segundo o antigo calendário litúrgico) e assim aconteceu. Seu corpo foi embalsamado e retiraram o seu coração, o qual ainda hoje se encontra em um relicário.

Fonte: ACI digital



quarta-feira, 11 de julho de 2018

Orgulho e gratidão: 9 destaques entre os heróis do resgate na Tailândia

A melhor face da humanidade merece aplausos após um drama que uniu o mundo em solidariedade, esperança e doação até da própria vida

Não é fácil destacar pessoas sem cometer vários e injustos esquecimentos, mas pelo menos alguns dos muitos heróis envolvidos no “resgate da caverna da Tailândia” precisam ser mencionados neste dia em que o mundo assistiu, eufórico, emocionado, ao êxito recompensador deste empenho mundial em salvar 12 meninos e o seu jovem treinador de futebol.

1 – Rick Stanton e John Volanthem, os mergulhadores britânicos

Foram eles que localizaram o grupo vivo após 9 dias desaparecidos, um evento de muito baixa probabilidade que, não à toa, é apontado como “o primeiro e fundamental milagre” de toda esta epopeia. Sem que sequer houvesse a certeza de que o grupo estava lá dentro, Stanton e Volanthem encararam um mergulho dificultado por passagens claustrofobicamente estreitas, águas barrentas com visibilidade quase nula, forte fluxo contrário da água, risco de piora repentina da inundação, escuridão total no ambiente e uma distância a partir da entrada que a maioria das pessoas teria julgado altamente imprudente – os meninos foram achados a quatro quilômetros da boca da caverna, bem adentro do emaranhado subterrâneo. John Volanthem e Rick Stanton têm grande experiência em operações de alto risco envolvendo mergulho e resgate. Merecidamente, Andy Eavis, porta-voz da Associação Britânica de Espeleologia, declarou a respeito dos dois ao jornal The Washington Post:

    “Eu disse logo que se alguém encontrasse esses meninos, seriam estes dois mergulhadores, que são os melhores do mundo”.

2 – A complexa e coesa equipe de resgate

Mais de mil pessoas participaram da missão de salvamento, incluindo desde os responsáveis por desenhar a minuciosa e ousada estratégia até os executores propriamente ditos da operação de resgate: os corajosos mergulhadores e os profissionais auxiliares, como os médicos que os acompanharam. Dentre os mergulhadores, 40 eram tailandeses e 50 chegaram de outros países. Mas, além dos especialistas práticos em mergulho dentro de cavernas, compuseram o conjunto dos socorristas também os médicos que precisaram chegar até a cavidade para prestar os primeiros socorros aos meninos, os técnicos em espeleologia, os militares tailandeses, os engenheiros que bombearam milhões de litros de água para fora da caverna, as autoridades governamentais que precisaram tomar decisões extremamente delicadas sob a intensa pressão do tempo e das condições meteorológicas… Foi um espetacular trabalho de equipe em que cada segmento do conjunto precisou funcionar com o máximo grau possível de perfeição.

3 – Saman Kunan, o mergulhador que deu a vida pelos meninos
Saman Kunan
Saman Kunan - The North Face Adventure Team/Facebook

Aclamado agora como herói nacional, ele tinha 38 anos de idade e era voluntário na ação de resgate. Havia sido militar do grupo de elite da marinha tailandesa, além de atleta de alto rendimento. Praticava vários esportes e, na corrida de aventura, aplicava habilidades como mountain bike, trekking e canoagem. Mesmo não sendo experiente em cavernas, foi um dos primeiros voluntários a entrarem no complexo subterrâneo de Tham Luang, o que dá indícios da sua coragem. A missão de Saman ao mergulhar naquelas águas turvas era levar suprimentos e oxigênio ao grupo dos meninos. Enfrentou 6 horas para chegar à cavidade onde eles estavam presos e, em dado momento do trajeto de mais 5 horas para retornar, ficou ele próprio sem oxigênio. Saman perdeu os sentidos, afogou-se e não pôde ser reanimado a tempo pela equipe de socorro. A sua perda, que abalou os ânimos da equipe num primeiro momento e desafiou o otimismo de todo um planeta, se transformou em motivação adicional para os outros resgatistas: eles declararam que iriam até o fim e que não permitiriam que a morte de um companheiro tivesse sido em vão. O sucesso da operação acabou se tornando a mais excelsa homenagem ao homem que deu a própria vida para que os meninos e seu treinador não perdessem a deles.

4 – Os voluntários dos bastidores

Vindos às centenas, de diversas regiões da Tailândia e de outros países e até continentes, eles se dispuseram a ajudar no que fossem úteis, por mais secundários que parecessem os seus serviços: desde tradutores até carregadores de materiais; desde massagistas para aliviar a tensão dos profissionais diretamente atuantes nas operações de resgate até mototaxistas que transportavam os voluntários de graça entre a cidade e a caverna; desde amigos e conhecidos à inteira disposição das famílias até moradores locais que ofereciam gratuitamente comida e água a todos os envolvidos na complexa operação. É justo mencionar, ainda, os agricultores dos arredores que chegaram a renunciar com gosto às próprias colheitas em prol do resgate dos meninos: os milhões de litros de água bombeados para fora da caverna tiveram que ser despejados, em parte, em alguns campos de arroz que acabaram assim devastados. Seus donos declararam que a colheita poderá ser recuperada no futuro e que as vidas humanas a serem salvas agora eram incomparavelmente mais valiosas.

5 – As famílias

Procurando manter a calma e evitar compreensíveis explosões de desespero capazes de perturbar as operações, as famílias colaboraram o tempo todo e acataram com sensatez as orientações e determinações das autoridades responsáveis pelo resgate. Foi muito importante para o país, além disso, o testemunho de generosidade das famílias que defenderam a inocência do treinador do time, o jovem de 25 anos que chegou a ser apontado por parte da opinião pública, precipitadamente, como o “culpado” pelo drama.

