2018 - Devoção e Fé - Blog Católico

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Papa Francisco: a rivalidade e a vanglória causam guerras


O Papa Francisco celebrou a missa na Casa Santa Marta e recordou que na vida não se deve "ser seletivos", seguindo os próprios interesses, mas ampliar o horizonte da existência à gratuidade universal.

Barbara Castelli – Cidade do Vaticano

“A rivalidade e a vanglória” destroem os fundamentos das comunidades, semeando divisões e conflitos. Foi o que destacou o Papa Francisco na homilia da missa celebrada esta manhã (05/11) na capela da Casa Santa Marta. Partindo do Evangelho segundo Lucas (Lc 14,12-14), o Pontífice condenou “o egoísmo do interesse”, reiterando que a “gratuidade” pregada por Jesus “não é seletiva”.

A gratuidade é universal

O ensinamento de Jesus é claro: “não fazer as coisas por interesse”, não escolher as próprias amizades com base na conveniência. Raciocinar somente com base na própria “vantagem”, de fato, é “uma forma de egoísmo, de segregação e de interesse”, enquanto a “mensagem de Jesus” é exatamente o contrário: a “gratuidade”, que “alarga a vida”, “amplia o horizonte, porque é universal”. Os seletivos “são motivos de divisão” e não favorecem “a unanimidade” de que fala São Paulo aos Filipenses, na primeira Leitura. “Existem duas coisas que vão contra a unidade – insistiu o Papa – a rivalidade e a vanglória”:

E também a fofoca nasce da rivalidade, porque muitas pessoas se sentem que não podem crescer, mas para se tornar mais altas diminuem o outro com a fofoca. Um modo de destruir as pessoas. A rivalidade. E Paulo disse: “Não. Na comunidade não existem rivalidades”. A rivalidade é uma luta para destruir o outro. A rivalidade é ruim: pode-se fazer de maneira aberta, direta ou se pode fazer com luvas brancas; mas sempre para destruir o outro e elevar a si mesmo. E já que eu não posso ser assim virtuoso, assim bom, diminuo o outro, de modo que eu permaneço alto. A rivalidade é um caminho a este agir por interesse.

A vanglória destroi a comunidade

Tão prejudicial quanto, é quem se vangloria de ser superior aos outros:

Isso destroi uma comunidade, destroi uma família também... Pensem na rivalidade entre os irmãos pela herança do pai, por exemplo: isso acontece todos os dias. Pensem na vanglória, naqueles que se vangloriam de ser melhores que os outros.

A vida cristã nasce da gratuidade de Jesus

O cristão, prosseguiu Francisco, deve seguir o exemplo do Filho de Deus, cultivando “a gratuidade”: fazer o bem sem se preocupar se os outros fazem o mesmo; semear “unanimidade”, abandonando “rivalidades ou vanglória”. Construir a paz com pequenos gestos significa traçar um caminho de concórdia em todo o mundo:

Quando nós lemos as notícias das guerras, pensemos nas notícias da fome das crianças no Iêmen, fruto da guerra: está distante, crianças pobres... mas por que não têm o que comer? Mas a mesma guerra se faz em nossas casas, nas nossas instituições com esta rivalidade: a guerra começa ali! E a paz deve ser feita ali: na família, nas instituições, no local de trabalho, buscando sempre a unanimidade e a concórdia e não o próprio interesse.

Fonte: Vatican News



Hoje a Igreja celebra São Zacarias e Santa Isabel, pais de João Batista (05 de novembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 05 Nov. 18 / 05:00 am (ACI).- “Ambos eram justos diante de Deus e observavam irrepreensivelmente todos os mandamentos e preceitos do Senhor”, afirma São Lucas em seu Evangelho (Lc 1,6) sobre São Zacarias e Santa Isabel – pais de São João Batista e tios de Jesus –, cuja festa litúrgica é celebrada neste dia 5 de novembro.

Conforme São Lucas descreve no primeiro capítulo de seu Evangelho, Zacarias pertencia à classe sacerdotal de Abias e Isabel era descendente de Aarão. Ambos eram de idade avançada e não tinham filhos, pois Isabel era estéril.

Certo dia, coube a Zacarias ingressar no “Santuário do Senhor” para oferecer o perfume. Então, um anjo do Senhor apareceu e lhe disse que sua esposa lhe daria um filho ao qual chamaria João.

“Irá adiante de Deus com o espírito e poder de Elias para reconduzir os corações dos pais aos filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, para preparar ao Senhor um povo bem disposto”, disse o anjo a Zacarias.

Zacarias perguntou como poderia ter certeza disso, porque ele e sua esposa eram idosos. O anjo, então, respondeu que ele era Gabriel, o que está diante de Deus, e que tinha sido enviado para lhe falar e anunciar esta boa notícia. Em seguida, disse-lhe que ficaria mudo por não ter acreditado.

Quando Zacarias voltou para casa, sua esposa Isabel concebeu um filho e ela pensava: “Eis a graça que o Senhor me fez, quando lançou os olhos sobre mim para tirar o meu opróbrio dentre os homens”.

Depois que o anjo Gabriel apareceu à Virgem Maria, a Mãe de Deus foi ajudar Isabel, que ao vê-la exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas”.

Quando João nasceu, todos se alegraram da misericórdia de Deus. No dia da circuncisão, todos queriam chamá-lo como seu pai. Entretanto, Isabel comunicou que se chamaria João. Zacarias confirmou, escrevendo esse nome em uma tabuinha e imediatamente voltou a falar.

Finalmente, o pai de São João Batista, louvando a Deus, pronunciou o famoso “Cântico de Zacarias”, uma das orações que os sacerdotes e religiosos rezam todas as manhãs em suas orações chamadas ‘Laudes’.

Fonte: ACI digital



Como desfazer-se adequadamente de objetos abençoados que estão quebrados?


REDAÇÃO CENTRAL, 03 Nov. 18 / 06:00 am (ACI).- Ao longo do tempo, muitos objetos religiosos que foram abençoados por um sacerdote podem quebrar devido ao uso. Entretanto, todos os católicos devem ser reverentes ao desfazer-se deles de maneira adequada.

O Grupo ACI explica o que se deve fazer com as imagens, terços, crucifixos, ramos de palmeiras ou outros objetos abençoados que, de acordo com o número 1171 do Código de Direito Canônico, devem ser tratados “com reverência e não se votem ao uso profano ou a outro uso não próprio, ainda que estejam sob o domínio de particulares”.

Caso os objetos não possam ser reparados, a tradição assinala que devem ser queimados ou enterrados. Se um objeto for queimado, as cinzas também devem ser enterradas.

A tradição de devolver os objetos abençoados a terra, vem da ideia de que um objeto abençoado em nome de Deus deve voltar para Deus, da mesma maneira que uma pessoa é enterrada.

Em 1874, a Sagrada Congregação para os Ritos e o Santo Ofício emitiu determinações formais sobre quais são os métodos para eliminar adequadamente os objetos abençoados.

Qualquer pano de linho, vestuário ou panos do altar devem ser queimados e as cinzas enterradas. A água benta em excesso ou contaminada deve ser vertida diretamente no solo. Os ramos devem ser queimados e as cinzas são utilizadas na quarta-feira de cinzas. Do mesmo modo, um terço ou uma imagem devem ser enterrados.

Fonte: ACI digital



quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Papa Francisco no Sínodo: O discernimento vocacional não é um slogan publicitário


Vaticano, 03 Out. 18 / 02:20 pm (ACI).- No discurso de abertura da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, o Papa Francisco recordou aos padres sinodais que o discernimento vocacional “não é um slogan publicitário”; “não é uma técnica organizativa, nem uma moda deste pontificado, mas um procedimento interior que se enraíza num ato de fé”.

O Santo Padre explicava assim o significado do tema do sínodo: os jovens, a fé e o discernimento vocacional. De fato, o Papa dedicou grande parte de seu discurso de abertura a insistir sobre a importância da escuta, tanto entre os padre sinodais como entre os membros da Igreja e os jovens e, também, entre as gerações adultas e as jovens.

O Papa afirmou que “o Sínodo que estamos a viver é um momento de partilha”. Por isso, convidou todos os participantes “a falarem com coragem”, integrando “liberdade, verdade e caridade”. “Só o diálogo nos pode fazer crescer”, assegurou.

Ao mesmo tempo, assinalou que “à coragem de falar deve corresponder a humildade de escutar”. Além disso, sublinhou que “o Sínodo deve ser um exercício de diálogo, antes de mais nada entre os que participam nele. E o primeiro fruto deste diálogo é cada um abrir-se à novidade, estar pronto a mudar a sua opinião face àquilo que ouviu dos outros”.

O Pontífice também assinalou que “o Sínodo é um exercício eclesial de discernimento”. Nesse sentido, a “franqueza no falar e abertura na escuta são fundamentais para que o Sínodo seja um processo de discernimento”.

O Papa insistiu que “o discernimento é o método e, simultaneamente, o objetivo que nos propomos: baseia-se na convicção de que Deus atua na história do mundo, nos acontecimentos da vida, nas pessoas que encontro e me falam”.

Em seu discurso, Francisco recordou aos padres sinodais: “Sejamos sinal de uma Igreja à escuta e em caminho. A atitude de escuta não se pode limitar às palavras que trocaremos entre nós nos trabalhos sinodais”. Este Sínodo apresenta “a ocasião, a tarefa e o dever de ser sinal da Igreja que se coloca verdadeiramente à escuta”.

“Uma Igreja que não escuta mostra-se fechada à novidade, fechada às surpresas de Deus, e não poderá ser credível, especialmente para os jovens, os quais, em vez de se aproximar, afastar-se-ão inevitavelmente”, advertiu.

Outra sugestão do Papa aos Padres Sinodais foi para que “deixemos para trás preconceitos e estereótipos”. “Um primeiro passo rumo à escuta é libertar as nossas mentes e os nossos corações de preconceitos e estereótipos”.

Assim, assegurou que, “quando pensamos já saber quem é o outro e o que quer, então teremos verdadeiramente dificuldade em escutá-lo seriamente”.

Especialmente sensível a esses preconceitos é a relação entre jovens e adultos. “As relações entre as gerações são um terreno onde preconceitos e estereótipos pegam com facilidade proverbial, a ponto de muitas vezes nem nos darmos conta disso”.

“Os jovens são tentados a considerar ultrapassados os adultos; os adultos são tentados a julgar os jovens inexperientes, a saber como são e sobretudo como deveriam ser e comportar-se”.

Por isso, afirmou que “os adultos deveriam superar a tentação de subestimar as capacidades dos jovens e de os julgar negativamente”.

Por sua parte, “s jovens deveriam superar a tentação de não prestar ouvidos aos adultos e considerar os idosos ‘coisa antiga, passada e chata’, esquecendo-se que é insensato querer partir sempre do zero, como se a vida começasse apenas com cada um deles”.

