quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Com intercessão de Santa Teresinha, que a paz de Jesus esteja entre nós-Pe Marcelo Rossi


Boa noite irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!
Hoje (30 de setembro), o Padre Marcelo Rossi continuou a semana de orações com o lema:
"Vamos juntos orar para que através de Santa Teresinha, a paz de Jesus esteja sempre entre nós!"
Trouxe para vocês seis lindos cartões que o Padre Marcelo colocou no facebook. 
Fiquem todos na paz de Deus, uma abençoada semana no Amor Ágape de Jesus e no Amor Materno de Nossa Senhora.
Adriana dos Anjos-Devoção e Fé

Mensagem do Padre Marcelo Rossi por E-mail:

AMADOS, VAMOS JUNTOS CONTANDO COM A INTERCESSÃO DE SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS PEDIR PARA QUE OCORRA UMA CHUVA DE ROSAS, UMA CHUVA DE BENÇÃOS EM NOSSA VIDA!!!

Estamos em uma semana em que o amor de Jesus e por Jesus esta muito presente, QUE ATRAVÉS DE SANTA TERESINHA, A PAZ DE JESUS ESTEJA SEMPRE ENTRE NÓS!
Todos os dias desta semana estão sendo incrivelmente abençoados, pois estamos dedicando à Santa Teresinha e poucas pessoas entenderam e desfrutaram tanto do amor incondicional de Jesus como Santa Teresinha, até por isso, ficou conhecida como Santa Teresinha do menino Jesus. Portanto vamos continuar orando com toda a Fé do mais profundo do nosso coração, para QUE ATRAVÉS DE SANTA TERESINHA, A PAZ DE JESUS ESTEJA SEMPRE ENTRE NÓS!


Amados, desça sobre todos vós a bênção de Deus Todo Poderoso em Nome: Do Pai †, e do Filho †, e do Espírito Santo †. Amém!

"Carregue dentro de si apenas o bem.
O amor, bondade e a paz essas são sempre boas companhias"









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*Facebook Padre Marcelo Rossi:

**Programa Nosso Momento de Fé com Padre Marcelo Rossi: Rádio Globo Am/FM (ou internet) de segunda a sábado, das 9:05 às 10:05hs

**Se você não pode ouvir no horário, escute o programa gravado diariamente no site do Padre Marcelo Rossi; procure por Web Radio e clique escute (se for sua primeira vez, o site pedirá para você se cadastrar);
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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael (29 de setembro)


Por Prof. Felipe Aquino

O novo calendário reuniu em uma só celebração os três arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, cuja festa caía respectivamente a 29 de setembro, a 24 de março e a 24 de outubro.

Da existência destes anjos fala explicitamente a Sagrada Escritura, que lhes dá um nome e lhes determina a função.

São Miguel, o antigo padroeiro da Sinagoga, é agora o padroeiro da Igreja universal; São Gabriel é o anjo da encarnação e talvez o da agonia do jardim das oliveiras; São Rafael é o guia dos viajantes.

São Miguel, em particular, foi cultuado desde os primeiros séculos de história do cristianismo. O imperador Constantino erigiu-lhe um santuário nas margens do Bósforo, em terra européia, enquanto Justiniano construiu-lhe um no lado oposto. A data de 29 de setembro corresponde à da consagração da igreja dedicada no século V a são Miguel, a seus milhas da via Salária. A festividade difundiu-se rapidamente no Ocidente e no Oriente. Em Roma foi-lhe dedicado o célebre mausoléu de Adriano, agora conhecido com o nome de Castelo de Santo Ângelo. A São Miguel é dedicado o antigo santuário, surgido no século VI, que do Monte Galgano, na Púglia, domina o mar Adriático. Nas proximidades desta Igreja, a 8 de maio de 663, os longobardos obtiveram vitória no encontro naval com a frota sarracena, e o acontecimento da vitória, atribuída a uma aparição do anjo, deu origem a uma segunda festa transferida depois para 29 de setembro.

São Gabriel, “aquele que está diante de Deus” (é seu cartão de visita”, quando vai anunciar a Maria a sua escolha para Mãe do Redentor), é o anunciador por excelência das revelações divinas. É ele que explica ao profeta Daniel como se dará a plena restauração, da volta do exílio ao advento do Messias. A ele é confiado o encargo de anunciar o nascimento do Precursor, João, filho de Zacarias e de Isabel. A missão mais alta que nunca foi confiada à criatura alguma é ainda sua: anunciar a Encarnação do Filho de Deus. Ele tem um prestígio muito especial até mesmo entre os maometanos.

São Rafael, falado em um só livro da Sagrada Escritura, é o acompanhante do jovem Tobias, e por isso sua função é tida como guia de todos os que viajam. Foi ele que sugeriu ao seu jovem protegido o remédio para a cura da cegueira do pai, por isso é invocado também como curador (etimologicamente seu nome significa “Deus curou”). Sua festa a 24 de outubro havia entrado no calendário romano somente a partir de 1921. [a]

Miguel, Gabriel e Rafael, e lembra ao mesmo tempo todos os coros angélicos: Anjos, Arcanjos, Tronos, Querubins, Serafins, Virtudes, Potestades e Poderes. Na Festa dos santos Arcanjos, a Igreja assim vê a glória de Deus manifestada em seus anjos:

‘Pai Santo, Deus eterno e todo poderoso, é a Vós que glorificamos ao louvarmos os anjos que criastes e que foram dignos do vosso amor. A admiração que eles merecem nos mostra como sois grande e como deveis ser amado acima de todas as criaturas. Pelo Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, louvam os anjos a vossa glória, as dominações vos adoram, e, reverentes, vos servem potestades e virtudes. Concedei-nos também a nós associar-nos à multidão dos querubins e serafins, cantando a uma só voz… (Prefácio). [b]

Fonte: Cléofas[b]
Cléofas [a]



Que através de Santa Teresinha ocorra uma chuva de bênçãos em nossa vida-Pe Marcelo Rossi


Boa tarde irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!
Hoje (29 de setembro), dia dos Santos Arcanjos, o Padre Marcelo Rossi continuou a semana de orações com o lema:
"Vamos juntos orar para que através de Santa Teresinha, a paz de Jesus esteja sempre entre nós!"
Trouxe para vocês sete lindos cartões que o Padre Marcelo colocou no facebook. 
Fiquem todos na paz de Deus, uma abençoada semana no Amor Ágape de Jesus e no Amor Materno de Nossa Senhora.
Adriana dos Anjos-Devoção e Fé

Mensagem do Padre Marcelo Rossi por E-mail:

AMADOS, HOJE DIA DOS ARCANJOS MIGUEL, GABRIEL E RAFAEL VAMOS UNIDOS A ELES E CONTANDO COM A INTERCESSÃO DE SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS PEDIR PARA QUE OCORRA UMA CHUVA DE ROSAS, UMA CHUVA DE BÊNÇÃOS EM NOSSA VIDA!!

Esta semana estamos dedicando nossos pedidos à Santa Teresinha então vamos orar para QUE ATRAVÉS DE SANTA TERESINHA, A PAZ DE JESUS ESTEJA SEMPRE ENTRE NÓS!
Estamos dedicando toda esta semana à orações com uma poderosíssima intercessora, Santa Teresinha, ou Santa Teresinha do menino Jesus. Além disso, hoje é o dia dos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, portanto, não temos dúvida de que será um dia muito especial, não perca o Nosso Momento de Fé e juntos, vamos orar com toda a nossa Fé, para QUE ATRAVÉS DE SANTA TERESINHA, A PAZ DE JESUS ESTEJA SEMPRE ENTRE NÓS!


Amados, desça sobre todos vós a bênção de Deus Todo Poderoso em Nome: Do Pai †, e do Filho †, e do Espírito Santo †. Amém!

"Consulte não a seus medos, mas a suas esperanças e sonhos. Pense não sobre suas frustrações, mas sobre seu potencial não usado. Preocupe-se não com o que você tentou e falhou, mas com aquilo que ainda é possível a você fazer."