6 – Ekkapol Chantawong, o treinador voluntário

Ekapol Chanthawong, via Facebook - Tales of an Educated Debutante

O rapaz de 25 anos, treinador voluntário de futebol, é reconhecido como amigo de confiança pelos meninos do time e pelos seus familiares. Sua autoridade moral, juntamente com a sua experiência de autodomínio como ex-monge budista, foi imprescindível para manter o controle emocional do grupo – e o dele próprio. Durante os 9 dias que se passaram até a chegada dos primeiros socorristas, Ekapol ficou em jejum para deixar o máximo possível de alimento para os meninos, chegando a se tornar, com isto, o mais desnutrido e fragilizado fisicamente de todo o grupo. Em mensagem enviada às famílias após a chegada dos resgatistas, o jovem pediu desculpas por ter levado os meninos ao local, embora tivesse tomado as precauções habituais para um passeio que já tinha acontecido em ocasiões anteriores sem qualquer problema. As famílias declararam que não o consideram culpado e que veem o caso como uma fatalidade. Apesar de apresentar o estado de saúde mais frágil de todo o grupo, Ekapol foi o último a ser resgatado porque a sua presença entre os meninos era considerada fundamental para mantê-los confiantes.

7 – Os próprios meninos

Os jogadores do agora mundialmente conhecido time dos “Javalis Selvagens” têm de meros 11 anos de idade até 16 e souberam enfrentar uma situação desesperadora com resiliência quase implausível. Vitimados por uma fatalidade, conseguiram sobreviver em condições extremas durante 9 dias à espera de um socorro que não sabiam se chegaria, e, mesmo após a chegada do resgate, mantiveram a paciência e a serenidade durante outra semana completa até que pudessem começar a ser retirados da caverna em uma operação de grande risco. Eles próprios tiveram a presença de espírito de acalmar as suas famílias com mensagens escritas nas quais garantiram estar bem e pediram aos pais que mantivessem a tranquilidade e a confiança. Sua união como grupo, sua capacidade de disciplina e sua notável confiança no jovem treinador foram decisivas para a sua sobrevivência e para o sucesso do resgate.

8 – A humanidade em sua melhor face

A história da civilização registra poucos eventos supostamente “locais” que foram tão capazes de captar com tanta intensidade as atenções e as emoções do planeta inteiro quanto esse drama com final feliz vivido pelos 12 meninos e seu treinador na caverna da Tailândia. Correntes de oração e solidariedade deram a volta ao mundo e competiram, vitoriosamente, com as atenções mundiais devotadas à Copa do Mundo FIFA em andamento na Rússia. É particularmente chamativo o caráter otimista e esperançoso da imensa maioria das reações compartilhadas nas redes sociais, a começar pelos desenhos postados principalmente pelos próprios tailandeses: mensagens de apoio, de fé, de confiança, de solidariedade, de unidade, de resiliência e de perseverança. Treze desconhecidos de um lugar remoto e longínquo passaram de repente a ser uma prioridade nas orações e nos melhores desejos fraternos de bilhões de seres humanos de todos os países, que derramaram tanto lágrimas de comoção quanto de júbilo ao assistirem ao sucesso quase impossível de um resgate no limite da tragédia.

9 – Deus

Para muita gente, inclusive crentes, soa oportunista mencionar a Deus num caso como este, cabendo, para muitos, um válido questionamento: se Deus de fato os queria sãos e salvos, por que permitiu que eles corressem tanto risco? Esta é uma reflexão de natureza filosófica dentre as mais ricas da longa história do pensamento humano, mas, basicamente, as respostas se emolduram quase todas na mesma perspectiva: a da liberdade dos seres humanos, inerente à sua natureza criada pelo próprio Deus. Se não nos poupa dos males, riscos e limitações que compõem a nossa existência no tempo e no espaço, Deus também não nos nega os recursos e meios necessários para que gerenciemos essa existência a partir da nossa liberdade de arbítrio e de escolha. A Providência Divina age em harmonia com o respeito de Deus pela liberdade que Ele próprio quis atribuir à nossa natureza racional. Mesmo quando a nossa liberdade nos permite agir colocando-nos em risco, Ele não a suprime: em vez de nos tratar como marionetes, Ele prefere nos dotar das faculdades e recursos necessários para que nós próprios assumamos as nossas responsabilidades. Acolher a Sua presença ou descartá-la é apenas um dos cenários em que podemos exercer essa liberdade e suas decorrências. Somos tão livres de arbítrio e escolha que podemos optar até mesmo por prescindir de Deus em nossa vida. Igualmente, somos tão livres de arbítrio e escolha que podemos optar por reconhecer no mistério “cavernoso” da nossa existência neste mundo os rastros da Sua presença que nos aponta os caminhos. É a liberdade da fé, à nossa disposição.

Muito importante: para nós, católicos, também é o caso de reconhecer a intercessão de Nossa Senhora, dos santos e dos anjos, a quem recorremos como família unida de filhos de Deus, com toda a confiança. E certamente foi o que fizemos ao rezar pelos nossos irmãozinhos tailandeses.

Fonte: Aleteia
TODOS SALVOS! Nós pedimos, nós recebemos: agora queremos agradecer!
Redação da Aleteia  | Jul 10, 2018

Meninos da Tailândia já estão todos fora da caverna, em operação de sucesso que fez o mundo inteiro rezar, torcer e chorar

O resgate que manteve o mundo de coração na mão durante mais de duas semanas acaba de terminar: os 12 meninos e seu treinador de futebol, presos desde o final de junho em uma caverna da Tailândia, estão de volta!

A operação de retirada culminou agora há pouco, segundo informações extra-oficiais, com o sucesso do resgate do último deles, o bravo treinador que foi crucial para manter a todos vivos e esperançosos!

Todos eles recebem agora os cuidados de saúde de que precisam com urgência após todo esse tempo em uma situação-limite.

Ao longo desses dias repletos de ansiedade e esperança entrelaçadas, suplicamos por cada um deles a Deus por intercessão especial de Nossa Senhora, que viu o próprio Filho ser depositado na caverna do sepulcro e de lá ressuscitar glorioso.

