Novembro 2017 - Devoção e Fé - Blog Católico

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Papa Francisco: ir à Missa é como ir ao Calvário


Cidade do Vaticano (RV) 22/11/2017 - “Quando vamos à Missa é como se fôssemos a um Calvário. (...) Cada celebração da Eucaristia é um raio daquele sol sem ocaso que é Jesus ressuscitado”.

Na Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco deu prosseguimento ao ciclo de catequeses sobre a Missa, falando sobre a “Missa, memorial do mistério pascal de Cristo”.

Mas, essencialmente, o que é a Missa? - perguntou Francisco aos cerca de 15 mil fiéis presentes na Praça São Pedro à uma temperatura de 10°C.

“A Missa é o memorial do Mistério pascal de Cristo. Ela nos torna partícipes na sua vitória sobre o pecado e a morte e dá significado pleno a nossa vida” - respondeu - ressaltando, que para compreender o seu valor, devemos antes de tudo entender o significado bíblico de “memorial”. E explicou:

“Este não é somente a recordação – o memorial não é somente uma recordação - não é somente uma recordação dos acontecimentos do passado, mas o memorial os torna de certo modo presentes e atuais. Precisamente assim Israel entende a sua libertação do Egito: toda vez que é celebrada a Páscoa, os acontecimentos do Êxodo tornam-se presentes na memória dos fiéis para que conformem a própria vida a eles”.

“Jesus, com sua paixão, morte, ressurreição e ascensão ao Céu, levou a Páscoa ao seu cumprimento”, completou.

Assim, a Missa “é o memorial da sua Páscoa, de seu “êxodo”, que realizou por nós, para nos fazer sair da escravidão e nos introduzir na terra prometida da vida eterna. Não é somente uma recordação, não, é mais do que isto: é fazer presente o que aconteceu há 20 séculos”.

Assim, “a Eucaristia nos leva sempre ao ápice da ação de salvação de Deus: o Senhor Jesus, fazendo-se pão partido por nós, derrama sobre nós toda a sua misericórdia e o seu amor, como fez na cruz, renovando o nosso coração, a nossa existência e o nosso modo de nos relacionarmos com Ele e com os irmãos":

“Cada celebração da Eucaristia é um raio daquele sol sem ocaso que é Jesus ressuscitado. Participar da Missa, em particular no domingo, significa entrar na vitória do Ressuscitado, ser iluminados pela sua luz, aquecidos pelo seu calor. Por meio da celebração eucarística, o Espírito Santo nos torna partícipes da vida divina que é capaz de transfigurar todo o nosso ser mortal. Na sua passagem da morte à vida, do tempo à eternidade, o Senhor Jesus nos leva com Ele para fazer a Páscoa. Na Missa se faz Páscoa. Nós, na Missa, estamos com Jesus, morto e ressuscitado e Ele nos leva para frente, para a vida eterna. Na Missa nos unimos a Ele. Antes ainda, Cristo vive em nós e nós vivemos n’Ele (...). Assim pensava São Paulo”.

O seu sangue – completa o Santo Padre – “nos liberta da morte e do medo da morte”:

“Nos liberta não somente do domínio da morte física, mas da morte espiritual que é o mal, o pecado, que toma conta de nós cada vez que caímos vítima do pecado nosso ou dos outros. E então a nossa vida é sujada, perde a beleza, perde o significado, esmorece”.

Cristo, pelo contrário “nos dá a vida novamente; Cristo é a plenitude da vida, e quando enfrentou a morte, a aniquilou para sempre”:

“A Páscoa de Cristo é a vitória definitiva sobre a morte, porque Ele transformou a sua morte em supremo ato de amor. Morreu por amor. E na Eucaristia, Ele quer nos comunicar este seu amor pascal, vitorioso. Se o recebemos com fé, também nós podemos amar verdadeiramente Deus e o próximo, podemos amar como Ele nos amou, dando a vida”.

E “se o amor de Cristo está em mim – sublinhou o Papa – posso doar-me plenamente ao outro, na certeza interior de que mesmo que o outro me fira, eu não morrerei. Caso contrário, deverei defender-me”:

“Os mártires deram a sua vida justamente por esta certeza da vitória de Cristo sobre a morte. Somente se experimentamos este poder de Cristo, o poder de seu amor, somos realmente livres para nos doar sem medo”.

E esta é a Missa – enfatizou o Papa - entrar nesta paixão, morte, ressurreição, ascensão de Jesus:

“E quando vamos à Missa é como se fôssemos a um Calvário, é a mesma coisa. Mas pensem: se vamos ao Calvário - pensemos usando a imaginação -  naquele momento, nós sabemos que aquele homem ali é Jesus. Mas, nós nos permitiremos ficar conversando, tirar fotografias, fazer um pouco o espetáculo? Não! Porque é Jesus! Nós, certamente estaremos em silêncio, no choro, e também na alegria de sermos salvos. Quando nós entramos na Igreja para celebrar a Missa, pensemos isto: entro no Calvário, onde Jesus dá a sua vida por mim, e assim desaparece o espetáculo, desaparecem as conversas, os comentários, e estas coisas que nos distanciam disto que é tão bonito que é a Missa, o triunfo de Jesus”.

Penso que agora esteja mais claro – disse Francisco ao concluir – como a Páscoa nos torna presente e atuante cada vez que celebramos a Missa, isto é, o sentido de memorial”. (JE)

Fonte: Radio Vaticano



Papa Francisco cria nova Diocese no Brasil e nomeia seu primeiro bispo


Vaticano, 22 Nov. 17 / 12:00 pm (ACI).- O Papa Francisco erigiu uma nova Diocese no Brasil, a de Cruz das Almas (BA), desmembrada da Arquidiocese de Salvador, e nomeou como seu primeiro Bispo Dom Antônio Tourinho Neto, até então Bispo auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife (PE).

A nova Diocese desmembrada da Arquidiocese de Salvador será composta pelos municípios de Cabaceiras do Paraguaçu, Cachoeira, Cruz das Almas, Governador Mangabeira, Maragogipe, Muritiba, Santo Amaro, São Félix, Sapeaçu e Saubara.

Em uma nota por meio da qual anunciou o desmembramento, a Arquidiocese de Salvador afirma que “a criação desta Diocese é um antigo sonho dos fiéis do Recôncavo Baiano”.

“Agradecemos ao Santo Padre por ter acolhido o antigo desejo do povo do Recôncavo, felicitamos os fiéis da nova Diocese e pedimos que todos elevem preces aos céus pelo povo da nova Diocese e, particularmente pelo seu Bispo Diocesano”, acrescenta a nota assinada pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger.

Com uma área de 2.409 km², a nova Diocese de Cruz das Almas abrange uma população de 324.392 pessoas, das quais, 191.228 são católicas. Possui16 paróquias, 19 sacerdotes diocesanos, 7 diáconos permanentes, 4 seminaristas e 18 religiosas.

A instalação da nova Diocese acontecerá no dia 28 de janeiro, às 10h, na Matriz da Paróquia Nossa do Bom Sucesso.

Primeiro Bispo

Dom Antônio Tourinho Neto é natural de Jequié (BA), tendo nascido em 9 de janeiro de 1964. Estudou Filosofia na Universidade Católica de Salvador (1982-1984) e Teologia no Instituto Superior de Teologia da Arquidiocese do Rio de Janeiro (1985-1988). Possui pós-graduação em Direito Canônico pelo Pontifício Instituto Superior de Direito Canônico do Rio de Janeiro.

Foi ordenado sacerdote em 20 de janeiro de 1990, incardinado na Diocese de Jequié. Em 12 de novembro de 2014, foi nomeado Bispo auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife, tendo recebido a ordenação episcopal em 17 de janeiro de 2015.

Em uma carta de saudação à nova Diocese de Cruz das Almas, Dom Tourinho Neto agradeceu “imensamente a Arquidiocese de São Salvador da Bahia pela generosidade em doar uma parte do seu território para que se constituísse uma nova Diocese em terras baianas”.

Também recomendou seu “episcopado e a nova Diocese a Nossa Senhora do Bom Sucesso, excelsa Padroeira de Cruz das Almas”.

“Irei como pastor desta porção do Povo de Deus, tendo em vista um princípio: fazer-me servo por amor, pois creio que ‘o amor vence tudo’”, afirmou.
Fonte: ACI digital



Hoje é celebrada Santa Cecília, padroeira dos músicos (22 de novembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 22 Nov. 17 / 04:00 am (ACI).- A Igreja celebra neste dia 22 de novembro a memória litúrgica de Santa Cecília, uma das mártires dos primeiros séculos mais venerada pelos cristãos. Diz-se que no dia de seu matrimônio, enquanto os músicos tocavam, ela cantava a Deus em seu coração. Ela é representada tocando um instrumento musical e cantando.

As “atas” da santa a apresentam como integrante de uma família nobre de Roma. Costumava fazer penitências e consagrou sua virgindade a Deus. Entretanto, seu pai a casou com um jovem chamado Valeriano.