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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Que através de Santa Teresinha a paz de Jesus esteja sempre entre nós-Pe Marcelo Rossi


Boa tarde irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!
Hoje (28 de setembro), o Padre Marcelo Rossi iniciou a semana de orações com o lema:
"Vamos juntos orar para que através de Santa Teresinha, a paz de Jesus esteja sempre entre nós!"
Trouxe para vocês seis lindos cartões que o Padre Marcelo colocou no facebook. 
Fiquem todos na paz de Deus, uma abençoada semana no Amor Ágape de Jesus e no Amor Materno de Nossa Senhora.
Adriana dos Anjos-Devoção e Fé

Mensagem do Padre Marcelo Rossi por E-mail:

domingo - AMADOS, VAMOS JUNTOS ORAR PEDINDO A INTERCESSÃO DE SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS PARA QUE OCORRA UMA CHUVA DE ROSAS, UMA CHUVA DE BÊNÇÃOS EM NOSSA VIDA!!!
Santa Teresinha sempre foi humilde e simples, ao contrário de sua Fé que sempre foi grandiosa e indubitável, por isso nesta semana vamos orar para QUE ATRAVÉS DE SANTA TERESINHA, A PAZ DE JESUS ESTEJA SEMPRE ENTRE NÓS!
A devoção de Santa Teresinha começou muito cedo, mais precisamente aos 6 anos de idade, logo nesta época, Teresa afirmava que amava a Cristo e que gostaria de viver apenas para Ele. Entrou na vida religiosa e logo no primeiro chamado aceitou prontamente. e passou a se chamar "Teresa do Menino Jesus". Por isso nesta semana, vamos orar para que sejamos simples e humildes como ela e que nosso amor por Jesus seja forte e perseverante. QUE ATRAVÉS DE SANTA TERESINHA, A PAZ DE JESUS ESTEJA SEMPRE ENTRE NÓS!

segunda - Amados, nesta semana vamos orar com uma intercessora muito especial, QUE ATRAVÉS DE SANTA TERESINHA, A PAZ DE JESUS ESTEJA SEMPRE ENTRE NÓS!
Como anunciado ontem, esta semana será dedicada a Santa Teresinha, que deu início a uma vida inteiramente dedicada a Jesus e às orações. Portanto nesta semana vamos orar por tudo que vem de Deus, por todas as bênçãos que precisamos e acima de tudo, para que nossa Fé aumente a cada dia, semelhante a Fé de Santa Teresinha. Vamos juntos orar, e QUE ATRAVÉS DE SANTA TERESINHA, A PAZ DE JESUS ESTEJA SEMPRE ENTRE NÓS!



Amados, desça sobre todos vós a bênção de Deus Todo Poderoso em Nome: Do Pai †, e do Filho †, e do Espírito Santo †. Amém!

"Quando as coisas ficarem difíceis, não desanime. Se tudo fosse fácil, as nossas conquistas teriam menos sabor , ok !!"










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domingo, 27 de setembro de 2015

Papa Francisco: Discurso no Festival do Encontro Mundial das Famílias (27/09/15)


FILADELFIA, 27 Set. 15 / 09:16 am (ACI).- O Papa Francisco improvisou um magistral discurso no Festival do Encontro Mundial das Famílias realizado na noite de ontem na Filadélfia (Estados Unidos). A seguir a íntegra das palavras do Santo Padre no Benjamin Franklin Parkway.

Queridas famílias:
Obrigado aos que deram seu testemunho. Obrigado aos que nos alegraram com a arte, com a beleza que é o caminho para chegar a Deus. A beleza nos leva a Deus. E um testemunho verdadeiro nos leva a Deus porque Deus também é a verdade, é a beleza e é a verdade. E um testemunho, dado para servir é bom, faz-nos bons porque Deus é bondade, leva-nos a Deus.

Todo o bom, todo o verdadeiro e todo o belo nos leva a Deus. Porque Deus é bom. Deus é belo, Deus é Verdade. Obrigado a todos, aos que nos deram sua mensagem e à presença de vocês que também é testemunho. Um verdadeiro testemunho de que vale a pena a família, de que uma sociedade cresce forte, cresce boa, cresce formosa e cresce verdadeira se se edifica na base da família.

Uma vez, um menino me perguntou -vocês sabem que as crianças perguntam coisas difíceis- perguntou-me: Padre, que fazia Deus antes de criar o mundo? Asseguro-lhes que me custou responder e lhe disse o que lhes digo agora a vocês: antes de criar o mundo Deus amava (pausa) porque Deus é Amor. Mas era tal o amor que tinha em si mesmo, esse amor entre o Pai e o Filho no Espírito Santo. Esse nome era tão grande, tão transbordante... que isto, não sei se é muito teológico, mas vocês vão entender. Era tão grande que não podia ser egoísta, tinha que sair de si mesmo para ter a quem amar fora de si mesmo e aí Deus criou o mundo, aí Deus fez esta maravilha em que vivemos e como estamos um pouco enjoados a estamos destruindo.

Mas o mais lindo que fez Deus, diz a Bíblia, foi a família. Criou o homem e a mulher e lhes entregou tudo, entregou-lhes o mundo, cresçam, multipliquem-se, cultivem a terra, façam-na produzir, façam-na crescer, todo o amor que fez nessa criação maravilhosa a entregou a uma a uma família. Voltamos atrás um pouquinho. Todo o amor que Deus tem em si, toda a beleza que Deus tem em si, toda a verdade que Deus tem em si, ele a entrega à família. Uma família é verdadeiramente família quando é capaz de abrir os braços e receber todo esse amor.

É obvio que o paraíso terrestre não está para cá, que a vida tem seus problemas. Que os homens, pela astúcia do demônio, aprenderam a dividir-se e todo esse amor que Deus nos deu, quase se perde. E pouco tempo depois, veio o primeiro crime, o primeiro fratricídio. Um irmão mata o outro irmão: a guerra.

O amor, a beleza e a verdade de Deus e a destruição da guerra e entre essas duas posições, nós caminhamos hoje. Corresponde-nos, nos corresponde, decidir o caminho ao qual andar. Mas voltemos atrás. Quando o homem e sua esposa se equivocaram e se afastaram de Deus, Deus não os deixou sozinhos. Tanto era o amor, tanto amor que Ele começou a caminhar com a humanidade, começou a caminhar com seu povo até que chegou o momento amadurecido e lhe deu a mostra  de maior de amor: seu Filho.

E a seu filho, aonde o mandou? a um palácio? a uma cidade? a fazer uma empresa? Mandou-o a uma família. Deus mandou a seu Filho ao mundo em uma família. Deus entrou em mundo por uma família e pôde fazê-lo porque essa família era uma família que tinha o coração aberto ao amor, que tinha as portas abertas ao amor.

Pensemos em Maria, jovenzinha. Não podia acreditar, como pode acontecer isto? E quando lhe explicaram obedeceu. Pensemos em José cheio de ilusões, de formar um lar, encontra-se com esta surpresa que não entende. Aceita, obedece e na obediência de amor, desta mulher Maria e deste homem José, dá-se uma família à qual vem Deus. Deus sempre toca as portas dos corações, gosta de fazê-lo, vem de dentro, mas sabem o que mais gosta? É de tocar nas portas das famílias, encontrar as famílias unidas, encontrar as famílias que querem encontrar as famílias que fazem crescer os seus filhos e os educam e que os levam adiante e que criam uma sociedade de bondade, de verdade e de beleza.

Estamos na festa das famílias. A família tem carta de cidadania divina, está claro? A carta de cidadania que tem a família foi dada por Deus para que em seu seio crescesse cada vez mais a verdade, o amor e a beleza. Claro algum de vocês me podem dizer: Padre, você fala assim porque é solteiro.

Na família há dificuldades, nas famílias se discute, na família às vezes voam os pratos. Nas famílias os filhos trazem dores de cabeça. Não vou falar das sogras, mas nas famílias sempre, sempre há cruz, sempre. Porque o amor de Deus, o Filho de Deus, abriu-nos também esse caminho. Mas nas famílias também depois da Cruz há Ressurreição porque o Filho de Deus nos abriu esse caminho. Porque a Família, me perdoem a palavra, é uma fábrica de esperança, uma fábrica de vida e ressurreição, pois Deus abriu esse caminho. E os filhos, os filhos dão trabalho. Nós como filhos demos trabalho.

Às vezes em casa vejo alguns de meus colaboradores que devem trabalhar com olheiras. Têm um bebê de um mês, dois meses, e lhe pergunto: você não dormiu? “- Não, chorou toda a noite”.

Na família há dificuldades, mas essas dificuldades se superam com amor. O ódio não supera nenhuma dificuldade. A divisão dos corações não supera nenhuma dificuldade, somente o amor é capaz de superar a dificuldade, o amor é festa, o amor é gozo, o amor é seguir adiante e não quero seguir falando porque se faz muito longo, mas queria marcar dois pontinhos sobre a família, aos quais quisera que dessem um especial cuidado. Não só queria, nós devemos ter um especial cuidado: com as crianças e com os avós.