Neste momento, agradecemos a Deus e a Nossa Senhora com esta prece filial à Virgem de Guadalupe: a padroeira das Américas representa uma especial manifestação da maternidade de Maria, porque, diante do temor do filho, ela o acalmou perguntando: “Não estou eu aqui, que sou tua Mãe?”

Está! E nós agradecemos de todo o coração!

Oração de agradecimento a Nossa Senhora de Guadalupe

    Virgem Maria de Guadalupe,
    Mãe do verdadeiro Deus, por quem se vive!

    Em São João Diego, o menor dos teus filhos,
    Tu dizes aos povos da América Latina e do mundo todo:
    “Não estou aqui eu, que sou tua Mãe?
    Não estás sob a minha sombra?
    Não estás, por ventura, em meu regaço?”

    Vim a ti para pedir-te ajuda e recebi;
    vim pedir-te amor e o encontrei.

    E hoje venho agradecer-te,
    do mais profundo do meu coração,
    pelos favores, ajudas e proteção
    que encontrei e que todo dia encontro em ti.

    Obrigado, minha Mãe, Virgem Guadalupana,
    Mãe de todos nós!

    Obrigado por me receberes como teu filho,
    obrigado por atenderes minhas súplicas,
    obrigado por tornares a minha vida melhor,
    obrigado por intercederes por mim!

    Obrigado, minha Mãe! Obrigado!

Fonte: Aleteia



Sete chaves para ler e conhecer a Bíblia


Primeiro passo para conhecer a Bíblia é ler a própria Bíblia

Você tem Sete Chaves que abrem o seu coração para ler a Bíblia de forma libertadora, agradável e correta. Estas chaves são fáceis de se encontrar, pois elas estão simbolizadas em seu próprio corpo.

Com as “Sete Chaves” você encontra a Palavra de Deus que está na Bíblia e na vida e entenderá melhor o sentido escondido atrás das palavras.

Veja só:

1. Pés: Bem plantados na realidade

Para ler bem a Bíblia é preciso ler bem a vida, conhecer a realidade pessoal, familiar e comunitária do país e do mundo. É preciso conhecer também a realidade na qual viveu o Povo da Bíblia. A Bíblia não caiu do céu prontinha. Ela nasceu das lutas, das alegrias, da esperança e da fé de um povo (Ex 3,7).

2. Olhos: Bem abertos

Um olho deve estar sobre o texto da Bíblia e o outro sobre o texto da vida. O que fala o texto da Bíblia? O que fala o texto da vida? A Palavra de Deus está na Bíblia e está na vida. Precisamos ter olhos para enxergá-la.

3. Ouvidos: Atentos, em alerta

Um ouvido deve escutar o chamado de Deus e o outro escutar o seu irmão.

4. Coração: Livre para amar

Ler a Bíblia com sentimento, com a emoção que o texto provoca. Só quem ama a Deus e ao próximo pode entender o que Deus fala na Bíblia e na vida. Coração pronto para viver em conversão.

5. Boca: Para anunciar e denunciar

Aquilo que os olhos viram, os ouvidos ouviram e o coração sentiu a palavra de Deus e a vida.

6. Cabeça: Para pensar

Usar a inteligência para meditar, estudar e buscar respostas para nossas dúvidas. Ler a Bíblia e ler também outros livros que nos expliquem a Bíblia.

7. Joelhos: Dobrados em oração

Só com muita fé e oração dá para entender a Bíblia e a vida. Pedir o dom da sabedoria ao Espíri to Santo para entender a Bíblia.

Regras de ouro para ler a Bíblia

1. Leia-a todos os dias

Quando tiver vontade e quando não tiver também. É como um remédio, com ou sem vontade tomamos porque é necessário.

2. Tenha uma hora marcada para a leitura

Descobrir o melhor período do dia para você e fazer dele a sua hora com Deus.

3. Marque a duração da leitura

O ideal é que seja de 30 a 40 minutos, no mínimo, por dia.

4. Escolha um bom lugar

É bom que se leia no mesmo lugar todos os dias. Deve ser um lugar tranqüilo, silencioso que facilite a concentração e favoreça a criação de um clima de oração. Se, num determinado dia, não se puder fazer o trabalho na hora marcada e no lugar escolhido, não faz mal. Em qualquer lugar e em qualquer hora devemos ler. O importante é que se leia todos os dias.

5. Leia com lápis ou caneta na mão

Sublinhe na sua Bíblia e anote no seu caderno as passagens mais importantes, tudo o que chamar a sua atenção, as coisas que Deus falou ao seu coração de modo especial. Isto facilita encontrar as passagens qua ndo precisar delas.

6. Faça tudo em espírito de oração

Quando se lê a Bíblia faz-se um diálogo com Deus; você escuta, você se sensibiliza, você chora. É um encontro entre duas pessoas que se amam.

“Quando oramos falamos a Deus. Quando lemos as Sagradas Escrituras é Deus quem nos fala.”

Fonte:
http://www.veritatis.com.br/sete-chaves-para-ler-e-conhecer-a-biblia/

Fonte: Cleofas



Hoje é festa de São Bento, padroeiro da Europa e patriarca dos monges do Ocidente


Por Abel Camasca

REDAÇÃO CENTRAL, 11 Jul. 18 / 05:00 am (ACI).- “Ora et labora” (orar e trabalhar) é o famoso lema do grande São Bento Abade, padroeiro da Europa e patriarca dos monges do Ocidente. Por seu legado e influência, segue sendo um dos santos mais venerados de toda a cristandade e sua festa litúrgica é celebrada neste 11 de julho.

São Bento nasceu em Núrsia (Norcia – Itália), em 480. Sua irmã gêmea foi Santa Escolástica. Depois de estudar retórica e filosofia em Roma, São Bento se retirou da cidade para Enfide (presente Affile) para aprofundar o estudo e dedicar-se à disciplina ascética.

