sábado, 31 de maio de 2014

No Kairós e no Cerco de Jericó, em Cristo Jesus, vamos derrubar todas as muralhas-Pe Marcelo Rossi


Bom dia irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!
Hoje (31 de maio), o Padre Marcelo Rossi continuou a semana de orações com o lema: "Através do livro Kairós e do CD Já Deu Tudo Certo, no Cerco de Jericó, em Cristo Jesus, vamos derrubar as muralhas que impedem nosso crescimento!".
Hoje o padre colocou no facebook três lindos cartões que trouxe aqui para vocês.
Um abençoado fim de semana na Paz e no Amor Ágape de Jesus, e no Amor Materno de Nossa Senhora.
Adriana dos Anjos-Devoção e Fé

Mensagem do Padre Marcelo Rossi por E-mail:
ACERCO DE JERICÓ

É isso Amados, as muralhas estão caindo! Amém! ATRAVÉS DO LIVRO KAIRÓS E DO CD JÁ DEU TUDO CERTO, NO CERCO DE JERICÓ, EM CRISTO JESUS, VAMOS DERRUBAR AS MURALHAS QUE ATRAPALHAM NOSSA VIDA!

Amados, que cerco de Jericó incrível! Hoje vamos continuar orando para que todas as muralhas que nos atrapalham e impedem o nosso desenvolvimento em todos os sentidos sejam derrubadas. A muralha da inveja, da violência, das enfermidades, do desemprego, da discórdia e tantas outras muralhas, virão ao chão tijolo por tijolo, não pelo poder de homens, mas sim pelo poder da nossa Fé. Vamos acima de tudo perseverar para que sejamos vencedores em Cristo, ATRAVÉS DO LIVRO KAIRÓS E DO CD JÁ DEU TUDO CERTO, QUE NO CERCO DE JERICÓ, EM CRISTO JESUS, VAMOS DERRUBAR AS MURALHAS QUE ATRAPALHAM NOSSA VIDA!

Observação: Não deixe de compartilhar esta grande bênção com os outros.
PAZ E BEM!

"Nós podemos curar as doenças físicas com remédios, mas a única cura para a solidão e o desespero se chama amor."

ORAÇÃO DO PEQUENO EXORCISMO NO SEXTO DIA DO CERCO DE JERICÓ

Levanta-se Deus, intercedendo a Bem aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes e sejam dispersos seus inimigos e fujam de sua face todos os que odeiam, em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém!

V: Eis a Cruz do Senhor, fugi potências inimigas.
R: Venceu o Leão da tribo de Judá, a estirpe de Davi.
V: Venha a nós Senhor a Vossa misericórdia.
R: Como esperamos em vós.
V: Senhor, escutai a minha oração.
R: E chegue até vós o meu clamor.






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Facebook Padre Marcelo Rossi:
**Programa Nosso Momento de Fé com Padre Marcelo Rossi: Rádio Globo Am/FM (ou internet) de segunda a sábado, das 9:05 às 10:05hs
**Se você não pode ouvir no horário, escute o programa gravado diariamente no site do Padre Marcelo Rossi; procure por Web Radio e clique escute (se for sua primeira vez, o site pedirá para você se cadastrar);
*Site Padre Marcelo Rossi = para ouvir o Momento de Fé



No Kairós e no Cerco de Jericó, em Cristo Jesus, vamos derrubar a muralha do desemprego-Pe Marcelo Rossi


Bom dia irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!
Ontem (30 de maio), o Padre Marcelo Rossi continuou a semana de orações com o lema: "Através do livro Kairós e do CD Já Deu Tudo Certo, no Cerco de Jericó, em Cristo Jesus, vamos derrubar as muralhas que impedem nosso crescimento!".
Hoje o padre colocou no facebook três lindos cartões que trouxe aqui para vocês.
Um maravilhoso fim de semana na Paz e no Amor Ágape de Jesus, e no Amor Materno de Nossa Senhora.
Adriana dos Anjos-Devoção e Fé

Mensagem do Padre Marcelo Rossi por E-mail:
ACERCO DE JERICÓ, AS MURALHAS VÃO CAIR!

Continuamos firmes derrubando todas as muralhas que atrapalham nossas vidas. Hoje vamos mirar a falta de emprego, ATRAVÉS DO LIVRO KAIRÓS E DO CD JÁ DEU TUDO CERTO, NO CERCO DE JERICÓ, EM CRISTO JESUS, VAMOS DERRUBAR A MURALHA DO DESEMPREGO EM NOSSA VIDA!

Amados, a falta de oportunidade no mercado de trabalho causa uma verdadeira devastação na vida de uma pessoa. A dificuldade financeira causada pelo desemprego destrói famílias, relacionamentos entre casais, causa depressão na vida de muitas pessoas e acarreta inúmeros problemas físicos e psicológicos. Por isso hoje, vamos colocar como alvo a muralha do desemprego. Vamos todos nos unir em oração e derrubar esta muralha que tanto assola nossa sociedade. ATRAVÉS DO LIVRO KAIRÓS E DO CD JÁ DEU TUDO CERTO, QUE NO CERCO DE JERICÓ, EM CRISTO JESUS, VAMOS DERRUBAR A MURALHA DO DESEMPREGO EM NOSSA VIDA!

Observação: Não deixe de compartilhar esta grande bênção com os outros.
PAZ E BEM!

"Aprendemos que quando erramos, podemos consertar; que quando consertamos podemos melhorar; quando melhoramos, podemos inovar; quando inovamos nos superamos, e superar é amar."

FRASE FANTÁSTICA DE UMA FILHA AMADA POR DEUS, A FABIANE, QUE FALOU HOJE NO NOSSO MOMENTO DE FÉ:

"Jesus, através do Senhor Padre Marcelo, já me livrou de muitas NOITES TRAIÇOEIRAS, pois O ÓDIO NÃO VENCE O AMOR e como JÁ DEU TUDO CERTO, HOJE LIVRE SOU!


ORAÇÃO DO PEQUENO EXORCISMO NO QUINTO DIA DO CERCO DE JERICÓ

Levanta-se Deus, intercedendo a Bem aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes e sejam dispersos seus inimigos e fujam de sua face todos os que odeiam, em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém!

V: Eis a Cruz do Senhor, fugi potências inimigas.
R: Venceu o Leão da tribo de Judá, a estirpe de Davi.
V: Venha a nós Senhor a Vossa misericórdia.
R: Como esperamos em vós.
V: Senhor, escutai a minha oração.
R: E chegue até vós o meu clamor.







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quinta-feira, 29 de maio de 2014

No Kairós e no Cerco de Jericó, em Cristo Jesus, vamos derrubar a muralha da enfermidade-Pe Marcelo Rossi


Bom dia irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!
Hoje (29 de maio), o Padre Marcelo Rossi continuou a semana de orações com o lema: "Através do livro Kairós e do CD Já Deu Tudo Certo, no Cerco de Jericó, em Cristo Jesus, vamos derrubar as muralhas que impedem nosso crescimento!".
Hoje o padre colocou no facebook três lindos cartões que trouxe aqui para vocês.
Uma maravilhosa semana na Paz e no Amor Ágape de Jesus, e no Amor Materno de Nossa Senhora.
Adriana dos Anjos-Devoção e Fé

Mensagem do Padre Marcelo Rossi por E-mail:
AS MURALHAS VÃO CAIR!
A cada dia tijolos estão indo ao chão, pois estamos no fantástico Cerco de Jericó, hoje vamos derrubar uma das piores e mais difíceis muralhas que existe, ATRAVÉS DO LIVRO KAIRÓS E DO CD JÁ DEU TUDO CERTO, NO CERCO DE JERICÓ, EM CRISTO JESUS, VAMOS DERRUBAR A MURALHA DAS ENFERMIDADES EM NOSSA VIDA!

