Círio de Nazaré: maior procissão católica do Brasil e do mundo - Devoção e Fé - Blog Católico

sábado, 11 de outubro de 2014

Círio de Nazaré: maior procissão católica do Brasil e do mundo

Círio de Nazaré em Belém do Pará

Realizado em Belém do Pará há mais de dois séculos, o Círio de Nazaré é uma das maiores e mais belas procissões católicas do Brasil e do mundo. Reúne, anualmente, cerca de dois milhões de romeiros numa caminhada de fé pelas ruas da capital do Estado, num espetáculo grandioso em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, a mãe de Jesus.

No segundo domingo de outubro, a procissão sai da Catedral de Belém e segue até a Praça Santuário de Nazaré, onde a imagem da Virgem fica exposta para veneração dos fiéis durante 15 dias, período chamado de quadra nazarena. O percurso é de 3,6 quilômetros e já chegou a ser percorrido em nove horas e quinze minutos, como ocorreu no ano de 2004, no mais longo Círio de toda a história.

Na procissão, a Berlinda que carrega a imagem da Virgem de Nazaré é seguida por romeiros de Belém, do interior do Estado, de várias regiões do país e até do exterior. Em todo o percurso, os fiéis fazem manifestações de fé, enfeitam ruas e casas em homenagem à Santa. Além da procissão de domingo, o Círio agrega várias outras manifestações de devoção, como a trasladação, a romaria fluvial e diversas outras peregrinações e romarias que ocorrem na quadra Nazarena.

O domingo do Círio começa com a celebração de uma missa em frente à Catedral metropolitana de Belém, a Sé, às 5h30. Ao término da missa, às 6h30, é iniciada a procissão que percorre as ruas de Belém até a Praça Santuário de Nazaré, em um percurso de 3,6 quilômetros.

Por sua grandiosidade, o Círio de Belém foi registrado, em setembro de 2004, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), como patrimônio cultural de natureza imaterial. Mérito conquistado não só pela Imagem de Nossa Senhora de Nazaré, mas também pelo simbolismo da corda do Círio, que todos os anos é disputada pelos promesseiros que enchem as ruas de Belém de fé e emoção; dos carros de promessas, que carregam as graças atendidas pela Virgem; dos mantos de Nossa Senhora, que a deixam ainda mais linda; da Berlinda, que se destaca na multidão carregando a pequena imagem tão singela e do hino “Vós sois o Lírio Mimoso”, canção que embala os milhares de corações que acompanham o Círio em uma só voz.

O Círio de Nazaré completa neste ano 222 anos de história. Neste ano, o Círio de Nazaré recebeu o Título de Patrimônio Imaterial da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Imagem Original desce do Glória

A Imagem de Nossa Senhora de Nazaré, encontrada por Plácido de Souza, em 1700, desce do alto-mor, também chamado de Glória. Na Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, a imagem autêntica fica em redoma de cristal no altar-mor, o Glória , entre anjos, nuvens e um belo esplendor de raios. De lá, ela só é retirada uma vez ao ano, numa cerimônia conhecida como a “Descida da Imagem” ou “Descida do Glória”, que ocorre na véspera do Círio, às 13h. Após a descida do Glória, durante toda a quinzena da Festa, a imagem fica num nicho instalado no presbitério, portanto mais perto dos devotos. Este momento ocorre desde 1992, e se tornou uma das celebrações mais esperadas pelos devotos de que aguardam para ficar mais próxima da Imagem da padroeira dos paraenses.

Centenas de fiéis começam a chegar à Basílica Santuário por volta das 6 da manhã, e lá permanecem até o momento da descida da Imagem. Momentos de vigília e adoração a Jesus e cantos de louvor à Nossa Senhora são entoados por toda a manhã. Muitas orações marcam esse momento marcante. Além disso, diversos devotos pagam suas promessas nesse momento, oferecendo flores para Nossa Senhora e levando as promessas para o Santuário.

Raridade – São raros os momentos de descida da Imagem Original do altar-mor da Basílica. A imagem só deixou o interior da Basílica em situações excepcionais, como na procissão do Círio número 200 e também durante a visita do Papa João Paulo II à Belém – no dia 9 de julho de 1980, quando o Pontífice abençoou com a Imagem, e da janela do Arcebispado, o povo que estava na Praça da Sé.  Atualmente, a Imagem só desce em outubro, no período da Festa de Nazaré, e no mês de maio, quando é comemorado o aniversário de elevação da Basílica à Santuário.


