2017 - Devoção e Fé - Blog Católico

domingo, 31 de dezembro de 2017

Festa da Sagrada Família-Tempo do Natal(Ano B)


Festa da Sagrada Família

Apresentação de Jesus no Templo e profecia de Simeão

Tempo do Natal-Ano B

Evangelho de Lucas 2,22-40

22 Terminados os dias da purificação deles, conforme a Lei de Moisés, levaram o menino para Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor, 23 conforme está escrito na Lei do Senhor: «Todo primogênito de sexo masculino será consagrado ao Senhor.» 24 Foram também para oferecer em sacrifício um par de rolas ou dois pombinhos, conforme ordena a Lei do Senhor. * 25 Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão. Era justo e piedoso. Esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava com ele. 26 O Espírito Santo tinha revelado a Simeão que ele não morreria sem primeiro ver o Messias prometido pelo Senhor. 27 Movido pelo Espírito, Simeão foi ao Templo. Quando os pais levaram o menino Jesus, para cumprirem as prescrições da Lei a respeito dele, 28 Simeão tomou o menino nos braços, e louvou a Deus, dizendo: 29 «Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar o teu servo partir em paz. 30 Porque meus olhos viram a tua salvação, 31 que preparaste diante de todos os povos: 32 luz para iluminar as nações e glória do teu povo, Israel.» 33 O pai e a mãe estavam maravilhados com o que se dizia do menino. 34 Simeão os abençoou, e disse a Maria, mãe do menino: «Eis que este menino vai ser causa de queda e elevação de muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35 Quanto a você, uma espada há de atravessar-lhe a alma. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações.» 36 Havia também uma profetisa chamada Ana, de idade muito avançada. Ela era filha de Fanuel, da tribo de Aser. Tinha-se casado bem jovem, e vivera sete anos com o marido. 37 Depois ficou viúva, e viveu assim até os oitenta e quatro anos. Nunca deixava o Templo, servindo a Deus noite e dia, com jejuns e orações. 38 Ela chegou nesse instante, louvava a Deus, e falava do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. 39 Quando acabaram de cumprir todas as coisas, conforme a Lei do Senhor, voltaram para Nazaré, sua cidade, que ficava na Galiléia. 40 O menino crescia e ficava forte, cheio de sabedoria. E a graça de Deus estava com ele.»
Reflexão

Dar um filho ao mundo

Os educadores pretendem formar “homens e mulheres para o mundo”. Mas o que vemos são filhos ou abandonados ou  mimados, e o resultado é o mesmo: só vivem para si.

Os pais de Jesus oferecem seu filho a Deus, e assim, ao mundo.

A lei judaica prescrevia oferecer a Deus o primeiro filho homem, porque Deus é o dono da vida. Simbolicamente, resgatava-se então o filho mediante um sacrifício. Para os mais pobres – o caso de José e Maria – este sacrifício podia ser um par de rolinhas.

Ao apresentar Jesus ao templo, os pais de Jesus encontram o velho Simeão, pessoa piedosa, que tinha até visões. Assim, ele explicou a Maria que seu filho não pertencia a ela, mas a Deus. E que o filho a faria sofrer, porque seria um “sinal de contradição”…

Depois, José e Maria voltaram a Nazaré, para criar Jesus até o tempo em que Deus o requisitasse. E ele crescia física e intelectualmente, e “a graça de Deus estava com ele”.

Muitos pais são incapazes de educar os filhos para deixa-los afastar-se deles… É um drama quando o adolescente revela a idéia de assumir uma profissão fora do quadro da família, ainda que seja médico dos pobres ou ecologista. E no dia-a-dia, quantos pais deixam os filhos organizar sua vida conforme sua consciência e não conforme os interesses desproporcionados da família? E quando se trata de noivado, casamento… E a escolha do partido político…

A família cristã deve se caracterizar pelo oferecimento dos filhos a Deus e ao mundo, conforme o projeto de Deus. Para isso, eles têm de receber educação – educação para a liberdade, para o serviço, para o desapego. Desapego por parte dos pais que os educam para doá-los ao mundo. E desapego como virtude dos filhos, levando-os a doar-se, em vez de procurar a própria satisfação.
Nem abandonados, nem mimados, mas filhos de Deus e homens e mulheres para o mundo.


Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes.

Oração do Dia

Ó Deus eterno e todo-poderoso, que nos concedeis, no vosso imenso amor de Pai, mais do que merecemos e pedimos, derramai sobre nós a vossa misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Fonte:
http://www.franciscanos.org.br/?p=5824 (dezembro/2017)



sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Papa Francisco: rezar pelas crianças vítimas do aborto, da fome e do recrutamento forçado


No tweet publicado na Festa dos Santos Inocentes Mártires, o Papa Francisco recordou três dramas que atingem milhões de crianças em todo o mundo

Cidade do Vaticano

“Rezemos hoje pelas crianças impedidas de nascer, que choram por causa da fome, que não têm nas mãos brinquedos, mas armas.”

O tweet do Papa Francisco neste 28 de dezembro – Festa dos  Santos Inocentes Mártires – fala de três chagas que afligem milhões de crianças em todo o mundo: o aborto, a fome e as crianças-soldado.

O aborto

“Quero reiterar com todas as minhas forças – disse o Papa na Carta Apostólica “Misericordia et misera” - que o aborto é um grave pecado, porque põe fim a uma vida inocente; mas, com igual força, posso e devo afirmar que não existe algum pecado que a misericórdia de Deus não possa alcançar e destruir, quando encontra um coração arrependido que pede para se reconciliar com o Pai.”

O aborto é um genocídio silencioso, filho daquela que o Santo Padre definiu várias vezes como “cultura do descarte”.

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, a cada ano são cometidos mais de 56 milhões de abortos, ou seja, cerca de 153 mil a cada dia.

Dirigindo-se em 15 de novembro de 2014 aos participantes do Congresso da Associação dos médicos católicos italianos por ocasião dos 70 anos de fundação, o Pontífice recordou em particular o ensinamento do Magistério da Igreja no campo médico-moral:

“O pensamento dominante propõe por vezes uma «falsa compaixão», que considera uma ajuda para a mulher favorecer o aborto, um ato de dignidade proporcionar a eutanásia, uma conquista científica «produzir» um filho considerado um direito em vez de o acolher como dom; ou usar vidas humanas como cobaias de laboratório presumivelmente para salvar outras. Ao contrário, a compaixão evangélica é aquela que acompanha no momento da necessidade, ou seja, do Bom Samaritano, que «vê», «tem compaixão», se aproxima e oferece ajuda concreta(cf. Lc 10, 33)”.

A fome

Outra chaga que atinge milhões de crianças é a fome. Segundo a organização humanitária “Save the Children”, 3 milhões de menores morrem a cada ano antes de completar 5 anos, por falta de comida e de comida adequada.

Diante deste trágico cenário – afirmou em diversas ocasiões o Papa – não se pode ficar indiferentes.

Dirigindo-se em 3 de outubro de 2015 aos participantes do encontropromovido pelo Banco Alimentar, o Santo Padre sublinhou que se deve “constrastar o desperdício de alimento, recuperá-lo e distribuí-lo” às pessoas indigentes. A fome – acrescenta – é uma injustiça:

“Atualmente, a fome assumiu as dimensões de um verdadeiro «escândalo» que ameaça a vida e a dignidade de muitas pessoas — homens, mulheres, crianças e idosos. Todos os dias devemos confrontar-nos com esta injustiça, permito-me dizer mais, com este pecado; num mundo rico de recursos alimentares, graças também aos enormes progressos tecnológicos, são demasiados os que não têm o necessário para sobreviver; e não só nos países pobres, mas cada vez mais também nas sociedades ricas e desenvolvidas”.

Crianças-soldado

O terceiro vil fenômeno recordado no tweet do Papa Francisco é o das crianças-soldado.

Segundo estimativas recentes do Unicef, são mais de 250 mil as crianças usadas nos conflitos em todo o mundo. A África é o continente onde este drama é mais difundido.

Particularmente tocante foi o encontro do Papa Francisco com os jovens em Uganda durante a Viagem Apostólica em novembro de 2015.

Naquela ocasião, o Papa comoveu-se ao ouvir o testemunho de um jovem obrigado a tornar-se um soldado quando ainda criança.

A ele e a todos dos jovens vítimas desta terrível chaga, o Pontífice  dirigiu palavras de proximidade e encorajamento, convidando-os a vencer o ódio com o amor.

“Deus – disse Francisco – é mais forte do que qualquer campanha de recrutamento”.

Na videomensagem com as intenções de oração de dezembro de 2016, o Santo Padre havia pedido: “Fazer todo o possível para que a dignidade das crianças seja respeitada e colocar fim à toda forma de escravidão”.
Fonte: Vatican News



Hoje são celebrados os Santos Inocentes, crianças que morreram por Cristo (28 de dezembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 28 Dez. 17 / 04:00 am (ACI).- “Ainda não falam e já confessam a Cristo. Ainda não podem mover os seus membros para travar batalha e já alcançam a palma da vitória”, disse uma vez São Quodvultdeus (século V) ao exortar os fiéis sobre os Santos Inocentes, as crianças que morreram por Cristo e cuja festa se celebra neste 28 de dezembro.