No dia das núpcias, Cecília partilhou com Valeriano o fato de ter consagrado sua virgindade a Cristo e que um anjo guardava sua decisão.

“Tenho que te comunicar um segredo. Precisa saber que um anjo do Senhor vela por mim. Se me tocar como se eu fosse sua esposa, o anjo se enfurecerá e você sofrerá as consequências; em troca, se me respeitar, o anjo te amará como me ama”.

O marido respeitou, mas disse que somente acreditaria se contemplasse o anjo. Cecília lhe disse que se ele acreditasse no Deus vivo e verdadeiro e recebesse o Batismo, então, veria o anjo. Valeriano foi procurar o Bispo Urbano, que o instruiu na fé e o batizou.

A tradição assinala que quando o marido retornou para ver sua amada, viu um anjo de pé junto a Cecilia e o ser celestial pôs uma grinalda de rosas e lírios sobre a cabeça de ambos. Mais tarde, Valeriano e seu irmão Tibúrcio seriam martirizados.

Cecília foi chamada para que proclamasse fé aos deuses pagãos, mas converteu seus caluniadores. O Papa Urbano a visitou em sua casa e, aí, batizou 400 pessoas. Posteriormente, a santa foi levada a julgamento e condenada a morrer sufocada no banheiro de sua casa. Mas, apesar da grande quantidade de lenha que os guardas colocaram no forno, Cecília não sofreu quaisquer danos.

Finalmente, mandaram decapitá-la e o verdugo desferiu três vezes a espada sobre seu pescoço. Santa Cecília passou três dias agonizando e finalmente partiu para a Casa do Pai.

Esta história é de fins do século V e não está totalmente fundada em documentos.

Em março de 2014, o Papa Francisco se referiu aos mártires dos primeiros tempos cristãos, como Santa Cecilia, e disse que “levavam sempre o Evangelho com eles: levavam-no, o Evangelho; ela, Cecília levava o Evangelho. Porque é precisamente o nosso primeiro passo, é a Palavra de Jesus, aquilo que alimenta a nossa fé”.

No Trastevere, em Roma, foi edificada a Basílica da Santa Cecília no século V. Neste local, atualmente, encontra-se a famosa estátua em tamanho natural feita pelo escultor Maderna, que mostra a Santa como se estivesse dormindo, recostada do lado direito.

Fonte: ACI digital



domingo, 19 de novembro de 2017

Papa Francisco: omissão e indiferença, o grande pecado contra os pobres


Cidade do Vaticano (RV) 19/11/2017- A omissão é também o grande pecado contra os pobres. Esta assume um nome preciso: indiferença. É dizer: “Não me diz respeito, não é problema meu, é culpa da sociedade”. É também indignar-se com o mal mas sem fazer nada. Foi o que disse, incisivo, o Santo Padre na missa deste Domingo, 1º Dia Mundial dos Pobres, celebrada na Basílica de São Pedro com a participação de 4 mil pessoas entre pobres e necessitados, acompanhados por associações de voluntários provenientes não somente de Roma e da região do Lácio, mas também de várias dioceses do mundo.

Dia Mundial dos Pobres, sinal concreto do Ano Jubilar dedicado à misericórdia

Instituído pelo Papa Francisco na conclusão do Ano Santo extraordinário da Misericórdia, este Dia quer ser sinal concreto do Ano Jubilar, que se celebra no XXXIII Domingo do Tempo Comum.

Tendo partido do Evangelho dominical, que nos traz a parábola dos talentos, o Pontífice afirmou-nos que somos destinatários dos talentos de Deus, “cada qual conforme a sua capacidade”. E Deus, aos olhos de Quem nenhum filho pode ser descartado, confia uma missão a cada um.

“Vemos, na parábola, que a cada servo são dados talentos para os multiplicar. Mas enquanto os dois primeiros realizam a missão, o terceiro servo não faz render os talentos; restitui apenas o que recebera”, recordou o Papa ilustrando a parábola contida na página do Evangelho pouco antes proclamado.

Em que o terceiro servo desagradou ao Senhor? – perguntou Francisco. “Diria, numa palavra (talvez caída um pouco em desuso mas muito atual), a omissão. O seu mal foi o de não fazer o bem,” disse o Papa ressaltando que “muitas vezes também nos parece não ter feito nada de mal e com isso nos contentamos, presumindo que somos bons e justos”.

Não fazer nada de mal, não basta

“Assim, porém – continuou – corremos o risco de nos comportar como o servo mau: também ele não fez nada de mal, não estragou o talento, aliás, guardou-o bem na terra. Mas, não fazer nada de mal, não basta.”

“O servo mau, uma vez recebido o talento do Senhor que gosta de partilhar e multiplicar os dons, guardou-o zelosamente, contentou-se com salvaguardá-lo; ora, não é fiel a Deus quem se preocupa apenas em conservar, em manter os tesouros do passado, mas, como diz a parábola, aquele que junta novos talentos é que é verdadeiramente ‘fiel’, porque tem a mesma mentalidade de Deus e não fica imóvel: arrisca por amor, joga a vida pelos outros, não aceita deixar tudo como está. Descuida só uma coisa: o próprio interesse. Esta é a única omissão justa”, explicou Francisco.

“E a omissão é também o grande pecado contra os pobres. Aqui assume um nome preciso: indiferença. Esta é dizer: ‘Não me diz respeito, não é problema meu, é culpa da sociedade’. É passar ao largo quando o irmão está em necessidade, é mudar de canal, logo que um problema sério nos indispõe, é também indignar-se com o mal mas sem fazer nada. Deus, porém, não nos perguntará se sentimos justa indignação, mas se fizemos o bem.”

Como podemos então, concretamente, agradar a Deus? – perguntou novamente Francisco.

Quando se quer agradar a uma pessoa querida, por exemplo dando-lhe uma prenda, lembrou o Papa, “é preciso primeiro conhecer os seus gostos, para evitar que a prenda seja mais do agrado de quem a dá do que da pessoa que a recebe”.

Os gostos do Senhor encontramo-los no Evangelho

Quando queremos oferecer algo ao Senhor, os seus gostos encontramo-los no Evangelho. Logo a seguir ao texto que ouvimos, Ele diz: “Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes” (Mt 25, 40), prosseguiu.

“Estes irmãos mais pequeninos, seus prediletos, são o faminto e o doente, o forasteiro e o recluso, o pobre e o abandonado, o doente sem ajuda e o necessitado descartado. Nos seus rostos, podemos imaginar impresso o rosto d’Ele; nos seus lábios, mesmo se fechados pela dor, as palavras d’Ele: ‘Este é o meu corpo’ (Mt 26, 26).”

“No pobre, Jesus bate à porta do nosso coração e, sedento, pede-nos amor. Quando vencemos a indiferença e, em nome de Jesus, nos gastamos pelos seus irmãos mais pequeninos, somos seus amigos bons e fiéis, com quem Ele gosta de Se demorar”, acrescentou.

Verdadeira fortaleza: mãos operosas e estendidas aos pobres

“Deus tem em grande apreço, Ele aprecia o comportamento que ouvimos na primeira Leitura: o da ‘mulher forte’ que ‘estende os braços ao infeliz, e abre a mão ao indigente’. Esta é a verdadeira fortaleza: não punhos cerrados e braços cruzados, mas mãos operosas e estendidas aos pobres, à carne ferida do Senhor”, disse ainda.

Nos pobres manifesta-se a presença de Jesus, que, sendo rico, se fez pobre, lembrou o Santo Padre.

“Por isso neles, na sua fragilidade, há uma ‘força salvífica’. E, se aos olhos do mundo têm pouco valor, são eles que nos abrem o caminho para o Céu, são o nosso ‘passaporte para o paraíso’. Para nós, é um dever evangélico cuidar deles, que são a nossa verdadeira riqueza; e fazê-lo não só dando pão, mas também repartindo com eles o pão da Palavra, do qual são os destinatários mais naturais. Amar o pobre significa lutar contra todas as pobrezas, espirituais e materiais.”

O que conta verdadeiramente: amar a Deus e ao próximo

E isso nos fará bem: aproximar-nos de quem é mais pobre do que nós, tocará a nossa vida. Lembrar-nos-á aquilo que conta verdadeiramente: amar a Deus e ao próximo. Só isto dura para sempre, tudo o resto passa; por isso, o que investimos em amor permanece, o resto desaparece.

“Hoje podemos perguntar-nos: ‘Para mim, o que conta na vida? Onde invisto?’ Na riqueza que passa, da qual o mundo nunca se sacia, ou na riqueza de Deus, que dá a vida eterna? Diante de nós, está esta escolha: viver para ter na terra ou dar para ganhar o Céu. Com efeito, para o Céu, não vale o que se tem, mas o que se dá, e ‘quem amontoa para si não é rico em relação a Deus’. Então não busquemos o supérfluo para nós, mas o bem para os outros, e nada de precioso nos faltará”, concluiu o Pontífice.