Amados, uma das muralhas mais difíceis de ser vencida e ultrapassada é a muralha da enfermidade. Milhões de pessoas em todo o mundo sofrem diariamente com inúmeras enfermidades. Quando não estamos com a saúde em dia, nada podemos fazer por nós ou por aqueles que amamos. Por isso hoje, vamos focar com toda a força de nossa Fé todos os problemas de saúde que possam nos impedir de progredir e crescer em nossas vidas, portanto ATRAVÉS DO LIVRO KAIRÓS E DO CD JÁ DEU TUDO CERTO, QUE NO CERCO DE JERICÓ, EM CRISTO JESUS, VAMOS DERRUBAR A MURALHA DAS ENFERMIDADES EM NOSSA VIDA!

Observação: Não deixe de compartilhar esta grande bênção com os outros.
PAZ E BEM!

"A diferença entre um fracasso e um sucesso não é aquilo que sai errado.
Tanto os que fracassam, quanto os que atingem o sucesso, em qualquer área da vida, cometem erros."

ORAÇÃO DO PEQUENO EXORCISMO NO QUARTO DIA DO CERCO DE JERICÓ

Levanta-se Deus, intercedendo a Bem aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes e sejam dispersos seus inimigos e fujam de sua face todos os que odeiam, em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém!

V: Eis a Cruz do Senhor, fugi potências inimigas.
R: Venceu o Leão da tribo de Judá, a estirpe de Davi.
V: Venha a nós Senhor a Vossa misericórdia.
R: Como esperamos em vós.
V: Senhor, escutai a minha oração.
R: E chegue até vós o meu clamor.





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Facebook Padre Marcelo Rossi:
**Programa Nosso Momento de Fé com Padre Marcelo Rossi: Rádio Globo Am/FM (ou internet) de segunda a sábado, das 9:05 às 10:05hs
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quarta-feira, 28 de maio de 2014

No Kairós e no Cerco de Jericó, em Cristo Jesus, vamos derrubar a muralha da violência-Pe Marcelo Rossi


Bom dia irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!
Hoje (28 de maio), o Padre Marcelo Rossi continuou a semana de orações com o lema: "Através do livro Kairós e do CD Já Deu Tudo Certo, no Cerco de Jericó, em Cristo Jesus, vamos derrubar as muralhas que impedem nosso crescimento!".
Hoje o padre colocou no facebook a "Oração do Pequeno Exorcismo no Quarto Dia do Cerco de Jericó" e quatro lindos cartões que trouxe aqui para vocês.
Uma maravilhosa semana na Paz e no Amor Ágape de Jesus, e no Amor Materno de Nossa Senhora.
Adriana dos Anjos-Devoção e Fé

Mensagem do Padre Marcelo Rossi por E-mail:
AS MURALHAS VÃO CAIR!
Como é forte esta semana do Cerco de Jericó, vamos continuar derrubando todas as muralhas que prejudicam nossas vidas! ATRAVÉS DO LIVRO KAIRÓS E DO CD JÁ DEU TUDO CERTO, NO CERCO DE JERICÓ, EM CRISTO JESUS, VAMOS DERRUBAR A MURALHA DA VIOLÊNCIA EM NOSSA VIDA!

Amados, um dos principais problemas que a humanidade enfrenta nos dias de hoje é a violência. No nosso País, particularmente, é difícil encontrar alguém que nunca foi assaltado, ou nunca sofreu nenhum tipo de violência. A criminalidade tomou proporções gigantescas e a cada dia parece mais incontrolável. Quem hoje em dia não fica apreensivo em sair de casa para ir trabalhar? Quantas mães rezam incessantemente até que seus filhos e maridos retornem em segurança para seus lares? Por tudo isso hoje, vamos focar a violência e derrubar de uma vez por todas esta muralha, ATRAVÉS DO LIVRO KAIRÓS E DO CD JÁ DEU TUDO CERTO, QUE NO CERCO DE JERICÓ, EM CRISTO JESUS, VAMOS DERRUBAR A MURALHA DA VIOLÊNCIA EM NOSSA VIDA!

Observação: Não deixe de compartilhar esta grande bênção com os outros.
PAZ E BEM!

"Se todos os seus esforços forem visto com indiferença, não desanime. Lembre-se que o sol, ao nascer, dá um espetáculo todo especial e, no entanto, a maioria da plateia continua dormindo...."

ORAÇÃO DO PEQUENO EXORCISMO NO QUARTO DIA DO CERCO DE JERICÓ

Levanta-se Deus, intercedendo a Bem aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes e sejam dispersos seus inimigos e fujam de sua face todos os que odeiam, em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém!

V: Eis a Cruz do Senhor, fugi potências inimigas.
R: Venceu o Leão da tribo de Judá, a estirpe de Davi.
V: Venha a nós Senhor a Vossa misericórdia.
R: Como esperamos em vós.
V: Senhor, escutai a minha oração.
R: E chegue até vós o meu clamor.






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Facebook Padre Marcelo Rossi:
**Programa Nosso Momento de Fé com Padre Marcelo Rossi: Rádio Globo Am/FM (ou internet) de segunda a sábado, das 9:05 às 10:05hs
**Se você não pode ouvir no horário, escute o programa gravado diariamente no site do Padre Marcelo Rossi; procure por Web Radio e clique escute (se for sua primeira vez, o site pedirá para você se cadastrar);
*Site Padre Marcelo Rossi = para ouvir o Momento de Fé



terça-feira, 27 de maio de 2014

Papa Francisco: Homilia da Missa no Cenáculo de Jerusalém (26/05/2014)


Vaticano, 26 Mai. 14 / 12:06 pm (ACI/EWTN Noticias).- Na homilia da Missa que presidiu no Cenáculo, o lugar onde Jesus celebrou a Última Ceia com os Apóstolos, o Papa Francisco refletiu sobre a importância deste lugar, sobre a Igreja em saída que também se recolhe em oração com o Espírito Santo e que com Ele, busca renovar a face da terra. 
Continuando, a íntegra da homilia do Santo Padre:

PEREGRINAÇÃO DE SUA SANTIDADE O PAPA FRANCISCO À TERRA SANTA 
POR OCASIÃO DO 50º ANIVERSÁRIO DO ENCONTRO EM JERUSALÉM
ENTRE O PAPA PAULO VI E O PATRIARCA ATENÁGORAS 
24-26 DE MAIO DE 2014

SANTA MISSA COM OS ORDINÁRIOS DA TERRA SANTA E COM O SÉQUITO PAPAL

HOMILIA DO SANTO PADRE

Sala do Cenáculo (Jerusalém)
Segunda-feira, 26 de Maio de 2014

É um grande dom que nos concede o Senhor, ao reunir-nos aqui, no Cenáculo, para celebrar a Eucaristia. Ao mesmo tempo que vos saúdo com fraterna alegria, penso afectuosamente nos Patriarcas Orientais Católicos que, nestes dias, tomaram parte na minha peregrinação. Desejo agradecer-lhes pela sua significativa presença, particularmente preciosa para mim, e asseguro que ocupam um lugar especial no meu coração e na minha oração. Aqui, onde Jesus comeu a Última Ceia com os Apóstolos; onde, ressuscitado, apareceu no meio deles; onde o Espírito Santo desceu poderosamente sobre Maria e os discípulos, aqui nasceu a Igreja, e nasceu em saída. Daqui partiu, com o Pão repartido nas mãos, as chagas de Jesus nos olhos e o Espírito de amor no coração.