Do mesmo modo, fez um chamado a superar com decisão “o flagelo do clericalismo” e a “curar o vírus da autossuficiência”. O clericalismo “interpreta o ministério recebido mais como um poder a ser exercido do que como um serviço gratuito e generoso a oferecer”. Por isso, assegurou que “o clericalismo é uma perversão e é raiz de muitos males na Igreja”.

Já no final de seu discurso, o Papa pediu aos Padres Sinodais “que o Sínodo desperte os nossos corações”.

Fonte: ACI digital



Hoje é celebrado São Francisco de Assis, exemplo de pobreza, harmonia e paz (4 de outubro)


REDAÇÃO CENTRAL, 04 Out. 18 / 05:00 am (ACI).- “Conheço Jesus pobre e crucificado e isso me basta”, dizia São Francisco de Assis, cuja festa se celebra neste dia 4 de outubro. O Papa, que escolheu o nome Francisco por causa deste santo, definiu-o como homem de harmonia e de paz.

São Francisco nasceu em Assis (Itália) em 1182, em uma família abastada. Tinha muito dinheiro e o gastava com ostentação. Só se interessava por “gozar a vida”.

Em sua juventude, foi à guerra e acabou sendo feito prisioneiro. Logo depois de ser libertado, ficou doente até que escutou uma voz que lhe questionou: “Francisco, a quem é melhor servir, ao amo ou ao criado?”.  Retornou para casa e com a oração foi entendendo que Deus queria algo a mais dele.

Começou a visitar e servir aos doentes, até dar de presente suas roupas e dinheiro. Desta maneira desenvolvia seu espírito de pobreza, humildade e compaixão.

Certo dia, enquanto rezava na Igreja de São Damião, pareceu-lhe que o crucifixo repetia três vezes: “Francisco, vai e repara a minha Igreja que, como vês, está toda em ruínas”. Então, acreditando que lhe pedia que reparasse o templo físico, foi, vendeu os vestidos da loja de seu pai, levou o dinheiro ao sacerdote do templo e pediu para viver ali.

O presbítero aceitou que ficasse, mas não o dinheiro. Seu pai o buscou, golpeou-o furiosamente e, ao ver que seu filho não queria retornar para casa, exigiu o dinheiro. Francisco, ante o conselho do Bispo, devolveu-lhe até a roupa que levava no corpo.

Mais adiante, ajudou a reconstruir a Igreja de São Damião e de São Pedro. Com o tempo, transferiu-se para uma capela chamada Porciúncula, a qual reparou e onde viveu. Pelos caminhos, costumava saudar dizendo: “A paz do Senhor esteja contigo”.

Sua radicalidade de vida foi atraindo algumas pessoas que queriam ser seus discípulos. Foi assim que, em 1210, Francisco redigiu uma breve regra e junto a seus amigos foi a Roma, onde obteve a aprovação.

O santo fez da pobreza o fundamento de sua ordem e o amor à pobreza se manifestava na maneira de se vestir, nos utensílios que usavam e nos atos. Apesar de tudo, sempre eram vistos alegres e contentes.

Sua humildade não era um desprezo sentimental de si mesmo, a não ser na convicção de que “ante os olhos de Deus o homem vale pelo que é e não mais”.

“Muitos há que, insistindo em orações e serviços, fazem muitas abstinências e macerações dos seus corpos, mas por causa de uma única palavra que lhes parece ser uma injúria a seu próprio eu ou por causa de alguma coisa que se lhes tire, sempre se escandalizam e se perturbam. Estes não são pobres de espírito, porque quem é verdadeiramente pobre de espirito se odeia a si mesmo e ama quem lhe bate a face”, dizia.

Considerando-se indigno, chegou a receber só o diaconato e deu à sua Ordem o nome de frades menores porque queria que seus irmãos fossem os servos de todos e buscassem sempre os lugares mais humildes.

É atribuído a ele ter começado a tradição do “presépio” que se mantém até os dias de hoje. Além disso, Deus lhe concedeu o milagre dos estigmas.

Ao visitar Assis em 4 de outubro de 2013, o Papa Francisco disse que São Francisco “dá testemunho de respeito por tudo, dá testemunho de que o homem é chamado a salvaguardar o homem, de modo que o homem esteja no centro da criação, no lugar onde Deus – o Criador – o quis; e não instrumento dos ídolos que nós criamos! A harmonia e a paz! Francisco foi homem de harmonia e de paz”.

Fonte: ACI digital

São Francisco de Assis: 12 fatos fascinantes que talvez você não conhecia

REDAÇÃO CENTRAL, 04 Out. 18 / 06:00 am (ACI).- Neste dia 4 de outubro, é celebrada a festa de São Francisco de Assis, um dos santos mais conhecidos e queridos da Igreja, cujo nome foi adotado em sua honra pelo Papa Francisco.

A seguir, 12 fatos fascinantes que talvez não conhecia sobre a vida deste santo:

1. Os retratos mais antigos de São Francisco estão na Itália

O primeiro (esquerda) se encontra no mosteiro beneditino de Subiaco. Foi feito durante uma visita ao mosteiro; neste , São Francisco não tem auréola nem estigmas.

O segundo (direita) está na Basílica inferior de Assis e foi pintado por Cimabue. O afresco completo representa a Virgem com o Menino Jesus entronizados, quatro anjos e São Francisco.

2. Foi chamado Francisco pelo povo da França

Seu pai, Pedro Bernardone, foi um comerciante que trabalhava na França. Como estava neste país quando seu filho nasceu, as pessoas o apelidaram de “Francesco” (o francês), por mais que no batismo tenha recebido o nome de João.

3. Foi prisioneiro de guerra durante um ano

Quando tinha cerca de 19 anos, antes de sua conversão, uniu-se ao exército e lutou em uma guerra travada entre as cidades de Perugia e Assis. Foi feito prisioneiro durante um ano, mas finalmente foi libertado ileso.

4. Sua vida se inspirou em Mateus 10,9

Em Mateus 10,9, Jesus diz a seus discípulos: “Não leveis nem ouro, nem prata, nem dinheiro em vossos cintos”, quando saírem para pregar o Evangelho. Sentiu-se inspirado a fazer o mesmo e começou a viajar na pobreza para pregar o arrependimento.

5. Em um ano, ganhou 11 seguidores

No ano de 12010, havia 12 deles no total, ou seja, como o número dos apóstolos. Então, Francisco redigiu uma regra breve e informal que consistia principalmente nos conselhos evangélicos para alcançar a perfeição. Com ela, foram para Roma a fim de apresenta-la para a aprovação do Papa. Viajaram a pé, cantando e rezando, cheios de felicidade e vivendo das esmolas que as pessoas lhes davam.

6. O Papa Inocêncio III decidiu apoiar os franciscanos depois de um sonho sobrenatural

O Papa Inocêncio III se mostrou adverso ao dar apoio a Francisco e seu novo grupo de seguidores. Então, teve um sonho no qual viu Francisco sustentando com seu corpo a Basílica de São João de Latrão, a catedral da Diocese de Roma, que estava a ponto de desmoronar.

O Santo Padre interpretou o sonho como uma indicação de que Francisco e seu grupo poderiam servir de apoio à Igreja e, assim, deu-lhes o reconhecimento oficial como uma ordem.

7. Assistiu ao IV Concílio de Latrão, onde conheceu São Domingos de Gusmão

O IV Concílio de Latrão foi o concílio ecumênico 12 da Igreja Católica no qual se ratificou a transubstanciação e a primazia papal, entre outras coisas. São Domingos, fundador da Ordem dos Pregadores ou Dominicanos, também esteve presente.

8. Visitou um sultão muçulmano, pregou o Evangelho e o desafiou a uma prova “de fogo” a fim de provar a verdade do cristianismo

Durante a quinta cruzada, Francisco e um acompanhante viajaram a território muçulmano para visitar o sultão do Egito e Síria, Al-Kamil.

O santo pregou diante do sultão e, para demonstrar sua grande fé na religião cristã, desafiou os presentes a um “prova de fogo”, que consistia em que ele e um muçulmano caminhassem por uma trilha em chamas, com a ideia de que o seguidor da religião verdadeira deveria ser protegido por Deus.

Francisco se ofereceu a ir primeiro, mas Al-Kamil recusou o desafio. Entretanto, o sultão ficou tão impressionado por sua fé que deu permissão para Francisco pregar em sua terra.

9. Deteve os milagres de um franciscano falecido

Em 1220, Francisco se retirou do governo da Ordem e nomeou como seu Vigário Pedro Cattani. Entretanto, Pedro morreu apenas cinco meses depois.

As pessoas que visitaram seu túmulo reportaram muitos milagres, o que levou grandes multidões ao local, o que causava problemas na região. Por isso, Francisco rezou a Cattani para que os milagres se detivessem, e estes cessaram.

10. Recebeu os estigmas enquanto realizava um jejum de 40 dias

Os estigmas são uma condição na qual as feridas de Cristo aparecem sobrenaturalmente no corpo de uma pessoa. Um franciscano que o acompanhou disso: “De repente, teve a visão de um serafim, um anjo de seis asas em uma cruz. Este anjo lhe deu o dom das cinco chagas de Cristo”.

Isto aconteceu em 1224, durante um jejum de 40 dias no Monte Alvernia, quando se preparava para a Festa de São Miguel Arcanjo, em 29 de setembro.

11. A primeira pedra da Basílica de São Francisco de Assis foi colocada no dia seguinte de sua canonização

Francisco morreu em 3 de outubro de 1226. Foi declarado santo pelo Papa Gregório IX, em 16 de julho de 1228, e no dia seguinte o Santo Padre colocou pessoalmente a primeira pedra da nova basílica de São Francisco de Assis.

12. Seu túmulo se perdeu durante séculos até que foi redescoberto em 1818

Seu corpo foi transladado para sua basílica em 1230, mas logo foi ocultado pelos franciscanos para protegê-lo dos invasores sarracenos. A localização de seu corpo ficou esquecida e não foi redescoberta até quase seis séculos depois, em 1818.

Fonte: ACI digital
Foto: https://mobile.twitter.com/UrsulaMurua




domingo, 23 de setembro de 2018

Orações a São Pio de Pietrelcina (Padre Pio)




ORAÇÃO A SÃO PIO DE PIETRELCINA (PADRE PIO)

Ó Deus, que doastes a São Pio de Pietrelcina, sacerdote capuchinho, o insigne privilégio de participar, de modo admirável, da Paixão de vosso Filho, por sua intercessão, dai-me a graça… que tanto desejo; e sobretudo concedei-me unir-me à Paixão de Jesus, para depois chegar à Sua gloriosa ressurreição.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai

ORAÇÃO DO PAPA JOÃO PAULO II A SÃO PIO DE PIETRELCINA

Ensine-nos, nós lhe pedimos, a humildade de coração para sermos incluídos entre os pequeninos de que fala o Evangelho, aos quais o Pai prometeu revelar os mistérios do Seu Reino.

Ajude-nos a ter um olhar de fé, capaz de reconhecer prontamente nos pobres e nos sofredores a face do próprio Jesus.