Os meninos e os jovens som o futuro, são a força, os que levam adiante. São aqueles em quem pomos as nossas esperanças. Os avós são a memória da família, são os que nos deram a fé, transmitiram-nos a fé. Cuidar dos avós e cuidar das crianças é a mostra de amor. Não sei se a maior, mas eu diria, a mais promissora da família, porque promete o futuro. Um povo que não sabe cuidar das crianças e um povo que não sabe cuidar dos avós é um povo sem futuro porque não tem a força e não tem a memória que os leve adiante. E bom, a família é bela, mas custa, traz problemas. Na família às vezes há inimizades, o marido briga com a mulher ou se olham feio ou os filhos com o pai. Sugiro-lhes um conselho: nunca terminem o dia sem fazer as pazes na família.

Em uma família não se pode terminar o dia em guerra. Que Deus os abençoe, que Deus lhes dê forças, que Deus os anime a seguir adiante. Cuidemos da família, defendamos a família porque aí se projeta nosso futuro.

Obrigado, que Deus os abençoe e rezem por mim.

Após a saudação final, o tenor Andrea Bocelli cantou o Oração do Senhor, o Pai-Nosso, seguido de gritos de “Viva o Papa”. Concluindo o evento, o Santo Padre deu a todos a bênção apostólica.

Fonte: ACI digital



Papa Francisco: Homilia da Missa no Encontro Mundial das Famílias na Filadélfia (26/09/15)


FILADELFIA, 26 Set. 15 / 12:31 pm (ACI).- Após sua chegada ao aeroporto Internacional da Filadélfia às 9:30h (horário local), o Santo Padre se dirigiu à histórica Catedral de São Pedro e São Paulo para celebrar sua primeira Missa no Encontro Mundial das Famílias. Na sua alocução o Santo Padre recordou o encontro entre Santa Catarina Drexel, uma das grandes santas norte-americanas e o Papa Leão XIII. Na ocasião, falando sobre a Evangelização dos EUA, o sábio Papa perguntou à Santa Catarina: «E tu, que farás?». Esta mesma pergunta o Papa dirigiu aos presentes referindo-se à missão de transmitir a alegria do Evangelho.


VIAGEM APOSTÓLICA DO PAPA FRANCISCO
A CUBA, AOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA
E VISITA À SEDE DA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS
(19-28 DE SETEMBRO DE 2015)

SANTA MISSA COM OS BISPOS, O CLERO,
OS RELIGIOSOS E RELIGIOSAS DA PENSILVÂNIA

HOMILIA DO SANTO PADRE

Catedral dos Santos Pedro e Paulo, Filadélfia
Sábado, 26 de Setembro de 2015


Nesta manhã, aprendi algo mais da história desta bela catedral: a história que está por detrás das suas paredes altas e dos seus vitrais. Contudo prefiro olhar a história da Igreja, nesta cidade e neste Estado, como uma história não de construção de muros, mas do seu derrube. Ela fala-nos de gerações e gerações de católicos comprometidos, saindo para as periferias a fim de construir comunidades de culto, de educação, de caridade e de serviço à sociedade inteira.

Uma tal história é visível nos muitos santuários espalhados por esta cidade, nas suas inúmeras paróquias, cujas agulhas e campanários falam da presença de Deus no meio das nossas comunidades. Vemo-la também nos esforços de todos aqueles sacerdotes, religiosos e leigos que, com dedicação, ao longo de dois séculos, trabalharam pelas necessidades espirituais dos pobres, dos imigrantes, dos doentes e dos encarcerados. Vemo-la também nas inúmeras escolas onde consagrados e consagradas ensinaram as crianças a ler e a escrever, a amar a Deus e ao próximo, e a contribuir como bons cidadãos para a vida da sociedade americana. Tudo isto é a herança verdadeira que recebestes e que sois chamados a enriquecer e transmitir.

Muitos de vós conhecem a história de Santa Catarina Drexel, uma das grandes Santas saídas desta Igreja local. Quando ela falou ao Papa Leão XIII da necessidade das missões, o Papa – era um Papa muito sábio! – perguntou-lhe de maneira incisiva: «E tu, que farás?» Aquelas palavras mudaram a vida de Santa Catarina, porque recordaram-lhe que afinal cada cristão recebeu, em virtude do Baptismo, uma missão. Cada um de nós deve responder, da melhor forma possível, à chamada do Senhor para construir o seu Corpo, que é a Igreja.

«E tu, que farás?» A partir destas palavras, gostaria de me deter sobre dois aspectos, no contexto da nossa missão específica de transmitir a alegria do Evangelho e edificar a Igreja como sacerdotes, diáconos, membros masculinos e femininos de institutos de vida consagrada.

Em primeiro lugar, aquelas palavras – «E tu, que farás?» – foram dirigidas a uma pessoa jovem, uma jovem mulher com ideais elevados, e mudaram a sua vida. Impeliram-na a pensar no trabalho imenso que havia para realizar e a dar-se conta de que também ela era chamada a fazer a sua parte. Quantos jovens, nas nossas paróquias e escolas, têm os mesmos ideais elevados, generosidade de espírito e amor a Cristo e à Igreja! Perguntemo-nos: Somos nós capazes de os pôr à prova? Somos capazes de os guiar e ajudar a fazer a sua parte? A encontrar caminhos para poderem partilhar o seu entusiasmo e os seus dons com as nossas comunidades, sobretudo nas obras de misericórdia e de compromisso a favor dos outros? Partilhamos a própria alegria e entusiasmo que temos em servir o Senhor?

Um dos grandes desafios que a Igreja tem pela frente, nesta geração, é promover, em todos os fiéis, o sentido de responsabilidade pessoal pela missão da Igreja e torná-los capazes de cumprirem tal responsabilidade como discípulos missionários, serem fermento do Evangelho no nosso mundo. Isto exige criatividade para se adaptar às situações em mudança, para levar avante a herança do passado, não primariamente mantendo estruturas e as instituições que também são úteis, mas acima de tudo estando disponíveis para as possibilidades que o Espírito abre diante de nós e comunicando a alegria do Evangelho, todos os dias e em todas as estações da vida.

«E tu, que farás?» É significativo que estas palavras do Papa já idoso tivessem sido dirigidas a uma mulher leiga. Sabemos que o futuro da Igreja, numa sociedade em rápida mudança, exigirá – e já agora o exige – um compromisso cada vez mais ativo por parte dos leigos. A Igreja nos Estados Unidos sempre dedicou um enorme esforço ao trabalho da catequese e da educação. O nosso desafio, hoje, é construir alicerces sólidos e promover um sentido de colaboração e responsabilidade compartilhada, quando programamos o futuro das nossas paróquias e instituições. Isto não significa transcurar a autoridade espiritual que nos foi confiada, mas discernir e usar sabiamente os múltiplos dons que o Espírito concede à Igreja. De forma particular, significa valorizar a contribuição imensa que as mulheres, leigas e consagradas, deram e continuam a oferecer na vida das nossas comunidades.

Queridos irmãos e irmãs, agradeço-vos o modo como cada um de vós respondeu à pergunta de Jesus que inspirou a vossa vocação: «E tu, que farás?» Encorajo a deixar-vos renovar na alegria, na maravilha daquele primeiro encontro com Jesus e tirar daquela alegria uma renovada fidelidade e vigor. Vou estar convosco nestes dias, pedindo-vos para transmitirdes a minha afetuosa saudação a todos aqueles que não puderam estar aqui conosco, especialmente a tantos sacerdotes, religiosos e religiosas idosos aqui espiritualmente presentes.

Durante estes dias do Encontro Mundial das Famílias, gostaria de vos pedir para reflectirdes de modo particular sobre a qualidade do nosso ministério com as famílias, os casais que se preparam para o matrimônio e os nossos jovens. Tenho conhecimentos do que se faz nas Igrejas locais para dar resposta às suas necessidades e apoiá-los no seu caminho de fé. Peço-vos que rezeis fervorosamente pelas famílias, bem como pelas decisões do próximo Sínodo sobre a família.

Agora, com gratidão por tudo o que recebemos e com confiante certeza em todas as nossas necessidades, voltamo-nos para Maria, nossa Mãe Santíssima. Que Ela, com o seu amor de mãe, interceda pelo crescimento da Igreja, na América, no testemunho profético do poder da cruz do seu Filho para levar alegria, esperança e força ao mundo. Rezo por cada um de vós e peço-vos, por favor, que rezeis por mim.