Ao término da missa, 1.500 pobres e necessitados foram acolhidos na Sala Paulo VI, no Vaticano, para almoçar com o Papa Francisco. (RL)

Fonte: Radio Vaticano



Esperar, arriscando-33° Domingo do Tempo Comum (Ano A)


Esperar, arriscando

33º Domingo do Tempo Comum – Ano A

Evangelho de Mateus 25, 14-30

* 14 «Acontecerá como um homem que ia viajar para o estrangeiro. Chamando seus empregados, entregou seus bens a eles. 15 A um deu cinco talentos, a outro dois, e um ao terceiro: a cada qual de acordo com a própria capacidade. Em seguida, viajou para o estrangeiro.

16 O empregado que havia recebido cinco talentos saiu logo, trabalhou com eles, e lucrou outros cinco. 17 Do mesmo modo o que havia recebido dois lucrou outros dois. 18 Mas, aquele que havia recebido um só, saiu, cavou um buraco na terra, e escondeu o dinheiro do seu patrão.

19 Depois de muito tempo, o patrão voltou, e foi ajustar contas com os empregados. 20 O empregado que havia recebido cinco talentos, entregou-lhe mais cinco, dizendo: ‘Senhor, tu me entregaste cinco talentos. Aqui estão mais cinco que lucrei’. 21 O patrão disse: ‘Muito bem, empregado bom e fiel! Como você foi fiel na administração de tão pouco, eu lhe confiarei muito mais. Venha participar da minha alegria’. 22 Chegou também o que havia recebido dois talentos, e disse: ‘Senhor, tu me entregaste dois talentos. Aqui estão mais dois que lucrei’. 23 O patrão disse: ‘Muito bem, empregado bom e fiel! Como você foi fiel na administração de tão pouco, eu lhe confiarei muito mais. Venha participar da minha alegria’. 24 Por fim, chegou aquele que havia recebido um talento, e disse: ‘Senhor, eu sei que tu és um homem severo pois colhes onde não plantaste, e recolhes onde não semeaste. 25 Por isso, fiquei com medo, e escondi o teu talento no chão. Aqui tens o que te pertence’. 26 O patrão lhe respondeu: «Empregado mau e preguiçoso! Você sabia que eu colho onde não plantei, e que recolho onde não semeei. 27 Então você devia ter depositado meu dinheiro no banco, para que, na volta, eu recebesse com juros o que me pertence’. 28 Em seguida o patrão ordenou: ‘Tirem dele o talento, e dêem ao que tem dez. 29 Porque, a todo aquele que tem, será dado mais, e terá em abundância. Mas daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado. 30 Quanto a esse empregado inútil, joguem-no lá fora, na escuridão. Aí haverá choro e ranger de dentes.
»
Reflexão

Ter o fim diante dos olhos

Os últimos domingos do ano litúrgico nos convidam a viver com o Fim diante dos olhos. Mas, quem vive pensando no céu não arrisca esquecer a terra?

Na 2ª leitura, Paulo nos lembra o ensinamento de Cristo, dizendo que a Parusia ( a segunda vinda de Cristo; cf. dom. passado) vem de improviso, como um ladrão de noite. Por isso, devemos viver vigiando. O que esse vigiar implica aparece no evangelho, a parábola dos talentos: não enterrar nosso talento, mas fazer frutificar aquilo que Cristo nos confiou para o tempo de sua ausência física. Assim seremos semelhantes à boa dona-de-casa que cuida incansavelmente de sua família (1ª leitura).

Cristo não tem hora marcada para nos visitar; o que importa é que ele nos encontre empenhados naquilo que ele nos confiou, e consagrou com o dom da própria vida: o amor fraterno a reinar entre nós. Pois essa é a “causa” pela qual Jesus deu sua vida. Os “talentos” de que fala o evangelho – as quantias de ouro confiadas a cada um – são uma imagem da “causa” do Cristo e do Reino. Devemos fazer render, e não enterrar, a porção da obra da salvação que Cristo nos confia. Essa porção é diferente para cada um, mas sempre exige de nós uma participação ativa na obra do amor de Deus, que Jesus nos confiou. A participação permanente na obra do amor que Cristo implantou é a única preparação válida para a sua nova vinda.

Entendendo-se assim, “pensar no céu”, pensar no Cristo que vem, não vai ser causa de alienação e de desinteresse pela terra, nem fuga de responsabilidade. Pelo contrário, vai produzir uma atenção constante – o contrário daquela mentalidade de loteria dos que passam a vida sem se empenhar por nada, pretendendo “jogar na hora certa” (Será por isso que muitos querem saber a data?)

Pensar no céu com realismo é viver cada dia como se fosse o último. Cristo deve nos encontrar empenhados em sua casa, que é o amor eficaz para com os irmãos seus e nossos, filhos do mesmo Pai. Então, cada momento recebe um valor de eternidade. Quem sabe, haverá por aí uma saída para um problema que ataca a muitos em nosso tempo: o sem-sentido da vida?.


Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes.

Fonte:
http://www.franciscanos.org.br/?p=72467 (novembro/2017)



sábado, 18 de novembro de 2017

Papa Francisco: "pensar na morte faz bem, será o encontro com o Senhor"


Cidade do Vaticano (RV) 17/11/2017- Refletir sobre o fim do mundo e também sobre o fim de cada um de nós: é o convite que a Igreja nos faz através do trecho evangélico de Lucas, comentado pelo Papa na homilia da missa matutina, na Casa Santa Marta.

O trecho narra a vida normal dos homens e mulheres antes do dilúvio universal e nos dias de Lot: comiam, bebiam, compravam, vendiam, se casavam... mas depois, como um trovão, chega o dia da manifestação do Filho do homem... e as coisas mudam.

A Igreja, que é mãe – diz o Papa na homilia – quer que cada um de nós pense em sua própria morte. Todos nós estamos acostumados à normalidade da vida: horários, compromissos, trabalho, momentos de descanso... e pensamos que será sempre assim. Mas um dia, prossegue Francisco, Jesus chamará e nos dirá: ‘Vem!’ Para alguns, este chamado será repentino, para outros, virá depois de uma longa doença; não sabemos.

No entanto, repete o Papa, “O chamado virá!”. E será uma surpresa, mas depois, virá ainda outra surpresa do Senhor: a vida eterna. Por isso, “a Igreja nestes dias nos diz: pare um pouco, pare e pense na morte”. O Papa Francisco descreve o que acontece normalmente: até participar do velório ou ir ao cemitério se torna um evento social. Vai-se, fala-se com os outros e em alguns casos, até se come e se bebe: “É uma reunião a mais, para não pensar”.

“E hoje a Igreja, hoje o Senhor, com aquela bondade que é sua, diz a cada um de nós: ‘Pare, pare, nem todos os dias serão assim. Não se acostume como se esta fosse a eternidade. Haverá um dia em que você será levado e o outro ficará, você será levado’. É ir com o Senhor, pensar que a nossa vida terá fim. Isto faz bem”.

Isto faz bem – explica o Papa – diante do início de um novo dia de trabalho, por exemplo, podemos pensar: ‘Hoje talvez será o último dia, não sei, mas farei bem meu trabalho’. E o mesmo nas relações de família ou quando vamos ao médico.

“Pensar na morte não é uma fantasia ruim, é uma realidade. Se é feia ou não feia, depende de mim, como eu a penso, mas que ela chegará, chegará. E ali será o encontro com o Senhor, esta será a beleza da morte, será o encontro com o Senhor, será Ele a vir ao seu encontro, será Ele a dizer: “Vem, vem, abençoado do meu Pai, vem comigo”.

E ao chamado do Senhor não haverá mais tempo para resolver nossas coisas. Francisco relata o que um sacerdote lhe disse recentemente:

“Dias atrás encontrei um sacerdote, 65 anos mais ou menos, e ele tinha algo que não estava bem, ele não se sentia bem ... Ele foi ao médico que lhe disse: “Mas olhe - isso depois da visita – o senhor tem isso, e isso é algo ruim, mas talvez tenhamos tempo para detê-lo, nós faremos isso, se não parar, faremos isso e, se não parar, começaremos a caminhar e eu vou acompanhá-lo até o fim”. “Muito bom aquele médico”.

Assim também nós, exorta o Papa, vamos nos fazer acompanhar nesta estrada, façamos de tudo, mas sempre olhando para lá, para o dia em que “o Senhor virá me buscar para ir com Ele”. (CM-SP)

Fonte: Radio Vaticano



Hoje a Igreja celebra a dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo


REDAÇÃO CENTRAL, 18 Nov. 17 / 04:00 am (ACI).- Neste dia 18 de novembro, a Igreja celebra a dedicação das Basílicas dos Apóstolos São Pedro e São Paulo, templos em Roma que contêm os restos mortais destes dois grandes nomes do cristianismo e símbolos da fraternidade e da unidade da Igreja.