Sustente-nos nos momentos de luta e de provações e, se cairmos, faça com que experimentemos a alegria do sacramento do perdão.

Transmita-nos a terna devoção a Maria, mãe de Jesus e nossa.

Acompanhe-nos na peregrinação terrena em direção à Pátria abençoada, aonde também esperamos chegar um dia para contemplar eternamente a Glória do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Amém.

ORAÇÃO DO SANTO PADRE PIO NA VISITA AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

Senhor Jesus Cristo, que por amor aos homens habitais noite e dia no Sacramento, esperando, chamando, acolhendo todos os que o vêm visitar, eu creio que estais realmente presente nesse tabernáculo. Adoro-Vos, abismado que estou no meu nada, e agradeço-Vos por tantas graças que me haveis concedido, especialmente a de Vos terdes dado por advogada Maria, a vossa Santa Mãe, e me terdes chamado a visitar-Vos nesta igreja.
Saúdo hoje o Vosso adorável coração e espero saudá-lo por um triplo fim:

a) em agradecimento por este dom magnífico.

b) em compensação de todas as injúrias que vos fazem os Vossos inimigos, neste sacramento.

c) quero por esta visita adorar-Vos em todos os recantos da terra.

Meu Jesus, amo-Vos de todo o coração. Lamento ter no passado ofendido tantas vezes a Vossa bondade infinita. Proponho com a Vossa graça não Vos tornar a ofender para o futuro e para o momento presente o mesmo. Na minha miséria, consagro-me inteiramente a Vós, renuncio a minha vontade e dou-a inteiramente a Vós, bem como minhas afeições, os meus desejos e todo o que me pertence. Fazei de mim, daqui em diante, bem como dos meus bens, tudo o que Vos aprouver. Eu não peço nem desejo senão o Vosso santo amor, a perseverança final e a perfeita submissão à Vossa vontade.
Recomendo-Vos as almas do purgatório, especialmente as que foram mais devotas do Santíssimo Sacramento e da Santíssima Virgem. Recomendo-Vos também todos os pobres pecadores. Enfim, uno, ó meu Salvador, todas as minhas afeições às do vosso adorável Coração e ofereço-as ao Pai Eterno, pedindo-lhe para as aceitar e acolher por vosso amor. Assim seja.

DAS MEDITAÇÕES DE PADRE PIO

Jesus,

Que nada me separe de Ti, nem a vida, nem a morte.
Seguindo-Te em vida, ligado a Ti com todo amor,
seja-me concedido expirar contigo no Calvário,
para subir contigo à glória eterna;

Seguirei contigo nas tribulações e nas perseguições,
para ser um dia digno de amar-Te na revelada glória do Céu; para cantar-Te um hino de agradecimento por todo o Teu sofrimento por mim.

Jesus,

Que eu também enfrente como Tu, com serena paz e tranqüilidade,
todas as penas e trabalhos que possa encontrar nesta terra;
uno tudo aos Teus méritos, às Tuas penas, às Tuas expiações, às Tuas lágrimas, a fim de que colabore contigo para a minha salvação
e para fugir de todo o pecado – causa que Te fez suar sangue e Te reduziu à morte.

Destrói em mim tudo o que não seja do Teu agrado.
Com o fogo de Tua santa caridade, escreve em meu coração todas as Tuas dores.
Aperta-me fortemente a Ti, Com um nó tão estreito e tão suave,
que eu jamais Te abandone nas Tuas dores.

Amém!




Esta é a oração que Padre Pio fazia quando rezava por alguém


Philip Kosloski

Milhares de milagres foram obtidos através desta simples oração

Normalmente, temos nossa oração “de cabeceira” para fazer quando alguém nos pede que rezemos por uma intenção específica, né? Pode ser o Terço, o Pai Nosso ou simplesmente uma súplica sincera a Deus.

São Pio de Pietrelcina – mais conhecido como Padre Pio – tinha sua oração favorita, que ele rezava para todos que pediam. E, muitas vezes, a intenção era milagrosamente respondida por Deus.

Abaixo, reproduzimos esta oração poderosa. Na realidade, a oração foi composta por Santa Margarida Maria Alacoque e é conhecida como “Novena do Sagrado Coração de Jesus”.

O coração de Jesus é cheio de amor e compaixão. E esta oração é uma declaração de confiança neste amor, na crença de que Ele pode atender nossos pedidos, se for de sua santa vontade.

Mas devemos rezar com uma fé sincera, como o Padre Pio fazia. Esta oração não é mágica, e Deus não é um gênio que nos concede tudo o que pedimos. Mas ele sabe exatamente do que precisamos.

I. Ó, meu Jesus, que disseste: “Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a portalhes será aberta”, eis me aqui que, confiando em tuas santas palavras, bato à porta, busco e peço a graça …. (formular o pedido).

Rezar: Pai Nosso, Ave Maria e Glória. “Sagrado Coração de Jesus, espero e confio em Ti”.

II. Ó, meu Jesus, que disseste: “Céus e terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão”, eis me aqui, e, confiando na infalibilidade de tuas santas peço a graça… (formular o pedido).

Rezar: Pai Nosso, Ave Maria e Glória. “Sagrado Coração de Jesus, espero e confio em Ti”.

III. Ó, meu Deus, que disseste: “Tudo o que pedires a meu Pai em meu nome vo-lo farei”, eis me aqui, e ao Pai Eterno e em teu nome peço a graça… (formular o pedido).

Rezar: Pai Nosso, Ave Maria e Glória. “Sagrado Coração de Jesus, espero e confio em Ti”.

Ó, Sagrado Coração de Jesus, que é incapaz de não sentir compaixão pelos infelizes, tem piedade de nós, pobres pecadores, e concede-nos as graças que pedimos em nome do Imaculado Coração de Maria, nossa Mãe. São José, pai adotivo do Sagrado Coração de Jesus, rogai por nós. Amém.

Fonte: Aleteia



Hoje celebramos São Pio de Pietrelcina, o santo dos estigmas (23 de setembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 23 Set. 18 / 05:00 am (ACI).- “Oh Jesus, meu suspiro e minha vida, peço-te que faça de mim um sacerdote santo e uma vítima perfeita”, escreveu uma vez São Pio da Pietrelcina, cuja festa se celebra hoje. Sua oração foi escutada e lhe foi concedido o dom dos estigmas.

Durante sua vida, Deus o dotou de muitos dons, como o discernimento extraordinário que lhe permitiu ler os corações e as consciências. Por isso, muitos fiéis iam se confessar com ele.

Outros dons foram o da profecia para poder anunciar eventos do futuro, as curas milagrosas com a oração, a bilocação, que lhe permitiu estar em dois lugares ao mesmo tempo, e o perfume que exala das chagas dos estigmas.

Padre Pio nasceu em Pietrelcina, Itália, em 25 de maio de 1887. Seu nome era Francisco Forgione e tomou o nome de Frei Pio da Pietrelcina em honra a São Pio V, quando recebeu o hábito de Franciscano.

Aos cinco anos, apareceu-lhe o Sagrado Coração do Jesus, que posou sua mão sobre a cabeça do menino. O pequeno, por sua vez, prometeu a São Francisco que seria um fiel seguidor dele. Desde então, sua vida ficou marcada e começou a ter aparições da Santíssima Virgem.

Preferia passar o tempo em oração e estudo porque entendia o sacrifício que seus pais faziam para que recebesse uma boa formação.

Aos 15 anos, decidiu ingressar na Ordem Franciscana de Morcone e teve visões do Senhor em que lhe mostrou as lutas que teria que passar contra o demônio. “Eu estarei te protegendo, te ajudando, sempre a seu lado até o fim do mundo”, disse-lhe Jesus Cristo.

Em 10 de agosto de 1910, foi ordenado sacerdote. Pouco tempo depois voltaram as febres e as dores que o afligiam. Então, foi enviado a Pietrelcina para que restabelecesse sua saúde.

Em 1916, visitou o Mosteiro de São Giovanni Rotondo. O Padre Provincial, ao ver que sua saúde tinha melhorado, mandou-lhe retornar a esse convento onde recebeu a graça dos estigmas.

“Era a manhã de 20 de setembro de 1918. Eu estava no coro fazendo a oração de ação de graças da Missa… me apareceu Cristo que sangrava por toda parte. De seu corpo chagado saíam raios de luz que mais pareciam flechas que me feriam os pés, as mãos e o lado”, descreveu Padre Pio a seu diretor espiritual.

“Quando voltei a mim, encontrei-me no chão e com chagas. As mãos, os pés e o lado sangravam e me doíam até me fazer perder todas as forças para me levantar. Sentia-me morrer, e teria morrido se o Senhor não tivesse vindo me sustentar o coração que sentia palpitar fortemente em meu peito. Arrastei-me até a cela. Recostei-me e rezei, olhei outra vez minhas chagas e chorei, elevando hinos de agradecimento a Deus”, acrescentou.

Certo dia, uma avó lhe levou a sua neta chamada Gema, que tinha nascido sem pupilas. Padre Pio a abençoou e fez o sinal da cruz sobre seus olhos. A menina recuperou a vista, sem necessidade de ter pupilas. Mais adiante, Gema ingressou na vida religiosa.

Em 9 de janeiro de 1940, animou seus grandes amigos espirituais a fundar um hospital que se chamaria “Casa Alívio do Sofrimento”, a qual foi inaugurada em 5 de maio de 1956, com a finalidade de curar as doenças físicas e espirituais.

Segundo fontes que não se puderam confirmar, São João Paulo II sendo um jovem sacerdote visitava Padre Pio para confessar-se e, em uma dessas ocasiões, estando em transe, disse ao futuro Supremo Pontífice: “Vais ser Papa”.

Padre Pio retornou à Casa do Pai em 23 de setembro de 1968, enquanto murmurava: “Jesus, Maria!”.

São João Paulo II, durante sua canonização em 16 de junho de 2002, disse: “Oração e caridade, esta é uma síntese extremamente concreta do ensinamento de Padre Pio, que hoje volta a propor todos”.

Fonte: ACI digital



quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Sob chuva, milhares se reúnem para manifestação pela vida em Curitiba


Curitiba, 18 Set. 18 / 11:00 am (ACI).- Nem mesmo a chuva impediu que milhares de pessoas se reunissem no último sábado, 15 de setembro, em Curitiba (PR), para a Manifestação pela Vida, a fim de dizer ‘não’ à descriminalização do aborto no Brasil.

A manifestação ocorreu no Centro Cívico de Curitiba e foi convocada por meio de uma união inédita entre a Igreja Católica e Igrejas Evangélicas da cidade, a fim de denunciar o ativismo do judiciário e expressar-se contra a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 442/2017 (ADPF 442), que propõe a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação e foi tema de audiência pública no início de agosto no Supremo Tribunal Federal (STF).


“Onze pessoas não eleitas pelo povo não podem decidir pela vida ou morte das crianças em gestação, sem passar o projeto de lei pelo poder legislativo”, afirmou ao site da Arquidiocese de Curitiba o físico Robson Rodovalho, uma das lideranças presentes no evento.