De acordo com o relato de São Mateus, o rei Herodes mandou matar em Belém e seus arredores os meninos menores de dois anos, ao sentir-se enganado pelos Reis Magos, os quais retornaram aos seus países por outro caminho para não lhe revelar onde estava o Messias.

A festa para venerar estes meninos que morreram como mártires foi instituída no século IV. A tradição oriental os recorda em 29 de dezembro, enquanto que a latina, no dia 28 deste mês.

Posteriormente, São Quodvultdeus, Padre da Igreja do Século V e Bispo de Cartago (norte da África), deu um sermão sobre este lamentável feito.

“Que temes, Herodes, ao ouvir dizer que nasceu o Rei? Ele não veio para te destronar, mas para vencer o demónio. Tu, porém, não o compreendes; e por isso te perturbas e te enfureces, e, para que não escape aquele único Menino que buscas, te convertes em cruel assassino de tantas crianças”, expressou.

O Santo ainda acrescenta: “Nem as lágrimas das mães nem o lamento dos pais pela morte de seus filhos, nem os gritos e gemidos das crianças te comovem. Matas o corpo das crianças, porque o temor te matou o coração”.

“As crianças, sem o saberem, morrem por Cristo; os pais choram os mártires que morrem. Àqueles que ainda não podiam falar, Cristo os faz suas dignas testemunhas”, enfatizou São Quodvultdeus.
Fonte: ACI digital



terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Mensagem de Natal 2017 Urbi et Orbi do Papa Francisco


MENSAGEM URBI ET ORBI
DO PAPA FRANCISCO


NATAL 2017



Sacada Central da Basílica Vaticana
Segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Queridos irmãos e irmãs, feliz Natal!

Em Belém, da Virgem Maria, nasceu Jesus. Não foi por vontade humana que nasceu, mas por um dom de amor de Deus Pai, que «tanto amou o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que n’Ele crê não se perca, mas tenha a vida eterna» (Jo 3, 16).

Este acontecimento renova-se hoje na Igreja, peregrina no tempo: a fé do povo cristão revive, na liturgia do Natal, o mistério de Deus que vem e assume a nossa carne mortal, fazendo-Se pequenino e pobre para nos salvar. E isto enche-nos de comoção, porque é demasiado grande a ternura do nosso Pai.

Os primeiros, depois de Maria e José, a ver a glória humilde do Salvador foram os pastores de Belém. Reconheceram o sinal que lhes fora anunciado pelos anjos e adoraram o Menino. Aqueles homens, humildes mas vigilantes, são um exemplo para os crentes de todos os tempos que, diante do mistério de Jesus, não se escandalizam da sua pobreza, mas, como Maria, fiam-se da palavra de Deus e, com olhos simples, contemplam a sua glória. Perante o mistério do Verbo encarnado, os cristãos de toda a parte confessam, com as palavras do evangelista João: «contemplamos a sua glória, a glória que possui como Filho Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade» (1, 14).

Hoje, enquanto sopram no mundo ventos de guerra e um modelo de progresso já ultrapassado continua a produzir degradação humana, social e ambiental, o Natal lembra-nos o sinal do Menino convidando-nos a reconhecê-Lo no rosto das crianças, especialmente daquelas para as quais, como sucedeu a Jesus, «não há lugar na hospedaria» (Lc 2, 7).

Vemos Jesus nas crianças do Médio Oriente, que continuam a sofrer pelo agravamento das tensões entre israelitas e palestinenses. Neste dia de festa, imploramos do Senhor a paz para Jerusalém e para toda a Terra Santa; rezamos para que prevaleça, entre as Partes, a vontade de retomar o diálogo e se possa finalmente chegar a uma solução negociada que permita a coexistência pacífica de dois Estados dentro de fronteiras mutuamente concordadas e internacionalmente reconhecidas. O Senhor sustente também os esforços de quantos, na Comunidade Internacional, se sentem animados pela boa vontade de ajudar aquela martirizada terra a encontrar – não obstante os graves obstáculos – a concórdia, a justiça e a segurança por que há muito aguarda.

Vemos Jesus no rosto das crianças sírias, ainda feridas pela guerra que ensanguentou o país nestes anos. Possa a Síria amada encontrar, finalmente, o respeito pela dignidade de todos, através dum esforço concorde por reconstruir o tecido social, independentemente da pertença étnica e religiosa. Vemos Jesus nas crianças do Iraque, ainda contuso e dividido pelas hostilidades que o afetaram nos últimos quinze anos, e nas crianças do Iémen, onde perdura um conflito em grande parte esquecido, mas com profundas implicações humanitárias sobre a população que padece a fome e a propagação de doenças.

Vemos Jesus nas crianças da África, sobretudo nas que sofrem no Sudão do Sul, na Somália, no Burundi, na República Democrática do Congo, na República Centro-Africana e na Nigéria.

Vemos Jesus nas crianças de todo o mundo, onde a paz e a segurança se encontram ameaçadas pelo perigo de tensões e novos conflitos. Rezamos para que se possam superar, na península coreana, as contraposições e aumentar a confiança mútua, no interesse do mundo inteiro. Ao Deus Menino, confiamos a Venezuela, para que possa retomar um confronto sereno entre os diversos componentes sociais em benefício de todo o amado povo venezuelano. Vemos Jesus nas crianças que padecem, juntamente com suas famílias, as violências do conflito na Ucrânia e as suas graves repercussões humanitárias, e rezamos para que o Senhor conceda, o mais depressa possível, a paz àquele querido país.

Vemos Jesus nas crianças, cujos pais não têm emprego, provando dificuldade em oferecer aos filhos um futuro seguro e tranquilo; e naquelas cuja infância foi roubada, obrigadas a trabalhar desde tenra idade ou alistadas como soldados por mercenários sem escrúpulos.

Vemos Jesus nas inúmeras crianças constrangidas a deixar o seu país, viajando sozinhas em condições desumanas, presa fácil dos traficantes de seres humanos. Através dos seus olhos, vemos o drama de tantos migrantes forçados que chegam a pôr a vida em risco, enfrentando viagens extenuantes que por vezes acabam em tragédia. Revejo Jesus nas crianças que encontrei durante a minha última viagem ao Myanmar e ao Bangladesh, e espero que a Comunidade Internacional não cesse de trabalhar para que seja adequadamente tutelada a dignidade das minorias presentes na região. Jesus conhece bem a tribulação de não ser acolhido e a dificuldade de não ter um lugar onde poder reclinar a cabeça. Que o nosso coração não fique fechado como ficaram as casas de Belém.

Queridos irmãos e irmãs!

Também a nós é indicado, como sinal do Natal, «um menino envolto em panos» (Lc2, 12). Como a Virgem Maria e São José, como os pastores de Belém, acolhamos no Menino Jesus o amor de Deus feito homem por nós e comprometamo-nos, com a sua graça, a tornar o nosso mundo mais humano, mais digno das crianças de hoje e de amanhã.

A vós, queridos irmãos e irmãs, congregados de todo o mundo nesta Praça e a quantos estão unidos connosco, nos vários países, através do rádio, televisão e outros meios de comunicação, dirijo cordiais votos de Boas Festas.

Que o nascimento de Cristo Salvador renove os corações, suscite o desejo de construir um futuro mais fraterno e solidário, conceda alegria e esperança a todos. Feliz Natal!

Fonte: Vatican.Va



Papa Francisco na Missa do Galo: "Transformar a força do medo em força da caridade"


A caridade que não se habitua à injustiça como se fosse algo natural, mas tem a coragem, no meio de tensões e conflitos, de se fazer «casa do pão», terra de hospitalidade”, disse Francisco na homilia.

Cristiane Murray - Cidade do Vaticano

A Basílica Vaticana ficou pequena na noite deste domingo (24/12) para acolher os fiéis na missa da vigília de Natal presidida pelo Papa Francisco.

Telões instalados na Praça São Pedro possibilitaram a participação, apesar do frio, de milhares de pessoas.

A homilia do Papa, inspirada do Evangelho de Lucas, começou com a reflexão sobre aquela narração simples do acontecimento que mudou para sempre a nossa história. Tudo, naquela noite, na manjedoura, se tornava fonte de esperança: Maria deu à Luz”.

24/12/2017

A Missa da Vigília de Natal no Vaticano

Esperanças em meio a incertezas e perigos


Francisco recordou a trajetória de Maria e José, obrigados a partir  deixando os parentes, sua casa, sua terra, numa viagem nada confortável nem fácil para um casal jovem que estava para ter um bebê: foram forçados a deixar a sua terra. E o pior, quando chegaram   a Belém, sentiram era uma terra onde não havia lugar para eles.