A Basílica de São Pedro, no Vaticano, foi construída sobre o túmulo do Apóstolo, que morreu crucificado de cabeça para baixo. No ano 323, o imperador Constantino mandou construir no local a Basílica dedicada àquele que foi o primeiro Papa da Igreja.

A atual Basílica de São Pedro demorou 170 anos para ser edificada. Começou com o Papa Nicolau V, em 1454, e foi concluída pelo Papa Urbano VIII, que a consagrou em 18 de novembro de 1626. A data coincide com a consagração da antiga Basílica.

Bramante, Rafael, Michelangelo e Bernini, famosos artistas da história, trabalharam nela, plasmando o melhor de sua arte.

A Basílica de São Pedro mede 212 metros de comprimento, 140 de largura e 133 metros de altura em sua cúpula. Não há templo no mundo que se iguale em extensão.

A Basílica de São Paulo Extramuros é, depois de São Pedro, o maior templo de Roma. Também surgiu por vontade de Constantino. Em 1823, foi quase totalmente destruída por um terrível incêndio. Leão XIII iniciou sua reconstrução e foi consagrada em 10 de dezembro de 1854 pelo Papa Pio IX.

Um fato interessante é que, sob as janelas da nave central nas naves laterais, em mosaico, encontram-se os retratos de todos os Papas desde São Pedro até o atual, o Papa Francisco.

Em 2009, por ocasião desta celebração, o Papa Bento XVI disse que “esta festa nos proporciona a ocasião de ressaltar o significado e o valor da Igreja. Queridos jovens, amem a Igreja e cooperem com entusiasmo em sua edificação”.

Fonte: ACI digital



domingo, 12 de novembro de 2017

Estejam Preparados-32° Domingo do Tempo Comum (Ano A)


Estejam Preparados

32º Domingo do Tempo Comum – Ano A

Evangelho de Mateus 25, 1-13

* 1 “Naquele dia, o Reino do Céu será como dez virgens que pegaram suas lâmpadas de óleo, e saíram ao encontro do noivo. 2 Cinco delas não tinham juízo, e as outras cinco eram prudentes. 3 Aquelas sem juízo pegaram suas lâmpadas, mas não levaram óleo consigo. 4 As prudentes, porém, levaram vasilhas com óleo, junto com as lâmpadas. 5 O noivo estava demorando, e todas elas acabaram cochilando e dormiram. 6 No meio da noite, ouviu-se um grito: ‘O noivo está chegando. Saiam ao seu encontro’. 7 Então as dez virgens se levantaram, e prepararam as lâmpadas. 8 Aquelas que eram sem juízo disseram às prudentes: ‘Dêem um pouco de óleo para nós, porque nossas lâmpadas estão se apagando’. 9 As prudentes responderam: ‘De modo nenhum, porque o óleo pode faltar para nós e para vocês. É melhor vocês irem aos vendedores e comprar’. 10 Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento. E a porta se fechou. 11 Por fim, chegaram também as outras virgens, e disseram: ‘Senhor, Senhor, abre a porta para nós’. 12 Ele, porém, respondeu: ‘Eu garanto a vocês que não as conheço’. 13 Portanto, fiquem vigiando, pois vocês não sabem qual será o dia, nem a hora.»
Reflexão

A "Parusia"

O fim do ano litúrgico é marcado pelo pensamento do Fim – fim e finalidade da vida e do mundo. Isso coincide com o fim da pregação de Jesus conforme os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas: em todos os três, os últimos diálogos da vida pública de Jesus giram em torno do Fim e do Juízo.

A 1ª leitura nos ensina o que é “vigilância religiosa”: quem levanta cedo encontra a sabedoria de Deus sentada à sua porta… E, no evangelho, Jesus narra a parábola das jovens companheiras da noiva, na noite do casamento: as previdentes levaram óleo para esperarem o cortejo nupcial com as lâmpadas acesas, mas as negligentes se atrapalharam e ficaram sem óleo e sem festa! Quem se prepara para o acontecimento revela a atenção de seu coração; quem vive distraído mostra o contrário. A vigilância atenta é uma forma do amor, amor que nos toma dispostos a encontrar o Cristo em qualquer momento, mesmo se ele demora. A atitude certa diante do Fim esperado é o amor, não o medo.

“Como o noivo demorasse”, diz o evangelho (Mt 25,5). A teologia falou muito na demora da “Parusia”, termo que significava a festiva visita do Rei e, daí, a vinda gloriosa de Jesus. Os primeiros cristãos esperavam a volta de Cristo para breve. Assim, por exemplo, os tessalonicenses (2ª leitura) esperavam a Parusia para já, mas estavam preocupados com o destino dos fiéis que já morreram. Ficariam excluídos? Paulo lhes assegura: os que já faleceram ressuscitarão primeiro, para entrar na glória de Cristo, e depois seguirão os ainda vivos, entre os quais, ele mesmo (v. 17)! O bonito deste texto é o anseio para estar sempre com Cristo, todos unidos.

E nós, hoje, como ficarmos de prontidão, se depois de vinte séculos de espera ele ainda não veio? Geralmente imagina-se a vinda de Cristo exclusivamente como sua volta no fim dos tempos, para julgar o mundo e a história. Mas Jesus vem também em nossa vida, já. Por exemplo, no pobre que nos interpela (como veremos no 34° domingo). Aos pobres, pelos quais Cristo vem a nós, devemos dedicar a mesma atenção “vigilante” que dedicaríamos a Cristo, se ele voltasse hoje.

Mantenhamos, pois, nossas lâmpadas acesas, alimentemos nossa “espiritualidade”, o espírito alerta para o encontro com Cristo. Vivamos cada momento do dia como um possível encontro com Cristo. Façamos de manhã nossa “agenda” com vistas ao encontro com Cristo em nossos irmãos. Quem vamos encontrar? Com que espírito?

Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes.

Oração do Dia

Ó Deus eterno e todo-poderoso, que nos concedeis, no vosso imenso amor de Pai, mais do que merecemos e pedimos, derramai sobre nós a vossa misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.



sábado, 11 de novembro de 2017

YouTube Kids anuncia medidas para proteger crianças de conteúdos inapropriados


Por Redação | 10 de Novembro de 2017

O YouTube Kids, plataforma de vídeos infantil, lançou nesta sexta-feira (10) uma atualização que implementa novas medidas para manter as crianças longe de conteúdos impróprios.

Agora é possível reportar vídeos considerados inapropriados para a seção infantil da plataforma. Dessa forma, todos os conteúdos sinalizados pelos usuários serão avaliados pela equipe do serviço antes de serem removidos. Caso o usuário esteja logado quando realizar a denúncia de um vídeo, o conteúdo em questão será automaticamente bloqueado para visualização no YouTube Kids.

Há também um sistema novo de temporizador, que limita o tempo em que os pequenos podem assistir aos vídeos no app, ideal para que os pais controlem quanto tempo que seus filhos podem passar em frente ao dispositivo móvel.

Além disso, em alguns países específicos também foi adicionado um modo de moderação de conteúdos para que os pais selecionem canais considerados inadequados para as suas crianças.

Outra novidade do update fica por conta do gerenciamento de perfis. Com ele, é possível configurar diferentes níveis de conteúdos mais recentes ou mais antigos para cada usuário de forma independente.

Por fim, para evitar eventuais brechas na ferramenta de pesquisa, os pais podem simplesmente desativar a barra de busca no topo do YouTube Kids e, dessa forma, limitar o acesso apenas aos vídeos em destaque e aqueles que estão divididos por categorias predeterminadas. Com isso, o objetivo é evitar de forma mais efetiva que conteúdos inapropriados sejam exibidos de forma acidental.

O YouTube Kids está disponível para Android e iOS.

Fonte: Gadgets360 /Canaltech



Alerta aos pais: o perigo dos desenhos falsos no YouTube


Peppa Pig, Frozen, Homem Aranha, Minnions são alguns exemplos. Confira.

CP MATTERS
Revisado por Marcia Capra

As crianças estão cada dia mais conectadas, seja com smartphones, tablets ou computadores, e tem acesso ao conteúdo da web, onde a preferência da maioria é pelo #YouTube.

Milhares de vídeos no YouTube parecem versões originais dos desenhos animados preferidos das crianças, mas contém conteúdo inapropriado. São os chamados "Falsos Desenhos", ou "Desenhos Fake".

Pessoas mal-intencionadas criam canais no YouTube, com indicação infantil em seus perfis, e postam vídeos que no início parecem inofensivos, mais que ao dar o play é possível ver cenas ofensivas e nada apropriadas para crianças. Esses canais se utilizam de personagens como por exemplo Peppa Pig, Frozen, Homem Aranha, Minions, para incitar a violência, mutilação, estimular sexualidade e pornografia, praticar atitudes que colocam medo e dar mau exemplo.