Aos 20 anos, foi para o Monte Subiaco e viveu em uma caverna com a orientação de um eremita. Anos mais tarde, foi com os monges de Vicovaro, que depois o elegeram prior.

Não durou tanto tempo, já que tentaram envenená-lo devido à disciplina que exigia. Como era seu costume, São Bento fez o sinal da cruz sobre o vidro que lhe tinham dado e o objeto se quebrou em pedaços. Após fazê-los cair em si sobre o que fizeram, afastou-se deles.

Com um grupo de jovens, impressionados por seu exemplo de cristão, fundou mosteiros, um deles em Monte Cassino, e escreveu sua famosa Regra que se tornou inspiração para inúmeros regulamentos de comunidades religiosas monásticas até hoje. Do mesmo modo, iniciou centros de formação e cultura.

São Bento era muito conhecido pelo seu trato amável e por seus sacrifícios. Levantava-se de madrugada para rezar os salmos, rezava e meditava por várias horas, jejuava diariamente e ajudava os povoados ao pregar. O santo via o trabalho como algo honroso que levava à santidade.

Da mesma forma, consolava os doentes, dava esmolas e alimento aos necessitados e conta-se que em algumas ocasiões “ressuscitou” os mortos com a ajuda de Deus.

Encontrou seu amor e força no Cristo crucificado e, como exorcista, submetia os espíritos malignos com a famosa “cruz de São Bento”.

O santo previu a data de sua morte, que ocorreu em 21 de março 547, poucos dias depois que faleceu sua irmã Santa Escolástica. Morreu de pé na capela com as mãos levantadas para o céu. “Deve-se ter um imenso desejo de ir para o céu”, foram suas últimas palavras.

No final do século VIII, em muitos lugares, começou-se a celebrar a sua festa no dia 11 de julho.

Fonte: ACI digital

7 coisas que devemos saber sobre a medalha e cruz de São Bento

REDAÇÃO CENTRAL, 11 Jul. 18 / 06:00 am (ACI).- Durante séculos, muitos cristãos têm usado a medalha do famoso exorcista São Bento na luta espiritual contra as forças do mal. A seguir, são apresentadas 7 coisas que se deve saber sobre este objeto especial que possui muita tradição e história.

1. A origem da medalha é incerta

No século XVII, durante um julgamento de bruxaria na Alemanha, algumas mulheres acusadas testemunharam que não tinham poder sobre aAbadia de Metten porque estava sob a proteção da cruz.

Quando se investigou, foram encontradas nas paredes do recinto várias cruzes pintadas, rodeadas por letras que agora se encontram nas medalhas. Posteriormente, foi encontrado um pergaminho com a imagem de São Bento e as palavras completas das letras.

2. Com a medalha é possível obter indulgência plenária

A medalha como se conhece agora é a do jubileu que foi emitida em 1880 pelo 14º centenário do nascimento do santo e lançada exclusivamente pelo Abade Superior de Monte Cassino.

Com ela se pode obter a indulgência plenária na festa de São Bento (11 de julho), seguindo as condições habituais que a Igreja manda (confissão sacramental, comunhão eucarística e oração segundo as intenções do Sumo Pontífice).

3. Quando São Bento fazia o sinal da cruz, obtinha proteção divina

Certa vez, tentaram envenenar São Bento (480-547). O santo, como era seu costume, fez o sinal da cruz sobre o vidro e o objeto se quebrou em pedaços.

Em outra ocasião, um pássaro preto começou a voar ao seu redor. São Bento fez o sinal da cruz e teve então uma tentação carnal na imaginação. Quando estava quase vencido, ajudado pela graça, tirou a roupa e se jogou em uma moita de espinhos e cardos, ferindo seu corpo. Depois disso, nunca mais voltou a se ver perturbado daquela forma.

4. A medalha tem grande poder de exorcismo

A medalha de São Bento é um sacramental reconhecido pela Igreja com grande poder de exorcismo. Os sacramentais “são sinais sagrados por meio dos quais, imitando de algum modo os sacramentos, se significam e se obtêm, pela oração da Igreja, efeitos principalmente de ordem espiritual”.

“Por meio deles, dispõem-se os homens para a recepção do principal efeito dos sacramentos e são santificadas as várias circunstâncias da vida” (Catecismo, 1667).

5. A medalha tem na frente a imagem de São Bento com uma cruz na mão direita e o livro das Regras de seus religiosos na outra mão

Ao lado do santo se diz: “Crux Sancti Patris Benedicti” (cruz do Santo Pai Bento). Pode-se ver também um corvo e um cálice do qual sai uma serpente. De maneira circular, aparece a oração: “Eius in óbitu nostro preséntia muniamur” (Na hora da nossa morte sejamos protegidos pela sua presença). Na parte inferior central se lê: “Ex. S. M. Cassino MDCCCLXXX” (Do Santo Monte Cassino 1880).

6. No verso está a cruz de São Bento com várias siglas

C.S.P.B. - “Cruz do Santo Pai Bento”.

C.S.S.M.L. - “A cruz sagrada seja minha luz” (na haste vertical da cruz).

N.D.S.M.D. - “Não seja o dragão meu guia” (na haste horizontal da cruz).

Em um círculo, começando no canto superior direito:

PAX - “paz”.

V.R.S. - “Retira-te, satanás”

N.S.M.V. - “nunca me aconselhes coisas vãs”.

S.M.Q.L. - “É mau o que me ofereces”

I.V.B. - “bebe tu mesmo os teus venenos”.

7. A medalha deve ser abençoada por um sacerdote com uma oração especial

Exorcismo da medalha:

 - O nosso auxílio está no nome do Senhor

- Que fez o céu e a terra.

- Exorcizo-te, Medalha, por Deus Pai + onipotente, que fez o céu e a terra, o mar e tudo o que contêm.

Todas as forças malignas e todos os exércitos diabólicos, com todos os seus poderes e persuasões sejam afugentados e extirpados por meio da fé e do uso desta Medalha, a fim de que todos os que a usam tenham saúde de corpo e de espírito: Em nome do Pai + e do Filho + e do Espírito Santo +. Amém.