“Mas foi precisamente lá, naquela realidade que se revelava um desafio, que Maria nos presenteou com o Emanuel, lá acende-se a centelha revolucionária da ternura de Deus. Em Belém, criou-se uma pequena abertura para aqueles que perderam a terra, a pátria, os sonhos; mesmo para aqueles que sucumbiram à asfixia produzida por uma vida fechada”.

Nos passos de José e Maria, escondem-se tantos passos

O Papa Francisco lembrou aquela realidade confrontando-a com os fatos do presente: “Nos passos de José e Maria, vemos hoje as pegadas de famílias inteiras que são obrigadas a partir,  milhões de pessoas que não escolhem partir, mas são obrigadas a separar-se dos seus entes queridos, são expulsas da sua terra”.

Afirmando que “em muitos casos, esta partida está carregada de esperança, carregada de futuro”; ressaltou que “em tantos outros, a partida tem apenas um nome: sobrevivência".

“Sobreviver aos Herodes de turno, que, para impor o seu poder e aumentar as suas riquezas, não têm problema algum em derramar sangue inocente”

“Maria e José, para quem não havia lugar, são os primeiros a abraçar Aquele que nos vem dar a todos o documento de cidadania; Aquele que, na sua pobreza e pequenez, denuncia e mostra que o verdadeiro poder e a autêntica liberdade são os que honram e socorrem a fragilidade do mais fraco”, reiterou Francisco.

Pastores não observavam as prescrições rituais de purificação religiosa

Descrevendo ainda o contexto daquela época em Belém, o Papa mencionou a figura dos pastores, homens e mulheres que viviam à margem da sociedade, eram considerados impuros pela cor de sua pele, as roupas, o odor, o modo de falar, a origem: neles tudo gerava desconfiança. Mas foi a eles que o anjo anunciou o nascimento do Salvador, eles foram os primeiros destinatários da Boa Notícia.

A fé nos impele a abrir espaço a uma nova imaginação social


“Eis a alegria que somos convidados a partilhar, celebrar e anunciar nesta noite. A alegria com que Deus, na sua infinita misericórdia, nos abraçou a nós, pagãos, pecadores e estrangeiros, e nos impele a fazer o mesmo”.

“Nesta noite de Natal, em que nasce Jesus, reconheçamos Deus em todas as situações onde O julgamos ausente ”

“Ele está no visitante indiscreto, muitas vezes irreconhecível, que caminha pelas nossas cidades, pelos nossos bairros, viajando nos nossos transportes públicos, batendo às nossas portas.”

E como pedido final da homilia, disse:

“Não tenhamos medo de experimentar novas formas de relacionamento; Natal é tempo para transformar a força do medo em força da caridade, em força para uma nova imaginação da caridade. A caridade que não se habitua à injustiça como se fosse algo natural, mas tem a coragem, no meio de tensões e conflitos, de se fazer «casa do pão», terra de hospitalidade”.

Deus vem ao nosso encontro para nos tornar protagonistas da vida que nos rodeia

Citando a primeira homilia do Pontificado de São João Paulo II, Francisco exortou: «Não tenham medo! Abram, ou, escancarem as portas a Cristo».
“Menino pequenino de Belém, pedimo-Vos que o vosso choro nos desperte da nossa indiferença, abra os olhos perante quem sofre. A vossa ternura desperte a nossa sensibilidade e nos faça sentir convidados a reconhecer-Vos em todos aqueles que chegam às nossas cidades, às nossas histórias, às nossas vidas. Que a vossa ternura revolucionária nos persuada a sentir-nos convidados a cuidar da esperança e da ternura do nosso povo”, concluiu.

Fonte: Vatican News



segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Solenidade do Natal do Senhor-(Ano B)


Solenidade do Natal do Senhor

 Ano B

Evangelho de João 1,1-18

O nascimento de Jesus - *

Jesus é a Palavra que revela Deus aos homens
-* 1 No começo a Palavra já existia:
a Palavra estava voltada para Deus,
e a Palavra era Deus.
2 No começo ela estava voltada para Deus.
3 Tudo foi feito por meio dela,
e, de tudo o que existe, nada foi feito sem ela.
4 Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens.
5 Essa luz brilha nas trevas,
e as trevas não conseguiram apagá-la.
6 Apareceu um homem enviado por Deus, que se chamava João. 7 Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos acreditassem por meio dele. 8 Ele não era a luz, mas apenas a testemunha da luz. 9 A luz verdadeira, aquela que ilumina todo homem, estava chegando ao mundo.
10 A Palavra estava no mundo,
o mundo foi feito por meio dela,
mas o mundo não a conheceu.
11 Ela veio para a sua casa,
mas os seus não a receberam.
12 Ela, porém, deu o poder de se tornarem filhos de Deus
a todos aqueles que a receberam,
isto é, àqueles que acreditam no seu nome.
13 Estes não nasceram do sangue, nem do impulso da carne, nem do desejo do homem, mas nasceram de Deus.
14 E a Palavra se fez homem
e habitou entre nós.
E nós contemplamos a sua glória:
glória do Filho único do Pai,
cheio de amor e fidelidade.
15 João dava testemunho dele, proclamando: «Este é aquele, a respeito de quem eu falei: aquele homem que vem depois de mim passou na minha frente, porque existia antes de mim.»
16 Porque da sua plenitude todos nós recebemos,
e um amor que corresponde ao seu amor.
17 Porque a Lei foi dada por Moisés, mas o amor e a fidelidade vieram através de Jesus Cristo. 18 Ninguém jamais viu a Deus; quem nos revelou Deus foi o Filho único, que está junto ao Pai.»
Reflexão

Jesus, recado de Deus

A liturgia da terceira missa de Natal, a missa do dia, nos apresenta como evangelho o Prólogo do Evangelho segundo João. Nas celebrações de meia-noite e da aurora, a liturgia acentua a humildade do Messias: o presépio, os pastores…. Na liturgia do
dia, o acento está na sua eterna glória, o brilho da manifestação de Deus. Esse é o paradoxal mistério de Cristo: a Palavra se tornou carne, humanidade frágil, e exatamente nisso “nós contemplanos sua glória” (Jo 1,14).

“Como é belo ver pelas montanhas os passos do mensageiro que anuncia a paz, noticia a felicidade e traz uma mensagem de salvação: Teu Deus reina” – assim soa a 1ª leitura. Quando Deus reina – através do empenho dos humanos, seus “aliados”-, quando ele tem a última palavra, existe saída. Isso valia para os exilados de Judá, para os quais o profeta entoou seu cântico, e vale também para nós. Por isso, o salmo responsorial exorta: “Cantai ao Senhor um canto novo”.

Mas a manifestação de Deus superou de longe aquilo que o profeta divisou. A mensagem, a palavra da parte de Deus, tornou-se carne, existência humana. Jesus é em pessoa o que Deus nos quer comunicar, desde sempre. A Palavra que é Jesus estava em prontidão junto de Deus desde sempre; aquilo que Deus sempre quis dizer, sua Palavra o veio mostrar tornando-se vida humana no meio de nós (Jô 1, 1.14)

Jeus é a comunicação de Deus, é o que Deus significa para nós; e o que não condiz com Jesus contradiz Deus. O que Jesus fala e faz, Deus é quem o fala e o faz. Quando esse filho do carpinteiro convida os pecadores, é Deus que os chama. Quando censura os hipócritas, é Deus que os julga. Quando funda a comunidade fraterna, é Deus que está presente nela. E quando morre por amor fiel até o fim, é Deus que manifesta seu amor fiel e sua plenitude de vida. Tudo o que Jesus nos manifesta é palavra de Deus falada a nós, palavra de amor eterno.

Há quem pergunte o que Jesus faz enquanto homem e enquanto Deus. Tudo o que faz, ele o faz como homem e como Deus, pois faz tudo por amor até o fim, e Deus é amor. Se se devesse escolher o momento em que Jesus se mostrou mais Deus para nós, seria o momento em que ele foi mais humano, frágil e mortal: sua morte na cruz. Pois aí mostrou com maior nitidez o rosto do Deus-amor. A “Palavra de Deus”, crucificada , nos fala: “Deus é amor” (1 Jo 4, 8-16). A festa da Encarnação não é só Natal, mas também Sexta-feira Santa. O presépio é da mesma madeira da Cruz.

À medida que nós formos novos Cristos, também nossa “carne”, nossa vida e história, será uma palavra de Deus para nossos irmãos e irmãs, e mostrará ao mundo o verdadeira rosto de Deus: um rosto de amor.


Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes.