Jesus ressuscitado, enviado pelo Pai, no Cenáculo comunicou aos Apóstolos o seu próprio Espírito e, com a sua força, enviou-os a renovar a face  da terra (cf. Sal 104, 30).

Sair, partir, não quer dizer esquecer. A Igreja em saída guarda a memória daquilo que aconteceu aqui; o Espírito Paráclito recorda-lhe cada palavra, cada gesto, e revela o seu significado.

O Cenáculo recorda-nos o serviço, o lava-pés que Jesus realizou, como exemplo para os seus discípulos. Lavar os pés uns aos outros significa acolher-se, aceitar-se, amar-se, servir-se reciprocamente. Quer dizer servir o pobre, o doente, o marginalizado, a pessoa que me é antipática, aquela que me dá fastídio.

O Cenáculo recorda-nos, com a Eucaristia, o sacrifício. Em cada celebração eucarística, Jesus oferece-Se por nós ao Pai, para que também nós possamos unir-nos a Ele, oferecendo a Deus a nossa vida, o nosso trabalho, as nossas alegrias e as nossas penas..., oferecer tudo em sacrifício espiritual.

E o Cenáculo recorda-nos também a amizade. «Já não vos chamo servos – disse Jesus aos Doze – (…) mas a vós chamei-vos amigos» (Jo 15, 15). O Senhor faz de nós seus amigos, confia-nos a vontade do Pai e dá-Se-nos a Si mesmo. Esta é a experiência mais bela do cristão e, de modo particular, do sacerdote: tornar-se amigo do Senhor Jesus, e descobrir no seu coração que Ele é amigo.

O Cenáculo recorda-nos a despedida do Mestre e a promessa de reencontrar-se com os seus amigos: «Quando Eu tiver ido (…), virei novamente e hei-de levar-vos para junto de Mim, a fim de que, onde Eu estou, vós estejais também» (Jo 14, 3). Jesus não nos deixa, nunca nos abandona, vai à nossa frente para a casa do Pai; e, para lá, nos quer levar consigo.

Mas, o Cenáculo recorda também a mesquinhez, a curiosidade – «quem é o traidor?» – a traição. E reproduzir na vida estas atitudes não sucede só nem sempre aos outros, mas pode suceder a cada um de nós, quando olhamos com desdém o irmão e o julgamos; quando, com os nossos pecados, atraiçoamos Jesus.

O Cenáculo recorda-nos a partilha, a fraternidade, a harmonia, a paz entre nós. Quanto amor, quanto bem jorrou do Cenáculo! Quanta caridade saiu daqui como um rio da sua fonte, que, ao princípio, é um ribeiro e depois se alarga e torna grande... Todos os santos beberam daqui; o grande rio da santidade da Igreja, sempre sem cessar, tem origem daqui, do Coração de Cristo, da Eucaristia, do seu Santo Espírito.

Finalmente, o Cenáculo recorda-nos o nascimento da nova família, a Igreja, a nossa santa mãe Igreja hierárquica, constituída por Jesus ressuscitado. Família esta, que tem uma Mãe, a Virgem Maria. As famílias cristãs pertencem a esta grande família e, nela, encontram luz e força para caminhar e se renovar no meio das fadigas e provações da vida.  Para esta grande família, estão convidados e chamados todos os filhos de Deus de cada povo e língua, todos irmãos e filhos do único Pai que está nos céus.

Este é o horizonte do Cenáculo: o horizonte do Ressuscitado e da Igreja.

Daqui parte a Igreja em saída, animada pelo sopro vital do Espírito. Reunida em oração com a Mãe de Jesus, ela sempre revive a espera de uma renovada efusão do Espírito Santo: Desça o vosso Espírito, Senhor, e renove a face da terra (cf. Sal 104, 30)!


Fontes: ACI
w2.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2014/documents/papa-francesco_20140526_terra-santa-omelia-jerusalem.html
Fotos: https://www.facebook.com/radiovaticanobrasil



Papa Francisco: Discurso a sacerdotes, religiosos e seminaristas na Igreja do Getsêmani (26/05/2014)



Vaticano, 26 Mai. 14 / 11:00 am (ACI/EWTN Noticias).- Após o encontro privado com o Patriarca ortodoxo Bartolomeu I, com quem assinou ontem uma declaração conjunta sobre a unidade dos cristãos, o Papa Francisco dirigiu um discurso aos sacerdotes, religiosos e seminaristas na Igreja do Getsêmani, e lhes questionou profundamente sobre sua fidelidade ao Senhor. 
Na Igreja do Getsêmani em Jerusalém, o Papa Francisco se ajoelhou para rezar diante da Pedra Sagrada onde Jesus orou e chorou no Horto das Oliveiras antes de ser preso.

A seguir, a íntegra do discurso:

PEREGRINAÇÃO DE SUA SANTIDADE O PAPA FRANCISCO À TERRA SANTA 
POR OCASIÃO DO 50º ANIVERSÁRIO DO ENCONTRO EM JERUSALÉM
ENTRE O PAPA PAULO VI E O PATRIARCA ATENÁGORAS 
24-26 DE MAIO DE 2014

ENCONTRO COM SACERDOTES, RELIGIOSOS, RELIGIOSAS E SEMINARISTAS

DISCURSO DO SANTO PADRE

Igreja do Getsémani, Jerusalém
Segunda-feira, 26 de Maio de 2014

«[Jesus] saiu então e foi (...) para o Monte das Oliveiras. E os discípulos seguiram também com Ele» (Lc 22, 39).

Quando chega a hora marcada por Deus para salvar a humanidade da escravidão do pecado, Jesus retira-Se aqui, no Getsémani, ao pé do Monte das Oliveiras. Encontramo-nos neste lugar santo, santificado pela oração de Jesus, pela sua angústia, pelo seu suor de sangue; santificado sobretudo pelo seu «sim» à vontade amorosa do Pai. Quase sentimos temor de abeirar-nos dos sentimentos que Jesus experimentou naquela hora; entramos, em pontas de pés, naquele espaço interior, onde se decidiu o drama do mundo.