- Ouvi, Senhor, a minha oração.

- E chegue a vós o meu clamor.

- O Senhor esteja convosco,

- E com o teu espírito.

Pai Nosso…

Oremos: Deus eterno e todo-poderoso, pela intercessão de Nosso Pai São Bento, vos suplicamos: seja esta Sacra Medalha com suas inscrições e caracteres abençoada por Vós +, a fim de que seus portadores, movidos pela fé, possam realizar boas obras, obter santidade de corpo e de alma, receber a graça da santificação e as indulgências concedidas, ter o vosso auxílio para afugentar o maligno com suas fraudes e ciladas e um dia comparecer à vossa presença santos e imaculados. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Que a vossa bênção, Deus Pai onipotente +, Filho e Espírito Santo, desça sobre esta Medalha e sobre quem a utiliza, e permaneça para sempre.

Fonte: ACI digital



A ‘controvérsia’ sobre os irmãos de Jesus


Padre Leonardo Agostinho, membro do clero da Arquidiocese do Rio de Janeiro e professor de Sagrada Escritura na PUC-Rio, fala sobre os famosos irmãos de Jesus.

Padre Leonardo Agostini - Rio de Janeiro

“Mais controverso é o episódio do Evangelho de Mateus que alude aos ‘irmãos de Jesus’. No fim do século IV, São Jerônimo, autor da “Vulgata” – a tradução latina das Escrituras que por séculos foi a única autorizada pela Igreja Católica – , cravou a ideia de que a palavra grega seria vaga e, assim, poderia designar ‘primos’. Não, esclarece Lourenço na introdução, adelphoi significa apenas ‘irmãos’. O tema é especialmente delicado para a devoção católica a Virgem Maria: se Jesus tinha irmãos, sua mãe obviamente não se manteve sempre virgem.” (texto de uma revista não católica)

De tempos em tempos, alguém fica intrigado com a afirmação contida nos evangelhos sobre “os irmãos e as irmãs” de Jesus. Estes são citados em dois episódios particulares: a família de Jesus em Mt 12,46-50, cujos paralelos se encontram em Mc 3,31-35; Lc 8,19-21 (Jo 7,3), e a visita de Jesus a Nazaré em Mt 13,53-58, cujos paralelos se encontram em Mc 6,1-6a; Lc 4,16-30.

Passagens bíblicas

Um olhar atento para o uso e o significado do termo “irmão”, em grego ἀδελφός, que ocorre 38 vezes só no Evangelho Segundo Mateus, permite tecer diferentes considerações quanto ao tipo de vínculo ou de parentesco carnal ou espiritual. Vejamos alguns exemplos:

Mt 1,2 é a primeira ocorrência, e menciona que Jacó gerou Judá e seus irmãos (Ἰούδανκαὶτοὺςἀδελφοὺςαὐτοῦ). Ora, basta ver Gn 29,15–30,25 para se descobrir que os irmãos de Judá não foram todos filhos da mesma mãe, pois Jacó gerou filhos, tanto através de Lia (Rúben, Simeão, Levi, Judá, Issacar, Zabulon e Dina) como de sua escrava Zelfa (Gad e Aser), e através de Raquel (José e Benjamim) e de sua escrava Bala (Dã, Neftali). Não obstante isso, o evangelista usou o mesmo termo grego “irmãos” (ἀδελφοὺς). São todos filhos do mesmo pai Jacó (cf. Gn 42,13), todos são irmãos de Judá, mas não são todos filhos das mesmas mães.

Mt 5,23-24 encerra uma sentença sobre o sentido da oferta feita ao altar de Deus. Esta não deve ser feita se existe uma contenda com “o teu irmão” (ὁἀδελφόςσου), mas primeiro é preciso que haja a reconciliação. O termo ‘irmão’, aqui, pode ser entendido tanto no sentido de consanguíneo, como de membro da comunidade de fé, que é a destinatária do Evangelho de Mateus. O mesmo sentido pode estar subjacente a Mt 5,47 no contexto do ensinamento sobre o amor aos inimigos. Também em Mt 18,15.21.35, a palavra ‘irmão’ pode ter o sentido tanto de consanguíneo como de membro da comunidade de fé.

Mt 14,3 afirma que Filipe é “irmão” (ἀδελφοῦ) de Herodes Antipas. Ora, sabe-se que eram filhos do mesmo pai, Herodes Magno, mas não da mesma mãe. Herodes Antipas era filho de Maltace e Filipe era filho de Cleópatra (fonte: “As dinastias Asmoneia e Herodiana”, Bíblia de Jerusalém p. 2189).

Mt 23,8 usa o termo “irmãos” (ἀδελφοί), claramente, com o sentido de membro da comunidade de fé, pois Jesus afirma que todos são irmãos e só tem a Deus como Pai celeste.

Mt 25,40 alude ao último julgamento, cujo critério decisivo é o uso da misericórdia, e deve ser entendido em relação a Mt 12,48-50, pois Jesus chamou seus seguidores de “irmãos” (ἀδελφῶν). E de forma mais restrita, após a sua ressurreição, referiu-se aos apóstolos como seus “irmãos” (ἀδελφοῖς) em Mt 28,10.

Jesus, filho de Maria

As deduções sobre “os irmãos e as irmãs” de Jesus não podem ser feitas apenas observando o uso do termo ἀδελφός e tampouco reduzindo-o apenas ao nível da consanguinidade. O critério decisivo está no simples fato de que só Jesus é dito “o filho de Maria” (Mc 6,3) ou quando se diz “tua mãe” (Mt 12,47), ou “a mãe d’Ele” (Mt 13,55). Dizer: “teus irmãos e tuas irmãs” em referência a Jesus não significa dizer que esses são, necessariamente, filhos de Maria. Isto, pelo acima exposto, é uma dedução irrefletida, pois em momento algum “os irmãos e irmãs” de Jesus são ditos “filhos de Maria”. Se assim o fosse, não faria sentido Jesus, pouco antes de morrer, consignar Maria aos cuidados do discípulo amado (cf. Jo 19,25-27).