Os vídeos às vezes são de falsas animações, ou contém pessoas fantasiadas, onde os personagens batem e lutam um com outro, furam a mão com agulhas, portam armas de fogo, fumam, mostram injeções enormes, alguns contém aranhas e cobras gigantescas, e em outros é possível ouvir o som de criança chorando ao fundo.

As crianças que são inocentes e ainda estão em fase de aprendizado, ao ver essas paródias com atitudes nada adequadas de seus personagens favoritos, podem achar que ter aquele tipo de atitude é permitido.

Os pais devem sempre estar atentos e monitorando o que os filhos estão assistindo, pois às vezes na sequência de um vídeo real, pode ter um falso desenho. Importante também é que, quando encontrarem um vídeo com esse tipo de conteúdo, os pais efetuem denúncia ao YouTube para que a plataforma providencie o bloqueio e retirada do vídeo do ar.

Como tentar proteger as crianças dos "Falsos Desenhos"

O Youtube dispõe de uma versão especifica para as crianças chamado "YouTube Kids". Ao instalar o aplicativo os pais podem escolher que tipo de vídeo o filho poderá assistir e escolher a idade indicativa, dessa forma, quando a criança acessar o aplicativo estará disponível para assistir somente o escolhido como recomendado.

Entretanto, apesar do aplicativo promover uma filtragem dos vídeos impróprios, alguns ainda passam desapercebidos, já que as pessoas mal-intencionadas classificam seus canais como infantis para agir, e os pais, ao perceberem um vídeo inadequado, devem bloqueá-los individualmente para que a criança não tenha mais acesso.

Portanto, mesmo o YouTube Kids sendo um aplicativo para tentar proteger os filhos desses conteúdos inadequados, pode acontecer de aparecer algum "falso desenho" e os pais devem estar sempre atentos. #desenhosfalsos

Fonte: Blastingnews









1 - Vídeo em que o Homem-Aranha aparece urinando na Elza, de "Frozen".
2 - Personagens da Nick em um clube de strip.
3 - Mickey Mouse morre atropelado na frente da Minnie.
4 - A garota é mostrada com a testa sangrando durante uma "brincadeira" de família em que sua testa é raspada com barbeador.
5, 6 e 7 - Vídeos com morte.

Veja também:

http://www.devocaoefeblog.com.br/2017/11/youtube-kids-anuncia-medidas-para.html



sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Muhammad Yunus, no Vaticano: a pobreza é um mal assim como as armas nucleares


Cidade do Vaticano (RV) 10/11/2017 - Teve início nesta sexta-feira (10/11), na Sala Nova do Sínodo, no Vaticano, o congresso internacional sobre “Perspectivas por um mundo livre de armas nucleares e por um desarmamento integral”, promovido pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

O simpósio conta com a participação de grandes personalidades como o economista bengalês Muhammad Yunus, fundador do Grameen Bank, primeiro banco do mundo especializado em microcrédito. Yunus é conhecido como “o banqueiro dos pobres” e recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2006.

O Grameen Bank foi criado pelo professor Yunus, em 1976, a fim de eliminar a pobreza no mundo. Adquiriu o status de banco em 1983 e espalhou pelo mundo o conceito de microcrédito. As pessoas pobres, que nunca tiveram acesso ao sistema bancário, fazem empréstimos, sem garantias ou papéis.

Mariângela Jaguraba foi ao local do simpósio e conversou com o economista Yunus.

Qual é a relação entre armas nucleares e pobreza?

Yunus: “O que elas têm em comum é um distúrbio mental. Quem produz armas nucleares para matar as pessoas ou ameaçar o mundo, tem um problema mental. Não é justo que alguém produza armas nucleares para matar as pessoas em massa e ameaçar a paz no mundo. Isso deve ser combatido. É normal que as pessoas no mundo não concordem umas com as outras, mas quando isso acontece as coisas devem ser resolvidas de forma racional. A pobreza é um mal assim como as armas nucleares são um mal. Os pobres são as pessoas que foram rejeitadas pela sociedade e para combater a pobreza é necessário redesenhar os sistemas sociais a fim de incluir todos. Serve um desenho social inclusivo. Os pobres são seres humanos assim como os outros, assim como os ricos, e possuem os mesmos direitos humanos. O sistema inclusivo é o que tira as barreiras para incluir todas as pessoas. Foi o que fizemos e funcionou.”

Muhammad Yunus prosseguiu dizendo:

Yunus: “Se queremos pobreza zero, se não queremos que haja desemprego, então o que devemos fazer é redesenhar o atual sistema capitalista que foi criado de forma errada e gerou de um lado a pobreza e do outro uma riqueza enorme. Toda a riqueza do mundo agora se encontra nas mãos de poucas pessoas. Por exemplo: hoje, 8 pessoas no mundo são proprietárias de mais de 50% das riquezas do mundo. A situação piora a cada ano que passa. Os ricos ficam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. As pessoas comuns não veem essas coisas, mas a realidade é que os ricos se tornam mais ricos e os pobres mais pobres. Não sabemos, mas talvez no próximo ano haverá 1% da população que será proprietária de quase toda a riqueza do mundo. A solução é que se deve agir, e uma maneira é a redistribuição das riquezas. Dessa forma os 99% deixados de lado terão alguma coisa para sobreviver.”
(MJ)
Fonte: Radio Vaticano



Sacrário roubado é encontrado com hóstias intactas dentro de um lago


Por Natalia Zimbrão

BELO HORIZONTE, 09 Nov. 17 / 01:30 pm (ACI).- Um caso recente do roubo de um sacrário no sul de Minas Gerais chamou a atenção de muitos não apenas pelo fato do furto, mas pelo que ocorreu após, quando o objeto sagrado foi encontrado em um lago com algumas aberturas e as hóstias em seu interior estavam intactas.


O fato aconteceu na cidade de Fama (MG), no dia 2 de novembro, na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus. Em declarações à ACI Digital, o pároco, Padre Benedito Clímaco Passos, quando o sacristão chegou à igreja por volta das 8h, ao dirigir-se para a capela do Santíssimo, percebeu que o sacrário, com a âmbula e hóstias havia sido roubado.

O sacerdote, então, procurou a polícia para registrar a ocorrência e logo deram início a uma busca pela cidade. Foi quando um policial e um fiel encontraram o sacrário flutuando dentro do Lago de Furnas.

“O sacrário foi aberto por baixo, tinha algumas aberturas, a âmbula estava tombada e, mesmo estando molhado, as hóstias estavam intactas. Não temos como saber se algumas hóstias saíram do sacrário, mas ainda tinha muitas ali dentro”, contou Pe. Benedito.

Segundo o sacerdote, após encontrar o sacrário, o policial o levou para a Igreja, chegando ao local exatamente no momento em que estava sendo celebrada a Missa das 9h.

“Foi emocionante. Eu não tinha visto e uma ministra falou: ‘o sacrário’. O policial entrou pela porta lateral da igreja. Os fiéis começaram a aplaudir. Muitos choraram de emoção”, relembrou.



Para Pe. Benedito, o fato de as hóstias terem sido encontradas intactas é uma “renovação de fé” para todos e também “um mistério”. “Lembra-nos de que Jesus está vivo. Quem cometeu o roubo fez algo contra Ele, pois é Ele quem está presente na hóstia consagrada. Mas, esse fato nos mostra que nada pode atingi-lo”.

“O sacrário tinha partes abertas, as hóstias poderiam ter ido embora. Mas não, Jesus permaneceu ali”, acrescentou.

Pe. Benedito ressaltou que “apesar de o roubo ter sido um acontecimento triste, temos que ver o lado positivo disso e Jesus nos mostrou”.

“A mensagem que eu vejo nesse fato é para que permaneçamos firme na fé. Mesmo que qualquer coisa contra venha nos acontecer, jamais devemos desistir da nossa missão, precisamos sempre mostrar o outro lado, ou seja, que Jesus está vivo, Jesus está presente”, concluiu.

Fonte: ACI digital



Comissão na Câmara aprova proposta que defende a vida desde a concepção


BRASILIA, 09 Nov. 17 / 02:00 pm (ACI).- Foi aprovado em comissão especial na Câmara dos Deputados o relatório da proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece a inviolabilidade do direito à vida desde a concepção, blindando assim o país contra as investidas dos defensores do aborto.

A comissão analisou a PEC 181/15, que amplia a licença maternidade em casos de bebês prematuros. A este texto foi incluída a defesa do direito à vida desde a concepção.

A votação contou com um placar 18 votos a favor do substitutivo apresentado pelo deputado Jorge Mudalen (DEM) e apenas 1 contra.

Logo após o resultado da votação o presidente da comissão especial, o deputado católico Evandro Gussi (PV), expressou por meio de um vídeo em seu Facebook que, “graças a Deus, demos aqui um passo importantíssimo, fundamental em relação à defesa da vida desde a sua concepção”.

“Nós precisamos proteger as nossas crianças desde o início de sua vida até a sua final existência”, acrescentou.