Naquela hora, Jesus sentiu a necessidade de rezar e ter perto d’Ele os seus discípulos, os seus amigos, que O tinham seguido e partilhado mais de perto a sua missão. Mas o seguimento aqui, no Getsémani, torna-se difícil e incerto; prevalecem a dúvida, o cansaço e o pavor. Na rápida sucessão dos eventos da paixão de Jesus, os discípulos assumirão diferentes atitudes perante o Mestre: atitudes de proximidade, de distanciamento, de incerteza.

Será bom para todos nós – bispos, sacerdotes, pessoas consagradas, seminaristas – perguntarmo-nos neste lugar: Quem sou eu perante o meu Senhor que sofre?

Sou daqueles que, convidados por Jesus a velar com Ele, adormecem e, em vez de rezar, procuram evadir-se fechando os olhos frente à realidade?

Ou reconheço-me naqueles que fugiram por medo, abandonando o Mestre na hora mais trágica da sua vida terrena?

Porventura há em mim a hipocrisia, a falsidade daquele que O vendeu por trinta moedas, que fora chamado amigo e no entanto traiu Jesus?

Reconheço-me naqueles que foram fracos e O renegaram, como Pedro? Pouco antes, ele prometera a Jesus segui-Lo até à morte (cf. Lc 22, 33); depois, encurralado e dominado pelo medo, jura que não O conhece.

Assemelho-me àqueles que já organizavam a sua vida sem Ele, como os dois discípulos de Emaús, insensatos e de coração lento para acreditar nas palavras dos profetas (cf. Lc 24, 25)?

Ou então, graças a Deus, encontro-me entre aqueles que foram fiéis até ao fim, como a Virgem Maria e o apóstolo João? No Gólgota, quando tudo se torna escuro e toda a esperança parece extinta, somente o amor é mais forte que a morte. O amor de Mãe e do discípulo predilecto impele-os a permanecerem ao pé da cruz, para compartilhar até ao fundo o sofrimento de Jesus.

Reconheço-me naqueles que imitaram o seu Mestre até ao martírio, dando testemunho que Ele era tudo para eles, a força incomparável da sua missão e o horizonte último da sua vida?

A amizade de Jesus por nós, a sua fidelidade e a sua misericórdia são o dom inestimável que nos encoraja a continuar, com confiança, a segui-Lo, apesar das nossas quedas, dos nossos erros e também das nossas traições.

Todavia esta bondade do Senhor não nos isenta da vigilância frente ao tentador, ao pecado, ao mal e à traição que podem atravessar também a vida sacerdotal e religiosa. Todos nós estamos expostos ao pecado, ao mal, à traição. Sentimos a desproporção entre a grandeza da chamada de Jesus e a nossa pequenez, entre a sublimidade da missão e a nossa fragilidade humana. Mas o Senhor, na sua grande bondade e infinita misericórdia, sempre nos toma pela mão, para não nos afogarmos no mar do acabrunhamento. Ele está sempre ao nosso lado, nunca nos deixa sozinhos. Portanto, não nos deixemos vencer pelo medo e o desalento, mas, com coragem e confiança, sigamos em frente no nosso caminho e na nossa missão.

Vós, amados irmãos e irmãs, sois chamados a seguir o Senhor com alegria nesta Terra bendita! É um dom e também é uma responsabilidade. A vossa presença aqui é muito importante; toda a Igreja vos está agradecida e apoia com a oração. A partir deste lugar santo, desejo além disso dirigir uma saudação carinhosa a todos os cristãos de Jerusalém: quero assegurar que os recordo com afecto e que rezo por eles, bem ciente de quão difícil é a sua vida na cidade. Exorto-os a serem testemunhas corajosas da Paixão do Senhor, mas também da sua Ressurreição, com alegria e esperança.

Imitemos a Virgem Maria e São João, permanecendo junto das muitas cruzes onde Jesus ainda está crucificado. Esta é a estrada pela qual o nosso Redentor nos chama a segui-Lo: não há outra, é esta!

«Se alguém Me serve, que Me siga, e onde Eu estiver, aí estará também o meu servo» (Jo 12, 26).




Fontes: ACI
w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2014/may/documents/papa-francesco_20140526_terra-santa-religiosi.html
Fotos: https://www.facebook.com/radiovaticanobrasil



No Kairós e no Cerco de Jericó, em Cristo Jesus, vamos derrubar as muralhas que impedem nosso crescimento-Pe Marcelo Rossi


Boa tarde irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!
Hoje (27 de maio), o Padre Marcelo Rossi continuou a semana de orações com o lema: "Através do livro Kairós e do CD Já Deu Tudo Certo, no Cerco de Jericó, em Cristo Jesus, vamos derrubar as muralhas que impedem nosso crescimento!".
Hoje o padre colocou no facebook a "Oração do Pequeno Exorcismo no Segundo Dia do Cerco de Jericó" e três lindos cartões que trouxe aqui para vocês.
Uma maravilhosa semana na Paz e no Amor Ágape de Jesus, e no Amor Materno de Nossa Senhora.
Adriana dos Anjos-Devoção e Fé

Mensagem do Padre Marcelo Rossi por E-mail:
PREPAREM-SE, ATRAVÉS DO LIVRO KAIRÓS E DO CD JÁ DEU TUDO CERTO, VAI COMEÇAR MAIS UM CERCO DE JERICÓ, AS MURALHAS VÃO CAIR!
Segundo dia do Cerco de Jericó, vamos hoje derrubar as muralhas da inveja de nossas vidas! ATRAVÉS DO LIVRO KAIRÓS E DO CD JÁ DEU TUDO CERTO, NO CERCO DE JERICÓ, EM CRISTO JESUS, VAMOS DERRUBAR A MURALHA DA INVEJA EM NOSSA VIDA!
Amados, como eu disse esta é a hora de derrubar todas as muralhas que nos atrapalham. Hoje vamos focar particularmente a muralha da inveja, que tanto impede nosso desenvolvimento, que tanto destrói a vida dos que são invejados como a vida dos que sentem a inveja. Fiquem a postos, este é o momento de modificarmos esta situação de uma vez por todas, é ATRAVÉS DO LIVRO KAIRÓS E DO CD JÁ DEU TUDO CERTO, QUE NO CERCO DE JERICÓ, EM CRISTO JESUS, VAMOS DERRUBAR A MURALHA DA INVEJA EM NOSSA VIDA!

Observação: Não deixe de compartilhar esta grande bênção com os outros.
PAZ E BEM!

"Todos os dias Deus nos dá um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes.
O instante mágico é o momento em que um "sim" ou um "não" pode mudar toda a nossa existência.
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ORAÇÃO DO PEQUENO EXORCISMO NO SEGUNDO DIA DO CERCO DE JERICÓ

Levanta-se Deus, intercedendo a Bem aventurada Virgem Maria, São Miguel Arcanjo e todas as milícias celestes e sejam dispersos seus inimigos e fujam de sua face todos os que odeiam, em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém!

V: Eis a Cruz do Senhor, fugi potências inimigas.
R: Venceu o Leão da tribo de Judá, a estirpe de Davi.
V: Venha a nós Senhor a Vossa misericórdia.
R: Como esperamos em vós.
V: Senhor, escutai a minha oração.
R: E chegue até vós o meu clamor.