O ato contou com a participação de diversas lideranças religiosas e pró-vida, como a cantora Zezé Luz, Padre Reginaldo Manzotti, Julio Cézar Freitas & Banda, entre outros. Os milhares de manifestantes carregavam cartazes e faixas com dizeres em favor da vida, além da adotar o lenço azul que se tornou símbolo das manifestações pró-vida, após a derrota do projeto de lei do aborto na Argentina.

Durante o evento, o Arcebispo de Curitiba, Dom José Antônio Peruzzo ergue sua voz em defesa da vida e aproximou o microfone de um aparelho que ampliou o som do útero de uma gestante, permitindo que todos ouvissem o som do coração do bebê.

“Esse é o pequeno Júlio que está dizendo que a vida está acima de qualquer outra causa”, afirmou o Prelado.


Por sua vez, o líder cristão Cirino Ferro, do Conselho de Ministros Evangélicos do Paraná, lembrou que Curitiba é uma das primeiras cidades a realizar uma manifestação como esta e que a iniciativa está incentivando a organização novos atos em outros locais do Brasil, como o que ocorrerá no próximo dia 30 de setembro, em São Paulo.

Fonte: Aleteia



Orações a São José de Cupertino para ir bem nos estudos

O santo intercessor dos estudantes sofria muito com suas dificuldades de aprendizagem

Oração 1

Querido São José de Cupertino, purifica o meu coração, transforma-o e o faz semelhante ao teu. Infunde em mim o teu fervor, a tua sabedoria e a tua fé. Mostra tua bondade, ajudando-me e eu me esforçarei para imitar tuas virtudes. Glória…

Amável protetor meu, o estudo geralmente é difícil, duro e entediante para mim. Tu podes deixar tudo isso mais fácil e agradável. Espera somente meu chamado. Eu te prometo um esforço maior em meus estudos e uma vida mais digna de tua santidade. Glória…

Deus, que quiseste atrair tudo a teu unigênito Filho, que foi crucificado, permite que, pelos méritos e exemplos de teu seráfico José, mereçamos chegar a Ele, que contigo vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém.

Oração a São José de Cupertino 2

“Ó Deus, que por disposição admirável de vossa sabedoria, quisestes atrair todas as coisas do vosso Filho exaltado da terra, fazei que, na vossa bondade, livres dos desejos terreno, pela intercessão e exemplo de São José de Copertino, possamos conformar-nos em tudo ao vosso Filho. Que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Amém! ”

Oração para ir bem na prova de São José de Cupertino 3

Esta oração para ir bem na prova é muito eficaz para ser bem-sucedido em provas e concursos. Ela deve ser realizada antes de começar a prova, com muita fé:

“Oh São José Cupertino que por vossa prece obtivestes de Deus ser arguido em vosso exame apenas sobre a matéria que sabíeis. Concedei-me obter o mesmo êxito que vós na prova de… (mencionar o nome ou tipo do exame ao qual se há de submeter, por exemplo, prova de história, etc.).

São José Cupertino, rogai por mim.

Espírito Santo, iluminai-me.

Nossa Senhora, Imaculada Esposa do Espírito Santo, rogai por mim.

Sagrado Coração de Jesus, sede da Divina Sabedoria, iluminai-me.

Amém. ”

* Depois de fazer essa oração para ir bem na prova lembre-se sempre de agradecer a São José de Cupertino pela luz do conhecimento após a prova.

 Oração 4

Oh, grande São José Cupertino que, enquanto estáveis na terra, obtivestes de Deus a graça de ser arguido em vosso exame justamente sobre a única questão que sabíeis, obtende-me igual favor no exame para o qual eu estou me preparando. Como gratidão, eu prometo fazer-vos conhecido e invocado.

Fonte: Aleteia
Fonte: Santo Sanctorum



Hoje a Igreja celebra São José de Cupertino, padroeiro dos estudantes com dificuldades (18 de setembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 18 Set. 18 / 05:00 am (ACI).- “Rezar, não se cansar nunca de rezar. Que Deus não é surdo nem o céu é de bronze. Todo aquele que pede, recebe”, afirmava São José de Cupertino, o franciscano que não era bom nos estudos, mas que se tornou padroeiro dos estudantes.

São José nasceu em 1603 no povoado chamado Cupertino (Itália) em uma família muito pobre. Quando tinha 17 anos, pediu para ser admitido na ordem franciscana, mas foi recusado. Então, solicitou ingressar nos capuchinhos, onde ingressou como irmão leigo.

Depois de alguns meses foi expulso por ser muito distraído. Deixava cair os pratos que levava ao refeitório, esquecia-se de suas atribuições e parecia que sempre estava pensando em outra coisa.

São José buscou refúgio na casa de um familiar rico que também chegou a coloca-lo na rua, dizendo que o jovem era bom para nada. Por isso, sua mãe rogou a um parente franciscano para que recebessem o rapaz como mensageiro em um convento.

Os frades o aceitaram como empregado, colocaram-no para trabalhar no estábulo e o jovem começou a desempenhar sua função com grande destreza em todos os ofícios que o encomendavam.

Com sua humildade, amabilidade, espírito de penitência e de oração, foi ganhando rapidamente o apreço dos religiosos, os quais em 1625, por votação unânime, admitiram-no como um de seus membros.

Colocaram-no para estudar para o sacerdócio, mas quando tinha provas São José travava e não era capaz de responder. Chegou uma das provas finais e a única frase do Evangelho que o frade sabia explicar era: “Bendito o fruto do teu ventre, Jesus”.

O examinador disse que abriria a Bíblia e leria uma frase por acaso para escutar a interpretação. José estava assustadíssimo e a providência quis que a passagem escolhida fosse a única que era capaz de explicar.

Além disso, na prova definitiva para as autoridades decidirem quem seria ordenado sacerdote, o Bispo examinou os dez primeiros. Eles responderam tão maravilhosamente que o Prelado não achou necessário seguir examinando os demais. Assim, São José, que era o seguinte da lista, livrou-se da prova.

Por isso, este santo é considerado padroeiro dos estudantes, especialmente dos que encontram dificuldades nos estudos como ele.

Foi ordenado sacerdote em 18 de março de 1628 e, sabendo que não tinha qualidades especiais para a pregação e o ensino, então dedicou-se à oferecer penitências e orações pelos pecadores.

Por sua intercessão, em vida, Deus realizou vários milagres e, com eles, alcançou a conversão de muitos.

Partiu para a Casa do Pai em 18 de setembro de 1663. Foi beatificado em 1753 por Bento XIV e canonizado em 1767 por Clemente XIII.

Fonte: ACI digital


7 fatos sobrenaturais de São José de Cupertino, conhecido como o santo voador

REDAÇÃO CENTRAL, 18 Set. 18 / 12:00 pm (ACI).- São José de Cupertino (1603-1663), padroeiro dos estudantes e conhecido como o santo voador, foi abençoado por Deus com muitos milagres que ele sempre atribuía à intercessão da Santíssima Virgem Maria.

A seguir, sete acontecimentos sobrenaturais que ocorreram durante a sua vida:

1. Voava pelos ares

São José de Cupertino caia constantemente em êxtase e seus irmãos frades e os fiéis o viram "voar" em várias ocasiões. Um dia, os religiosos o viram levitar até uma estátua da Virgem Maria que estava a três metros e meio de altura e dar um beijo no Menino Jesus. Logo depois rezou no ar com intensa emoção.

O acontecimento mais conhecido ocorreu quando dez trabalhadores queriam levar uma cruz pesada a uma montanha alta, mas não conseguiram. Então, o Frei José levitou com a cruz e a levou ao topo da montanha.

2. Exorcizava com uma frase obediente

Seus superiores o escolheram para exorcizar demônios, mas o santo se considerava indigno disso. Por isso, usava a seguinte frase contra o maligno: "Sai desta pessoa se quiser, mas não faça isto por mim, mas pela obediência que devo aos meus superiores". E os demônios saíam.

3. Podia estar em dois lugares ao mesmo tempo

O dom de estar em dois lugares ao mesmo tempo se chama bilocação ou onipresença. Dizem que quando a mãe de São José estava morrendo no povoado de Cupertino, o santo estava em Assim ao saber da notícia. O frei entrou com uma grande luz no quarto da sua mãe, que depois de vê-lo partiu para a casa do Pai.

Em Assis, os superiores perguntaram a São José por que ele estava chorando amargamente e lhes disse que a sua mãe tinha acabado de falecer. Mais tarde, muitas pessoas testemunharam que o santo acompanhou a sua mãe em Cupertino.

4. Curava com o sinal da cruz

Um homem arrogante disse a São José: “ímpio, hipócrita, não por você, mas pelo hábito de religioso que veste tenho que respeitá-lo. Eu acreditaria em tudo o que você faz se me curar com o sinal da cruz sobre a minha ferida".

O santo respondeu humildemente que tudo o que dizia dele era verdade e fazendo o sinal da cruz sobre a ferida, o homem foi curado.

Do mesmo modo, recuperou a vista de um cego colocando a sua capa sobre a sua cabeça. Os aleijados e coxos eram curados ao beijar o crucifixo que São José colocava diante deles. Os que estavam doentes com uma epidemia de febre altíssima foram curados quando o santo fazia o sinal da cruz na testa deles.

5. Lia os corações e convertia os protestantes

O príncipe luterano John Federick, aos 25 anos, foi a Assis com duas escoltas, uma católica e outra protestante. Entraram na igreja onde São José estava celebrando a Missa e no momento da consagração o santo não conseguiu partir a Hóstia Consagrada, porque estava dura como pedra e teve que devolvê-la à patena.

Pe. José começou a chorar de dor e levitou aproximadamente um metro de altura. Ao descer, conseguiu partir a hóstia depois de muito esforço. Os seus superiores perguntaram por que havia acontecido isso e ele respondeu que era devido ao coração duro das pessoas que participavam da Missa.

No dia seguinte, o príncipe voltou com os dois homens e quando o santo levantou a Hóstia durante a Missa, a cruz da Sagrada Hóstia ficou negra. Isso lhe causou muita dor e chorando levitou com a hóstia durante aproximadamente 15 minutos. Este milagre comoveu o coração do príncipe e, por isso, ele e o seu acompanhante decidiram se converter à fé católica.

6. Comunicava-se com os animais

Quando passava por um campo e começava a rezar, as ovelhas se reuniam ao redor dele e escutavam atentamente as suas orações. As andorinhas voavam em bandos ao redor da sua cabeça e o acompanhavam por vários quarteirões.

7. Profetizou o futuro dos Papas

Um dia, levaram São José para visitar o Papa Urbano VIII, que queria saber se os êxtases e os episódios de levitação do frade eram verdadeiros.

São José apareceu diante do Pontífice e levitou e impressionou as pessoas que estavam presentes. O santo previu o dia e a hora da morte deste Papa e de Inocêncio X.