Oração do Dia

Ó Deus eterno e todo-poderoso, que nos concedeis, no vosso imenso amor de Pai, mais do que merecemos e pedimos, derramai sobre nós a vossa misericórdia, perdoando o que nos pesa na consciência e dando-nos mais do que ousamos pedir. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Fonte:
http://www.franciscanos.org.br/?p=5948 (dezembro/2017)



Feliz Natal! (Devoção e Fé Blog)


Olá meus irmãos e irmãs de fé. Paz e Bem.
Vim desejar à vocês um Feliz e Santo Natal. Que o Menino Jesus reacenda a esperança de dias melhores e momentos especiais em sua vida. Que Ele ilumine sua família para que jamais esqueçam que a compreensão é a base de tudo. Que este Natal seja a celebração de um recomeço cheio de paz e amor entre os homens de boa vontade.

Adriana dos Anjos-Devoção e Fé Blog

O Natal é você

O Natal costuma ser sempre uma ruidosa festa; entretanto se faz necessário o silêncio, para que se consiga ouvir a voz do Amor.

Natal é você, quando se dispõe, todos os dias, a renascer e deixar que Deus penetre em sua alma.

O pinheiro de Natal é você, quando com sua força, resiste aos ventos e dificuldades da vida.

Você é a decoração de Natal, quando suas virtudes são cores que enfeitam sua vida.

Você é o sino de Natal, quando chama, congrega, reúne.

A luz de Natal é você quando com uma vida de bondade, paciência, alegria e generosidade consegue ser luz a iluminar o caminho dos outros.

Você é o anjo do Natal quando consegue entoar e cantar sua mensagem de paz, justiça e de amor.

A estrela-guia do Natal é você, quando consegue levar alguém, ao encontro do Senhor.

Você será os Reis Magos quando conseguir dar, de presente, o melhor de si, indistintamente a todos.

A música de Natal é você, quando consegue também sua harmonia interior.

O presente de Natal é você, quando consegue comportar-se como verdadeiro amigo e irmão de qualquer ser humano.

O cartão de Natal é você, quando a bondade está escrita no gesto de amor, de suas mãos.

Você será os “votos de Feliz Natal” quando perdoar, restabelecendo de novo, a paz, mesmo a custo de seu próprio sacrifício.

A ceia de Natal é você, quando sacia de pão e esperança, qualquer carente ao seu lado.

Você é a noite de Natal quando consciente, humilde, longe de ruídos e de grandes celebrações, em silêncio recebe o Salvador do Mundo.

Um muito Feliz Natal a todos que procuram assemelhar-se com esse Natal.

Papa Francisco






Hoje começa a Oitava de Natal, celebramos o nascimento de Jesus por 8 dias


Por Abel Camasca

REDAÇÃO CENTRAL, 25 Dez. 17 / 07:00 am (ACI).- Como é tradição na Igreja, na noite de 24 de dezembro se começa a celebrar de maneira solene o Natal do Senhor e, logo após, seguem-se oito dias chamados “Oitava de Natal”, que começa em 25 de dezembro e se conclui no dia 1º de janeiro, nos quais se festeja igualmente o nascimento do Menino Deus.

A celebração da “Oitava” tem suas raízes no Antigo Testamento, no qual os judeus festejavam as grandes festas por oito dias. Do mesmo modo, como se lê em Gênesis (17,9-14), há muito séculos, deus fez uma aliança com Abraão e sua descendência, cujo sinal é a circuncisão no oitavo dia depois do nascimento.

O próprio Jesus, como todo judeu, também foi circuncidado ao oitavo dia e ressuscitou no “dia depois do sétimo dia da semana”. Assim, a Oitava (oito dias) segue sendo uma tradição muito importante na Igreja e, por isso, estabeleceu-se apenas dois momentos no calendário litúrgico: a “Oitava de Natal” e a “Oitava de Páscoa”.

Na Oitava de Natal, também são celebradas as seguintes festas:

26 de dezembro: Santo Estêvão é o primeiro mártir do cristianismo e representa todos os que morreram por Cristo voluntariamente.
27 de dezembro: São João Evangelista é o jovem e valente apóstolo que permaneceu ao pé da cruz com a Virgem Maria. É considerado o “discípulo amado” e representa os que estiveram dispostos a morrer por Cristo, mas não foram mortos.
28 de dezembro: Os Santos Inocentes representam os que morreram por Cristo sem saber e os milhões de bebês que morrem hoje em dia com o aborto.
31 de dezembro: A Sagrada Família é modelo para todas as famílias e símbolo da união da Santíssima Trindade. Costuma ser celebrado no domingo seguinte ao Natal, mas quando o Natal cai em um domingo, celebra-se em 30 de dezembro.
1º de janeiro: Santa Maria, Mãe de Deus. Todos os títulos atribuídos à Virgem Maria têm sua raiz neste dogma de fé.

Fonte: ACI digital



sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Papa aos funcionários: “Não quero trabalho irregular no Vaticano”


Proteger o trabalho, que seja justo. Custodiar a família, a língua e perdoar os maus exemplos, além de fazer “uma bela limpeza no coração neste Natal”, foram os conselhos de Francisco ao encontrar na Sala Paulo VI os funcionários do Vaticano, para os augúrios de Natal.

Cidade do Vaticano

Papa Francisco, encontrando os funcionários do Vaticano por ocasião das felicitações de Natal, fala com o coração, mas acima de tudo com grande humildade e pede desculpas pelos “maus exemplos” também dentro da Igreja e pelo trabalhar informal, irregular que ainda existe dentro da Santa Sé.

Trabalho

“A primeira palavra que eu gostaria de lhes dizer - disse o Papa falando de improviso na Sala Paulo VI - é trabalho. Mas não para dizer trabalhem mais, e mais rápido. Não! É para agradecer-lhes!”.

“Mas também há no Vaticano, falando de trabalho, um problema: uma senhora entre vocês apontando para um jovem disse: “Ajude os trabalhadores precários”. Outro dia eu tive um encontro com o cardeal Marx, que é o presidente do Conselho da Economia e eu disse: não quero trabalho irregular no Vaticano”.

“Peço desculpas a vocês se isso ainda existe. Para mim, este é um problema de consciência, porque não podemos pregar a doutrina social da Igreja e depois ter situações de trabalho irregular. Isto nunca mais!. Entende-se que é necessário testar uma pessoa, mas um ano, ou dois, depois basta”.

“O trabalho é o caminho de santidade, de felicidade de vocês, de seguir em frente. Hoje talvez a pior maldição que existe, é não ter trabalho”. “O trabalho nos dá dignidade e a segurança do trabalho nos dá dignidade”.

“Não quero dizer os nomes, mas nos jornais vocês os encontraram. Hoje eu vi em dois jornais, duas empresas importantes, aqui na Itália, que estão a risco, mas para salvar a empresa se deve “racionalizar” o trabalho, ou seja, despedir 3-4.000 pessoas. É muito ruim porque assim se perde a dignidade. E isso é um problema não só aqui no Vaticano, na Itália, na Europa, mas é um problema mundial”.

Família

“A segunda palavra que gostaria de dizer é 'família” - disse o Papa - assegurando que sofre ao saber quando uma família está em crise, “que existem crianças que se angustiam, porque veem que a família é..., é um problema!”.

O Papa recomendou então a estas famílias, para deixarem-se ajudar. ‘Por favor, salvar a família. Eu sei que não é fácil, há tantos problemas em um matrimônio. Mas procurem pedir ajuda enquanto há tempo. Enquanto há tempo. Proteger a família!”.

E, “nunca briguem diante das crianças, nunca!” - foi seu conselho - pois as “crianças sofrem”. Se há dificuldades, "que ao menos as crianças não sofram".

“A família é um grande tesouro, porque Deus nos criou família. A imagem de Deus é o matrimônio, homem e mulher, fecundos, “multiplicai-vos”, façam filhos, sigam em frente”.

As fofocas

A terceira palavra que me vem em mente – “talvez alguém possa ter a vontade de dizer: ‘Mas acabe com isto!’”: as fofocas, uma palavra recorrente.

“Talvez eu me engane, no Vaticano não se faz fofoca...talvez, não sei”.

Alguém me disse certa vez depois de eu falar sobre as fofocas em uma Missa: “Mas padre, se não se fofoca no Vaticano se fica isolados!”. Eh...pesado, hein?!”. É como uma bomba – recordou. “Não façam terrorismo!” - pediu - “mordam a língua”.

Perdão

A quarta palavra é o perdão. O Pontífice pediu desculpas aos funcionários do Vaticano pelos “maus exemplos da fauna clerical, nós [sorri]”: “perdão e desculpas porque nem sempre damos um bom exemplo. Na vida há erros, pecados, injustiças que também nós clérigos cometemos.

Às vezes, tratamos mal as pessoas, somos um pouco “neuróticos”. Perdão por todos esses exemplos não bons. Eu também devo pedir perdão”, disse Francisco.

Felicitações de Natal

A última palavra é o augúrio de Natal: “Feliz Natal, no coração, na família e também na consciência. Não tenham medo, também vocês, de pedir perdão se a consciência acusa de alguma coisa. Procurem um bom confessor e façam uma boa limpeza, hein!”.

