Solenidade de Pedro e Paulo, Príncipes da Igreja - Devoção e Fé - Blog Católico

domingo, 28 de junho de 2015

Solenidade de Pedro e Paulo, Príncipes da Igreja

Pedro e Paulo, Príncipes da Igreja
Celebramos dois grande santos da Igreja. Pedro, protetor da comunidade cristã ad intra, e Paulo, pregador da Igreja ad extra. Pedro cuida do rebanho do Senhor, para que siga nas trilhas do Evangelho, e Paulo avança para novas fronteiras.

São dois grandes modelos e nos ensinam a sermos fiéis a Jesus Cristo. As chaves de Pedro escancaram as portas da Igreja para acolher novos filhos. Paulo salta montanhas e muralhas para anunciar o Cristo, que lhe tocou profundamente o coração. Nunca nos cansaremos de repetir com Paulo: "Ai de mim se eu não evangelizar" (1Cor 9,16).

Solenidade de nossas colunas eclesiais

Na solenidade de Pedro e Paulo, comemorada em 28 de junho neste ano, a liturgia mostra a grande importância deles na Igreja primitiva e sua importância na evangelização e na unidade da Igreja. Sua origem começa com uma celebração em honra aos dois santos, chamada de festa dos Apóstolos.
Conforme a tradição católica, no lugar onde os santos eram martirizados ou mesmo sepultados, os cristãos se dirigiam em peregrinação para o "santuário", principalmente na data do aniversário de morte. Assim, ao longo dos séculos, Pedro e Paulo receberam grande demonstração de fé de todos os povos. Sabemos, pelos estudos especializados, que os dois foram martirizados em Roma sob o desumano Imperador Nero. Como informam os escritos de Clemente Romano (martirizado no ano 110 e que foi Papa entre os anos 88 e 97), Pedro foi crucificado de cabeça para baixo e Paulo foi decapitado.

Passos bíblicos de nossos patriarcas

No Novo Testamento, temos os relatos de que Pedro foi escolhido como chefe da Igreja (Mt 16,13-19) e pastor da comunidade cristã (Jo 21,15-17), enquanto Paulo, convertido no Caminho de Damasco, após uma grande luz -Jesus Cristo- ter-lhe aparecido(At 9,1-16), foi escolhido como missionário dos povos pagãos e dos gentios (At 9,15).
Paulo foi, sem dúvida, o grande missionário da Igreja primitiva. A ele se devem inúmeras comunidades, as, quais nasceram nas suas três magníficas viagens de evangelização. O trajeto que Paulo fez e os frutos de seu trabalho de evangelização são sem dúvida alguma os pilares que sustentam até hoje a nossa fé. Suas pregações levavam as boas novas, além de ter divulgado os ensinamentos de Cristo com uma maestria e perseverança que o tornou "Príncipe da Igreja".
Pedro foi escolhido por Jesus para edificar a Igreja. Ele foi a pedra fundamental que construiu a Igreja e, como seu chefe, teve o poder dado por Cristo para que ele ligasse ou desligasse na terra tudo o  que também seria ligado ou desligado no céu (cf. Mt 16,13-19). Amplos poderes para levar adiante os ensinamentos do Filho de Deus. Hoje, muitos olham para o Vaticano como se  ele sempre tivesse existido como está; vemos mais de dois bilhões e quase trezentos milhões de católicos no mundo como se esse número fosse muito natural. No entanto, sabemos que para chegar a isso, os discípulos tiveram de ter muita coragem, padeceram muita dor e muito sangue foi derramado, desde Cristo até nossos dias.

Celebrar a fé e a fidelidade

A Missa desta grande solenidade ensina aos fiéis e devotos o valor do martírio dentro da comunidade, como modelo e força para todo os cristãos. É importante que os fiéis se recordem de Pedro e Paulo como aqueles que deram a vida pela Igreja e pelo seu papel na construção de nossa Santa Igreja.
Pedro e Paulo, como mártires, são testemunhas de Cristo e se tornaram Seus aliados mais importantes pela construção do Reino de Deus, transmitindo, também, a Palavra de Deus, como encontramos nas celebrações. Assim, aprofundamos a missão destes santos que edificaram a vida da Igreja.
Pedro é sempre apresentado como o primeiro apóstolo a proclamar a fé, e Paulo como o grande evangelizador dos povos, levando no início da Igreja primitiva a mensagem de Cristo. Pedro e Paulo complementam a missão que Cristo lhes confiou. Pedro cultiva a vida eclesial e Paulo vai além das fronteiras.
A primeira leitura traz a perseguição política à comunidade (At 12,1-11), que é muito simbólica para o Cristianismo. Deus está sempre presente e vem libertar Pedro que havida sido levado para a prisão. Esta passagem fortalece os cristãos perseguidos, pois o Senhor sempre está presente para auxiliar todos que acreditam nele.
A segunda leitura (2Tm 4,6-8.17-18) é centrada na figura de Paulo. Ela faz um retrospecto de sua missão, no processo de seu trabalho de evangelizar. Paulo considera-se vitorioso, pois agiu pelos desígnios de Deus, "combateu o bom combate de Deus" (2Tm 4,7) e nunca deixou esmorecer sua fé, mesmo diante de tantos problemas que tivera em suas viagens evangelizadoras. Paulo sente a presença próxima do martírio, devido às várias perseguições e ameaças de morte que enfrentou no final de sua vida.

Mística da santidade de Pedro e Paulo

O coração da mensagem desta celebração está direcionado na confissão que Pedro faz sobre a identidade de Jesus (Mt 16,13-14). Ele testemunha a messianidade e a divindade de Cristo: "Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo" (Mt 16,16). Esta passagem mostra que Pedro entendeu perfeitamente quem era o Filho de Deus, e , por isso, Ele lhe concedeu o poder de ligar e desligar tudo no céu e na terra.
Esta solenidade valoriza o crescimento da Igreja e sua dimensão missionária. As leituras demonstram que Pedro representa a coesão interna da comunidade e, Paulo, os seus caminhos no mundo, evangelizando, tendo sido realmente o maior missionário de Cristo. Juntos completam a missão que Deus escolheu para os dois.
É interessante notar que, no século XXI, Deus coloca no trono do Vaticano, o Papa Francisco. Lendo as mensagens de Paulo e de Pedro, que foi o primeiro bispo de Roma, encontramos no papa atual, o sentido da igreja primitiva cristã. em nossos dias, nossa Mãe Igreja vive este renascer, a nova primavera de Francisco, um sopro para renovar a Igreja de Cristo na história da humanidade.

Autores: Professor João H. Hansen, Padre Rodinei C. Thomazella e Padre Antônio S. Bogaz (Da família de São Luís Orione)

Fonte: Revista O Mílite (junho/2015)



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