Fonte: ACI digital



segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Não encontram “causas naturais” para lágrimas da Virgem Maria nos EUA


Novo México, Set. 18 / 12:00 pm (ACI).- O Bispo de Las Cruces (Estados Unidos), Dom Oscar Cantú, disse que não encontraram "causas naturais" para as lágrimas que apareceram em uma estátua de bronze da Virgem de Guadalupe em uma paróquia na sua diocese.

Em um comunicado recente, Dom Cantú assinalou que "a primeira etapa da investigação é determinar se o fenômeno pode ser explicado por causas naturais. Até agora, não identificamos causas naturais para a emissão de líquidos desta imagem".

Em maio deste ano, na paróquia de Nossa Senhora de Guadalupe, em Hobbs, no Novo México, a imagem da Virgem de Guadalupe teria "chorado". O fenómeno ocorreu outras duas vezes, e foi testemunhado tanto por um sacerdote da paróquia como por diversos assistentes.

A Diocese de Las Cruces assegurou em julho que, depois de um exame, descobriram que a substância que saía da imagem da Virgem era um óleo de oliva perfumado.

Dom Cantú assinalou que "se a causa do fenômeno for sobrenatural, devemos discernir se é de Deus ou do demônio. Recordo que a Igreja acredita na existência de anjos caídos, que às vezes tentam nos enganar".

O processo de investigação diocesana incluiu entrevistas com o fabricante mexicano da estátua. Segundo o Prelado, os proprietários da empresa assinalaram que o processo de produção inclui alta temperatura, que derrete completamente os moldes de cera ao redor do qual a imagem se forma, não deixar resíduos que pudessem ter ajudado o fenômeno das lágrimas.


O Prelado explicou precisarão de mais tempo para determinar a origem sobrenatural das lágrimas.

Dom Oscar Cantú rezando diante da imagem da Virgem de Guadalupe, que teria chorado durante uma visita pastoral em setembro deste ano. Foto: Facebook / Diocese de Las Cruces.

"O discernimento sobre se é um fenômeno de Deus ou do diabo é um processo mais longo. Às vezes, o demônio pode imitar coisas santas para nos confundir. Portanto, devemos ser prudentes e vigilantes", explicou.

Este processo de discernimento, acrescentou Dom Cantú, está baseado nos frutos espirituais das lágrimas da imagem, e recordou que os frutos do Espírito Santo mencionados na carta de São Paulo aos Gálatas são: Caridade, alegria, paz, amabilidade, bondade, generosidade, mansidão, fidelidade, modéstia, autocontrole e castidade.

O Prelado recordou aos fiéis que a Igreja distingue entre revelações públicas e privadas. A revelação pública, disse, foi finalizada depois da morte do último apóstolo, enquanto na revelação privada, não temos nenhum conhecimento novo sobre a salvação.

“Nenhuma informação nova em relação a nossa salvação será obtida através das revelações privadas. As mensagens das revelações privadas somente reafirmam e destacam o que Cristo já revelou nas Sagradas Escrituras e na Tradição”, assinalou.

“Portanto, Maria e os santos sempre nos levam a Jesus e à Igreja. Por isso, Maria disse a São Juan Diego ‘procure ao bispo’ e que ‘construa um templo’”.

Fonte: ACI digital



Festa dos Estigmas de São Francisco de Assis


No dia 17 de setembro a Igreja e particularmente a Família Franciscana celebra os sagrados estigmas de São Francisco.

Como São Francisco de Assis recebeu os Estigmas da Paixão de Cristo.

Há cerca de 18 anos que São Francisco levava uma vida de heroica pobreza, quando Frei Elias, seu vigário no governo dos Frades Menores, teve uma revelação:

O Santo não passaria mais de dois anos aqui na Terra.

Seguindo a ordem recebida, Elias transmitiu a São Francisco a comunicação celeste.

Se não tremia perante a aproximação do momento fatal, queria pelo menos preparar-se para comparecer diante do Soberano Juiz. Partiu, pois, rumo à solidão, para se recolher por algum tempo.

Durante o verão de 1224 esteve no pequeno convento de Alverne. Era uma clausura rústica, construída precariamente no cimo de uma montanha escarpada.

As grutas abertas nas rochas, os bosques povoados de pássaros, o afastamento dos centros habitados tornavam o sítio encantador e particularmente propício aos exercícios da contemplação.

O Santo amava esta morada que outrora lhe tinha sido dada pelo Conde Orlando, senhor de Chiusi.

Logo que chegou ao lugar do seu retiro, Francisco iniciou um jejum de 40 dias em honra de São Miguel.

Consagrava o tempo à oração, que lhe propiciava delícias que nunca lhe pareceram tão saborosas.

Suplicou ao Senhor  que lhe desse a conhecer as obras às quais deveria consagrar os últimos dias da vida.

Como resposta, Deus cumulou-o com abundância de suavidades interiores.

Então o Santo recorreu ao seu procedimento habitual: abriu o Evangelho ao acaso, por diversas vezes, esperando encontrar ali uma indicação.

Por diversas vezes caiu no relato da Paixão.

Esta coincidência surpreendeu-o: concluiu que o Salvador queria uni-lo mais intimamente aos seus sofrimentos.

Os calores estivais declinavam; o Alverne já se revestia com os esplendores do outono.

Debaixo das grandes árvores, cuja folhagem se tornava dourada, Francisco pensava na adorável imolação de Cristo, quando subitamente lhe apareceu um Serafim resplandecente de luz.

O Anjo aparentava uma semelhança admirável como Salvador pregado no patíbulo.

O Santo reconheceu estupefato os traços do divino Crucificado;

A sua alma inflamou-se com amor tão ardente e tão doloroso, que o seu débil corpo não aguentou: caiu em profundo arrebatamento.

Quando a visão se desvaneceu, uma transformação tinha-se operado nele: na sua carne estavam gravados os sagrados estigmas da Paixão.

    Grandes feridas lhe rasgavam as mãos e os pés: nas cicatrizes percebiam-se nitidamente as cabeças negras dos pregos.

    Uma chaga mais larga abria o seu costado e deixava filtrar algumas gotas de sangue.

    Francisco tornara-se um crucificado vivo.

Um prodígio assim não podia passar inadvertidamente.

Apesar de todos os esforços para afastar as curiosidades indiscretas, o Santo não conseguiu esconder inteiramente os estigmas.

O seu prestígio, já tão grande, aumentou ainda mais: a sua vida terminava numa espécie de apoteose.

O Serafim que imprimira no seu corpo as chagas de Cristo, também as enterrara no seu coração.

A partir daquele dia, Francisco não fez mais do que esmorecer lentamente no duplo martírio da dor e do amor.

Ainda percorria penosamente os caminhos da Úmbria, a pregar menos pela palavra do que pelo exemplo.

Deixava, ao caminhar, irradiar da sua alma o imenso amor pelo divino Mestre; manifestava-o em termos tão veementes, que sentia por vezes a necessidade de se desculpar.

    “Não fostes Vós  que nos destes – dizia ele ao Salvador – o exemplo desta sublime loucura?

    Vós vos lançastes á procura da ovelha desgarrada; caminhastes como um escravo, como um homem inebriado de amor”.

Para adornar sua coroa, Deus mandava-lhe as últimas provações.

O Santo notava que alguns religiosos, embora poucos, desejavam restringir a pobreza da Ordem: previa que os seus filhos atravessariam, depois da sua morte, uma crise perigosa.

A esta tristeza acrescentava-se o peso da doença.

A saúde declinava, a vista apagava-se; os remédios mais fortes só lhe davam umas melhoras precárias.

São Francisco mantinha, apesar das dores, uma alegria apaziguadora.

Mas o seu espírito desprendia-se cada vez mais das preocupações terrenas; o seu recolhimento tornava-se mais profundo.

Os que estavam à sua volta percebiam a aproximação da hora da recompensa.


Fonte: Do livro São Francisco de Assis – Pe. Thomas de Saint-Laurent

Fonte: AASCJ



domingo, 16 de setembro de 2018

Quem é o maior?-25° Domingo do Tempo Comum(Ano B)


Quem é o maior?

25º Domingo do Tempo Comum – Ano B

Evangelho de Marcos 9, 30-37
* 30 Partindo daí Jesus e seus discípulos atravessavam a Galiléia. Jesus não queria que ninguém soubesse onde ele estava, 31 porque estava ensinando seus discípulos. E dizia-lhes: «O Filho do Homem vai ser entregue na mão dos homens, e eles o matarão. Mas, quando estiver morto, depois de três dias ele ressuscitará.» 32 Mas os discípulos não compreendiam o que Jesus estava dizendo, e tinham medo de fazer perguntas.

33 Quando chegaram à cidade de Cafarnaum e estavam em casa, Jesus perguntou aos discípulos: «Sobre o que vocês estavam discutindo no caminho?» 34 Os discípulos ficaram calados, pois no caminho tinham discutido sobre qual deles era o maior. 35 Então Jesus se sentou, chamou os Doze e disse: «Se alguém quer ser o primeiro, deverá ser o último, e ser aquele que serve a todos.» 36 Depois Jesus pegou uma criança e colocou-a no meio deles. Abraçou a criança e disse: 37 «Quem receber em meu nome uma destas crianças, estará recebendo a mim. E quem me receber, não estará recebendo a mim, mas àquele que me enviou.»

Reflexão

Seguir Jesus: ambição ou humildade?

Políticos em campanha eleitoral levantam crianças diante das câmeras da televisão… Mas qual deles se importa realmente com o futuro das crianças abandonadas, com os meninos de rua, com a educação popular? O que conta não é a criança, e sim, o voto.

Jesus faz da pouca importância das crianças uma lição para seus seguidores. Os discípulos não compreendiam quando Jesus falava de seu sofrimento; pelo contrário, ficavam discutindo quem era o maior dentre eles. Por causa disso, Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles e disse que a criança estava aí como se fosse ele mesmo – e até mais do que isso: “Quem acolher em meu nome uma destas crianças estará acolhendo a mim mesmo. E quem me acolher, estará acolhendo não a mim, mas Àquele que me enviou” (evangelho).

A liturgia de hoje nos ajuda a cavoucar mais a fundo o mistério que está por trás dessas palavras. Enquanto os discípulos não levaram muito a sério as crianças, Jesus se identifica com uma criança, porque tem uma profunda consciência do amor paterno de Deus. Na 1ª leitura, o justo que chama Deus de pai é considerado insuportável pelos poderosos, que só dão importância à força e à arrogância. E a 2ª leitura nos mostra quanto mal faz a ambição dentro da comunidade cristã. Na lógica o mundo, o que importa é a prepotência, a ambição. Mas Deus é o pai do justo, sobretudo do justo oprimido. Na criança desprotegida, ele mesmo se torna presente.

O justo humilde, perseguido pelos prepotentes, e que chama Deus de pai, é a prefiguração do próprio Jesus. A grandeza mundana não importa. Uma criança sem importância pode ser representante de Jesus e, portanto, de seu Pai, Deus mesmo. E se não for uma criança, pode ser um mendigo, um desempregado, um aidético…. No aspecto de não terem poder, esses sem-poder parecem-se com Jesus. Nossa “ambição”deve ser: servir Jesus neles. Então, seremos grandes.