“Dizem que o melhor confessor é o padre surdo. Não te faz passar vergonha! Mas mesmo não sendo surdo, existem tantos misericordiosos, tantos! Que te escutam e te perdoam. Vai em frente. O Natal é uma boa oportunidade para se fazer as pazes também dentro de nós. Todos somos pecadores, hein! Todos! Ontem, eu fiz minha confissão de Natal. Veio o confessor…e me fez bem, todos devemos confessar-nos”.

E não esqueçamos – disse Francisco ao concluir – os doentes que talvez existam em nossas famílias, que sofrem: “enviar uma bênção também a eles”.
Fonte: Radio Vaticano



Como o demônio atua na vida das pessoas?


BOGOTÁ, 21 Dez. 17 / 03:00 pm (ACI).- O demônio atua de maneiras diferentes na vida do homem, principalmente porque é um “ser vivo, espiritual e perverso”, segundo indica Pe. Doriam Rocha Vergara, um dos exorcistas mais jovens do mundo.

Em uma entrevista ao Grupo ACI, o presbítero explica as duas maneiras através das quais o demônio atua para interferir na relação entre o homem e Deus.

O sacerdote nascido na Colômbia indicou que, em primeiro lugar, o demônio atua por meio de uma ação ordinária através da tentação, que é a incitação a pecar, tanto pela persuasão, como pela proposta de algum bem ou prazer.

Em segundo lugar, atua através de uma ação extraordinária, que é subdividida em quatro:

1. Opressão demoníaca

“A primeira é chamada de opressão demoníaca, ou seja, cria uma dependência. Por exemplo, dependência do álcool, das drogas, do sexo desenfreado, dos jogos, da obsessão com o dinheiro, que começa com feridas emocionais, distúrbios, situações que marcaram a vida desde muito pequeno”, indicou o Pe. Rocha.

2. Infestações

Também recebem o nome de “contaminações”. Por exemplo, o sacerdote assegura que costumam ser contaminados “lugares, roupas ou alimentos através de enterros, vudu, bonecos que representam o corpo da pessoa ou alimentos para criar transtornos”.

“Afetam a cabeça com enxaquecas contínuas, insônia, pesadelos, medos, fadigas excessivas, nojo de tudo, tristeza sem causa, ansiedade, dificuldade para dirigir, anorexia, bulimia, tentativa de vômito, espuma branca, aversão às coisas sagradas, distração na Missa, incapacidade de rezar, fadigas, sonolências, bocejos, aversão aos lugares sagrados”, indica o Pe. Rocha.

Nesse sentido, afirma que tudo isso é provocado pelo demônio para interferir na vida espiritual.

“O demônio ataca as emoções e o espírito com inquietação, pressão, raiva, ódio, medo, obsessão, ciúmes, tristeza, confusão, indecisão, perda de memória, incapacidade de concentrar-se”, etc.

3. Vexações

Pe. Doriam explica que uma vexação “é a presença de um espírito ou um demônio na vida de uma pessoa”.

“São duas coisas diferentes, um demônio é um anjo que se manifestou quando Satanás se revelou, e o espírito é a alma de uma pessoa que tinha sido má e que o demônio está trabalhando nela. Esta última é colocada em uma pessoa causando acidentes, doenças, espíritos de destruição, morte, depressão, falta de sentido, isso é o que o diabo faz”, sublinhou.

4. Possessões

O sacerdote detalha que no tempo em que já exerce esta atividade, a coisa mais difícil que teve que enfrentar são as possessões demoníacas.

“Eu tive o caso de um menino que participou do rito ‘Menino na Cruz’, pertencia a um cartel e que tinha sido preparado para vender a sua alma ao demônio e as balas não o atingiram. Pediram para que o menino matasse um parente, ele se negou e imediatamente foi possuído”, disse Pe. Rocha.

As melhores armas contra o poder do demônio

Pe. Doriam apontou as seguintes maneiras de impedir a ação demoníaca: oração, vida de graça, vida sacramental e um profundo amor a Santíssima Virgem Maria.

“O demônio não suporta a presença de Maria por quatro razões. A primeira, por causa da humildade de Maria, não suporta que Deus tenha se encarnado nela, isso o humilha muito. A segunda é pela sua pureza, como ele é um ser sujo e baixo, não o suporta. A terceira razão, não suporta a obediência e a submissão total de Maria a Deus, ele é um ser desobediente. Finalmente, não suporta que Maria vença dele em tudo”, destacou o sacerdote.

Sobre os santos que os demônios “não suportam”, o sacerdote se referiu a São Bento, São João Paulo II e São Pio de Pietrelcina.

“Eu consegui libertar as pessoas somente com a presença de Maria e terminava o exorcismo com o Magnificat”, concluiu o Pe. Rocha.

Fonte: ACI digital



Orações: Ao colocar o Menino Jesus no presépio, reze em família


REDAÇÃO CENTRAL, 22 Dez. 17 / 05:00 am (ACI).- À meia-noite de 25 de dezembro, muitas famílias se reúnem para colocar a imagem do Menino Jesus no presépio. É um momento para rezar juntos, pedindo que o Senhor nasça também nos corações de cada um. Por isso, a ACI Digital selecionou estas duas orações para serem rezadas diante do presépio.

Oração da família diante do presépio

Menino Jesus, Deus que se fez pequeno por nós, diante da cena do teu nascimento, do presépio, estamos reunidos em família para rezar.

Mesmo que fisicamente falte alguém, em espírito somos uma só alma.

Olhando Maria, tua Mãe Santíssima, rezamos pelas mulheres da família, que cada uma delas acolha com amor a palavra de Deus, sem medo e sem reservas, que elas lutem pela harmonia e paz em nossa casa.

Vendo teu pai adotivo, São José, pedimos ó Menino Deus, pelos homens desta família, que eles transmitam segurança e proteção, estejam sempre atentos às necessidades mais urgentes, que saibam proteger nossos lares de tudo que não provém de ti.

Diante dos pastores e reis magos, pedimos por todos nós, para que saibamos render-te graças, louvar-te sempre em todas as circunstâncias, e que não nos cansemos de te procurar, mesmo por caminhos difíceis.

Menino Jesus, contemplando tua face serena, teu sorriso de criança, bendizemos tua ação em nossas vidas.

Que nesta noite santa, possamos esquecer as discórdias, os rancores, possamos nos perdoar.

Jesus querido, abençoa nossa família, cura os enfermos que houver, cura as feridas de relacionamentos.

Fazemos hoje o propósito de nos amar mais.

Que neste Natal a bênção divina recaia sobre nós.

Amém.

Natal Feliz é Natal com Cristo

Menino das palhas, Menino Jesus, Menino de Maria, aqui estamos diante de ti. Tu vieste de mansinho, na calada da noite, no silêncio das coisas que não fazem ruído.

Tu é o Menino amável e santíssimo, deitado nas palhas porque não havia lugar para ti nas casas dos homens tão ocupados e tão cheios de si.

Dá a nossos lábios a doçura do mel e à nossas vozes o brilho do cantar da cotovia, para dizer que vieste encher de sentido os dias de nossas vidas.

Não estamos mais sós: tu és o companheiro de nossas vidas. Tu choras as nossas lágrimas e te alegras com nossas alegrias, porque tu és nosso irmão.

Tu vieste te instalar feito um posseiro dentro de nós e não queremos que teu lugar seja ocupado pelo egoísmo que nos mata e nos aniquila, pelo orgulho que sobe à cabeça, pelo desespero.

Sei, Menino de Maria, que a partir de agora, não há mais razão para desesperar porque Deus grande, belo, Deus magnífico e altíssimo se tornou nosso irmão.

Santa Maria, Mãe do Senhor e Palácio de Deus, tu estás perto do Menino que envolves em paninhos quentes.

José, bom José, carpinteiro de mãos duras e guarda de nosso Menino, protege esse Deus que se tornou mendigo de nosso amor.

Menino Jesus, hoje é festa de claridade e dia de luz. Tu nasceste para os homens na terra de Belém.
Fonte: ACI digital



9 recomendações da Igreja para viver o Natal


Por María Ximena Rondón

REDAÇÃO CENTRAL, 22 Dez. 17 / 03:30 pm (ACI).- O Natal é a solenidade que recorda o nascimento de Jesus Cristo, Deus feito homem para salvar a humanidade, e para vivê-lo corretamente e aprofundar seu significado, a Igreja fez uma série de recomendações.

Estas recomendações estão no Capítulo IV do Diretório sobre a Piedade Popular e a Liturgia, elaborado pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos da Santa Sé e publicado em 2002.

As recomendações são as seguintes:

1. Aprofundar no dom dado por Deus


A Santa Sé exortou a aprofundar que o Natal é um “dom que é uma expressão do amor infinito de Deus que ‘tanto amou o mundo que nos deu o seu Filho único’”.

Por isso, nesta solenidade , deve-se valorizar a “solidariedade com o homem pecador, pelo qual, em Jesus, Deus se fez homem” e que “o Filho de Deus ‘sendo rico se fez pobre’ para nos enriquecer ‘por meio da sua pobreza’”.