O deputado explicou “esta proposta de emenda à Constituição tem dois objetivos: por um lado, ela quer garantir o aumento da licença maternidade no caso de bebês prematuros, para que suas mães possam cuidar dessas crianças que nascem prematuramente e não ter problemas em seu trabalho; ao lado disso, nós estamos incluindo no texto da Constituição que a defesa da vida humana deve acontecer desde a fecundação, desde a concepção, para que não fique nenhuma dúvida”.

“Nós precisamos que a vida humana seja defendida veementemente desde a concepção”, reforçou.

Por sua vez, o vice-presidente da comissão, deputado Flavinho (PSB), assinalou que a aprovação desta PEC “fecha a porta para o aborto no nosso país”. “Nós somos contra o aborto, somos a favor da vida em todas as circunstâncias”, disse.

De acordo com ele, para esta aprovação, contaram “com apoio total da frente parlamentar católica, da frente parlamentar evangélica, da frente parlamentar em defesa da vida e da família”.

Por outro lado, alertou que tiveram muito “obstrução por parte do PT, do PSOL, do PPS e do PCdoB”. “Esses quatro partidos que trabalham para a cultura de morte no nosso país, de forma muito explícita com uma agenda pautada nessa cultura, fizeram processo de obstrução e muita dificuldade” para que a proposta avançasse.

Segundo o parlamentar, “essa é uma luta constante aqui na Câmara, para conseguirmos introduzir na Constituição a defesa do nascituro” e assim protegê-lo, “como já preconiza o código de processo civil, que diz que o nascituro tem esse direito garantido”.

Após esta votação na comissão especial, deverá acontecer a análise de cada um dos destaques, incluindo os trechos que tratam da proteção da vida desde a concepção, o que deverá ocorrer no dia 21 de novembro.

A PEC também precisa passar ainda por duas votações na Câmara dos Deputados e duas no Senado. Por isso, o deputado Flavinho admitiu que “vai ser ainda uma grande batalha que vamos empreender”, mas pontuou que “não vamos abrir mão daquilo que acreditamos e nós acreditamos na vida desde a concepção”.
Fonte: ACI digital



Papa Francisco condena o uso e a posse de armas nucleares


Por Miguel Pérez Pichel 

Vaticano, 10 Nov. 17 / 10:03 am (ACI).- Em um esperado discurso sobre as armas nucleares e a necessidade de iniciar um processo de desarmamento de todos os países que as possuam, o Papa Francisco condenou com firmeza “a ameaça do seu uso, bem como a sua própria posse”.

Francisco assinalou que não se deve apenas condenar o emprego premeditado de armas de destruição em massa, como são as armas nucleares, mas também sua mera posse já é condenável, pois sua ostentação responde a uma estratégia dissuasiva baseada no medo e existe até mesmo o risco de uma detonação acidental.

O Santo Padre fez esta afirmação na audiência que concedeu nesta sexta-feira, 10 de novembro, na Sala Clementina do Palácio Apostólico aos participantes do Congresso Internacional sobre Desarmamento que acontece no Vaticano, com o tema ‘Perspectivas para um mundo livre de armas nucleares e por um desarmamento integral’.

Em seu discurso, o Pontífice indicou que “não podemos evitar experimentar um sentimento de inquietação se consideramos as catastróficas consequências humanitárias e ambientais que derivam de qualquer tipo de emprego da artilharia nuclear”.

“Portanto, também considerando o risco de uma detonação acidental de tais armas por um erro de qualquer tipo, é preciso condenar com firmeza a ameaça do seu uso, bem como a sua própria posse, porque sua própria existência e funcionalidade servem a uma lógica de medo que não afeta apenas as partes em conflito, mas o mundo inteiro”.

Francisco advertiu sobre a dificuldade de deter a espiral armamentista uma vez que se inicia. “É um fato que a espiral da corrida armamentista não conhece limites e os custos da modernização e do desenvolvimento de armas, não somente nucleares, representa uma considerável despesa para as nações, a ponto de colocar em segundo plano as prioridades reais da humanidade sofredora: a luta contra a pobreza, a promoção da paz, a realização de projetos educativos, ecológicos e sanitários, e o desenvolvimento dos direitos humanos”.

Nesse sentido, defendeu que sejam impulsionadas relações entre países sem ameaças armamentistas. “As relações internacionais não podem ser dominadas pela força militar, pelas intimidações recíprocas e pela ostentação dos arsenais bélicos”.

“As armas de destruição em massa, em particular as atômicas, criam uma sensação enganadora de segurança e não podem constituir a base da pacífica convivência entre os membros da família humana, que deve inspirar-se em uma ética de solidariedade”, sublinhou.

Além disso, convocou a conservar a memória das vítimas das armas nucleares, “o testemunho insubstituível dos ‘Hibakusha’, isto é, as pessoas atingidas pelas explosões nucleares de Hiroshima e Nagasaki, e as demais vítimas dos experimentos com armas nucleares. Que sua voz profética seja uma advertência para as novas gerações”.

Por outro lado, afirmou que “os armamentos que têm como resultado a destruição do gênero humano são ilógicos inclusive no âmbito nuclear. Do mesmo modo, a verdadeira ciência sempre está a serviço do homem, enquanto a sociedade contemporânea aparece como aturdida pelos desvios de projetos concebidos nela, inclusive com uma boa intenção em sua origem”.

No entanto, também mostrou-se esperançoso sobre futuras medias que interrompam a corrida armamentista. “Recentemente, por exemplo, por meio de uma histórica votação na sede da ONU, a maior parte dos membros da comunidade internacional estabeleceu que as armas nucleares não são apenas imorais, mas também devem ser consideradas instrumentos de guerra ilegítimos”.

O Papa Francisco falou da necessidade de impulsionar um desenvolvimento integral que permita reordenar as prioridades dos Estados, situando em primeiro lugar as necessidades das pessoas. “O desenvolvimento integral é a estrada do bem que a família humana é chamada a percorrer”, assegurou.

“É preciso rejeitar a cultura do descarte e cuidar das pessoas e dos povos que sofrem as mais dolorosas desigualdades, através de uma obra que saiba privilegiar com paciência os processos solidários em relação ao egoísmo dos interesses contingentes”.

“Trata-se, ao mesmo tempo, de integrar a dimensão individual na dimensão social, mediante a implantação do princípio da subsidiariedade, favorecendo o aporte de todos. É necessário promover o homem em sua unidade de alma e corpo, de contemplação e de ação”, indicou ao finalizar o discurso.

Fonte: ACI digital



quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Padre Marcelo Rossi em entrevista no The Noite, de Danilo Gentili


'Não sou um padre frustrado, namorei', diz Padre Marcelo Rossi em entrevista

JC Online

Marcelo Rossi, um dos padres mais famosos do Brasil, falou abertamente com o apresentador Danilo Gentili sobre diversos assuntos pessoais, dentre os quais sua vida antes de se dedicar à religião e a depressão pela qual passou recentemente. A entrevista foi gravada para o programa The Noite e foi ao ar nesta quarta-feira, às 00h30, no SBT.

Padre Marcelo Rossi fala na entrevista sobre seu novo DVD, intitulado Imaculada, relembra sua vida como fisiculturista antes da batina e conta que alguns de seus conhecidos dessa época acabaram morrendo pelo uso excessivo de esteroides.

Quando questionado por Danilo se ele venceria o Padre Fábio de Melo em uma queda de braço, ele afirma: "Eu ainda ganho dele. Deixo dois a zero. É técnica, não é força", e desafia o apresentador a um pequeno duelo.

Vocação religiosa

Padre Marcelo também fala sobre o despertar de sua vocação e conta que uma tia profetizou que ele seria padre, comentando ainda o difícil período em que enfrentou a depressão. "Eu não deixei de exercer nada. Só os mais íntimos perceberam que eu estava com depressão. Eu perdi o prazer de estar celebrando", relembra.


"Quando eu revelei já estava curado. As forças do mal existem e também a nossa parte humana. Havia uma força que não queria que eu servisse a Deus e comecei a mudar meus pensamentos", conclui.

Depressão

Desde o ano passado que Padre Marcelo começou a falar mais abertamente sobre o período em que lutou contra uma depressão e problemas emocionais que o levaram, entre outras consquências, à anorexia.

"Deus me usou através de um livro chamado Ágape. Nas dedicatórias, no final, eu já não estava bem e deveria ter me cuidado", desabafou na entrevista com Gentili. "A depressão hoje eu vejo como uma benção. Tinha que passar, porque eu não acreditava".

Link da entrevista completa no Youtube:



Papa Francisco: edificar, custodiar e purificar a Igreja


Cidade do Vaticano (RV) 09/11/2017 – O Papa Francisco celebrou na manhã desta quinta-feira a missa na capela da Casa Santa Marta. O Pontífice dedicou sua homilia ao aniversário de Consagração da Basílica de São João de Latrão, que a liturgia celebra neste dia 9 de novembro.