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Facebook Padre Marcelo Rossi:
**Programa Nosso Momento de Fé com Padre Marcelo Rossi: Rádio Globo Am/FM (ou internet) de segunda a sábado, das 9:05 às 10:05hs
**Se você não pode ouvir no horário, escute o programa gravado diariamente no site do Padre Marcelo Rossi; procure por Web Radio e clique escute (se for sua primeira vez, o site pedirá para você se cadastrar);
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segunda-feira, 26 de maio de 2014

Declaração conjunta do Papa Francisco e do Patriarca Bartolomeu I: O Espírito Santo nos conduz à unidade


JERUSALÉM, 25 Mai. 14 / 04:15 pm (ACI).- Ao celebrar os 50 anos do histórico encontro de Paulo VI e o Patriarca ortodoxo Bartolomeu I em Jerusalém, nesta tarde (hora local) o Papa Francisco e o Patriarca Bartolomeu I tiveram um encontro privado no qual assinaram uma declaração conjunta. A seguir apresentamos a íntegra da mesma:

PEREGRINAÇÃO DE SUA SANTIDADE O PAPA FRANCISCO À TERRA SANTA
POR OCASIÃO DO 50º ANIVERSÁRIO DO ENCONTRO EM JERUSALÉM ENTRE O PAPA PAULO VI E O PATRIARCA ATENÁGORAS
24-26 DE MAIO DE 2014

ENCONTRO PRIVADO COM O PATRIARCA ECUMÉNICO DE CONSTANTINOPLA

DECLARAÇÃO CONJUNTA
DO PAPA FRANCISCO E DO PATRIARCA ECUMÉNICO BARTOLOMEU

Sede da Delegação Apostólica (Jerusalém)
Domingo, 25 de Maio de 2014


1. Como os nossos venerados predecessores Papa Paulo VI e Patriarca Ecuménico Atenágoras, que se encontraram aqui em Jerusalém há cinquenta anos, também nós – Papa Francisco e Patriarca Ecuménico Bartolomeu – decidimos encontrar-nos na Terra Santa, «onde o nosso Redentor comum, Cristo nosso Senhor, viveu, ensinou, morreu, ressuscitou e subiu aos céus, donde enviou o Espírito Santo sobre a Igreja nascente» (Comunicado comum de Papa Paulo VI e Patriarca Atenágoras, publicado depois do seu encontro de 6 de Janeiro de 1964). O nosso encontro – um novo encontro dos Bispos das Igrejas de Roma e Constantinopla fundadas respectivamente por dois Irmãos, os Apóstolos Pedro e André – é fonte de profunda alegria espiritual para nós. O mesmo proporciona uma ocasião providencial para reflectir sobre a profundidade e a autenticidade dos vínculos existentes entre nós, vínculos esses fruto de um caminho cheio de graça pelo qual o Senhor nos guiou desde aquele abençoado dia de cinquenta anos atrás.

2. O nosso encontro fraterno de hoje é um passo novo e necessário no caminho para a unidade, à qual só o Espírito Santo nos pode levar: a unidade da comunhão na legítima diversidade. Com profunda gratidão, relembramos os passos que o Senhor já nos permitiu realizar. O abraço trocado entre o Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras aqui em Jerusalém, depois de muitos séculos de silêncio, abriu a estrada para um gesto epocal: a remoção da memória e do meio da Igreja dos actos de recíproca excomunhão de 1054. Isso foi seguido por uma troca de visitas entre as respectivas Sés de Roma e de Constantinopla, por uma correspondência regular e, mais tarde, pela decisão anunciada pelo Papa João Paulo II e o Patriarca Dimitrios, ambos de abençoada memória, de se iniciar um diálogo teológico na verdade entre católicos e ortodoxos. Ao longo destes anos, Deus, fonte de toda a paz e amor, ensinou-nos a olhar uns para os outros como membros da mesma família cristã, sob o mesmo Senhor e Salvador Jesus Cristo, e a amar-nos de tal modo uns aos outros que podemos confessar a nossa fé no mesmo Evangelho de Cristo, tal como foi recebida pelos Apóstolos e nos foi expressa e transmitida a nós pelos Concílios Ecuménicos e pelos Padres da Igreja. Embora plenamente conscientes de ainda não ter atingido a meta da plena comunhão, hoje reafirmamos o nosso compromisso de continuar a caminhar juntos rumo à unidade pela qual Cristo nosso Senhor rezou ao Pai pedindo que «todos sejam um só»  (Jo 17, 21).

3. Bem cientes de que a unidade se manifesta no amor de Deus e no amor do próximo, olhamos com ansiedade para o dia em que poderemos finalmente participar juntos no banquete eucarístico. Como cristãos, somos chamados a preparar-nos para receber este dom da comunhão eucarística, segundo o ensinamento de Santo Ireneu de Lião (Contra as Heresias, IV, 18, 5: PG 7, 1028), através da confissão de uma só fé, a oração perseverante, a conversão interior, a renovação da vida e o diálogo fraterno. Ao alcançar esta meta esperada, manifestaremos ao mundo o amor de Deus, pelo qual somos reconhecidos como verdadeiros discípulos de Jesus Cristo (cf. Jo 13, 35).

4. Para tal objectivo, o diálogo teológico realizado pela Comissão Mista Internacional oferece uma contribuição fundamental na busca da plena comunhão entre católicos e ortodoxos. Ao longo dos sucessivos tempos vividos sob os Papas João Paulo II e Bento XVI e o Patriarca Dimitrios, foi substancial o progresso dos nossos encontros teológicos. Hoje exprimimos vivo apreço pelos resultados obtidos até agora, bem como pelos esforços actuais. Não se trata de mero exercício teórico, mas de uma exercitação na verdade e no amor, que exige um conhecimento ainda mais profundo das tradições de cada um para as compreender e aprender com elas. Assim, afirmamos mais uma vez que o diálogo teológico não procura o mínimo denominador comum teológico sobre o qual se possa chegar a um compromisso, mas busca aprofundar o próprio conhecimento da verdade total que Cristo deu à sua Igreja, uma verdade cuja compreensão nunca cessará de crescer se seguirmos as inspirações do Espírito Santo. Por isso, afirmamos conjuntamente que a nossa fidelidade ao Senhor exige um encontro fraterno e um verdadeiro diálogo. Tal busca comum não nos leva para longe da verdade; antes, através de um intercâmbio de dons e sob a guia do Espírito Santo, levar-nos-á para a verdade total (cf. Jo 16, 13).

5. Todavia, apesar de estarmos ainda a caminho para a plena comunhão, já temos o dever de oferecer um testemunho comum do amor de Deus por todas as pessoas, trabalhando em conjunto ao serviço da humanidade, especialmente na defesa da dignidade da pessoa humana em todas as fases da vida e da santidade da família assente no matrimónio, na promoção da paz e do bem comum e dando resposta ao sofrimento que continua a afligir o nosso mundo. Reconhecemos que a fome, a pobreza, o analfabetismo, a distribuição desigual de recursos devem ser constantemente enfrentados. É nosso dever procurar construir juntos uma sociedade justa e humana, onde ninguém se sinta excluído ou marginalizado.