Alguém talvez chame isso de falsa modéstia: dizer-se humilde julgando-se superior aos outros. Já os empresários o chamarão de desperdício, pois quem se refugia na humildade nunca vai realizar as grandes coisas de que nossa sociedade tanto precisa… O raciocínio de Jesus vai no sentido oposto: as ambições deste mundo facilmente encontram satisfação, se há quem delas pode tirar proveito. Todo mundo colabora. Mas quem não tem poder só pode contar com Deus e com os “filhos de Deus”, os que querem ser semelhantes a ele. Então, de repente, não é a ambição que move o mundo, mas a força do amor que Deus implantou em nós. Não o orgulhoso ou o ambicioso, mas o humilde consegue despertar a força do amor que dorme no coração do ser humano. A criança desperta em nós o que nos torna semelhantes a Deus, nosso Pai.


Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes.

Oração do Dia

Ó Deus, criador de todas as coisas, volvei para nós o vosso olhar e, para sentirmos em nós a ação do vosso amor, fazei que vos sirvamos de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo,

vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Fonte:
http://franciscanos.org.br/?p=23462 (setembro/2018)



terça-feira, 28 de agosto de 2018

O que o Papa Francisco realmente disse no avião sobre pessoas homossexuais


Redação da Aleteia | Ago 28, 2018

Como sempre, a polêmica foi intensificada por interpretações forçadas de matriz ideológica - além do desejo da mídia de fazer barulho

Na tradicional coletiva de imprensa que concede a bordo do avião nos retornos de suas viagens, o Papa Francisco respondeu durante 45 minutos a perguntas de jornalistas que o acompanhavam na volta do IX Encontro Mundial das Famílias, realizado em Dublin no último fim de semana.

As perguntas abordaram desde a conversa do Papa com a ministra irlandesa para a infância até o trabalho da Igreja com os migrantes, passando pela luta contra os abusos sexuais cometidos por membros do clero.

Quando um jornalista perguntou o que ele diria ao pai de uma pessoa homossexual, o Papa respondeu:

    “Sempre houve homossexuais e pessoas com tendências homossexuais, sempre. Os sociólogos dizem, não sei se é verdade, que nos tempos de mudança de época crescem alguns fenômenos sociais e éticos. Um deles seria este, mas essa é a opinião de alguns sociólogos.

    A sua pergunta é clara: o que eu diria a um pai que vê que o filho ou filha tem essa tendência. Primeiro eu diria para rezar: reza. Não condenar. Dialogar. Entender, dar espaço ao filho ou à filha para se expressarem. Depois, com quantos anos se manifesta essa inquietação do filho? Isto é importante. Uma coisa é quando se manifesta na infância, porque há muitas coisas que podem ser feitas através da psiquiatria, para ver como estão as coisas. Outra coisa é quando se manifesta depois dos 20 anos ou algo assim…

    Eu nunca diria que o silêncio é um remédio. Ignorar o filho ou a filha com tendência homossexual é uma falta de paternidade e maternidade. Você é meu filho, você é minha filha, do jeito que você é. Eu sou seu pai, sua mãe, vamos conversar. Se você, pai ou mãe, não se sentir capaz, peça ajuda, mas sempre através do diálogo, porque esse filho ou essa filha tem direito a uma família. E essa família, quem é? Não tire da família. Este é um desafio sério para a paternidade e a maternidade”.

Por que “psiquiatria”?

A palavra “psiquiatria” gerou polêmica e a frase “através da psiquiatria” chegou a ser retirada da transcrição oficial publicada pelo Vaticano nesta segunda-feira, 27 de agosto.

Como sempre, a polêmica foi intensificada por interpretações forçadas de matriz ideológica – além do desejo da mídia de fazer barulho para atrair atenções. Sites chegaram a dizer, tendenciosamente, que o “Papa foi desautorizado pelo Vaticano“.

A vice-diretora da Sala de Imprensa da Santa Sé, Paloma García Ovejero, explicou à agência AFP que a palavra foi retirada da transcrição “para não alterar o pensamento do Papa“:

    “Quando o Papa se refere à ‘psiquiatria’, fica claro que ele queria dar um exemplo sobre as diferentes coisas que podem ser feitas”.

Além disso, não é inusual que se use inadvertidamente um termo pelo outro quando se fala de psiquiatria, psicologia e psicanálise. A psiquiatria é um ramo da medicina que aborda transtornos mentais. A psicologia estuda a pessoa como um todo para ajudá-la a entender e superar problemas ou sintomas. E a psicanálise é um método de pesquisa psicológica baseado nas teorias de Sigmund Freud.

É importante considerar as palavras de Francisco levando em conta as suas origens: na Argentina, o desenvolvimento da psicanálise está intimamente ligado à psiquiatria, tanto que Buenos Aires é frequentemente apontada como a “capital” das ideias freudianas.

Durante as entrevistas com Dominique Wolton publicadas em 2017, o pontífice revelou que ele próprio havia passado pela psicanálise aos 42 anos de idade.

Em 2013, pouco depois de eleito, o Papa Francisco tinha feito confusão involuntária com os termos “psiquiatria” e “psicologia”: ele explicou que tinha escolhido morar na Casa Santa Marta em vez do Palácio Apostólico por razões de “personalidade, […] por razões psiquiátricas“. Ele queria dizer “razões psicológicas“.

A Igreja e os questionamentos pessoais sobre sexualidade

A Igreja considera que os fatores psicológicos envolvidos em questionamentos pessoais sobre a própria sexualidade e identidade devem ser cuidadosamente levados em conta, sem imposições ideológicas.

Isto não é novidade para ninguém que seja intelectualmente honesto, nem é algo contestado pela própria psicologia – pelo contrário.

Quem contesta a necessidade de se levarem em conta os fatores psicológicos que permeiam inquietações particulares sobre esses aspectos da personalidade costumam ser os impositores da ideologia de gênero, que, em vários casos, se mostram fechados ao diálogo a ponto de tacharem como “tentativa de cura gay” qualquer abordagem que procure ajudar pessoas a dissiparem dúvidas sobre a sua sexualidade.

Fonte: Aleteia



Confissão sacramental: não é preciso fazer “detalhamentos angustiados”


Pe. José Eduardo Oliveira / Redação da Aleteia | Ago 28, 2018

"Algumas pessoas querem repetir confissões inteiras por sentirem que as mesmas são invalidadas por causa de um esquecimento"

O pe. José Eduardo de Oliveira se tornou especialmente conhecido no Brasil após defender com brilhantismo a vida do nascituro na audiência pública do Supremo Tribunal Federal a respeito da descriminalização do aborto no país (veja link recomendado ao final deste artigo).

Nesta semana, abordando outro assunto de grande relevância espiritual, o sacerdote publicou uma esclarecedora postagem em seu Facebook sobre o “funcionamento” da absolvição sacramental.

O padre explica não é preciso angustiar-se com um detalhamento exaustivo e exagerado na hora de se confessar, com medo de não ser absolvido caso algum pecado seja esquecido ou não seja descrito minuciosamente. Calma: não é assim que “funciona” a misericórdia de Deus. Deus é muito mais simples e generoso do que isso!

A tendência a supervalorizar e exagerar o peso de cada mínimo deslize pessoal com medo do castigo divino é uma doença espiritual chamada escrupulosidade. Pela relevância do assunto, que deixa algumas pessoas angustiadas e com dúvidas, republicamos a seguir o texto postado pelo pe. José Eduardo:

*

    A IGNORÂNCIA SOBRE O MODO DE ATUAR DA ABSOLVIÇÃO SACRAMENTAL

    Há em circulação certa glamourização de uma delicadeza de consciência encenada, mais fruto da mania de minúcias que de uma reta compreensão doutrinal das devidas disposições do penitente.

    Segundo o Catecismo de São Pio X (preste-se atenção à citação): “Quais são os efeitos do Sacramento da Penitência? O Sacramento da Penitência confere a graça santificante, pela qual são perdoados os pecados mortais e também os veniais que se confessaram com sincero arrependimento” (n. 691).

    No imaginário do pseudo-escrupuloso existe a necessidade nervosa de uma confissão exaustiva dos pecados, para além da espécie e do número (ou seja, ele tem a necessidade psicológica de contar cada falta detalhadamente para sentir-se aliviado), como se a absolvição fosse conferida individualmente a cada idem do check-list apresentado, como se dependesse mais disso que do poder sacramental mesmo.

    Na resposta de São Pio X fica claro que o efeito principal da absolvição sacramental é conferir a graça santificante perdida pelos pecados mortais ou danificada pelos pecados veniais e é mediante a graça santificante que são perdoados os pecados, não o contrário.

    A força dessa infusão da graça é tão exuberante que São Pio X afirma: “quem deixou de confessar por esquecimento um pecado mortal, ou uma circunstância necessária, fez uma boa confissão, desde que tenha empregado a devida diligência no exame de consciência” (n. 754), embora com a ressalva de que, “se um pecado mortal esquecido na confissão volta depois à lembrança, somos obrigados, sem dúvida, a acusá-lo na primeira vez que nos confessarmos novamente” (n. 755).

    Algumas pessoas, movidas por pura ignorância, querem repetir confissões inteiras por sentirem que as mesmas são invalidadas por causa de um esquecimento.

    São Tomás mesmo explica que quem confessa todos os pecados que tem na memória e, de maneira geral, aqueles que sinceramente se esqueceu não está procedendo dissimuladamente, mas com toda a simplicidade, e, deste modo, alcança o perdão (cf. Suma Teológica, Suplemento, q. 10, a. 5, sed contra), de modo que não há cabimento para considerar como dissimulação aquilo que é apenas um involuntário esquecimento.

    Se entendemos bem aquilo que escrevi ontem, ou seja, que os pecados se confessam pela espécie e pelo número, e que se devem confessar integralmente aqueles de que se tenha lembrança, não há dúvida de que a graça divina é comunicada pela absolvição sacramental e, portanto, que se recebe validamente o perdão divino dos pecados por força da absolvição mesma.

    Quando acentuamos a tônica mais na confissão, e nessa abusivamente detalhada, que na absolvição decaímos em certa tendência protestante, que considera esta última apenas como uma mera declaração de que os pecados confessados são perdoados (cf. Concílio de Trento, Cânones sobre o sacramento da penitência, c. 9) e não como causa instrumental para a infusão da graça.

    Em resumo, não quero aqui retirar importância da integridade da confissão, quero apenas mostrar que certa impressão de escrupulosidade é tão somente falta de Catecismo! Para ser íntegra, a confissão precisa ser clara, completa, concisa e concreta: ir direto à espécie do pecado e ao seu número, sem precisar descer a detalhamentos angustiados e a histórias intermináveis.

