Santa Casa de Santos muda serviço religioso e tira Igreja Católica do hospital - Devoção e Fé - Blog Católico

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Santa Casa de Santos muda serviço religioso e tira Igreja Católica do hospital

Santa Casa de Santos tira Igreja Católica do hospital

Atividades deixam de ser realizadas por falta de acordo; capelão ecumênico foi contratado

A notícia da mudança na forma de atendimento religioso na Santa Casa de Santos surpreendeu fiéis na última semana. Sem acordo contratual entre a administração do hospital e a Província Camiliana, responsável pelo serviço no local, a capelania exclusiva deve ser encerrada até o final deste mês.

De acordo com o bispo diocesano, dom Tarcísio Scaramussa, as negociações para a renovação do convênio foram inconclusivas. “A Santa Casa apresentou uma proposta com condições impossíveis de serem cumpridas, pois interferiam diretamente no trabalho religioso. Eles também não aceitaram uma contraproposta”, explica.

Atualmente, além de missas diárias, o capelão José Carlos Romano faz visitas aos doentes, aconselha familiares, ministra a extrema-unção e atende no velório.

Apesar da afirmação do bispo, o padre Romano, que atua há 26 anos na Santa Casa, ainda não sabe quando deve deixar o posto. Sem receber a verba do contrato atual desde outubro de 2015, o religioso se diz perseguido dentro do hospital.

“Fui demitido pela mulher do provedor, apesar de não ser um funcionário. Como o que me importa de fato aqui é o meu trabalho com os doentes, continuei trabalhando, mesmo sem os recursos”, afirma.

Pelo acordo, Romano receberia cinco salários mínimos (R$ 4.685,00). Na proposta apresentada pela Santa Casa, esse valor seria reduzido para dois salários (R$ 1.874,00).

Scaramussa, no entanto, afirma que a Igreja Católica não deixará de atender quem precise dos serviços. “Vamos prestar o atendimento da mesma forma que fazemos nos outros hospitais da Cidade. Sempre que necessitarem, a Paróquia Santa Cruz (na Vila Mathias) continuará atendendo”.

Conforme o bispo, a capela que fica dentro da Santa Casa não pode ser utilizada para outro fim que não seja o de uma capela católica. “Foi construída com essa finalidade. Apesar de estar dentro da área da Irmandade, eles não podem usar (o imóvel) para outra coisa sem a permissão da Diocese”

Quem frequenta as missas da capela Santa Isabel ou conhece o serviço de capelania não entende a decisão. “Sei bem o quanto é importante ter esse apoio numa hora difícil. Já tive pai e mãe internados no hospital, e ter a capela e o padre disponíveis na hora que se precisa é um suporte muito grande”, afirma a assistente social Léa Pucciariello.

“Padre Romano é uma pessoa espirituosa, sempre querendo ajudar a todos. Se fizerem isso, vai fazer muita falta no atendimento”, afirma José Miranda Fernandes, agente da Pastoral da Saúde.

Custo é inviável, afirma instituição

Durante dois dias, A Tribuna solicitou entrevista com um representante da Santa Casa para comentar o assunto, mas ninguém foi posto à disposição para falar. Por nota, a entidade afirma que, em abril de 2016, enviou ofício à Província Camiliana Brasileira informando da rescisão do contrato.

O acordo estava vigente desde 1989 e previa o valor de 14 salários mínimos (equivalente, atualmente, a R$ 15 mil) mensais para manter um padre na capela do hospital.

“Quando a gestão atual assumiu, este valor estava em cinco salários mínimos mensais, tornando-se quantia inviável de ser mantida, (em) face (da) crise financeira que a instituição atravessava”, informa a nota.

A entidade afirma que chegou a oferecer R$ 3 mil para manter um padre na capela do hospital. “Porém, no dia 4 de agosto (sexta-feira passada), recebemos o comunicado de que a proposta não seria aceita ‘por questões operacionais".

A Santa Casa afirma, ainda, que “inúmeras reclamações por parte de pacientes e familiares, que registravam a insatisfação em nossa Ouvidoria”, fizeram com que a administração do hospital pedisse providências aos camilianos.

Em outubro do ano passado, após processo seletivo, a Santa Casa contratou um capelão ecumênico para dar atendimento a todas as religiões com um contrato de R$ 2,2 mil ao mês.

A nota informa, ainda, que a capela “permanecerá aberta, com acesso a todos que nela quiserem professar a palavra”.

Fonte: A Tribuna



Nenhum comentário :

Postar um comentário

Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana/Devoção e Fé