6. É nossa profunda convicção que o futuro da família humana depende também do modo como protegermos – de forma simultaneamente prudente e compassiva, com justiça e equidade – o dom da criação que o nosso Criador nos confiou. Por isso, arrependidos, reconhecemos os injustos maus-tratos ao nosso planeta, o que aos olhos de Deus equivale a um pecado. Reafirmamos a nossa responsabilidade e obrigação de fomentar um sentimento de humildade e moderação, para que todos possam sentir a necessidade de respeitar a criação e protegê-la cuidadosamente. Juntos, prometemos empenhar-nos na sensibilização sobre a salvaguarda da criação; apelamos a todas as pessoas de boa vontade para tomarem em consideração formas de viver menos dispendiosas e mais frugais, manifestando menos ganância e mais generosidade na protecção do mundo de Deus e para benefício do seu povo.

7. Há também urgente necessidade de uma cooperação efectiva e empenhada dos cristãos para salvaguardar, por todo o lado, o direito de exprimir publicamente a própria fé e de ser tratados equitativamente quando promovem aquilo que o cristianismo continua a oferecer à sociedade e à cultura contemporânea. A este propósito, convidamos todos os cristãos a promoverem um diálogo autêntico com o judaísmo, o islamismo e outras tradições religiosas. A indiferença e a ignorância mútua só podem levar à desconfiança e mesmo, infelizmente, ao conflito.

8. Desta cidade santa de Jerusalém, exprimimos a nossa comum e profunda preocupação pela situação dos cristãos no Médio Oriente e o seu direito de permanecerem plenamente cidadãos dos seus países de origem. Confiadamente voltamo-nos para Deus omnipotente e misericordioso, elevando uma oração pela paz na Terra Santa e no Médio Oriente em geral. Rezamos especialmente pelas Igrejas no Egipto, Síria e Iraque, que têm sofrido mais pesadamente por causa dos eventos recentes. Encorajamos todas as Partes, independentemente das próprias convicções religiosas, a continuarem a trabalhar pela reconciliação e o justo reconhecimento dos direitos dos povos. Estamos convencidos de que não são as armas, mas o diálogo, o perdão e a reconciliação, os únicos meios possíveis para alcançar a paz.

9. Num contexto histórico marcado pela violência, a indiferença e o egoísmo, muitos homens e mulheres de hoje sentem que perderam as suas referências. É precisamente através do nosso testemunho comum à boa notícia do Evangelho que seremos capazes de ajudar as pessoas do nosso tempo a redescobrirem o caminho que conduz à verdade, à justiça e à paz. Unidos nos nossos intentos e recordando o exemplo dado há cinquenta anos aqui em Jerusalém pelo Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras, apelamos a todos os cristãos, juntamente com os crentes das diferentes tradições religiosas e todas as pessoas de boa vontade, que reconheçam a urgência deste tempo que nos obriga a buscar a reconciliação e a unidade da família humana, no pleno respeito das legítimas diferenças, para bem de toda a humanidade actual e das gerações futuras.

10. Ao empreendermos esta peregrinação comum até ao lugar onde o nosso e único Senhor Jesus Cristo foi crucificado, sepultado e ressuscitou, humildemente confiamos à intercessão da Santíssima e Sempre Virgem Maria os nossos futuros passos no caminho rumo à plenitude da unidade e entregamos ao amor infinito de Deus toda a família humana.

«O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te favoreça! O Senhor volte para ti a sua face e te dê a paz!» (Nm 6, 25-26).



Papa Francisco: Não façamos ouvidos surdos ao chamado à unidade dos cristãos (Basílica do Santo Sepulcro 25/05/2014)

 
JERUSALÉM, 25 Mai. 14 (ACI) - Ao iniciar o encontro ecumênico que comemora aquele sustentado há 50 anos entre Paulo VI e o Patriarca ortodoxo Atenágoras, o Papa Francisco beijou a pedra do Santo Sepulcro onde foi ungido o corpo de Cristo, e rezou de joelhos antes o santo lugar.
Acompanhado do Patriarca Bartolomeu e dos cantos do coro do Patriarcado ortodoxo de Jerusalém, o Papa Francisco se deteve um momento para rezar de joelhos ante a pedra onde foi colocado o Senhor Jesus logo depois da crucificação, para ser ungido.
Em sinal de respeito, o Santo Padre se tirou o solidéu, o pequeno gorro branco que usa sobre a cabeça, e beijou com muita devoção a pedra do Santo Sepulcro.
Logo depois da intensa oração, ambos ficaram de pé para dirigir-se para o lugar aonde se realizou a cerimônia ecumênica.

O Papa Francisco dirigiu um emocionado discurso na Basílica do Santo Sepulcro no encontro ecumênico com o qual recordou-se o 50º aniversário da histórica reunião entre o Papa Paulo VI e o Patriarca ortodoxo Atenágoras. Este evento foi a razão fundamental de sua peregrinação em Terra Santa. Neste lugar o Santo Padre fez um claro chamado à unidade dos cristãos e a superar “os receios que herdamos do passado”.

A seguir o discurso de Sua Santidade na Basílica do Santo Sepulcro:

CELEBRAÇÃO ECUMÉNICA POR OCASIÃO DO 50º ANIVERSÁRIO
DO ENCONTRO EM JERUSALÉM ENTRE
O PAPA PAULO VI E O PATRIARCA ATENÁGORAS

PALAVRAS DO SANTO PADRE

Basílica do Santo Sepulcro (Jerusalém)
Domingo, 25 de Maio de 2014


Santidade,
Caríssimos irmãos Bispos,
Caríssimos irmãos e irmãs!


Nesta Basílica, para a qual todo o cristão olha com profunda veneração, atinge o seu clímax a peregrinação que estou a realizar juntamente com o meu amado irmão em Cristo, Sua Santidade Bartolomeu. Realizamo-la seguindo os passos dos nossos venerados antecessores​, o Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras, que, com coragem e docilidade ao Espírito Santo, permitiram há cinquenta anos, na Cidade Santa de Jerusalém, o histórico encontro entre o Bispo de Roma e o Patriarca de Constantinopla. Saúdo cordialmente a todos vós aqui presentes. De modo particular, agradeço vivamente por ter tornado possível este momento a Sua Beatitude Teófilo, que quis dirigir-me amáveis ​​palavras de boas-vindas, bem como a Sua Beatitude Nourhan Manoogian e ao Reverendo Padre Pierbattista Pizzaballa.

É uma graça extraordinária estarmos aqui reunidos em oração. O Túmulo vazio, aquele sepulcro novo situado num jardim, onde José de Arimateia devotamente depusera o corpo de Jesus, é o lugar donde parte o anúncio da Ressurreição: «Não tenhais medo! Sei que buscais Jesus, o crucificado; não está aqui, pois ressuscitou, como tinha dito. Vinde, vede o lugar onde jazia e ide  depressa dizer aos seus discípulos: “Ele ressuscitou dos mortos”» (Mt 28, 5-7). Este anúncio, confirmado pelo testemunho daqueles a quem apareceu o Senhor Ressuscitado, é o coração da mensagem cristã, transmitida fielmente de geração em geração, como desde o início atesta o apóstolo Paulo: «Transmiti-vos, em primeiro lugar, o que Eu próprio recebi: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras» (1 Cor 15, 3-4). É o fundamento da fé que nos une, graças à qual professamos conjuntamente que Jesus Cristo, o Filho unigénito do Pai e nosso único Senhor, «padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia» (Símbolo dos Apóstolos). Cada um de nós, cada baptizado em Cristo, espiritualmente ressuscitou deste sepulcro, porque, no Baptismo, todos fomos realmente incorporados no Primogénito de toda a criação, sepultados juntamente com Ele, para ressuscitar com Ele e poder caminhar numa vida nova (cf. Rm 6, 4).