2. Refletir sobre o valor da vida

A Santa Sé recordou que no Natal se destaca “o valor sagrado da vida” e “o maravilhoso evento que acontece no parto de cada mulher, porque Maria deu à luz” ao Salvador do mundo.

3. Celebrar com simplicidade

No Diretório sobre a Piedade Popular e a Liturgia, o Vaticano recomendou viver esta celebração em um “clima de simplicidade, de pobreza, de humildade e de confiança em Deus, que envolve os acontecimentos do nascimento do Menino Jesus”.

Indicou que é importante aprofundar o sentido religioso do Natal para que “não se torne um terreno fértil para o consumismo nem para a infiltração do neopaganismo”.

4. Cantar canções de Natal

No texto, a Santa Sé sublinhou que os cantos de Natal são “instrumentos muito poderosos para transmitir a mensagem da alegria e da paz do Natal” e, por isso, recomendam cantá-los na véspera do Natal.

5. Ler em família a passagem do nascimento de Jesus


O documento do Vaticano indicou que a véspera do Natal é “uma ocasião de oração para toda a família” e recomendou ler “a passagem do nascimento de Jesus segundo São Lucas”.

Além disso, incentivou a cantar “as canções típicas do Natal e a rezar as orações e os louvores, especialmente das crianças, protagonistas deste encontro familiar”.

6. Rezar diante da árvore de Natal


A Santa Sé convidou as famílias a rezar em torno da árvore de Natal, porque “independentemente da sua origem histórica, atualmente é um símbolo fortemente evocativo, bastante comum nos ambientes cristãos; evoca tanto a árvore da vida, plantada no jardim do Éden, como a árvore da cruz, e assim adquire um significado cristológico”.

“Cristo é a verdadeira árvore da vida, nascida da nossa linhagem, da terra virgem Santa Maria, árvore sempre verde, fecunda de frutos”, precisou.

7. Dar presentes aos pobres

No documento, a Igreja Católica indicou que, “entre os presentes colocados na árvore de Natal, não deveriam faltar os presentes para os pobres: eles fazem parte de toda a família cristã”.

8. Compartilhar a ceia de Natal

Outro gesto sugerido pelo Vaticano é fazer uma ceia de Natal porque nela “se manifestam com toda a sua força a firmeza e a alegria dos laços familiares”.

“A família cristã que todos os dias, segundo a tradição, abençoa a mesa e agradece ao Senhor pelo dom dos alimentos, realizará este gesto com maior intensidade e atenção na ceia do Natal”, assegurou.

9. Participar da Missa

A Santa Sé convidou os fiéis a participar da Missa na véspera de Natal porque “tem um grande sentido litúrgico e um apreço popular”.

Destacou que, no início da Eucaristia, entoa-se “a canção do anúncio do nascimento do Senhor, com a fórmula do Martirológio Romano”, no momento da “apresentação dos dons para o ofertório sempre haverá uma lembrança concreta dos pobres” e  a “oração dos fiéis deverá assumir um caráter verdadeiramente universal, inclusive, onde for apropriado, com o uso de várias línguas como um sinal”.

“No final da celebração, poderá haver a adoração dos fiéis ao Menino Jesus e o momento de colocá-lo no presépio da igreja ou em algum lugar próximo”, manifestou o Diretório sobre a Piedade Popular e a Liturgia.
Fonte: ACI digital



quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Preocupam-me os “jovens de sofá”, expressa o Papa Francisco


Vaticano, 19 Dez. 17 / 01:00 pm (ACI).- Durante uma videoconferência com um grupo de estudantes, o Papa Francisco os incentivou a não permanecerem quietos nem ser “jovens de sofá”, mas a caminhar em direção ao futuro, cuidando sempre das suas raízes.

O Santo Padre fez este apelo através da videoconferência com os alunos da Universidade Jesuíta de Tóquio, a “Sophia University”. Antes de começar a conversa, exibiram um vídeo dos últimos anos da Igreja e dos Pontífices: desde a eleição de São João Paulo II até a renúncia de Bento XVI e o Pontificado de Francisco.

As alegrias do Papa e a educação universitária

A primeira pergunta foi feita por uma jovem, estudante do terceiro período de teologia, batizada este ano. “Qual foi a sua maior alegria depois de ter sido eleito Papa?”. Francisco a elogiou por estudar Teologia, porque “as mulheres que estudam Teologia podem chegar a uma profundidade na qual os homens não chegam”. “Não é só uma, eu tenho muitas alegrias. Sobretudo fico muito contente quando posso conversar com as pessoas, quando posso saudá-las , de modo especial as crianças, os idosos e os doentes. Gosto muito de estar junto com as pessoas, sinto-me mais jovem. E isso me alegra muito. Estas são as maiores alegrias como Pontífice”, respondeu.

A pergunta seguinte foi em relação à educação universitária. “Para chegar mais alto, você chega às coisas ruins, por exemplo, olhando por cima do ombro das pessoas. A educação deve ser um crescimento harmonioso da pessoa. Usar as três línguas humanas: a inteligência, o coração e a linguagem da mão”. “Uma verdadeira educação – continuou – deve harmonizar essas três línguas, e assim, no final dos estudos, teremos um homem ou uma mulher que sente o que pensa e o realiza. A harmonia não é equilíbrio, mas está sempre aberta ao serviço e agora dou mais um passo: uma educação que não mira servir aos outros é uma educação que caminha em direção à falência. É uma educação que não evolui, que olha para si mesma e isto é perigoso”.

Os jovens “de sofá” e a religião

Quando perguntaram ao Papa quais são as preocupações e esperanças dos jovens, ele assegurou que “é a esperança do futuro”. “Espero que tenham força para seguir em frente, mas me preocupa certa aceleração nas relações e nas expressões que fazem os jovens perderem a memória e as raízes”.

Francisco revelou que a sua grande preocupação é “que eles percam as suas raízes culturais, históricas e humanas. Jovens sem raízes”.

“Há aproximadamente 26 anos, assisti um filme de Kurasawa ‘Rapsódia em agosto’, no qual Akira Kurasawa mostra o diálogo entre jovens e idosos, neste caso entre netos e avós. As crianças encontraram as raízes. As raízes estão escondidas, por isso necessitam da memória para encontrá-las”.

“Que os jovens – aconselhou – se acostumem a falar com os idosos. Precisam buscar as raízes da pátria, da família, do ser humano”. E este argumento “está em 3 tempos: no passado com a memória, no presente com o desafio, e no futuro com a promessa”.

Também afirmou que “os jovens não devem estar quietos, devem estar sempre em movimento, em todo o seu ser, mas enraizados em suas raízes. Fico preocupado com os jovens que estão quietos, que chegaram aos 25 anos e estão em um bem-estar que os anula. Em vez de serem jovens que caminham em direção a um futuro, são ‘jovens de sofá’, ‘jovens de museu’”.

Um estudante de Myanmar – país onde o Papa esteve recentemente – perguntou sobre a importância da religião. Francisco recordou a sua viagem e se perguntou se a religião é “o ópio do povo”, como disse Marx.

“A religião não é uma invenção teatral, mas nasce do desejo do coração humano de transcender e encontrar o Deus absoluto. Não podemos falar de religião sem reconhecer em nós mesmos a importância da transcendência”.

“Todas as religiões fazem crescer. Se encontramos uma pessoa que diz que está a serviço de todas, mas não cresce, é um idólatra. Busca apenas uma compensação com este comportamento religioso. Como ensina a transcender-se a Deus, ensina você a ir para os últimos”, acrescentou o Papa.

“A religião cristã que eu professo tem como regra fundamental adorar a Deus e servir aos últimos. Agora, lhes digo outra coisa: uma das coisas que faz muito mal é ser uma pessoa hipócrita, que afirma ter fé, mas vive como ateu. Este é um testemunho do mal”.

O Papa concluiu: “Agora há o fenômeno do fundamentalismo: todas as confissões religiosas têm um pequeno grupo de fundamentalistas que não responde à ideia religiosa, um refúgio sócio-político degenerado da religião”.

“Destes fundamentalistas surgem atitudes de terrorismo que prejudicam os últimos. E atitudes absolutistas. O absolutismo na religião está neste grupo. A verdadeira religião faz você transcender e servir, ajudando os pobres e não causa dano. Isso que faz dano é a hipocrisia e o fundamentalismo”.
Fonte: ACI digital



Surpreendente halo rodeia a imagem da Imaculada Conceição no Chile [FOTO]


SANTIAGO, 20 Dez. 17 / 04:00 pm (ACI).- Ao meio dia, na segunda-feira, 18 de dezembro, muitas pessoas estavam olhando para o céu. Por quê? Um halo solar “cercou” a imagem da Virgem Maria que está no Santuário da Imaculada Conceição, em Santiago (Chile).