É preciso lembrar que o substrato cultural dos evangelhos é o mundo semítico e não o mundo greco-romano. Em hebraico e aramaico o termo ’āḥ possui uma extensão maior, podendo significar tanto irmão de sangue como parente próximo, primo e até tio (cf. Gn 13,8; 29,15; Lv 10,4). E pouco tem a ver com a “Vulgata de Jerônimo” que manteve, coerentemente, “frates eios” para a tradução de ἀδελφόςem Mt 12,46 e 13,55. O fato dos evangelistas não usarem o termo “parente” (συγγενής), como em Mc 6,4; Lc 1,58; 2,44; 14,12; 21,16; Jo 18,26 ou “primo” (ἀνεψιὸς), única ocorrência em Cl 4,10, não tira o mérito do uso mais extenso do termo ἀδελφός, mas evidencia ainda mais os laços humanos de Jesus adquiridos pela sua Encarnação no seio virginal de Maria: tornou-se Irmão por excelência de toda a Humanidade.

Fonte: Vatican News

http://arqrio.org/formacao/detalhes/1818/a-controversia-sobre-os-irmaos-de-jesus



terça-feira, 10 de julho de 2018

10 dicas de uma freira para você usar as redes sociais de forma mais saudável


Theresa Noble  

Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica, mas sim o coração humano

Talvez com exceção dos eremitas, quase todo mundo hoje em dia tem um perfil nas redes sociais. Facebook, Instagram, Twitter, Snapchat, LinkedIn e outras mídias sociais são maneiras maravilhosas para nós nos conectarmos com amigos e familiares, fazermos novos amigos e aprendermos uns com os outros. Também são ótimas ferramentas para divulgarmos o Evangelho além-fronteiras.

Mas as mídias sociais nem sempre têm um reflexo positivo em nossas vidas. Se permitirmos que elas nos controlem, isso poderá nos impactar espiritualmente e emocionalmente. Por este motivo, é muito importante protegermos os nossos corações e participarmos de forma cuidadosa dessas redes.

Aqui estão algumas dicas para ajudá-lo a aproveitar as mídias sociais e também para que você encontre mais equilíbrio e paz em sua vida online:

  1  Não siga pessoas raivosas. Não encha sua cabeça com postagens e comentários de pessoas que atacam outras, que sejam pessimistas, provocadoras e que gostam de espalhar raiva – ou cujas opiniões não tenham compaixão. Você não precisa de pessoas assim em sua vida online (nem na vida real);
  2  Escolha pessoas inspiradoras e santas para seguir. Siga pessoas cujos posts revelam os frutos do Espírito Santo: caridade, alegria, paz, paciência, bondade, generosidade, gentileza, fidelidade, modéstia, autocontrole e castidade. Esforce-se também para pedir inspiração e orientação ao Espírito Santo quando você for postar alguma coisa;
  3  Desconecte-se quando necessário. Quando você sentir que sua frequência cardíaca está aumentando, faça logoff. E considere deixar de seguir as pessoas, cujos posts fazem com que você sinta desolação, raiva, desesperança ou ansiedade;
  4  Pense antes de responder a alguém que está te irritando. Se você sentir que tem que responder imediatamente, levante-se e ande, inspire e expire lentamente 10 vezes e peça ao Espírito Santo para inspirar a sua resposta;
   5 Não se surpreenda: todos nós estragamos tudo. Quando você responder a alguém com raiva desnecessária, peça desculpas, confesse-se e faça o que for necessário para corrigir o problema. Mas não fique pensando continuamente nisso e martelando a situação na sua cabeça. Isso é inútil. Tire alguns dias de folga das mídias sociais e, quando voltar, evite pessoas e sites que sejam uma tentação ao pecado;
   6 Dê um tempo. Agende intervalos prolongados de tempo sem as redes sociais. Não apenas alguns dias ou um fim de semana, mas fique fora delas por mais de uma semana uma e, pelo menos, uma vez por ano. Além disso, considere fazer mini-pausas durante o dia. Você verá que isso ajuda a trazer paz e criatividade e melhora os relacionamentos da vida real;
  7  Não tente imaginar histórias e situações. É impossível adivinhar as intenções de outras pessoas na vida real. Imagine então no ambiente online! Não tente adivinhar o contexto em que alguém disse algo. Na maioria das vezes, não temos ideia do motivo pelo qual alguém está fazendo coisas inapropriadas na internet. Às vezes, é melhor ignorar, bloquear a pessoa ou se silenciar (sem tentar adivinhar o que está acontecendo);
   8 Controle o tempo que você passa na internet. Mais e mais estudos apontam para o perigo do vício em redes sociais. Por esse motivo, não podemos confiar em nossa autodisciplina para nos ajudar a desconectar. Existem aplicativos que monitoram o tempo gasto na internet e impedem que façamos login antes do tempo que programamos. Se você perceber um comportamento viciante no seu uso de mídia social, esses aplicativos são bons investimentos;
   9 Confie no seu instinto. Se você receber uma mensagem estranha, um pedido de amizade ou um comentário esquisito de alguém, confie no seu primeiro instinto. Quando você tiver a sensação de que não deve responder, não responda. Você não tem obrigação de interagir com todas as pessoas que desejam interagir com você. O silêncio é seu melhor amigo online. Faça uma oração pela pessoa e siga em frente;
   10 Coloque a santidade em primeiro lugar. Peça a Deus para ajudá-lo a usar as mídias sociais de uma maneira que o ajudará a se tornar mais santo. Antes de postar, pergunte a si mesmo: “É isso que Deus quer que eu seja? É assim que Deus quer que eu aja?”. Se a resposta que lhe vier à mente for “não”, exclua seu post e continue o seu dia.