Acolhamos a graça especial deste momento. Detenhamo-nos em devoto recolhimento junto do sepulcro vazio, para redescobrir a grandeza da nossa vocação cristã: somos homens e mulheres de ressurreição, não de morte. Aprendamos, a partir deste lugar, a viver a nossa vida, as angústias das nossas Igrejas e do mundo inteiro, à luz da manhã de Páscoa. Cada ferida, cada sofrimento, cada tribulação foram carregados sobre os próprios ombros do Bom Pastor, que Se ofereceu a Si mesmo e, com o seu sacrifício, abriu-nos a passagem para a vida eterna. As suas chagas abertas são como que a passagem através da qual se derrama sobre o mundo a torrente da sua misericórdia. Não nos deixemos roubar o fundamento da nossa esperança, que é precisamente este: Christòs anesti! Não privemos o mundo do feliz anúncio da Ressurreição! E não sejamos surdos ao forte apelo à unidade que ressoa, precisamente deste lugar, nas palavras d’Aquele que, já Ressuscitado, chama a todos nós «os meus irmãos» (cf. Mt 28, 10; Jo 20, 17).

Claro, não podemos negar as divisões que ainda existem entre nós, discípulos de Jesus: este lugar sagrado faz-nos sentir o drama com maior sofrimento. E no entanto, à distância de cinquenta anos do abraço daqueles dois veneráveis ​​Padres, reconhecemos com gratidão e renovada admiração como foi possível, por impulso do Espírito Santo, realizar passos verdadeiramente importantes rumo à unidade. Estamos cientes de que ainda falta percorrer mais estrada para alcançar aquela plenitude da comunhão que se possa exprimir também na partilha da mesma Mesa eucarística, que ardentemente desejamos; mas as divergências não devem assustar-nos e paralisar o nosso caminho. Devemos acreditar que, assim como foi removida a pedra do sepulcro, assim também poderão ser removidos todos os obstáculos que ainda impedem a plena comunhão entre nós. Será uma graça de ressurreição, que já hoje podemos pregustar. Cada vez que pedimos perdão uns aos outros pelos pecados cometidos contra outros cristãos e cada vez que temos a coragem de dar e receber este perdão, fazemos experiência da ressurreição! Cada vez que, superados velhos preconceitos, temos a coragem de promover novas relações fraternas, confessamos que Cristo ressuscitou verdadeiramente! Cada vez que pensamos o futuro da Igreja a partir da sua vocação à unidade, brilha a luz da manhã de Páscoa! A este respeito, quero renovar o desejo, já expresso pelos meus Antecessores, de manter um diálogo com todos os irmãos em Cristo para se encontrar uma forma de exercício do ministério próprio do Bispo de Roma, que, em conformidade com a sua missão, se abra a uma nova situação e possa ser, no contexto actual, um serviço de amor e de comunhão reconhecido por todos (cf. JOÃO PAULO II, Enc. Ut unum sint, 95-96).

Enquanto como peregrinos fazemos uma pausa nestes Lugares santos, a nossa recordação orante vai para a região inteira do Médio Oriente, tantas vezes marcada, infelizmente, por violências e conflitos. E não esquecemos, na nossa oração, muitos outros homens e mulheres que sofrem, em várias partes do mundo, por causa da guerra, da pobreza, da fome; bem como os inúmeros cristãos perseguidos pela sua fé no Senhor Ressuscitado. Quando cristãos de diferentes confissões se encontram a sofrer juntos, uns ao lado dos outros, e a prestar ajuda uns aos outros com caridade fraterna, realiza-se o ecumenismo do sofrimento, realiza-se o ecumenismo do sangue, que possui uma eficácia particular não só para os contextos onde o mesmo tem lugar, mas, em virtude da comunhão dos santos, também para toda a Igreja. Aqueles que matam por ódio à fé, que perseguem os cristãos, não lhes perguntam se são ortodoxos ou se são católicos: são cristãos. O sangue cristão é o mesmo. 

Santidade, amado Irmão, e vós todos, queridos irmãos, ponhamos de parte as hesitações que herdámos do passado e abramos o nosso coração à acção do Espírito Santo, o Espírito do Amor (cf. Rm 5, 5), para caminharmos, juntos e ágeis, rumo ao dia abençoado da nossa reencontrada plena comunhão. Neste caminho, sentimo-nos sustentados pela oração que o próprio Jesus, nesta Cidade, na véspera da sua paixão, morte e ressurreição, elevou ao Pai pelos seus discípulos e que humildemente não nos cansamos de fazer nossa: «Que todos sejam um só (...), para que o mundo creia» (Jo 17, 21). E quando a desunião nos fizer pessimistas, pouco corajosos, difidentes, refugiemo-nos todos sob o manto da Santa Mãe de Deus. Quando há turbulências espirituais na alma cristã, só encontraremos a paz sob o manto da Santa Mãe de Deus. Que Ela nos ajude neste caminho.
 



Papa Francisco: Homilia da Santa Missa em Belém (Praça da Manjedoura 25/05/2014)


BELÉM, 25 Mai. 14 / 09:09 am (ACI).- O Papa Francisco celebrou neste domingo a Santa Missa na Praça do Presépio, em Belém (Palestina), onde afirmou que quando as crianças são cuidadas e protegidas as famílias e o mundo são mais humanos, entretanto, recordou que existem milhares de crianças que sofrem fome, violência, guerra, exploração e outros males. Ante eles, questionou, nós somos como Maria e José ou como Herodes?
Francisco chegou ao lugar em um papamóvel descoberto e foi recebido por milhares de fiéis, entre os quais também se encontravam peregrinos de outras partes do mundo, os cavalheiros do Santo Sepulcro, o presidente Mahmoud Abbas, autoridades locais, o Patriarca Latino Dom Fouad Twal, e outros líderes religiosos. Durante o percurso, o Papa se dava o tempo para estender a mão às pessoas que se esforçavam por saudá-lo. Como se recorda, o Pe. Federico Lombardi explicou antes da viagem, que o Santo Padre desejava estar em contato com as pessoas e por isso não quis usar um automóvel blindado durante sua visita a Terra Santa. (Fonte: ACI digital)


PEREGRINAÇÃO DE SUA SANTIDADE O PAPA FRANCISCO À TERRA SANTA POR OCASIÃO DO 50º ANIVERSÁRIO DO ENCONTRO EM JERUSALÉM
ENTRE O PAPA PAULO VI E O PATRIARCA ATENÁGORAS 
24-26 DE MAIO DE 2014

SANTA MISSA

HOMILIA DO DO SANTO PADRE

Praça da Manjedoura (Belém)
Domingo, 25 de Maio de 2014

«Isto vos servirá de sinal: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura» (Lc 2, 12).