Fonte: ACI digital
Fonte da Homilia: Vatican.va



Ensinamentos-26º Domingo do Tempo Comum (Ano B)


Ensinamentos

26° Domingo do Tempo Comum

Evangelho de Mc 9,38-43.45.47-48

38. João disse-lhe: Mestre, vimos alguém, que não nos segue, expulsar demônios em teu nome, e lho proibimos.
39. Jesus, porém, disse-lhe: Não lho proibais, porque não há ninguém que faça um prodígio em meu nome e em seguida possa falar mal de mim.
40. Pois quem não é contra nós, é a nosso favor.
41. E quem vos der de beber um copo de água porque sois de Cristo, digo-vos em verdade: não perderá a sua recompensa.
42. Mas todo o que fizer cair no pecado a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que uma pedra de moinho lhe fosse posta ao pescoço e o lançassem ao mar!
43. Se a tua mão for para ti ocasião de queda, corta-a; melhor te é entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para a geena, para o fogo inextinguível
45. Se o teu pé for para ti ocasião de queda, corta-o fora; melhor te é entrares coxo na vida eterna do que, tendo dois pés, seres lançado à geena do fogo inextinguível
47. Se o teu olho for para ti ocasião de queda, arranca-o; melhor te é entrares com um olho de menos no Reino de Deus do que, tendo dois olhos, seres lançado à geena do fogo,
48. onde o seu verme não morre e o fogo não se apaga.
Reflexão

O Tema principal destes "ditos" de Jesus aparece na primeira parte do texto. Refere-se à necessidade da comunidade cristã de ser aberta, acolhedora, tolerante, capaz de aceitar como sinais de Deus os gestos libertadores que acontecem no mundo. É bom que a Salvação trazida por Jesus se estenda além da Igreja estabelecida e ajude as pessoas a viverem de forma mais humana. Jesus quebra toda tentativa sectária de Seus seguidores. Ele não formou Seu grupo para controlar Sua Salvação messiânica. Ele não é um rabino de uma escola fechada, mas um profeta de uma Salvação aberta a todos. Ele não quer que entre Seus seguidores se fale dos que são nossos e dos que não o são, os "de dentro e os de fora". Quer dizer, Ele não quer que se fale entre os que podem e os que não podem atuar em Seu nome. [a]

Oração
Senhor Jesus, quereis a salvação de todos, e para isso viestes até nós, para nos oferecer uma vida nova, na união com a Trindade e no amor entre nós. Depois de tanto tempo, ainda há muitos que não vos conhecem, nem ouviram falar sobre vós. Mesmo assim cuidais deles, agis continuamente em seu coração, convidando-os e levando-os a procurar o bem e a verdade.
Hoje vos peço por eles de modo especial. Ajudai-os para que, mesmo em circunstâncias desfavoráveis, se deixem levar por vós. Dai-lhes a recompensa de seu amor e de sua generosidade, que possam ser felizes agora e para sempre junto de vós. Reconheço que também eu sou responsável por eles, e quero ajudá-los, ainda que seja só com minhas orações e meu testemunho de vida. Amém. [b]

Fonte: Revista O Mílite (setembro/2015) [a]
Revista de Aparecida (setembro/2015) [b]



sábado, 26 de setembro de 2015

Papa Francisco: Homilia no Madison Square Garden em Nova Iorque (25/09/15)

NOVA IORQUE, 25 Set. 15 / 10:00 pm (ACI).- Terminando sua intensa agenda na cidade de Nova Iorque, o Papa Francisco celebrou uma missa no Madison Square Garden, um dos lugares icônicos da cidade. No seu discurso o Papa falou sobre a experiência de que, mesmo diante dos desafios vividos na pluralidade de culturas, Cristo pode ser anunciado como a Luz que ilumina todos os povos e todo ser humano.  

Homilia do Santo Padre:

VIAGEM APOSTÓLICA DO PAPA FRANCISCO
A CUBA, AOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA
E VISITA À SEDE DA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS
(19-28 DE SETEMBRO DE 2015)

SANTA MISSA

HOMILIA DO SANTO PADRE

Madison Square Garden, Nova Iorque
Sexta-feira, 25 de Setembro de 2015


Encontramo-nos no Madison Square Garden, lugar emblemático desta cidade, sede de importantes encontros desportivos, artísticos, musicais, que congregam pessoas de diferentes partes, e não só desta cidade, mas do mundo inteiro. Neste lugar, que representa as diferentes faces da vida dos cidadãos que se reúnem por interesses comuns, ouvimos: «O povo que caminhava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9, 1). O povo que caminhava, o povo no meio das suas atividades, das suas ocupações diárias; o povo que caminhava carregando seus sucessos e erros, seus medos e oportunidades, viu uma grande luz. O povo que caminhava com as suas alegrias e esperanças, com as suas decepções e amarguras, viu uma grande luz.

O povo de Deus é chamado, em cada época, a contemplar esta luz. Luz que quer iluminar as nações: assim o proclamava, cheio de júbilo, o velho Simeão. Luz que quer chegar a cada canto desta cidade, aos nossos concidadãos, em cada espaço da nossa vida.

«O povo que caminhava nas trevas viu uma grande luz». Uma das características do povo crente passa pela sua capacidade de ver, de contemplar no meio das suas «obscuridades» a luz que Cristo vem trazer.

O povo crente que sabe olhar, que sabe discernir, que sabe contemplar a presença viva de Deus no meio da sua vida, no meio da sua cidade. Hoje, com o profeta, podemos dizer: o povo que caminha, respira, vive no meio do «smog», viu uma grande luz, experimentou um ar de vida.

Viver numa grande cidade é algo de bastante complexo: um contexto multicultural, com grandes desafios não fáceis de resolver. As grandes cidades recordam-nos a riqueza escondida no nosso mundo: a variedade de culturas, tradições e histórias. A variedade de línguas, roupas, comida. As grandes cidades tornam-se pólos que parecem apresentar a pluralidade das formas que nós, seres humanos, encontrámos para responder ao sentido da vida nas circunstâncias em que nos achávamos. Por sua vez, as grandes cidades escondem o rosto de muitos que parecem não ter cidadania ou ser cidadãos de segunda categoria. Nas grandes cidades, sob o ruído do tráfego, sob o «ritmo das mudanças», permanecem silenciadas as vozes de tantos rostos que não têm «direito» à cidadania, não têm direito a fazer parte da cidade – os estrangeiros, os seus filhos (e não só) que não conseguem a escolaridade, as pessoas privadas de assistência médica, os sem-abrigo, os idosos sozinhos – postos à margem das nossas estradas, nos nossos passeios num anonimato ensurdecedor. Entram a fazer parte duma paisagem urbana que lentamente se torna natural aos nossos olhos e, especialmente, no nosso coração.

Saber que Jesus continua a percorrer as nossas estradas, misturando-Se vitalmente com o seu povo, envolvendo-Se e envolvendo as pessoas numa única história de salvação, enche-nos de esperança, uma esperança que nos liberta daquela força que nos impele a isolar-nos, a ignorar a vida dos outros, a vida da nossa cidade. Uma esperança que nos liberta de «ligações» vazias, das análises abstratas ou da necessidade de sensações fortes. Uma esperança que não tem medo de inserir-se, agindo como fermento, nos lugares onde nos toca viver e actuar. Uma esperança que nos chama a entrever, no meio do «smog», a presença de Deus que continua a caminhar na nossa cidade.

Como é esta luz que passa pelas nossas estradas? Como podemos encontrar Deus que vive conosco no meio do «smog» das nossas cidades? Como podemos encontrar-nos com Jesus vivo e operante no hoje das nossas cidades multiculturais?

O profeta Isaías servir-nos-á de guia neste «aprender a ver». Ele apresenta-nos Jesus como «Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da Paz» (9, 5). Assim, nos introduz na vida do Filho, para que seja a nossa vida também.

«Conselheiro admirável». Narram os Evangelhos que como muitos Lhe iam perguntar: Mestre, que devemos fazer? O primeiro movimento que Jesus gera com a sua resposta é propor, incitar, motivar. Sempre propõe aos seus discípulos que partam, que saiam. Impele-os a ir ao encontro dos outros, onde realmente estão e não onde gostaríamos que estivessem. Ide uma, duas, três vezes, ide sem medo, sem repugnância, ide e anunciai esta alegria que é para todo o povo.

«Deus forte». Em Jesus, Deus fez-Se Emanuel, o Deus-conosco, o Deus que caminha ao nosso lado, que Se misturou com as nossas coisas, nas nossas casas, com as nossas «panelas», como gostava de dizer Santa Teresa de Jesus.

«Pai eterno». Nada e ninguém poderá separar-nos do seu Amor. Ide e anunciai, ide e vivei mostrando que Deus está no meio de vós como um Pai misericordioso que sai cada manhã e cada tarde para ver se o seu filho regressa a casa e, logo que o avista, corre a abraçá-lo. Abraço que quer acolher, purificar e elevar a dignidade dos seus filhos. Pai que, no seu abraço, é boa notícia para os pobres, alívio para os aflitos, liberdade para os oprimidos, consolação para os tristes (cf. Is 61, 1).