O Papa Francisco certa vez escreveu: “As redes sociais [podem] ser formas totalmente humanas de comunicação. Não é a tecnologia que determina se a comunicação é ou não autêntica, mas sim o coração humano e a nossa capacidade de usar sabiamente os meios à nossa disposição”.

Vamos orar uns pelos outros e incentivar o uso inteligente e saudável das mídias sociais com nosso próprio bom exemplo.

Fonte: Aleteia



Igreja é suspensa a 31 metros de altura para ser preservada em obra


SÃO PAULO, 10 Jul. 18 / 04:00 pm (ACI).- Quem passa pela região central de São Paulo pode ser surpreendido por um delicado projeto de engenharia que mantém suspensa a 31 metros de altura uma igreja de 1.200 toneladas, a fim de preservar sua estrutura em meio a um grande canteiro de obras.

A operação foi realizada no contexto das obras do futuro complexo Cidade Matarazzo, no meio do qual está situada a Igreja de Santa Luzia, inaugurada em 1922 pelo arquiteto italiano Giovanni Battista Bianchi e tombada pelo Condephaat (Conselho Estadual do Patrimônio Histórico).

A capela está na área de 27 mil m² do complexo do antigo “Hospital Umberto I” ou “Sociedade de Beneficência em São Paulo – Hospital Nossa Senhora Aparecida e Casas de Saúde Matarazzo”.

Este complexo foi adquirido pelo Grupo Allard, cujo proprietário é Alexandre Allard, e que realiza as obras atuais. Ao redor do templo, será construído um conjunto com hotel, shopping e uma torre de 22 andares.

De acordo com o projeto, abaixo da capela haverá oito subsolos, cinco dos quais com estacionamentos e os demais com áreas de apoio para o hotel e um espaço chamado “creativy center”, destinado a conferências e eventos. A previsão de entrega é para o final de 2019.

O projeto da obra incluiu a sustentação a 31 metros de altura da capela de Santa Luzia, devido à necessidade de preservá-la, por se tratar de um patrimônio tombado. Assim, o engenheiro responsável pela obra, Maurício Bianchi, explicou ao portal G1 que a operação foi pensada de acordo com a restrição de não danificar o templo.

“Não podíamos trincar a capela ou fazer esforço. A gente fez uma super sondagem e depois começamos a fazer oito pilares grandes de fundação”, os quais possuem 31 metros de altura e mais 23 metros sob o solo, sendo que originalmente a igreja possuía apenas 1,5 metros de fundação.

Além disso, explicou, “viemos fazendo uma laje para poder transferir o peso da capela para laje”.

Para medir se havia vibrações interferindo na estrutura da construção, Bianchi contou que foi usado um copo com água. Segundo ele, o “trabalho mais delicado” que fizeram foi “um hidrojateamento para remover a terra embaixo da laje e transferir o esforço de uma maneira tranquila”.

“A gente mantinha um copo d'água no peitoril da capela para ver se tinha alguma vibração, porque o primeiro elemento em que iria aparecer era na água”, contou ao ressaltar que se tratou de um “simples processo” adotado no monitoramento das vibrações desde o primeiro dia.

De acordo com o engenheiro, há “16 pontos com técnicos de acompanhamento feitos por empresas especializadas”. Além disso, garantiu que “a capela está integra”.

Em recente entrevista ao jornal ‘O São Paulo’, da Arquidiocese de São Paulo, o arquiteto Júlio Roberto Katinsky assinalou que o projeto de engenharia feito para que a estrutura da capela não seja ameaçada é pioneiro no Brasil.

“À medida que se fosse escavando, poderia haver modificações na estrutura. Acredito ser a primeira vez que esse trabalho de engenharia esteja sendo realizado no Brasil, ao menos com essa intensidade”, afirmou, ressaltando que “estão dando à capela grande importância”.

A reportagem da Arquidiocese assinalou ainda o projeto de restauro da capela de Santa Luzia, a qual, conforme destacou o arquiteto Katinsky, “tem sinais da presença católica; e esses sinais, ao nosso ver, devem ser preservados”.

Segundo o site do empreendimento ‘Cidade Matarazzo’, a capel será totalmente restaurada, incluindo seu mobiliário e objetos originais como imagens sacras, altar de mármore, bancos e genuflexórios, assim como a pintura da parede. A fachada neoclássica em tom de amarelo Sienna, que imita mármore, seguindo a antiga técnica de scagliola (amplamente usada na Itália desde o Renascimento), também será recuperada.

Conforme explicou o arquiteto Katinsky, sempre que se restaura “um edifício tombado, precisamos dar uma atualização de uso e, por isso, a restauração da capela é essencial”. “O mentor do projeto, Alexandre Allard, quer ressacralizá-la, para que continuem acontecendo nela as funções religiosas como missas, casamentos e batizados”, assinalou.

Por sua vez, Alexandre Allard contou ao jornal arquidiocesano que irão “restaurar a capela, construir uma casa paroquial e salas para Catequese”. “Vou fazer uma doação para a Igreja, porque gostaria que aqui houvesse uma comunidade. Somos humanos, temos uma vida e a vida é essa mistura de encontros. Aqui a vida vai ser valorizada”, declarou.

Para Allard, o projeto não se trata simplesmente de uma construção, mas de um espaço em que os visitantes poderão fazer uma viagem pela cultura brasileira, da qual a religião faz parte.

“É importante que haja uma paróquia, um pároco, pois, uma capela não vive sem organização. E na capela, teremos cem, duzentas, quinhentas ou até mil pessoas por dia, que virão com um objetivo e se misturarão às outras pessoas que visitam o lugar. Essa troca fará da ‘Cidade Matarazzo’ um lugar verdadeiro, fiel às suas raízes”, completou.

Fonte: ACI digital
Para Saber Mais: Engenheiro na Web



As frases que Santa Teresa de Calcutá nunca disse

Por Mary Rezac

REDAÇÃO CENTRAL, 10 Jul. 18 / 08:00 pm (ACI).- Santa Teresa de Calcutá ocupa um lugar de destaque na lista de frases falsamente atribuídas a pessoas importantes na história.