História – Em 1969, o Vigário de Nazaré, Padre Miguel Giambelli, decidiu descer a Imagem do Glória para ficar no Presbitério, mais próxima do povo, substituindo a Imagem do Colégio Gentil Bittencourt. As primeiras descidas aconteciam às 23h, após a chegada do Pároco na Basílica, depois da Trasladação.  Antes, a Imagem Original de Nossa Senhora de Nazaré descia do Glória discretamente, com a Igreja fechada. Mas, desde 1992, a Basílica Santuário abre as portas para os fiéis acompanharem este momento especial, para terem um instante mais perto da Imagem encontrada por Plácido.

A Imagem de Nossa Senhora de Nazaré tem 28 cm de altura e fica no Glória, sobre o altar-mor da Basílica de Nazaré, em redoma de cristal antiprojétil. Ela reproduz uma senhora portuguesa e, nas nuvens onde repousa, vemos um rostinho de anjo. E no braço esquerdo traz um menino aparentando dois anos de idade, que carrega um globo.

Trasladação

Com trajeto um pouco mais longo que o do Círio, a Trasladação faz o sentido inverso, saindo do Colégio Gentil até a Igreja da Sé, com chegada prevista para as 22h30, no bairro Cidade Velha. Como na Procissão do Círio, Nossa Senhora recebe várias homenagens.

Diferente do que ocorre no Círio, o único carro que sai em procissão na Trasladação é a Berlinda – que conduz a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré. Este ano a decoração do andor será de Gilmar Cosme, que também assina a decoração da berlinda no Círio. Os outros 13 carros de promessas só poderão ser vistos na grande procissão do Círio.

História – A primeira Trasladação foi conduzida pelo Governador Francisco de Souza Coutinho, junto com o Capelão do Palácio, Pe. José Roiz de Moura, que levaram a Imagem de Nossa Senhora de Nazaré em uma breve procissão da Matriz até o Palácio. Não há uma data precisa e também não há registro se houve ou não acompanhamento de pessoas do povo. No ano de 1906, a procissão passou a sair do Colégio Gentil Bittencourt, na avenida que atualmente é denominada Avenida Magalhães Barata.

Nos anos 70, por ser uma procissão noturna, com clima ameno, as senhoras de mais idade reuniam-se em grupos e seguiam a procissão na corda. A partir de 1985, com o aumento de promesseiros na corda, a participação das senhoras começou a ficar problemática. Atualmente a corda da Trasladação é tão disputada quanto a do Círio. Em ambas as procissões é utilizada uma corda com 400 metros.

Só em 1988, a Trasladação passou a ter o mesmo trajeto do Círio, mas em sentido inverso, pois antes disso, ela ainda seguia até a Sé tendo a Avenida Governador José Malcher como rua central do percurso. Em 2005, a Trasladação foi uma das mais longas dos últimos anos, demorou cerca de 6h com a Berlinda chegando à Sé por volta de 00h, já na madruga do sábado para o domingo.

Presume-se que a primeira missa celebrada por ocasião da Trasladação tenha sido em 1887, na capela do Colégio Amparo. Em 1992, no Círio de número 200, passou-se a colocar um tablado sobre as escadarias do Colégio Gentil para celebração da missa, a fim de permitir uma melhor visibilidade.

A partir de 1969, por motivos de segurança, a imagem autêntica que era levada nas procissões do Círio foi substituída por outra, que é uma cópia alterada da imagem encontrada por Plácido. É chamada de “imagem peregrina” porque sai em todas as procissões e cerimônias oficiais da festa Nazarena. Durante o ano, ela fica na sacristia da Basílica Santuário. 

Percurso – A saída é realizada do Colégio Gentil Bittencourt, segue pela Av. Magalhães Barata, Av. Nazaré, Av. Presidente Vargas, Av. Boulevard Castilho França, Av. Portugal, Praça do Relógio até a chegar à Igreja da Sé, no bairro da Cidade Velha.


Manto de 2014-Segundo a lenda do achado da Imagem 
da Virgem de Nazaré, ela já estava com um manto 
no momento em que foi encontrada pelo caboclo Plácido. 
A tradição foi mantida e, ao longo dos anos, 
ela foi ganhando vários outros.





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