«Príncipe da paz». Ir ter com os outros para partilhar a boa notícia de que Deus é nosso Pai. Ele caminha ao nosso lado, liberta-nos do anonimato, duma vida sem rostos, vazia, e introduz-nos na escola do encontro. Liberta-nos da guerra da competição, da auto-referencialidade, para nos abrirmos ao caminho da paz. Aquela paz que nasce do reconhecimento do outro, aquela paz que surge no coração ao ver, de modo especial o mais necessitado, como um irmão.

Deus vive nas nossas cidades, a Igreja vive nas nossas cidades e quer ser fermento na massa, quer misturar-se com todos, acompanhando a todos, anunciando as maravilhas d’Aquele que é Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz.

«O povo que caminhava nas trevas viu uma grande luz», e nós somos suas testemunhas.

Fonte: ACI digital
Fonte da Homilia: Vatican.va



Orando aos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael estaremos protegidos de todos os males-Pe Marcelo Rossi


Boa noite irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!
Hoje (26 de setembro), o Padre Marcelo Rossi terminou a semana de orações com o lema:
"Vamos orar com poderosos intercessores, nossos anjos da guarda, com os Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, vamos nos proteger de todos os males!"
Trouxe para vocês seis lindos cartões que o Padre Marcelo colocou no facebook. 
Fiquem todos na paz de Deus, um abençoado fim de semana no Amor Ágape de Jesus e no Amor Materno de Nossa Senhora.
Adriana dos Anjos-Devoção e Fé

Mensagem do Padre Marcelo Rossi por E-mail:

Amados, que semana incrível, quantos dias abençoados, COM MIGUEL, GABRIEL E RAFAEL, NOS PROTEGEMOS DE TODOS OS MALES!

Estamos chegando ao encerramento desta lindíssima semana, em que oramos pedindo que os arcanjos de Deus protejam toda a nossa vida e a vida de todos a nossa volta e pedimos particularmente à São Miguel Arcanjo que nos proteja de todos os males, à São Rafael Arcanjo para que nossa saúde seja blindada no Sangue de Cristo e para que todos que se encontram enfermos recebam a cura tão desejada e esperada e oramos também por São Gabriel Arcanjo para que recebamos sempre boas e edificadoras notícias. COM OS ARCANJOS MIGUEL, GABRIEL E RAFAEL, ESTAREMOS PROTEGIDOS DE TODOS OS MALES!



Amados, desça sobre todos vós a bênção de Deus Todo Poderoso em Nome: Do Pai †, e do Filho †, e do Espírito Santo †. Amém!

"Basta um minuto para fazer um herói; mas é necessário uma vida inteira para fazer um homem de bem."

 







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*Facebook Padre Marcelo Rossi:

**Programa Nosso Momento de Fé com Padre Marcelo Rossi: Rádio Globo Am/FM (ou internet) de segunda a sábado, das 9:05 às 10:05hs

**Se você não pode ouvir no horário, escute o programa gravado diariamente no site do Padre Marcelo Rossi; procure por Web Radio e clique escute (se for sua primeira vez, o site pedirá para você se cadastrar);
*Site Padre Marcelo Rossi:  para ouvir o Momento de Fé



sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Papa Francisco: Mensagem e oração no Ground Zero, em Nova Iorque (25/09/15)

NOVA IORQUE, 25 Set. 15 / 02:50 pm (ACI).- O Papa Francisco visitou o chamado Ground Zero (Marco Zero) onde ficavam as Torres Gêmeas do World Trade Center e aconteceu o atentado de 11 de setembro de 2001, que levou à morte de mais de 3 mil pessoas. A seguir, a oração e o texto completo pronunciado pelo santo Padre:

VIAGEM APOSTÓLICA DO PAPA FRANCISCO
A CUBA, AOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA
E VISITA À SEDE DA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS
(19-28 DE SETEMBRO DE 2015)

ENCONTRO INTER-RELIGIOSO NO MEMORIAL GROUND ZERO
DISCURSO DO SANTO PADRE

Nova Iorque
Sexta-feira, 25 de Setembro de 2015


Queridos amigos, desculpa por não falar em inglês.
Vários sentimentos e emoções desperta em mim a presença aqui no Ground Zero, onde milhares de vidas foram arrancadas num ato insensato de destruição. Aqui, a dor é palpável. A água, que vemos correr para este centro vazio, lembra-nos todas aquelas vidas que estavam sob o poder daqueles que crêem que a destruição seja o único modo de resolver os conflitos. É o grito silencioso de quantos sofreram na sua carne a lógica da violência, do ódio, da vingança. Uma lógica, que só pode causar angústia, sofrimento, destruição, lágrimas. A água que desce é símbolo também das nossas lágrimas; lágrimas pela destruição de ontem, que se unem às lágrimas por tantas destruições de hoje. Este é um lugar onde choramos; choramos a angústia provocada por nos sentirmos impotentes perante a injustiça, perante o fratricídio, perante a incapacidade de resolver as nossas diferenças dialogando. Neste lugar choramos pela perda injusta e gratuita de inocentes, por não poder encontrar soluções para o bem comum. É água que nos recorda o pranto de ontem e o pranto de hoje.

Há poucos minutos, encontrei algumas famílias dos primeiros socorristas caídos em serviço. No encontro, pude constatar uma vez mais como a destruição nunca é impessoal, abstrata ou apenas de coisas; mas que antes de tudo tem um rosto e uma história, é concreta, tem nomes. Nos familiares, pode-se ver o rosto da angústia; uma angústia que nos deixa atônitos e brada ao céu.

Mas eles, por sua vez, souberam mostrar-me a outra face deste atentado, a outra face da sua angústia: o poder do amor e da recordação. Uma recordação que não nos deixa vazios. Os nomes de tantas pessoas queridas encontram-se escritos aqui, onde estavam as bases das torres; e, assim, podemos vê-los, tocá-los e nunca mais esquecê-los.

Aqui, no meio duma angústia lancinante, podemos palpar a bondade heróica de que também é capaz o ser humano, a força escondida a que sempre devemos recorrer. No momento de maior angústia, sofrimento, fostes testemunhas dos maiores atos de dedicação e de ajuda. Mãos estendidas, vidas oferecidas. Numa metrópole que pode parecer impessoal, anônima, de grandes solidões, fostes capazes de mostrar a poderosa solidariedade da ajuda mútua, do amor e do sacrifício pessoal. Naquele momento, não era uma questão de sangue, de origem, de bairro, de religião ou de opção política; era questão de solidariedade, de emergência, de fraternidade. Era questão de humanidade. Os bombeiros de Nova Iorque entraram nas torres que estavam a ruir sem dar muita atenção à sua própria vida. Muitos caíram em serviço e, com o seu sacrifício, salvaram a vida de muitos outros.

E este lugar de morte transforma-se também num lugar de vida, de vidas salvas, numa canção que nos leva a afirmar que a vida está destinada sempre a triunfar sobre os profetas da destruição, sobre a morte, que o bem prevalece sempre sobre o mal, que a reconciliação e a unidade sairão vencedores sobre o ódio e a divisão.

Neste lugar de angústia e recordação, enche-me de esperança a oportunidade de me associar aos líderes que representam as numerosas religiões que enriquecem a vida desta cidade. Espero que a nossa presença aqui seja um sinal vigoroso das nossas vontades de compartilhar e reiterar o desejo de sermos forças de reconciliação, forças de paz e justiça nesta comunidade e em todo o mundo. Apesar das diferenças, das discrepâncias, é possível viver um mundo de paz. Perante qualquer tentativa de uniformizar, é possível e necessário que nos reunamos, das diferentes línguas, culturas, religiões, para dar voz a tudo aquilo que o quer impedir. Juntos, hoje, somos convidados a dizer «não» a qualquer tentativa de uniformização e «sim» a uma diferença acolhida e reconciliada.

E, com tal finalidade, precisamos de banir os nossos sentimentos de ódio, vingança, rancor. Mas sabemos que isto só é possível como dom do Céu. Aqui, neste lugar da memória, proponho a cada um de vós que faça, à sua maneira mas juntos, um momento de silêncio e oração. Peçamos ao Céu o dom de nos comprometermos pela causa da paz. Paz nas nossas casas, nas nossas famílias, nas nossas escolas, nas nossas comunidades. Paz naqueles lugares onde a guerra parece não ter fim. Paz naqueles rostos que nada mais conheceram senão angústia. Paz neste vasto mundo que Deus nos deu como casa de todos e para todos. Somente, paz. Rezemos em silêncio.