    Assim como um promotor de justiça acusa o réu apenas da espécie do crime, nós devemos sobriamente nos acusar ao sacerdote de nossos pecados. Isto é resultado de uma fé doutrinalmente formada acerca da natureza da absolvição. O que passa disso é ignorância disfarçada de requinte de informação e daí sobra teologia moral mal aprendida e falta o velho e bom catecismo da doutrina cristã.
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Pe. José Eduardo de Oliveira, via Facebook

Fonte: Aleteia



Hoje é celebrado Santo Agostinho, Doutor da Igreja (28 de agosto)


REDAÇÃO CENTRAL, 28 Ago. 18 / 05:00 am (ACI).- A Igreja celebra neste dia 28 de agosto Santo Agostinho, Doutor da Igreja e “padroeiro dos que procuram Deus”, o qual em suas “Confissões” disse a Deus sua famosa frase: “Tarde te amei, ó Beleza sempre antiga, sempre nova. Tarde te amei”.

Santo Agostinho nasceu em 13 de novembro de 354, em Tagaste, ao norte da África. Foi filho de Patrício e Santa Mônica, que ofereceu orações pela conversão de seu marido e de seu filho.

Em sua juventude, entregou-se a uma vida dissoluta. Conviveu com uma mulher por aproximadamente 14 anos e tiveram um filho chamado Adeodato, que morreu ainda jovem.

Agostinho pertenceu à seita do maniqueísmo até que conheceu Santo Ambrósio, por quem ficou impactado e começou a ler a Bíblia.

No ano 387, foi batizado junto com seu filho. Sua mãe faleceu naquele mesmo ano. Mais tarde, em Hipona, foi ordenado sacerdote e em seguida Bispo, ficando a cargo dessa Diocese por 34 anos. Combateu as heresias de seu tempo e escreveu muitos livros, sendo o mais famoso sua autobiografia intitulada “Confissões”.

Em 28 de agosto de 430, adoeceu e faleceu. Seu corpo foi enterrado em Hipona, mas logo foi transladado a Pavia, Itália. É um dos 33 Doutores da Igreja, recordado como o Doctor Gratiae (Doutor da Graça).

Para o Papa Emérito Bento XVI, Santo Agostinho foi um “bom companheiro de viagem” em sua vida e ministério. Em janeiro de 2008, referiu-se a ele como “homem de paixão e de fé, de alta inteligência e de incansável solicitude pastoral… deixou um rastro profundo na vida cultural do Ocidente e de todo o mundo”.

Em agosto de 2013, o Papa Francisco, durante a Missa de abertura do Capítulo Geral da Ordem de Santo Agostinho, referiu-se ao santo como um homem que “comete erros, toma também caminhos equivocados, é um pecador; mas não perde a inquietação da busca espiritual. E deste modo descobre que Deus lhe esperava; mais ainda, que jamais tinha deixado de lhe buscar primeiro”.

Quem também fez grande difusão da vida e obra deste Doutor da Igreja foi São João Paulo II, que redigiu a Carta Apostólica “Augustinum Hipponensem”, em 1986, por ocasião do XVI Centenário da conversão de Santo Agostinho.

Fonte: ACI digital

7 dados que deve conhecer sobre Santo Agostinho de Hipona

REDAÇÃO CENTRAL, 28 Ago. 18 / 11:01 am (ACI).- No artigo a seguir, você encontrará sete dados que deve conhecer e compartilhar sobre Santo Agostinho de Hipona, bispo, médico e padre da Igreja, cuja festa é celebrada neste dia 28 de agosto.

1. Nasceu na África

Santo Agostinho nasceu no ano 354, em Thagaste, Numídia (atual Argélia) em uma família de classe alta.

Seu pai, Patrício, era pagão, embora tenha se convertido ao cristianismo pouco antes de morrer. Por outro lado, sua mãe, Santa Mônica, era cristã e rezou durante vários anos pela conversão de seu esposo e de seu filho.

2. Levou uma vida libertina em sua juventude

Santo Agostinho participou do que São Paulo chama delicadamente de "paixões juvenis" (2 Timóteo 2,22), ou seja, entregou-se a uma vida libertina e cometeu vários pecados de impureza.

Aos 19 anos, começou a conviver com uma mulher. Seu nome é desconhecido, porque Agostinho não a registrou deliberadamente, talvez por causa da sua reputação.

A mulher não pertencia à classe social de Agostinho e nunca se casaram. Entretanto, tiveram um filho chamado Adeodato (Adeodatus em latim, "Dado por Deus" ou, mais coloquialmente, "dom de Deus").

3. Pertenceu a uma seita

Apesar de sua educação cristã, Agostinho abandonou a fé e se tornou maniqueísta, o que surpreendeu a sua mãe.

O maniqueísmo era uma seita gnóstica e dualista fundada no ano 200 d.C. por um homem iraniano chamado Mani.

4. Começou a sua conversão lendo dois versículos da Bíblia

Quando ensinava retórica em Milão (Itália), com o apoio da sua mãe, começou a ter mais contato com os cristãos e com a literatura cristã.

Um dia, no verão do ano 386, ouviu a voz de uma criança cantando em latim "Tolle, lege", que significa "Pega e lê; pega e lê". O Santo abriu uma bíblia que estava do seu lado e abriu uma página aleatória. Encontrou o capítulo 13, 13-14 da carta de São Paulo aos romanos que dizia:

“Não em orgias e bebedeiras, não em imoralidade sexual e depravação... Revistam-se do Senhor Jesus Cristo, e não fiquem premeditando como satisfazer os desejos da carne”.

Aplicando isto à sua própria vida, Agostinho começou seriamente o seu processo de conversão. Foi batizado, junto com Adeodato, na Vigília Pascal mais próxima.

5. Tornou-se um Padre da Igreja

No ano de 388, Agostinho, Mônica e Adeodato se prepararam para voltar ao norte da África. Infelizmente, Mônica só chegou a Ostia, porto da cidade de Roma, onde faleceu. Adeodato também faleceu quando chegou à África.

Isso deixou Agostinho sozinho. Depois, decidiu vender quase todos os seus bens para dar seu dinheiro aos pobres. Ficou somente com a casa da sua família, que converteu em um mosteiro.

Em 391, foi ordenado sacerdote da Diocese de Hipona (na Argélia) e quatro anos depois se tornou bispo coadjutor da cidade e depois bispo titular.

Como bispo, escreveu extensa e prodigiosamente. Foi por essa razão que o valor dos seus escritos o converteram em um Padre da Igreja.

6. Também é um Doutor da Igreja

Junto com São Gregório Magno, Santo Ambrósio e São Jerônimo, Santo Agostinho foi um dos quatro doutores originais da Igreja. Foi proclamado Doutor pelo Papa Bonifácio VII, em 1298.

Esta nomeação ocorreu devido ao valor extraordinariamente grande dos seus escritos, que incluem importantes obras teológicas, filosóficos e espirituais.

Entre suas obras mais conhecidas estão: "Confissões" (sua autobiografia espiritual), "A cidade de Deus", "Na Doutrina Cristã", "Manual de Fé, Esperança e Amor".

Esta é apenas uma pequena seleção do que escreveu, porque nunca deixou de escrever.

7. Foi canonizado por clamor popular

Foi canonizado por aclamação popular, pois o costume da canonização papal ainda não havia surgido.

Fonte: ACI digital



segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Papa sobre acusações de ex-núncio no caso McCarrick: “Não direi uma palavra”


AVIÃO PAPAL, 26 Ago. 18 / 08:45 pm (ACI).- Como de costume após suas viagens apostólicas, o Papa Francisco conversou com os jornalistas sobre diversos temas, entre os quais esteve presente o das acusações do Arcebispo italiano Carlo Maria Viganò, ex-núncio Papal nos EUA, quem afirmou em um documento que o Papa sabia dos abusos do ex-cardeal McCarrick e nada fez a respeito.

A pergunta veio da jornalista Anna Matranga, jornalista da rede de televisão norte-americana CBS quem perguntou ao Papa:

“Voltarei ao tema dos abusos, sobre os quais já falou. Esta manhã bem cedo, foi publicado um documento do Arcebispo Carlo Maria Viganò no qual ele afirma que em 2013 teve uma conversa pessoal com você no Vaticano e que nesta conversa, ele falou com você explicitamente, do comportamento... dos abusos sexuais do ex-cardeal McCarrick, e queria pergunta se isto é verdade. E quisera também perguntar-lhe outra coisa, o Arcebispo também disse que o Papa Bento havia sancionado McCarrick, que lhe havia comunicado que não podia viver no seminário, não podia celebrar missa pública, não podia viajar, era sancionado pela Igreja. Posso perguntar se essas duas coisas são verdade?”

Esta foi a resposta do Santo Padre:

“Eu respondo, mas preferiria que falemos primeiro sobre a viagem, depois de outras coisas.

Eu li na manhã de hoje o comunicado. Eu o li, e lhes digo sinceramente, que devo dizer-lhes o seguinte, a você e a todos vocês que estão interessados: Leiam vocês atentamente o comunicado, e tirem suas próprias conclusões. Eu não vou dizer uma palavra sobre isso. Acredito que o comunicado fala por si mesmo, e vocês têm a capacidade jornalística suficiente para chegar às conclusões. É um ato de confiança. Depois de já ter passado algum tempo, e vocês tenham as conclusões, talvez eu fale. Mas eu desejaria que a vossa maturidade profissional faça este trabalho, vos fará bem, de verdade...”.

Anna Matranga voltou a tomar o microfone e fez um complemento à sua pergunta:
“Marie Collins disse que falou com Sua Santidade depois do encontro que teve com as vítimas, e disse que falou com Sua Santidade diretamente sobre o cardeal McCarrick, e que Sua Santidade foi muito duro em sua condenação ao cardeal. Queria perguntar: quando foi que escutou pela primeira vez sobre os abusos do ex-cardeal?”

E o Papa respondeu-lhe:

“Isto é parte do comunicado do McCarrick. Estudem-no, e depois eu direi. Como ontem não o havia lido, me permiti falar abertamente com Marie Collins e o grupo, o que deve ter durado uma hora e meia e eu sofri muito com aquilo, mas acredito que precisava escutar aquelas 8 pessoas. E desta reunião saiu a proposta, eu a fiz, eles aceitaram e me ajudaram, a pedir o perdão hoje na missa por fatos concretos. Como a última petição, sobre algo que eu jamais ouvi falar. O caso das mães e da “lavanderia das mulheres”... Quando uma mulher ficava grávida fora do matrimônio, iam a um hospital ou a uma escola, não sei... uma instituição regida por freiras. Lá as irmãs a recebiam e depois pegavam o bebê e davam aquele filho em adoção. Os filhos depois tentavam procurar as mães e lhes diziam que isso era pecado mortal e às mães que amavam seus filhos, diziam-lhes que procurá-los era um pecado mortal. As coisas que abordei hoje, algumas eu desconhecia. Foi doloroso para mim, mas foi de consolo poder esclarecer estas coisas.

Terminando sua resposta e referindo-se ao documento do Arcebispo Viganò que acusa o Papa Francisco de ter encoberto o ex-cardeal McCarrick, o Santo Padre disse:

“Espero vossos comentários sobre o documento, eu gostaria de escutá-los”.