A Internet está cheia de memes e frases exageradamente sentimentais que são erroneamente atribuídas à Santa Teresa de Calcutá. Na verdade, muitas destas frases são as palavras de outras pessoas, algumas são uma tentativa de parafrasear e outras simplesmente são falsas.

O problema é tão persistente que a congregação fundada pela Madre Teresa, as Missionárias da Caridade, tem um site dedicado exclusivamente a negar estas frases.

O site oferece uma lista de frases e textos que a Madre Teresa nunca disse (com uma versão em inglês e em espanhol), e outra seção que corresponde a versões parafraseadas ou interpretações pessoais de algumas frases da santa, mas que não são suas autênticas palavras.

As religiosas explicaram que “estas listas não estão completas”, o que significa que ainda há frases falsas circulando nas redes que sequer as suas irmãs conseguiram detectar.

A seguir, algumas frases mais populares erroneamente atribuídas à Madre Teresa.

Palavras que Santa Teresa de Calcutá não disse:

“Pode hoje haver paz interior. Você pode confiar que está exatamente onde você deve estar. Não se esqueça das infinitas possibilidades que nascem da fé em si e nos outros. Você pode usar os presentes que recebeu e transmitir o amor que lhe foi dado. Você pode se contentar consigo mesmo do jeito que você é. Deixe este conhecimento se instalar em seus ossos e permita que sua alma tenha a liberdade de cantar, dançar, louvar e amar. Está aí para todos e cada um de nós           “.

“As pessoas são ilógicas, irracionais e egocêntricas. Perdoe-as, mesmo assim. Se você for amável, as pessoas talvez o acusem de segundas intenções. Seja amável, mesmo assim.

Se você tiver sucesso, atrairá falsos amigos e inimigos verdadeiros. Seja bem sucedido, mesmo assim. Se você for verdadeiro e franco, as pessoas talvez o trapaceiem. Seja verdadeiro e franco, mesmo assim. É possível que alguém destrua em um dia o que você construiu ao longo dos anos. Construa, mesmo assim. Se você encontrar serenidade e felicidade na vida, poderá atrair a inveja alheia. Seja feliz, mesmo assim. É possível que o bem que você fizer hoje seja esquecido amanhã. Faça o bem mesmo assim. Se der ao mundo o melhor de si, talvez não seja o suficiente. Dê o melhor de si ao mundo, mesmo assim. Afinal, em última análise, é tudo entre você e Deus. Nunca foi mesmo entre você e as pessoas”. (Esta é uma adaptação dos "Mandamentos Paradoxais" escritos por Kent M. Keith).

“Eu descobri o paradoxo, de que se você ama até doer, não pode haver mais dor, só mais amor”. (Estas são palavras de Daphne Rae).

“Viva simplesmente para que outros, simplesmente, possam viver”.

“A guerra nuclear não seria uma punição injusta para uma nação que promova o aborto”.

“Eu sei que Deus não me dará nada que eu não possa lidar. Eu só queria que Ele não confiasse tanto em mim”.

“Acho que é muito bom quando as pessoas sofrem. Para mim, isso é como o beijo de Jesus”.

Existem alguns problemas com a falsa atribuição de citações de santos e de pessoas com fama de santidade. Um dos mais comuns e graves é que algumas destas citações (a da guerra nuclear, por exemplo) estão em discordância com o ensinamento da Igreja.

Do mesmo modo, algumas frases pertencem totalmente a outras pessoas, enquanto outras tentam atribuir ao santo sentimentos desagradáveis ​​em vez das suas palavras autênticas e bonitas.

A seguir, algumas frases que foram ditas por Santa Teresa de Calcutá:

“Seja só tudo por Jesus através de Maria. Seja santo”.

“Amemo-nos uns aos outros como Deus ama cada um de nós. E onde começa este amor? Na sua própria casa. Como isso começa? Rezando juntos”.

“A criança é um presente de Deus para a família. Cada um é criado de modo especial, à imagem e semelhança de Deus, para grandes coisas. Para amar e ser amado”.

“A santidade não é um luxo para poucos. É um dever muito simples que compete a vocês e a mim”.

“E este é o começo da oração, saber que fomos feitos, criados, à Sua imagem para coisas muito maiores, para amar e ser amados”.

“Quando Jesus morria na Cruz disse: ‘Tenho sede’. Jesus está sedento de amor e esta é a sede de todos, pobres e ricos. Todos estamos sedentos do amor de outros. Este é o significado do verdadeiro amor: dar até que doa”.

“Por favor, não assassinem as crianças. Eu quero as crianças. Por favor, entreguem-me as crianças. Eu estou disposta a aceitar qualquer criança que tenham querido abortar e, se o entregarem, vou levá-la para um casal, para uma família que a amará e que será amada por esta criança”.

A próxima vez que ver uma frase de Madre Teresa que cause confusão, lembre-se de que talvez pode não ter sido dela.

Os textos ou vídeos de muitos dos discursos de Santa Teresa de Calcutá, com suas palavras reais, estão disponíveis na Internet, entre elas o seu discurso no Café da Manha de Oração Nacional em Washington DC, em 1994; suas palavras na IV Conferência das Nações Unidas sobre a Mulher em Pequim; e quando recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1979.

Além disso, há numerosos livros e entrevistas que contêm as autênticas palavras da Madre Teresa.

A Madre Teresa se tornou conhecida pelo seu trabalho com os mais pobres dos pobres com as Missionárias da Caridade, congregação fundada por ela em Calcutá, na Índia. O trabalho e a espiritualidade desta santa despertaram admiração mundial.

Ela morreu em 5 de setembro de 1997, aos 87 anos. Foi beatificada apenas seis anos depois por São João Paulo II, em 19 de outubro de 2003, e canonizada pelo Papa Francisco em 4 de setembro de 2016.

Fonte: ACI digital



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana/Devoção e Fé