[alguns momentos de silêncio]

Assim, a vida de nossos entes queridos não será uma vida que vai acabar no esquecimento, mas estará presente todas as vezes que lutarmos por ser profetas de reconstrução, profetas de reconciliação, profetas de paz.

A oração do Papa Francisco no encontro inter-religioso no Ground Zero

Oh Deus de amor, de compaixão e cura nos olhe,
pessoas de distintos credos e tradições religiosas,
que nos reunimos hoje aqui neste lugar sagrado,
cenário de violência e dores inexprimíveis.

Pedimos-lhe que em sua bondade dê sua luz e sua paz eternas para quem morreu aqui: os heróis que primeiro responderam, os bombeiros,
policiais, trabalhadores dos serviços de emergência,
pessoal das autoridades,
assim como todos os homens e mulheres
que foram vítimas inocentes desta tragédia
simplesmente porque seu trabalho e serviço
trouxe-lhes aqui em 11 de setembro de 2001.

Pedimos-lhe, em sua compaixão,
que traga a cura a quem por sua presença aqui há 14 anos, segue sofrendo feridas e enfermidades.

Cura também a dor das famílias que ainda estão em luto
e de todos aqueles que perderam seus seres queridos nesta tragédia.
lhes dê a fortaleza para continuar suas vidas com coragem e com esperança.

Também recordamos quem sofreu a morte,
as lesões e perdas nesse mesmo dia
no Pentágono e no Shanksville, Pennsylvania.

Nossos corações estão com eles
e nossa oração recolhe sua dor e sofrimento.
Deus da paz, envia sua paz a nosso mundo violento:
paz aos corações dos homens e das mulheres,
paz entre as nações da terra.

Converte seu amor a quem tem seus corações e mentes
consumidos pelo ódio
e que justificam os assassinatos em nome da religião.
Deus da compreensão,
ultrapassados pela magnitude desta tragédia,
pedimos sua luz e guia para superar estes fatos terríveis.

Concede àqueles cuja vida foi perdida
que possam viver para que as vidas perdidas aqui
não se tenham perdido em vão.
nos console e nos conforte,
e nos dê a sabedoria e a valentia
de trabalhar sem descanso por um mundo onde a paz verdadeira
e o amor reinem entre as nações e nos corações de todos.

Fonte: ACI digital
Fonte do discurso: Vatican.va



Papa Francisco: Discurso na 70ª Assembleia Geral das Nações Unidas (25/09/15)

NOVA IORQUE, 25 Set. 15 / 12:30 pm (ACI).- O Papa Francisco chegou hoje, 25 de setembro, à sede da Organização das Nações Unidas e pronunciou um histórico discurso em espanhol ante dezenas de líderes do mundo que participam da 70ª Assembleia Geral desta organização. Confira a seguir o texto completo do Pontífice:

VIAGEM APOSTÓLICA DO PAPA FRANCISCO
A CUBA, AOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA
E VISITA À SEDE DA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS
(19-28 DE SETEMBRO DE 2015)

VISITA À ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS

DISCURSO DO SANTO PADRE

Nova Iorque, Palácio de Vidro
Sexta-feira, 25 de Setembro de 2015

Senhor Presidente,
Senhoras e Senhores: Bom dia.

Mais uma vez, seguindo uma tradição de que me sinto honrado, o Secretário-Geral das Nações Unidas convidou o Papa para falar a esta distinta assembleia das nações. Em meu nome e em nome de toda a comunidade católica, Senhor Ban Ki-moon, desejo manifestar-lhe a gratidão mais sincera e cordial; agradeço-lhe também as suas amáveis palavras. Saúdo ainda os chefes de Estado e de Governo aqui presentes, os embaixadores, os diplomatas e os funcionários políticos e técnicos que os acompanham, o pessoal das Nações Unidas empenhado nesta LXX Sessão da Assembleia Geral, o pessoal de todos os programas e agências da família da ONU e todos aqueles que, por um título ou outro, participam nesta reunião. Por vosso intermédio, saúdo também os cidadãos de todas as nações representadas neste encontro. Obrigado pelos esforços de todos e cada um em prol do bem da humanidade.

Esta é a quinta vez que um Papa visita as Nações Unidas. Fizeram-no os meus antecessores Paulo VI em 1965, João Paulo II em 1979 e 1995 e o meu imediato antecessor, hoje Papa emérito Bento XVI, em 2008. Nenhum deles poupou expressões de reconhecido apreço pela Organização, considerando-a a resposta jurídica e política adequada para o momento histórico, caracterizado pela superação das distâncias e das fronteiras graças à tecnologia e, aparentemente, superação de qualquer limite natural à afirmação do poder. Uma resposta imprescindível, dado que o poder tecnológico, nas mãos de ideologias nacionalistas ou falsamente universalistas, é capaz de produzir atrocidades tremendas. Não posso deixar de me associar ao apreçamento dos meus antecessores, reiterando a importância que a Igreja Católica reconhece a esta instituição e as esperanças que coloca nas suas atividades.

A história da comunidade organizada dos Estados, representada pelas Nações Unidas, que festeja nestes dias o seu septuagésimo aniversário, é uma história de importantes sucessos comuns, num período de inusual aceleração dos acontecimentos. Sem pretender ser exaustivo, pode-se mencionar a codificação e o desenvolvimento do direito internacional, a construção da normativa internacional dos direitos humanos, o aperfeiçoamento do direito humanitário, a solução de muitos conflitos e operações de paz e reconciliação, e muitas outras aquisições em todos os setores da projeção internacional das atividades humanas. Todas estas realizações são luzes que contrastam a obscuridade da desordem causada por ambições descontroladas e egoísmos coletivos. É certo que ainda são muitos os problemas graves por resolver, mas também é evidente que, se faltasse toda esta atividade internacional, a humanidade poderia não ter sobrevivido ao uso descontrolado das suas próprias potencialidades. Cada um destes avanços políticos, jurídicos e técnicos representa um percurso de concretização do ideal da fraternidade humana e um meio para a sua maior realização.

Presto, pois, homenagem a todos os homens e mulheres que serviram, com lealdade e sacrifício, a humanidade inteira nestes setenta anos. Em particular, desejo hoje recordar aqueles que deram a sua vida pela paz e a reconciliação dos povos, desde Dag Hammarskjöld até aos inúmeros funcionários, de qualquer grau, caídos nas missões humanitárias de paz e reconciliação.

A experiência destes setenta anos demonstra que, para além de tudo o que se conseguiu, há constante necessidade de reforma e adaptação aos tempos, avançando rumo ao objetivo final que é conceder a todos os países, sem exceção, uma participação e uma incidência reais e equitativas nas decisões. Esta necessidade duma maior equidade é especialmente verdadeira nos órgãos com capacidade executiva real, como o Conselho de Segurança, os organismos financeiros e os grupos ou mecanismos criados especificamente para enfrentar as crises econômicas. Isto ajudará a limitar qualquer espécie de abuso ou usura especialmente sobre países em vias de desenvolvimento. Os Organismos Financeiros Internacionais devem velar pelo desenvolvimento sustentável dos países, evitando uma sujeição sufocante desses países a sistemas de crédito que, longe de promover o progresso, submetem as populações a mecanismos de maior pobreza, exclusão e dependência.

A tarefa das Nações Unidas, com base nos postulados do Preâmbulo e dos primeiros artigos da sua Carta constitucional, pode ser vista como o desenvolvimento e a promoção da soberania do direito, sabendo que a justiça é um requisito indispensável para se realizar o ideal da fraternidade universal. Neste contexto, convém recordar que a limitação do poder é uma ideia implícita no conceito de direito. Dar a cada um o que lhe é devido, segundo a definição clássica de justiça, significa que nenhum indivíduo ou grupo humano se pode considerar onipotente, autorizado a pisar a dignidade e os direitos dos outros indivíduos ou dos grupos sociais. A efetiva distribuição do poder (político, econômico, militar, tecnológico, etc.) entre uma pluralidade de sujeitos e a criação dum sistema jurídico de regulação das reivindicações e dos interesses realiza a limitação do poder. Mas, hoje, o panorama mundial apresenta-nos muitos direitos falsos e, ao mesmo tempo, amplos setores sem proteção, vítimas inclusivamente dum mau exercício do poder: o ambiente natural e o vasto mundo de mulheres e homens excluídos são dois setores intimamente unidos entre si, que as relações políticas e econômicas preponderantes transformaram em partes frágeis da realidade. Por isso, é necessário afirmar vigorosamente os seus direitos, consolidando a proteção do meio ambiente e pondo fim à exclusão.