Inspirando-se nas leituras, o Papa falou de três palavras: edificar, custodiar e purificar a Igreja. Antes de tudo, “edificar a Igreja”. O seu fundamento, recordou Francisco, é Jesus Cristo:

Ele é a pedra angular neste edifício. Sem Jesus Cristo, a Igreja não existe. Por quê? Porque não há fundamento. E se construímos uma igreja – pensemos numa igreja material – sem fundamento, o que acontece? Cai. Cai inteira. Se não há Jesus Cristo vivo na Igreja, ela cai.

E nós, o que somos?, perguntou ainda o papa. “Somos pedras vivas”, não iguais, cada uma diferente, porque “esta é a riqueza da Igreja. Cada um de nós constrói segundo o dom que Deus deu. Não podemos pensar numa Igreja uniforme: isso não é Igreja”. Portanto, “custodiar a Igreja”, consciente do Espírito de Deus que habita em nós:

Quantos cristãos hoje sabem quem é Jesus Cristo, sabem quem é o Pai – porque rezam o Pai Nosso? Mas quando você fala do Espírito Santo... “Sim, sim... ah, é a pomba, a pomba” e para ali. Mas o Espírito Santo é a vida da Igreja, é a sua vida, é a minha vida.... Nós somos templo do Espírito Santo e devemos custodiar o Espírito Santo, a tal ponto que Paulo aconselha os cristãos “a não entristecê-lo”, isto é, não ter uma conduta contrária à harmonia que o Espírito Santo faz dentro de nós e na Igreja. Ele é a harmonia, ele faz a harmonia deste edifício.

Por fim, “purificar a Igreja”, a partir de nós mesmos:

E nós somos todos pecadores: todos. Todos. Se alguém de vocês não for, levante a mão, porque seria uma bela curiosidade. Todos somos pecadores. E por isso devemos purificar-nos continuamente. E purificar também a comunidade: a comunidade diocesana, a comunidade cristã, a comunidade universal da Igreja. Para fazê-la crescer. 


Fonte: Radio Vaticano



Hoje é celebrada a dedicação da Basílica mais antiga da Igreja Católica (9 de novembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 09 Nov. 17 / 04:00 am (ACI).- Neste dia 9 de novembro, a Igreja celebra a dedicação da Basílica de São João de Latrão, a primeira Basílica da Igreja a ser construída e onde uma imagem de Cristo derramou sangue.

“Esta Basílica foi a primeira a ser construída depois do edito do imperador Constantino que, em 313, concedeu aos cristãos a liberdade de praticar a sua religião”, disse o Papa Emérito Bento XVI aos fiéis, em novembro de 2008.

“O mesmo imperador doou ao Papa Melquíades a antiga propriedade da família dos Lateranenses e nela fez construir a Basílica, o Batistério e a ‘Patriarquia’, ou seja, a residência do Bispo de Roma, onde os Papas habitaram até ao período de Avignon”, acrescentou.

Foi consagrada pelo Papa São Silvestre, em 9 de novembro de 324. É chamado Basílica de São João (de Latrão) porque tem duas capelas, uma em honra de São João Batista e outra de São João Evangelista.

“Basílica do Divino Salvador” é outro nome pelo qual é conhecida, pois no ano 787, quando foi consagrada novamente, uma imagem do Divino Salvador derramou sangue depois de ser golpeada por um judeu.

“Honrando o edifício sagrado, pretende-se expressar amor e veneração à Igreja romana que, como afirma Santo Inácio de Antioquia, ‘preside na caridade’ toda a comunhão católica”, disse o Papa Bento XVI.

Fonte: ACI digital



Papa Francisco: missa não é espetáculo para foto, é o encontro com Cristo


Cidade do Vaticano (RV) 08/11/2017– A Praça S. Pedro acolheu milhares de fiéis para a Audiência Geral desta quarta-feira ensolarada de outono (08/11) no Vaticano.
Vídeo

Após saudar os peregrinos de papamóvel, ao se dirigir a eles o Papa Francisco anunciou um novo ciclo de catequeses depois concluir na semana passada a série sobre a esperança.

A partir de agora, o tema será dedicado ao “coração” da Igreja, isto é, a Eucaristia. Para Francisco, é fundamental que os cristãos compreendam bem o valor e o significado da missa, para viver sempre mais plenamente a relação com Deus.

“Não podemos esquecer o grande número de cristãos que, no mundo inteiro, em 2000 anos de história, resistiram até a morte para defender a Eucaristia; e quantos, ainda hoje, arriscam a vida para participar da missa dominical.”

De fato, Jesus diz aos seus discípulos: “Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. (João 6,53-54)”

O Papa então manifestou o desejo de dedicar as próximas catequeses para responder a algumas perguntas importantes sobre a Eucaristia e a Missa, para redescobrir, ou descobrir, como a fé resplende o amor de Deus através deste mistério.

Francisco citou o Concílio Vaticano II, que promoveu uma adequada renovação da Liturgia para conduzir os cristãos a compreenderem a grandeza da fé e a beleza do encontro com Cristo. Um tema central que os padres conciliares destacaram foi a formação litúrgica dos fiéis, indispensável para uma verdadeira renovação.

“E esta é justamente a finalidade do clico de catequeses que hoje iniciamos: crescer no conhecimento do grande dom que Deus nos doou na Eucaristia.”

A Eucaristia, explicou o Papa, é um acontecimento “maravilhoso”, no qual Jesus Cristo, nossa vida, se faz presente. “Participar da missa é viver outra vez a paixão e a morte redentora do Senhor. É uma teofania: o Senhor se faz presente no altar para ser oferecido ao Pai para a salvação do mundo.

“O Senhor está ali conosco, presente. Mas muitas vezes, nós vamos lá, conversamos enquanto o sacerdote celebra a eucaristia, mas não celebramos com ele. Mas é o Senhor. Se hoje viesse aqui o presidente da República, ou uma pessoa muito importante, certamente todos ficaríamos perto dele para saudá-lo. Quando vamos à missa, ali está o Senhor. Mas estamos distraídos. Mas, padre, as missas são chatas. A missa não, os sacerdotes! Então eles devem se converter.”

O Pontífice fez algumas perguntas às quais pretende responder como, por exemplo: por que se faz o sinal da cruz e o ato penitencial no início da missa? “Vocês já viram como as crianças fazem o sinal da cruz? Não se sabe bem o que é, se é um desenho... É importante ensinar as crianças a fazerem o sinal da cruz, pois assim tem início a missa, a vida, o dia.”

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E as leituras, qual o seu significado? Ou por que, a um certo ponto, o sacerdote diz ‘corações ao alto? “Ele não diz celulares ao alto para tirar foto! Não! Fico triste quando celebro e vejo muitos fiéis com os celulares ao alto. Não só os fiéis, mas também sacerdotes e até bispos. A missa não é espetáculo, é ir ao encontro da paixão e ressurreição do Senhor. Lembrem-se: chega de celulares.”

“Através dessas catequeses, concluiu o Papa, gostaria de redescobrir com vocês a beleza que se esconde na celebração eucarística e que, quando desvelada, dá pleno sentido à vida de cada um de nós. Que Nossa Senhora nos acompanhe nesta nova etapa do percurso.”

Fonte: Radio Vaticano

TEXTO COMPLETO: 
Catequese do Papa Francisco sobre a Santa Missa

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Iniciamos hoje uma nova série de catequeses, que dirigirá o olhar para o “coração” da Igreja, isso é, a Eucaristia. É fundamental para nós cristãos compreender bem o valor e o significado da Santa Missa, para viver sempre mais plenamente a nossa relação com Deus.

Não podemos esquecer o grande número de cristãos que, no mundo inteiro, em dois mil anos de história, resistiram até a morte para defender a Eucaristia; e quantos, ainda hoje, arriscam a vida para participar da Missa dominical. No ano 304, durante as perseguições de Diocleciano, um grupo de cristãos, do norte da África, foram surpreendidos enquanto celebravam a Missa em uma casa e foram presos. O próconsul romano, no interrogatório, perguntou a eles porque o fizeram, sabendo que era absolutamente proibido. E eles responderam: “Sem o domingo não podemos viver”, que queria dizer: se não podemos celebrar a Eucaristia, não podemos viver, a nossa vida cristã morreria.

De fato, Jesus disse aos seus discípulos: “Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6, 53-54)

Aqueles cristãos do norte da África foram assassinados porque celebravam a Eucaristia. Deixaram o testemunho que se pode renunciar à vida terrena pela Eucaristia, porque essa nos dá a vida eterna, tornando-nos partícipes da vitória de Cristo sobre a morte. Um testemunho que nos interpela a todos e pede uma resposta sobre o que significa para cada um de nós participar do Sacrifício da Missa e nos aproximarmos da Mesa do Senhor. Estamos procurando aquela fonte que “traz água viva” para a vida eterna?, que faz da nossa vida um sacrifício espiritual de louvor e de agradecimento e faz de nós um só corpo com Cristo? Este é o sentido mais profundo da santa Eucaristia, que significa “agradecimento”: agradecimento a Deus Pai, Filho e Espírito Santo que nos envolve e nos transforma na sua comunhão de amor.