O fenômeno do halo solar ocorre quando uma nuvem alta, formada por cristais de água, passa pela frente do sol e faz com que os raios de luz atravessem o gelo e formem um círculo de cores ao redor do astro.

Isso fez com que no Santuário da Imaculada Conceição, localizado na emblemática colina de San Cristóbal, fosse registrado um dos cartões postais mais impressionantes: a imagem da Virgem Maria que está no topo ficou cercada por este halo solar.

Esse fenômeno natural começou por volta das 12h e durou mais de cinco horas. O halo solar pôde ser visto de Antofagasta, localizada no norte do Chile, até Talca, na centro sul do país.

Fonte: ACI digital
Foto: https://m.facebook.com/Santuariodelcerro/



Papa Francisco explica os ritos introdutórios da missa


Na catequese, Francisco deu prosseguimento ao ciclo sobre a celebração eucarística e explicou a importância dos ritos introdutórios.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

O Papa Francisco conduziu a Audiência Geral desta quarta-feira, realizada na Sala Paulo VI em clima natalino.

Dando prosseguimento ao ciclo sobre a eucaristia, em sua catequese o Pontífice recordou as duas partes que compõem a missa: a liturgia da Palavra e a Liturgia eucarística. Para explicar melhor cada uma delas, nesta ocasião explicou os ritos introdutórios: a entrada, a saudação, o ato penitencial, o Kyrie eleison, o Glória e a oração chamada Coleta, das intenções de todo o povo de Deus.

“A finalidade destes ritos introdutórios é fazer com que os fiéis congregados formem comunidade e se disponham a escutar com fé a Palavra de Deus e a celebrar dignamente a Eucaristia”, afirmou o Papa.

“Não é um bom hábito ficar olhando o relógio, ‘ainda estou em tempo’, o cálculo. Com o sinal da cruz, com esses ritos, começamos a adorar a Deus, por isso é importante não chegar atrasado, mas sim com antecedência, para preparar o coração a este rito.”

Na procissão de entrada, o celebrante chega ao presbitério, saúda o altar com uma inclinação e, em sinal de veneração, beija-o e incensa-o, porque o altar é sinal de Cristo, que, oferecendo o seu corpo na cruz, tornou-Se altar, vítima e sacerdote. “Quando olhamos o altar, vemos onde Cristo está. O altar é Cristo”, explicou.

Em seguida, o sacerdote e restantes membros da assembleia fazem o sinal da cruz: com este sinal, não só recordamos o nosso Batismo, mas afirmamos também que a oração litúrgica se realiza ‘em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo’, desenrola-se no espaço da Santíssima Trindade, que é espaço de comunhão infinita; toda a oração tem como origem e fim o amor de Deus Uno e Trino que se manifestou e nos foi doado na Cruz de Cristo.

E mais uma vez Francisco pediu aos pais e aos avós que ensinem bem as crianças a fazer o sinal da cruz.

Depois o sacerdote dirige a saudação litúrgica à assembleia: “O Senhor esteja convosco!”. ‘Ele está no meio de nós’: responde-lhe o povo de Deus. Assim se expressa a fé comum e o mútuo desejo de estar com o Senhor e viver em união com toda a comunidade.

“Estamos no início da missa e devemos pensar no significado de todos esses gestos e palavras. Estamos  entrando numa ‘sinfonia’, na qual ressoam várias tonalidades de vozes, inclusive momentos de silêncio, com a finalidade de criar o ‘acordo’ entre todos os participantes, isto é, de se reconhecer animados por um único Espírito e para um mesmo fim.”

Esta sinfonia apresenta logo um momento tocante, que é o ato penitencial, isto é, o momento de reconhecer os próprios pecados. “Todos somos pecadores. Talvez alguns de vocês não”, brincou o Papa com fiéis, pedindo que o “não pecador” levantasse a mão para ser reconhecido pela multidão. “Vocês têm uma boa fé”, disse Francisco, já que ninguém se manifestou.

“Não se trata somente de pensar nos pecados cometidos, mas é muito mais: é o convite a confessar-se pecadores diante de Deus e dos irmãos, com humildade e sinceridade, como o publicano no templo”, concluiu o Papa, acrescentando que devido à sua importância, a próxima catequese será dedicada justamente ao ato penitencial.

Fonte: ACI digital



O calendário das Celebrações Litúrgicas do Papa no Tempo de Natal (2017/2018)


Entre as atividades do Papa ainda em 2017, a Missa de Natal, a Bênção Urbi et Orbi e as Primeiras Vésperas com o canto do Te Deum

Cidade do Vaticano

O Departamento  das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice e a Sala de Imprensa da Santa Sé, divulgaram esta terça-feira o calendário das celebrações litúrgicas presididas pelo Papa Francisco no Tempo de Natal.

Domingo 24 de dezembro, às 21h30min, a Missa da Solenidade do Natal na Basílica de São Pedro.

Segunda-feira, dia 25, Festa do Natal: às 12 horas o Papa dirige da sacada central da Basílica de São Pedro sua mensagem de Natal ao mundo e concede a Bênção Urbi et Orbi.

No domingo 31 de dezembro, às 17 horas, o Papa preside na Basílica de São Pedro as Primeiras Vésperas, com a exposição do Santíssimo Sacramento, o tradicional canto do Te Deum em agradecimento pelo ano que termina e a bênção eucarística.

Na segunda-feira, 1º de janeiro de 2018, às 10 horas,  o Papa preside a Santa Missa na Basílica de São Pedro na Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus e no 51º Dia Mundial da Paz sobre o tema “Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz”.

Por fim no sábado, 6 de janeiro, Solenidade da Epifania, o Papa preside a celebração da Santa Missa às 10 horas na Basílica de São Pedro.

Todas as cerimônias serão transmitidas pela Rádio Vaticano, com comentários em português (No fuso horário atual, o Vaticano tem 3 horas a mais em relação ao horário de Brasília).

Fonte: Vatican News



domingo, 17 de dezembro de 2017

Diocese de Santos anuncia transferência de padres para 2018


13/12/2017 - SHEILA ALMEIDA

Haverá quatro mudanças entre igrejas da região e uma para a Capital



Pároco que celebra missas na Sagrado Coração de Jesus irá para a São Judas (Foto: Nirley Sena/AT)

A Diocese de Santos definiu nesta terça-feira (12) uma lista de mudanças de padres entres paróquias da Baixada Santista, a ser concretizada no próximo ano. No total, são 11 alterações, mas, apenas quatro se referem a transferências entre igrejas da região, e há outra para São Paulo. 

Entre as mais significativas, está a mudança de paróquia do padre Antônio Alberto Finotti, mais conhecido como padre Toninho. Ele é o segundo pároco há mais tempo numa mesma comunidade santista. Toninho celebra há 23 anos, desde 27 de setembro de 1994, na Igreja Sagrado Coração de Jesus, na Aparecida. Com a alteração, vai para a paróquia São Judas Tadeu, no Marapé.

O padre da Diocese de Santos há mais tempo numa mesma paróquia local (excluindo-se da lista os freis) é Javier Mateo Arana, desde 1983 na Nossa Senhora do Carmo, na Ponta da Praia. Ele ficou dois anos como vigário e assumiu a paróquia em 21 de março de 1985. Ele não foi incluído nas modificações.

Outra transferência que chama a atenção é a ida do padre Antonio Baldan Casal para o Seminário Diocesano São José, do qual será reitor, dirigindo e auxiliando na formação de novos padres. Baldan havia assumido a Paróquia São Judas Tadeu em meio à polêmica da transferência do monsenhor Francisco das Dores Leite, o padre Chiquinho, da São Judas à igreja da Pompeia, que completará um ano no dia 20.

O reitor do seminário, padre Fernando Gross, se transfere temporariamente à Congregação de Nossa Senhora do Sion, em São Paulo. Não há data definida para a volta.

Quem assumirá a Sagrado Coração de Jesus é o pároco Vagner Argolo, que fará 36 anos em janeiro. Foi ordenado em 2013. Estava desde fevereiro de 2014 como celebrante da Paróquia Cristo Rei, comunidade recém-criada e elevada ao título de paróquia em 2014. 

As outras seis alterações consistem em nomeações e novas atribuições ao clero.



Dinâmica 

O bispo diocesano, dom Tarcísio Scaramussa, informou as mudanças num comunicado assinado ontem, explicando que a dinâmica da vida da Igreja Católica e as necessidades pastorais exigem sempre novas decisões e, também, mudanças e transferências. “Estas decisões são fruto amadurecido do discernimento comunitário e partilhadas com o Conselho Presbiteral. O Senhor, que nos indica este caminho, nos acompanhará a todos com seu Espírito Santo, iluminando e abençoando os irmãos na nova missão que lhes é confiada”.

Em carta, o líder católico da região agradece a disposição dos padres em assumir novas funções e, “da mesma forma, espero a compreensão, a acolhida e o apoio sempre generoso e disponível do povo de Deus”. 

Fonte: A Tribuna



Feliz aniversário Papa Francisco!