Antes de mais nada, é preciso afirmar a existência dum verdadeiro «direito do ambiente», por duas razões. Em primeiro lugar, porque como seres humanos fazemos parte do ambiente. Vivemos em comunhão com ele, porque o próprio ambiente comporta limites éticos que a ação humana deve reconhecer e respeitar. O homem, apesar de dotado de «capacidades originais [que] manifestam uma singularidade que transcende o âmbito físico e biológico» (Enc. Laudato si’, 81), não deixa ao mesmo tempo de ser uma porção deste ambiente. Possui um corpo formado por elementos físicos, químicos e biológicos, e só pode sobreviver e desenvolver-se se o ambiente ecológico lhe for favorável. Por conseguinte, qualquer dano ao meio ambiente é um dano à humanidade. Em segundo lugar, porque cada uma das criaturas, especialmente seres vivos, possui em si mesma um valor de existência, de vida, de beleza e de interdependência com outras criaturas. Nós cristãos, juntamente com as outras religiões monoteístas, acreditamos que o universo provém duma decisão de amor do Criador, que permite ao homem servir-se respeitosamente da criação para o bem dos seus semelhantes e para a glória do Criador, mas sem abusar dela e muito menos sentir-se autorizado a destruí-la. E, para todas as crenças religiosas, o ambiente é um bem fundamental (cf. ibid., 81).

O abuso e a destruição do meio ambiente aparecem associados, simultaneamente, com um processo ininterrupto de exclusão. Na verdade, uma ambição egoísta e ilimitada de poder e bem-estar material leva tanto a abusar dos meios materiais disponíveis como a excluir os fracos e os menos hábeis, seja pelo facto de terem habilidades diferentes (deficientes), seja porque lhes faltam conhecimentos e instrumentos técnicos adequados ou possuem uma capacidade insuficiente de decisão política. A exclusão econômica e social é uma negação total da fraternidade humana e um atentado gravíssimo aos direitos humanos e ao ambiente. Os mais pobres são aqueles que mais sofrem esses ataques por um triplo e grave motivo: são descartados pela sociedade, ao mesmo tempo são obrigados a viver de desperdícios, e devem injustamente sofrer as consequências do abuso do ambiente. Estes fenômenos constituem, hoje, a «cultura do descarte» tão difundida e inconscientemente consolidada.

O caráter dramático de toda esta situação de exclusão e desigualdade, com as suas consequências claras, leva-me, juntamente com todo o povo cristão e muitos outros, a tomar consciência também da minha grave responsabilidade a este respeito, pelo que levanto a minha voz, em conjunto com a de todos aqueles que aspiram por soluções urgentes e eficazes. A adoção da «Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável», durante a Cimeira Mundial que hoje mesmo começa, é um sinal importante de esperança. Estou confiado também que a Conferência de Paris sobre as alterações climáticas alcance acordos fundamentais e efetivos.

Todavia não são suficientes os compromissos solenemente assumidos, embora constituam certamente um passo necessário para a solução dos problemas. A definição clássica de justiça, a que antes me referi, contém como elemento essencial uma vontade constante e perpétua: Iustitia est constans et perpetua voluntas ius suum cuique tribuendi. O mundo pede vivamente a todos os governantes uma vontade efetiva, prática, constante, feita de passos concretos e medidas imediatas, para preservar e melhorar o ambiente natural e superar o mais rapidamente possível o fenômeno da exclusão social e econômica, com suas tristes consequências de tráfico de seres humanos, tráfico de órgãos e tecidos humanos, exploração sexual de meninos e meninas, trabalho escravo, incluindo a prostituição, tráfico de drogas e de armas, terrorismo e criminalidade internacional organizada. Tal é a magnitude destas situações e o número de vidas inocentes envolvidas que devemos evitar qualquer tentação de cair num nominalismo declamatório com efeito tranquilizador sobre as consciências. Devemos ter cuidado com as nossas instituições para que sejam realmente eficazes na luta contra estes flagelos.

A multiplicidade e complexidade dos problemas exigem servir-se de instrumentos técnicos de medição. Isto, porém, esconde um duplo perigo: limitar-se ao exercício burocrático de redigir longas enumerações de bons propósitos – metas, objetivos e indicações estatísticas –, ou julgar que uma solução teórica única e apriorística dará resposta a todos os desafios. É preciso não perder de vista, em momento algum, que a ação política e econômica só é eficaz quando é concebida como uma atividade prudencial, guiada por um conceito perene de justiça e que tem sempre presente que, antes e para além de planos e programas, existem mulheres e homens concretos, iguais aos governantes, que vivem, lutam e sofrem e que muitas vezes se vêem obrigados a viver miseravelmente, privados de qualquer direito.

Para que estes homens e mulheres concretos possam subtrair-se à pobreza extrema, é preciso permitir-lhes que sejam atores dignos do seu próprio destino. O desenvolvimento humano integral e o pleno exercício da dignidade humana não podem ser impostos; devem ser construídos e realizados por cada um, por cada família, em comunhão com os outros seres humanos e num relacionamento correto com todos os ambientes onde se desenvolve a sociabilidade humana – amigos, comunidades, aldeias e vilas, escolas, empresas e sindicatos, províncias, países, etc. Isto supõe e exige o direito à educação – mesmo para as meninas (excluídas em alguns lugares) –, que é assegurado antes de mais nada respeitando e reforçando o direito primário das famílias a educar e o direito das Igrejas e das agregações sociais a apoiar e colaborar com as famílias na educação das suas filhas e dos seus filhos. A educação, assim entendida, é a base para a realização da Agenda 2030 e para a recuperação do ambiente.

Ao mesmo tempo, os governantes devem fazer o máximo possível por que todos possam dispor da base mínima material e espiritual para tornar efetiva a sua dignidade e para formar e manter uma família, que é a célula primária de qualquer desenvolvimento social. A nível material, este mínimo absoluto tem três nomes: casa, trabalho e terra. E, a nível espiritual, um nome: liberdade de espírito, que inclui a liberdade religiosa, o direito à educação e todos os outros direitos civis.

Por todas estas razões, a medida e o indicador mais simples e adequado do cumprimento da nova Agenda para o desenvolvimento será o acesso efetivo, prático e imediato, para todos, aos bens materiais e espirituais indispensáveis: habitação própria, trabalho digno e devidamente remunerado, alimentação adequada e água potável; liberdade religiosa e, mais em geral, liberdade de espírito e educação. Ao mesmo tempo, estes pilares do desenvolvimento humano integral têm um fundamento comum, que é o direito à vida, e, em sentido ainda mais amplo, aquilo a que poderemos chamar o direito à existência da própria natureza humana.

A crise ecológica, juntamente com a destruição de grande parte da biodiversidade, pode pôr em perigo a própria existência da espécie humana. As nefastas consequências duma irresponsável má gestão da economia mundial, guiada unicamente pela ambição de lucro e poder, devem constituir um apelo a esta severa reflexão sobre o homem: «O homem não se cria a si mesmo. Ele é espírito e vontade, mas é também natureza» (BENTO XVI, Discurso ao Parlamento da República Federal da Alemanha, 22 de Setembro de 2011; citado na Enc. Laudato si’, 6). A criação vê-se prejudicada «onde nós mesmos somos a última instância (…). E o desperdício da criação começa onde já não reconhecemos qualquer instância acima de nós, mas vemo-nos unicamente a nós mesmos» (BENTO XVI, Discurso ao clero da Diocese de Bolzano-Bressanone, 6 de Agosto de 2008; citado na Enc. Laudato si’, 6). Por isso, a defesa do ambiente e a luta contra a exclusão exigem o reconhecimento duma lei moral inscrita na própria natureza humana, que inclui a distinção natural entre homem e mulher (cf. Enc. Laudato si’, 155) e o respeito absoluto da vida em todas as suas fases e dimensões (cf. ibid., 123; 136).

Sem o reconhecimento de alguns limites éticos naturais inultrapassáveis e sem a imediata actuação dos referidos pilares do desenvolvimento humano integral, o ideal de «preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra» (Carta das Nações Unidas, Preâmbulo) e «promover o progresso social e um padrão mais elevado de viver em maior liberdade» (ibid.) corre o risco de se tornar uma miragem inatingível ou, pior ainda, palavras vazias que servem como desculpa para qualquer abuso e corrupção ou para promover uma colonização ideológica através da imposição de modelos e estilos de vida anormais, alheios à identidade dos povos e, em última análise, irresponsáveis.

A guerra é a negação de todos os direitos e uma agressão dramática ao meio ambiente. Se se quiser um desenvolvimento humano integral autêntico para todos, é preciso continuar incansavelmente no esforço de evitar a guerra entre as nações e os povos.