Fonte: ACI digital



Ex-núncio acusa o Papa de ter encoberto denúncias contra o Arcebispo McCarrick


REDAÇÃO CENTRAL, 26 Ago. 18 / 02:00 pm (ACI).- Em um testemunho de 11 páginas, o ex-núncio apostólico nos Estados Unidos acusou vários prelados de cumplicidade com o Arcebispo Emérito de Washington Theodore McCarrick, envolvido em denúncias de abusos sexuais, e assegurou que o Papa Francisco retirou as sanções impostas por Bento XVI.

Dom Carlo Maria Viganò, de 77 anos, que serviu como núncio apostólico em Washington D.C. (Estados Unidos) de 2011 a 2016, disse que ao final da década do 2000, o hoje Papa Emérito Bento XVI “impôs ao Cardeal McCarrick sanções similares às agora impostas pelo Papa Francisco”.

Dom Viganò assegurou ainda em seu escrito que ele mesmo falou com o Papa Francisco em 2013 sobre essas sanções.

O ex-núncio disse em seu testemunho, que foi enviado ao 'National Catholic Register' e a outros meios de comunicação, que o Papa Francisco “seguiu encobrindo” o ex-cardeal McCarrick e não só “desconsiderou as sanções que o Papa Bento lhe havia imposto”, como converteu McCarrick em “seu conselheiro de confiança”.

Além disso, de acordo ao ex-núncio, o Arcebispo Emérito de Washington teria aconselhado o Papa Francisco a nomear alguns bispos nos Estados Unidos, entre eles o novo Arcebispo do Chicago, Cardeal Blase Cupich, e o Arcebispo do Newark, Cardeal Joseph William Tobin.

Dom Viganò assegurou que realiza estas denúncias porque sua “consciência manda” que a verdade seja conhecida, pois “a corrupção alcançou o mais alto nível da hierarquia da Igreja”.

Ao finalizar seu extenso testemunho, o ex-núncio nos Estados Unidos pediu a renúncia do Papa Francisco, assim como de todos os bispos envolvidos no encobrimento dos abusos de McCarrick.

“Neste momento extremamente dramático para a Igreja universal, ele deve reconhecer seus erros e, seguindo o proclamado princípio de tolerância zero, o Papa Francisco deve ser o primeiro a dar um bom exemplo para cardeais e bispos que encobriram os abusos de McCarrick e renunciar junto com todos eles”, escreveu.

No dia 20 de junho, o Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano, por ordem do Papa Francisco, proibiu o ex-cardeal McCarrick de exercer o ministério público depois que uma investigação da Arquidiocese de Nova York concluiu que a acusação de abuso sexual de menores era "crível e fundamentada". No mesmo dia, o público ficou sabendo que a Arquidiocese de Newark e a Diocese de Metuchen, em Nova Jersey, tinham recebido três acusações de má conduta sexual contra McCarrick envolvendo adultos.

Desde então, relatos da mídia sobre vítimas do abuso incluem um adolescente, três jovens padres ou seminaristas e um homem de 60 anos que alega que McCarrick abusou dele quando este tinha 11 anos. O Papa aceitou a renúncia de McCarrick do Colégio dos Cardeais.

Mas Viganò escreveu que o Papa Bento, muito antes de tudo isto, já havia imposto sanções a McCarrick "similares" àquelas dadas através do Cardeal Parolin. “O cardeal teria que ter deixado o seminário onde morava”, disse Viganò, “ele também estava proibido de celebrar [a missa] em público, de participar de reuniões públicas, de dar palestras, de viajar, com a obrigação de se dedicar a uma vida de oração e penitência". Viganò não documentou a data exata, mas lembrou que a sanção foi aplicada já em 2009 ou 2010.

As medidas de Bento XVI vieram anos depois dos antecessores de Viganò na nunciatura - Dom Gabriel Montalvo e Dom Pietro Sambi - terem informado "prontamente" a Santa Sé sobre "comportamento gravemente imoral do arcebispo com seminaristas e padres" assim que tomaram conhecimento dos mesmos, escreve o arcebispo italiano e ex-representante do Vaticano em Washington D.C.

Segundo Viganò, o arcebispo Montalvo foi o primeiro que alertou o Vaticano em 2000, solicitando que o padre dominicano Boniface Ramsey escrevesse a Roma confirmando as acusações. Em 2006, Viganò disse que ele, pessoalmente, como delegado para representações pontifícias na Secretaria de Estado, escreveu um memorando ao seu superior, o Cardeal Leonardo Sandri, propondo uma “medida exemplar” contra McCarrick que poderia ter uma “função medicinal” para prevenir futuros abusos e aliviar um “escândalo seríssimo para os fiéis”.

Entretanto, diz a carta do ex-núncio, nenhuma ação foi tomada até o final dos anos 2000 - um atraso que, segundo o arcebispo Viganò, deveu-se à cumplicidade dos respectivos Secretários de Estado de João Paulo II e Bento XVI, os Cardeais Angelo Sodano e Tarcisio Bertone.

Em 2008, o arcebispo Viganò afirma que escreveu sobre o caso ao sucessor do Cardeal Sandri como substituto na Secretaria de Estado, o Cardeal Fernando Filoni. Ele incluiu um resumo da investigação realizada por Richard Sipe, um psicoterapeuta e especialista em abusos sexuais realizados por clérigos, que Sipe enviou diretamente a Bento XVI na forma de uma declaração. Viganò disse que encerrou o seu escrito “repetindo aos meus superiores que achei necessário intervir o quanto antes, retirando o chapéu vermelho do cardeal McCarrick”.

Novamente, de acordo com Viganò, seu pedido caiu em ouvidos surdos e ele escreveu que ficou "muito consternado" por ambos memorandos terem sido ignorados até que a declaração "corajosa e meritória" de Sipe veio a obter "o resultado desejado".

"O Papa Bento fez o que tinha que fazer", disse o arcebispo Viganò ao 'National Catholic Register' neste 25 de agosto, "mas seus colaboradores - o Secretário de Estado e todos os outros - não aplicaram as medidas como deveriam, o que levou à demora."

“O que é certo”, escreve Viganó em seu depoimento, “é que o Papa Bento XVI já havia imposto as citadas sanções canônicas a McCarrick e que elas foram comunicadas a ele pelo núncio apostólico nos Estados Unidos, Dom Pietro Sambi”.

Em 2011, na sua chegada a Washington D.C., o arcebispo Viganò disse que pessoalmente repetiu a sanção a McCarrick. "O cardeal, resmungando de maneira pouco compreensível, admitiu que talvez tivesse cometido o erro de dormir na mesma cama com alguns seminaristas em sua casa de praia, mas o disse como se isso não tivesse importância alguma", recordou Viganò em seu depoimento.

Em sua declaração escrita, Viganò, em seguida, delineou sua compreensão de como, apesar das alegações contra ele, McCarrick chegou a ser nomeado arcebispo de Washington D.C. em 2000 e como seus erros foram encobertos. Sua declaração implica os Cardeais Sodano, Bertone e Parolin e insiste que vários outros cardeais e bispos estavam muito cientes do fato, incluindo o Cardeal Donald Wuerl, sucessor de McCarrick como Arcebispo de Washington D.C.

"Eu mesmo levei o assunto ao Cardeal Wuerl em várias ocasiões, e certamente não precisei entrar em detalhes porque ficou imediatamente claro para mim que ele estava plenamente ciente dos fatos", escreveu ele.

Ed McFadden, porta-voz da Arquidiocese de Washington, disse à CNA, a agência em inglês do grupo ACI, que Wuerl categoricamente nega ter sido informado de que o ministério de McCarrick havia sido restringido pelo Vaticano.

A segunda metade do testemunho de Viganò lida principalmente com o que o Papa Francisco sabia sobre McCarrick e como ele agiu.

Ele lembrou ter encontrado o Cardeal McCarrick em junho de 2013 na residência do Papa, Domus Sanctae Marthae (Casa de retiros Santa Marta), durante a qual McCarrick disse "em um tom entre ambíguo e triunfante: 'O Papa me recebeu ontem, amanhã estou indo para a China'". O que significa que Francisco havia levantado a proibição de viajar imposta por Bento XVI (outra prova disso pode ser vista na entrevista que McCarrick deu ao 'National Catholic Reporter' em 2014).

Em uma reunião privada alguns dias depois, o arcebispo Viganò disse que o Papa lhe perguntou: "Como é o Cardeal McCarrick?", e Viganò respondeu: "Ele corrompeu gerações de seminaristas e sacerdotes e o Papa Bento ordenou que ele se retirasse para uma vida de oração e penitência”. O ex-núncio disse acreditar que o propósito do Papa ao perguntar a ele era “descobrir se eu era um aliado de McCarrick ou não ”.

Ele disse que estava "claro" que "desde o momento da eleição do Papa Francisco, McCarrick estava liberado de todas as restrições e sentiu-se livre para viajar continuamente, dar palestras e entrevistas".

Além disso, acrescentou, McCarrick “se tornou um articulador para nomeações na Cúria e nos Estados Unidos, e o mais escutado conselheiro no Vaticano para as relações com o governo Obama”.

Viganò afirmou que as nomeações do Cardeal Cupich para Chicago e do Cardeal Joseph Tobin para Newark, entre outras, “foram orquestradas por McCarrick”. Ele disse que nenhum dos nomes foi apresentado pela nunciatura, cujo trabalho é tradicionalmente apresentar uma lista de nomes, chamada de terna, à Congregação para os Bispos. Ele também acrescentou que a nomeação do bispo Robert McElroy para San Diego foi orquestrada “de cima” e não através do núncio nos EUA.

“Ele [o Papa Francisco] soube ao menos no dia 23 de junho de 2013 que McCarrick era um predador em série”, declarou o arcebispo Viganò, mas embora “ele soubesse que era um homem corrupto, cobriu-o até o amargo fim”.

"Só quando [o Papa Francisco] foi forçado pelo relato do abuso de um menor, novamente fundamentado na repercussão da mídia, ele tomou medidas [em relação a McCarrick] para salvar sua imagem na mídia", escreveu Viganò.

Em comentários para a mídia em 25 de agosto Viganò disse que sua principal motivação para escrever seu testemunho agora era “parar o sofrimento das vítimas, prevenir novas vítimas e proteger a Igreja: só a verdade pode libertá-la”. Ele também disse que já é “um homem de idade” e que deseja se apresentar a Deus “com uma consciência limpa ”.

“ O povo de Deus tem o direito de conhecer toda a verdade também a respeito de seus pastores ”, disse ele.

“Eles têm o direito de serem guiados por bons pastores. Para poder confiar neles e amá-los, precisam conhecê-los abertamente, em transparência e verdade, como eles realmente são. Um padre deve ser sempre uma luz sobre a vela, em todo lugar e para todos”.

Escrito por Edward Pentin, traduzido e adaptado por Rafael Tavares para ACI Digital.

Fonte: ACI digital



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana/Devoção e Fé