REDAÇÃO CENTRAL, 17 Dez. 17 / 05:00 am (ACI).- Hoje, 17 de dezembro, o Papa Francisco completa 81 anos de vida. Milhões de fiéis se alegram em todo mundo pelo aniversário do Pontífice nascido na Argentina e que sempre pede que se lembrem dele nas orações.

Jorge Mario Bergoglio nasceu no seio de uma família católica no dia 17 de dezembro de 1936, no bairro de Flores, Buenos Aires, sendo o mais velho de cinco filhos do casal formado por Mario José Bergoglio e Regina Maria Sívori, ambos imigrantes italianos.

Foi batizado no dia de Natal de 1936 na Basílica Maria Auxiliadora e São Carlos, do bairro de Almagro, em Buenos Aires.

Em sua infância, foi aluno do Colégio Salesiano dos Santos Anjos e estudou na Escola Nacional de Educação Técnica Nº 27 Hipólito Yrigoyen, onde se graduou como técnico em química. Em seguida, trabalhou no laboratório Hickethier-Bachmann.

Durante sua juventude, teve uma doença pulmonar e foi submetido a uma cirurgia na qual foi extirpada uma parte de um pulmão, o que não o impediu de desenvolver suas atividades com normalidade.

Em 11 de março de 1958, ingressou no noviciado da Companhia de Jesus no Seminário de Villa Devoto. Como noviço da Companhia de Jesus, terminou seus estudos no Seminário Jesuíta de Santiago, no Chile.

Entre 1967 e 1970, cursou estudos de teologia na Faculdade de Teologia do Colégio Máximo de San José. Foi ordenado sacerdote no dia 13 de dezembro de 1969, poucos dias antes de completar 33 anos.

Continuou seus estudos de 1970 a 1971 na Universidade de Alcalá de Henares (Espanha) e, em 22 de abril de 1973, fez sua profissão como jesuíta. De volta à Argentina, foi mestre de noviços na Vila Barilari; professor na Faculdade de Teologia de San Miguel; consultor provincial da Companhia de Jesus, cargo que ocupou até 1979; e reitor do Colégio Máximo da Faculdade.

Foi nomeado Bispo Auxiliar de Buenos Aires pelo Papa João Paulo II em 20 de maio de 1992. Quando a saúde do então Arcebispo de Buenos Aires, Cardeal Antonio Quarracino, começou a se debilitar, Dom Bergoglio foi designado Arcebispo Coadjutor em 3 de junho de 1997. Ao falecer o Cardeal Quarracino, ele o sucedeu no cargo de Arcebispo de Buenos Aires em 28 de fevereiro de 1998.

Durante o consistório de 21 de fevereiro de 2001, o Papa João Paulo II o criou Cardeal. Como Cardeal, fez parte da Comissão para a América Latina; da Congregação para o Clero; do Pontifício Conselho para a Família; da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos; do Conselho Ordinário da Secretaria Geral para o Sínodo dos Bispos; e da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.

Foi Presidente da Conferência Episcopal Argentina em dois períodos consecutivos, de novembro de 2005 até novembro de 2011. Integrou também o Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM).

O Cardeal Bergoglio sempre teve um estilo de vida singelo e austero. Vivia em um apartamento pequeno em vez da residência episcopal, renunciou à sua limusine e a seu motorista, deslocava-se em transporte público e preparava sua própria comida.

Gosta de ópera, tango e é amante do futebol. Ele segue sendo sócio ativo do Clube Atlético San Lorenzo de Almagro, seu time do coração.

Em 13 de março de 2013, foi eleito Pontífice, sucedendo o agora Papa Emérito Bento XVI.
Fonte: ACI digital



Hoje é celebrado São Lázaro, o amigo que Jesus ressuscitou (17 de dezembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 17 Dez. 17 / 04:00 am (ACI).- Neste dia 17 de dezembro, é celebrada a festa de São Lázaro, irmão de Marta e Maria, a quem o Senhor ressuscitou depois de quatro dias de falecido. Etimologicamente, seu nome significa “Deus ajuda”. Ele teve a graça de ser o protagonista de um dos milagres mais impressionantes de Jesus Cristo.

Segundo as Sagradas Escrituras (Jo 11,1- 44), Lázaro adoeceu gravemente e duas de suas irmãs, Marta e Maria, enviaram com urgência um mensageiro ao lugar onde Jesus se encontrava. Eles levaram a seguinte mensagem: “Senhor, aquele que tu amas está enfermo”.

São Lázaro faleceu e somente ao quarto dia o Senhor chegou. Jesus falou com cada uma das irmãs e chorou. Os judeus que estavam ali exclamaram: “Vejam como o amava!”.

À irmã de Lázaro, o Senhor declarou: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morto, viverá: e quem vive e crê em mim, não morrerá. Crês isto?”.

Diante do sepulcro, Jesus disse: “Lázaro, vem para fora!”. E Lázaro se levantou.

Desta maneira foi ressuscitado milagrosamente o amigo do Jesus.
Fonte: ACI digital



Por que ir à missa aos domingos? O Papa responde


Por Miguel Pérez Pichel

Vaticano, 13 Dez. 17 / 09:46 am (ACI).- Em uma nova catequese sobre a Missa, o Papa Francisco perguntou-se na Audiência Geral na manhã de hoje, celebrada na Sala Paulo VI do Vaticano: “Por que ir à missa aos domingos?”.

“A celebração dominical da Eucaristia está no centro da vida da Igreja”, respondeu o Santo Padre.

Aprofundando mais, o Pontífice explicou: “nós vamos à missa para encontramos o Senhor ressuscitado, ou melhor, para nos deixarmos encontrar por ele, ouvir a sua palavra, alimentar-nos à sua mesa e assim, nos tornarmos Igreja, o seu corpo místico vivo hoje no mundo”.

Esta realidade estava muito presente na Igreja desde o princípio: “os discípulos de Jesus celebravam o encontro eucarístico com o Senhor no dia que os judeus chamavam ‘o primeiro da semana’ e os romanos ‘o dia do sol’, porque foi nesse dia que Ele ressuscitou e veio encontrar-Se com eles no Cenáculo, falando e comendo com eles e dando-lhes o Espírito Santo”.

“Inclusive - continuou Francisco - o grande derramamento do Espírito em Pentecostesocorre no domingo. Por isso, o domingo é para nós um dia santo: santificado pela celebração eucarística, presença viva do Senhor para nós e entre nós”.

Portanto, “é a Missa que faz cristão o domingo. Que tipo de domingo é para um cristão aquele que no qual fata o encontro com o Senhor?”.

O Papa pediu aos cristãos que valorizem a Missa dominical: “Infelizmente há comunidades cristãs que não podem ter Missa todos os domingos; mas também elas são chamadas a recolher-se em oração, nesse dia, ouvindo a Palavra de Deus e mantendo vivo o desejo da Eucaristia”.

“Algumas sociedades secularizadas perderam o significado cristão do domingo iluminado pela Eucaristia”, lamentou. “Neste contexto, é necessário reviver esta consciência para recuperar o significado da celebração, da alegria, da comunidade paroquial, da solidariedade, do descanso que recupera o corpo e a alma”. “A Eucaristia educa em todos esses valores a cada domingo”, destacou.

Nesse sentido, recordou que “a abstenção dominical do trabalho não existia nos primeiros séculos: é uma contribuição específica do cristianismo. Segundo a tradição bíblica, os hebreus descansam no sábado, enquanto na sociedade romana não havia nenhum dia de abstinência dos trabalhos durante a semana. Foi o significado cristão de viver como filhos e não como escravos, animados pela Eucaristia, a qual torna o domingo, quase universalmente, o dia de descanso”.

A presença de Cristo na vida ajuda a dinamizá-la, assegurou. “Sem Cristo, estamos condenados a ser dominados pelo cansaço do dia-a-dia com as suas preocupações e pelo medo do futuro. O encontro dominical com Jesus dá-nos a força de que necessitamos para viver com coragem e esperança os nossos dias”.

“O que podemos responder às pessoas que nos dizem que não precisamos ir à Missa, nem no domingo, porque o mais importante é viver bem, amar o nosso próximo? É verdade que a qualidade da vida cristã é medida na capacidade de amar, como disse Jesus. Mas, como podemos praticar o Evangelho sem ter a energia necessária para fazê-lo, um domingo após o outro, da fonte inesgotável da Eucaristia?”, o Pontífice perguntou a si mesmo.

O Papa sublinhou: “Não iremos à Missa para dar alguma coisa a Deus, mas para receber d’Ele aquilo que nós precisamos”.

Em conclusão, “por que ir à missa aos domingos? Não é suficiente responder que isto é um preceito da Igreja. Nós cristãos precisamos participar da missa dominical porque somente com a graça de Jesus, com a sua presença viva em nós e entre nós, podemos colocar em prática o seu mandamento e sermos testemunhas críveis”.

Fonte: ACI digital



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana/Devoção e Fé