Nas próximas catequeses, gostaria de dar resposta a algumas perguntas importantes sobre Eucaristia e a Missa, para redescobrir, ou descobrir, como através deste mistério da fé resplandece o amor de Deus.

O Concílio Vaticano II foi fortemente animado pelo desejo de conduzir os cristãos para compreender a grandeza da fé e a beleza do encontro com Cristo. Por esse motivo, era necessário, antes de tudo, atuar, com a guia do Espírito Santo, uma adequada renovação da Liturgia, porque a Igreja continuamente vive dessa e se renova graças a essa.

Um tema central que os padres conciliares sublinharam é a formação litúrgica dos fiéis, indispensável para uma verdadeira renovação. E é justamente essa também a finalidade desse ciclo de catequeses que hoje começamos: crescer no conhecimento do grande dom de Deus que nos doou na Eucaristia.

A Eucaristia é um acontecimento maravilhoso no qual Jesus Cristo, nossa vida, se faz presente. Participar da Missa “é viver uma outra vez a paixão e a morte redentora do Senhor. É uma teofania: o Senhor se faz presente sobre o altar para ser oferecido ao Pai pela salvação do mundo” (Homilia na Santa Missa, Casa Santa Marta, 10 de fevereiro de 2014). O Senhor está ali conosco, presente. Tantas vezes nós vamos ali, olhamos as coisas, conversamos entre nós enquanto o sacerdote celebra a Eucaristia…e não celebramos próximo a Ele. Mas é o Senhor! Se hoje viesse aqui o presidente da República ou qualquer pessoa muito importante do mundo, é certo que todos estaríamos próximo a ele, que gostaríamos de saudá-lo. Mas pense: quando você vai à Missa, ali está o Senhor! E você está distraído. É o Senhor! Devemos pensar nisso. “Padre, é que as missas são chatas” – “Mas, o que você diz, o Senhor é chato?” – “Não, não, a Missa não, os padres” – “Ah, que se convertam os padres, mas é o Senhor que está ali!”. Entendido? Não esqueçam isso. “Participar da Missa é viver uma outra vez a paixão e a morte redentora do Senhor”.

Vamos tentar agora colocar algumas perguntas simples. Por exemplo, porque se faz o sinal da cruz e o ato penitencial no início da Missa? E aqui gostaria de fazer outro parêntese. Vocês viram como as crianças fazem o sinal da cruz? Você não sabe o que fazem, se é o sinal da cruz ou um desenho. Fazem assim [ faz um gesto confuso] . É preciso ensinar as crianças a fazer bem o sinal da cruz. Assim começa a Missa, assim começa a vida, assim começa o dia. Isso quer dizer que nós somos redimidos com a cruz do Senhor. Olhem as crianças e as ensinem a fazer bem o sinal da cruz. E aquelas Leituras, na Missa, porque estão ali? Por que se leem aos domingos três Leituras e nos outros dias duas? Por que estão ali, o que significa a Leitura da Missa? Por que se leem e o que tem a ver? Ou até mesmo, por que em certo ponto o sacerdote que preside a celebração diz: “Corações ao alto”? Não diz: “Celulares ao alto para tirar a foto!”. Não, é uma coisa feia! E eu digo a vocês que me dá tanta tristeza quando celebro aqui na Praça ou na Basílica e vejo tantos telefones levantados, não só dos fiéis, mas também de alguns padres e também bispos. Mas por favor! A Missa não é um espetáculo: é ir ao encontro da paixão e da ressurreição do Senhor. Por isso o sacerdote diz: “Corações ao alto”. O que quer dizer isso? Lembrem-se: nada de telefones.

É muito importante voltar ao fundamento, redescobrir aquilo que é essencial, através daquilo que se toca e se vê na celebração dos Sacramentos. A pergunta do apóstolo São Tomé (cfr Jo 20, 25), de poder ver e tocar as feridas dos pregos no corpo de Jesus é o desejo de poder, de algum modo, “tocar” Deus para acreditar Nele. Isso que São Tomás pede ao Senhor é aquilo de que nós precisamos: vê-Lo, e tocá-Lo para poder reconhecê-Lo. Os Sacramentos vêm ao encontro dessa exigência humana. Os Sacramentos, e a celebração eucarística de modo particular, são os sinais do amor de Deus e as vias privilegiadas para nos encontrarmos com Ele.

Assim, através dessas catequeses que hoje começamos, gostaria de redescobrir junto com vocês a beleza que se esconde na celebração eucarística e que, uma vez revelada, dá sentido pleno à vida de cada um. Nossa Senhora nos acompanhe nessa nova etapa do caminho. Obrigado.

Com tradução de Canção Nova.

Fonte: ACI digital



domingo, 5 de novembro de 2017

Hoje a Igreja celebra São Zacarias e Santa Isabel, pais de João Batista


REDAÇÃO CENTRAL, 05 Nov. 17 / 04:00 am (ACI).- “Ambos eram justos diante de Deus e observavam irrepreensivelmente todos os mandamentos e preceitos do Senhor”, afirma São Lucas em seu Evangelho (Lc 1,6) sobre São Zacarias e Santa Isabel – pais de São João Batista e tios de Jesus –, cuja festa litúrgica é celebrada neste dia 5 de novembro.

Conforme São Lucas descreve no primeiro capítulo de seu Evangelho, Zacarias pertencia à classe sacerdotal de Abias e Isabel era descendente de Aarão. Ambos eram de idade avançada e não tinham filhos, pois Isabel era estéril.

Certo dia, coube a Zacarias ingressar no “Santuário do Senhor” para oferecer o perfume. Então, um anjo do Senhor apareceu e lhe disse que sua esposa lhe daria um filho ao qual chamaria João.

“Irá adiante de Deus com o espírito e poder de Elias para reconduzir os corações dos pais aos filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, para preparar ao Senhor um povo bem disposto”, disse o anjo a Zacarias.

Zacarias perguntou como poderia ter certeza disso, porque ele e sua esposa eram idosos. O anjo, então, respondeu que ele era Gabriel, o que está diante de Deus, e que tinha sido enviado para lhe falar e anunciar esta boa notícia. Em seguida, disse-lhe que ficaria mudo por não ter acreditado.

Quando Zacarias voltou para casa, sua esposa Isabel concebeu um filho e ela pensava: “Eis a graça que o Senhor me fez, quando lançou os olhos sobre mim para tirar o meu opróbrio dentre os homens”.

Depois que o anjo Gabriel apareceu à Virgem Maria, a Mãe de Deus foi ajudar Isabel, que ao vê-la exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas”.

Quando João nasceu, todos se alegraram da misericórdia de Deus. No dia da circuncisão, todos queriam chamá-lo como seu pai. Entretanto, Isabel comunicou que se chamaria João. Zacarias confirmou, escrevendo esse nome em uma tabuinha e imediatamente voltou a falar.

Finalmente, o pai de São João Batista, louvando a Deus, pronunciou o famoso “Cântico de Zacarias”, uma das orações que os sacerdotes e religiosos rezam todas as manhãs em suas orações chamadas ‘Laudes’.

Fonte: ACI digital



Como desfazer-se adequadamente de objetos abençoados que estão quebrados?


REDAÇÃO CENTRAL, 04 Nov. 17 / 08:00 am (ACI).- Ao longo do tempo, muitos objetos religiosos que foram abençoados por um sacerdote podem quebrar devido ao uso. Entretanto, todos os católicos devem ser reverentes ao desfazer-se deles de maneira adequada.

O Grupo ACI explica o que se deve fazer com as imagens, terços, crucifixos, ramos de palmeiras ou outros objetos abençoados que, de acordo com o número 1171 do Código de Direito Canônico, devem ser tratados “com reverência e não se votem ao uso profano ou a outro uso não próprio, ainda que estejam sob o domínio de particulares”.

Caso os objetos não possam ser reparados, a tradição assinala que devem ser queimados ou enterrados. Se um objeto for queimado, as cinzas também devem ser enterradas.

A tradição de devolver os objetos abençoados a terra, vem da ideia de que um objeto abençoado em nome de Deus deve voltar para Deus, da mesma maneira que uma pessoa é enterrada.

Em 1874, a Sagrada Congregação para os Ritos e o Santo Ofício emitiu determinações formais sobre quais são os métodos para eliminar adequadamente os objetos abençoados.

Qualquer pano de linho, vestuário ou panos do altar devem ser queimados e as cinzas enterradas. A água benta em excesso ou contaminada deve ser vertida diretamente no solo. Os ramos devem ser queimados e as cinzas são utilizadas na quarta-feira de cinzas. Do mesmo modo, um terço ou imagem devem ser enterrados.

Fonte: ACI digital



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana/Devoção e Fé