Que graça grande celebrar a Eucaristia junto do lugar onde nasceu Jesus! Agradeço a Deus e agradeço a vós que me acolhestes nesta minha peregrinação: o Presidente Mahmoud Abbas e demais autoridades; o Patriarca Fouad Twal, os outros Bispos e os Ordinários da Terra Santa, os sacerdotes, os dedicados Franciscanos, as pessoas consagradas e quantos trabalham por manter viva a fé, a esperança e a caridade nestes territórios; as delegações de fiéis vindas de Gaza, da Galileia, os imigrantes da Ásia e da África. Obrigado pela vossa recepção!

O Menino Jesus, nascido em Belém, é o sinal dado por Deus a quem esperava a salvação, e permanece para sempre o sinal da ternura de Deus e da sua presença no mundo. O Anjo disse aos pastores: «Isto vos servirá de sinal: encontrareis um menino…».

Também hoje  as crianças são um sinal. Sinal de esperança, sinal de vida, mas também sinal de «diagnóstico» para compreender o estado de saúde duma família, duma sociedade, do mundo inteiro. Quando as crianças são acolhidas, amadas, protegidas, tuteladas, a família é sadia, a sociedade melhora, o mundo é mais humano. Pensemos na obra que realiza o Instituto Effathá Paulo VI a favor das crianças surdas-mudas palestinenses: é um sinal concreto da bondade de Deus. É um sinal concreto de que a sociedade melhora.

Hoje Deus repete também a nós, homens e mulheres do século XXI: «Isto vos servirá de sinal», procurai o menino…

O Menino de Belém é frágil, como todos os recém-nascidos. Não sabe falar e, no entanto, é a Palavra que Se fez carne e veio para mudar o coração e a vida dos homens. Aquele Menino, como qualquer criança, é frágil e precisa de ser ajudado e protegido. Também hoje as crianças precisam de ser acolhidas e defendidas, desde o ventre materno.

Infelizmente, neste mundo que desenvolveu as tecnologias mais sofisticadas, ainda há tantas crianças em condições desumanas, que vivem à margem da sociedade, nas periferias das grandes cidades ou nas zonas rurais. Ainda hoje há tantas crianças exploradas, maltratadas, escravizadas, vítimas de violência e de tráficos ilícitos. Demasiadas são hoje as crianças exiladas, refugiadas, por vezes afundadas nos mares, especialmente nas águas do Mediterrâneo. De tudo isto nos envergonhamos hoje diante de Deus, Deus que Se fez Menino.

E interrogamo-nos: Quem somos nós diante de Jesus Menino? Quem somos nós diante das crianças de hoje? Somos como Maria e José que acolhem Jesus e cuidam d’Ele com amor maternal e paternal? Ou somos como Herodes, que quer eliminá-Lo? Somos como os pastores, que se apressam a adorá-Lo prostrando-se diante d’Ele e oferecendo-Lhe os seus presentes humildes? Ou então ficamos indiferentes? Por acaso limitamo-nos à retórica e ao pietismo, sendo pessoas que exploram as imagens das crianças pobres para fins de lucro? Somos capazes de permanecer junto delas, de «perder tempo» com elas? Sabemos ouvi-las, defendê-las, rezar por elas e com elas? Ou negligenciamo-las, preferindo ocupar-nos dos nossos interesses?

«Isto nos servirá de sinal: encontrareis um menino…». Talvez aquela criança chore! Chora porque tem fome, porque tem frio, porque quer colo... Também hoje as crianças choram (e choram muito!), e o seu choro interpela-nos. Num mundo que descarta diariamente toneladas de alimentos e remédios, há crianças que choram, sem ser preciso, por fome e doenças facilmente curáveis. Num tempo que proclama a tutela dos menores, comercializam-se armas que acabam nas mãos de crianças-soldado; comercializam-se produtos confeccionados por pequenos trabalhadores-escravos. O seu choro é sufocado: o choro destes meninos é sufocado! Têm que combater, têm que trabalhar, não podem chorar! Mas choram por elas as mães, as Raquéis de hoje: choram os seus filhos, e não querem ser consoladas (cf. Mt 2, 18).

«Isto vos servirá de sinal»: encontrareis um menino. O Menino Jesus nasceu em Belém, cada criança que nasce e cresce em qualquer parte do mundo é sinal de diagnóstico, que nos permite verificar o estado de saúde da nossa família, da nossa comunidade, da nossa nação. Deste diagnóstico franco e honesto, pode brotar um novo estilo de vida, onde as relações deixem de ser de conflito, de opressão, de consumismo, para serem relações de fraternidade, de perdão e reconciliação, de partilha e de amor.

Ó Maria, Mãe de Jesus,
Vós que acolhestes, ensinai-nos a acolher;
Vós que adorastes, ensinai-nos a adorar; 
Vós que acompanhastes, ensinai-nos a acompanhar. Amen.

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REGINA CAELI

Neste Lugar, onde nasceu o Príncipe da Paz, desejo fazer um convite a Vossa Excelência, Senhor Presidente Mahmoud Abbas, e ao Senhor Presidente Shimon Peres para elevarem, juntamente comigo, uma intensa oração, implorando de Deus o dom da paz. Ofereço a minha casa, no Vaticano, para hospedar este encontro de oração.

Todos desejamos a paz; tantas pessoas a constroem dia a dia com pequenos gestos; muitos sofrem e suportam pacientemente a fadiga de tantas tentativas para a construir. E todos – especialmente aqueles que estão colocados ao serviço do seu próprio povo – temos o dever de nos fazer instrumentos e construtores de paz, antes de mais nada na oração.
Construir a paz é difícil, mas viver sem paz é um tormento. Todos os homens e mulheres desta Terra e do mundo inteiro pedem-nos para levarmos à presença de Deus a sua ardente aspiração pela paz.

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Queridos irmãos e irmãs!

Estando para concluir esta celebração, dirijamos o nosso pensamento para Maria Santíssima, que aqui mesmo, em Belém, deu à luz o seu filho Jesus. A Virgem, mais do que ninguém, contemplou Deus no rosto humano de Jesus. Ajudada por São José, envolveu-O em panos e reclinou-O na manjedoura.

A Ela confiamos este território e quantos nele habitam para que possam viver na justiça, na paz e na fraternidade. Confiamos também os peregrinos que vêm aqui para beber nas fontes da fé cristã – estão presentes também nesta Santa Missa.

Velai, ó Maria, pelas famílias, os jovens, os idosos. Velai por aqueles que perderam a fé e a esperança; confortai os doentes, os encarcerados e todos os atribulados; sustentai os Pastores e toda a comunidade dos fiéis para que sejam «sal e luz» nesta terra bendita; sustentai as obras educativas, em particular aBethlehem University.

Contemplando a Sagrada Família aqui, em Belém, espontaneamente o meu pensamento recorda Nazaré, onde espero poder ir, se Deus quiser, noutra ocasião. Daqui abraço os fiéis cristãos que vivem na Galileia e encorajo a realização em Nazaré do Centro Internacional para a Família.

À Virgem Santa confiemos os destinos da humanidade, para que no mundo se descerrem os horizontes novos e promissores da fraternidade, da solidariedade e da paz. 






Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana/Devoção e Fé