Para isso, é preciso garantir o domínio incontrastado do direito e o recurso incansável às negociações, aos mediadores e à arbitragem, como é proposto pela Carta das Nações Unidas, verdadeira norma jurídica fundamental. A experiência destes setenta anos de existência das Nações Unidas, em geral, e, de modo particular, a experiência dos primeiros quinze anos do terceiro milênio mostram tanto a eficácia da plena aplicação das normas internacionais como a ineficácia da sua inobservância. Se se respeita e aplica a Carta das Nações Unidas, com transparência e sinceridade, sem segundos fins, como um ponto de referência obrigatório de justiça e não como um instrumento para mascarar intenções ambíguas, obtém-se resultados de paz. Quando, pelo contrário, se confunde a norma com um simples instrumento que se usa quando resulta favorável e se contorna quando não o é, abre-se uma verdadeira caixa de Pandora com forças incontroláveis, que prejudicam seriamente as populações inermes, o ambiente cultural e também o ambiente biológico.

O Preâmbulo e o primeiro artigo da Carta das Nações Unidas indicam as bases da construção jurídica internacional: a paz, a solução pacífica das controvérsias e o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações. Contrasta fortemente com estas afirmações – e nega-as na prática – a tendência sempre presente para a proliferação das armas, especialmente as de destruição em massa, como o podem ser as armas nucleares. Uma ética e um direito baseados sobre a ameaça da destruição recíproca – e, potencialmente, de toda a humanidade – são contraditórios e constituem um dolo em toda a construção das Nações Unidas, que se tornariam «Nações Unidas pelo medo e a desconfiança». É preciso trabalhar por um mundo sem armas nucleares, aplicando plenamente, na letra e no espírito, o Tratado de Não-Proliferação para se chegar a uma proibição total destes instrumentos.

O recente acordo sobre a questão nuclear, numa região sensível da Ásia e do Médio Oriente, é uma prova das possibilidades da boa vontade política e do direito, cultivados com sinceridade, paciência e constância. Faço votos de que este acordo seja duradouro e eficaz e, com a colaboração de todas as partes envolvidas, produza os frutos esperados.

Nesta linha, não faltam provas graves das consequências negativas de intervenções políticas e militares não coordenadas entre os membros da comunidade internacional. Por isso, embora desejasse não ter necessidade de o fazer, não posso deixar de reiterar os meus apelos que venho repetidamente fazendo em relação à dolorosa situação de todo o Médio Oriente, do Norte de África e de outros países africanos, onde os cristãos, juntamente com outros grupos culturais ou étnicos e também com aquela parte dos membros da religião maioritária que não quer deixar-se envolver pelo ódio e a loucura, foram obrigados a ser testemunhas da destruição dos seus lugares de culto, do seu patrimônio cultural e religioso, das suas casas e haveres, e foram postos perante a alternativa de escapar ou pagar a adesão ao bem e à paz com a sua própria vida ou com a escravidão.

Estas realidades devem constituir um sério apelo a um exame de consciência por parte daqueles que têm a responsabilidade pela condução dos assuntos internacionais. Não só nos casos de perseguição religiosa ou cultural, mas em toda a situação de conflito, como na Ucrânia, Síria, Iraque, Líbia, Sudão do Sul e na região dos Grandes Lagos, antes dos interesses de parte, mesmo legítimos, existem rostos concretos. Nas guerras e conflitos, existem pessoas, nossos irmãos e irmãs, homens e mulheres, jovens e idosos, meninos e meninas que choram, sofrem e morrem. Seres humanos que se tornam material de descarte, enquanto nada mais se faz senão enumerar problemas, estratégias e discussões.

Como pedi ao Secretário-Geral das Nações Unidas, na minha carta de 9 de Agosto de 2014, «a mais elementar compreensão da dignidade humana obriga a comunidade internacional, em particular através das regras e dos mecanismos do direito internacional, a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para impedir e prevenir ulteriores violências sistemáticas contra as minorias étnicas e religiosas» e para proteger as populações inocentes.

Nesta mesma linha, quero citar outro tipo de conflitualidade, nem sempre assim explicitada, mas que inclui silenciosamente a morte de milhões de pessoas. Muitas das nossas sociedades vivem um tipo diferente de guerra com o fenômeno do narcotráfico. Uma guerra «suportada» e pobremente combatida. O narcotráfico, por sua própria natureza, é acompanhado pelo tráfico de pessoas, lavagem de dinheiro, tráfico de armas, exploração infantil e outras formas de corrupção. Corrupção, que penetrou nos diferentes níveis da vida social, política, militar, artística e religiosa, gerando, em muitos casos, uma estrutura paralela que põe em perigo a credibilidade das nossas instituições.

Comecei a minha intervenção recordando as visitas dos meus antecessores. Agora quereria, em particular, que as minhas palavras fossem como que uma continuação das palavras finais do discurso de Paulo VI, pronunciadas quase há cinquenta anos, mas de valor perene. Cito: «Eis chegada a hora em que se impõe uma pausa, um momento de recolhimento, de reflexão, quase de oração: pensar de novo na nossa comum origem, na nossa história, no nosso destino comum. Nunca, como hoje, (…) foi tão necessário o apelo à consciência moral do homem. Porque o perigo não vem nem do progresso nem da ciência, que, bem utilizados, poderão, pelo contrário, resolver um grande número dos graves problemas que assaltam a humanidade» (Discurso aos Representantes dos Estados, 4 de Outubro de 1965, n. 7). Sem dúvida que a genialidade humana, bem aplicada, ajudará a resolver, entre outras coisas, os graves desafios da degradação ecológica e da exclusão. E continuo com as palavras de Paulo VI: «O verdadeiro perigo está no homem, que dispõe de instrumentos sempre cada vez mais poderosos, aptos tanto para a ruína como para as mais elevadas conquistas» (ibid.). Até aqui, as palavras de Paulo VI.

A casa comum de todos os homens deve continuar a erguer-se sobre uma reta compreensão da fraternidade universal e sobre o respeito pela sacralidade de cada vida humana, de cada homem e de cada mulher; dos pobres, dos idosos, das crianças, dos doentes, dos nascituros, dos desempregados, dos abandonados, daqueles que são vistos como descartáveis porque considerados meramente como números desta ou daquela estatística. A casa comum de todos os homens deve edificar-se também sobre a compreensão duma certa sacralidade da natureza criada.

Tal compreensão e respeito exigem um grau superior de sabedoria, que aceite a transcendência, própria de cada um, renuncie à construção duma elite onipotente e entenda que o sentido pleno da vida individual e coletiva está no serviço desinteressado aos outros e no uso prudente e respeitoso da criação para o bem comum. Repetindo palavras de Paulo VI, «o edifício da civilização moderna deve construir-se sobre princípios espirituais, os únicos capazes não apenas de o sustentar, mas também de o iluminar e de o animar» (ibid.).

O Gaúcho Martín Fierro, um clássico da literatura da minha terra natal, canta: «Os irmãos estejam unidos, porque esta é a primeira lei. Tenham união verdadeira em qualquer tempo que seja, porque se litigam entre si, devorá-los-ão os de fora».

O mundo contemporâneo, aparentemente interligado, experimenta uma crescente, consistente e contínua fragmentação social que põe em perigo «todo o fundamento da vida social» e assim «acaba por colocar-nos uns contra os outros na defesa dos próprios interesses» (Enc. Laudato si’, 229).

O tempo presente convida-nos a privilegiar ações que possam gerar novos dinamismos na sociedade e frutifiquem em acontecimentos históricos importantes e positivos (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 223).

Não podemos permitir-nos o adiamento de «algumas agendas» para o futuro. O futuro exige-nos decisões críticas e globais face aos conflitos mundiais que aumentam o número dos excluídos e necessitados.

A louvável construção jurídica internacional da Organização das Nações Unidas e de todas as suas realizações – melhorável como qualquer outra obra humana e, ao mesmo tempo, necessária – pode ser penhor dum futuro seguro e feliz para as gerações futuras. Sê-lo-á se os representantes dos Estados souberem pôr de lado interesses setoriais e ideologias e procurarem sinceramente o serviço do bem comum. Peço a Deus onipotente que assim seja, assegurando-vos o meu apoio, a minha oração, bem como o apoio e as orações de todos os fiéis da Igreja Católica, para que esta Instituição, com todos os seus Estados-Membros e cada um dos seus funcionários, preste sempre um serviço eficaz à humanidade, um serviço respeitoso da diversidade e que saiba potenciar, para o bem comum, o melhor de cada nação e de cada cidadão. Deus vos abençoe a todos!

Fonte: ACI digital
Fonte do discurso: Vatican.va



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana/Devoção e Fé