quarta-feira, 31 de julho de 2013

Oração para ser curado da aflição por intercessão de Nossa Senhora dos Aflitos-Pe Marcelo Rossi


Boa noite irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!
Hoje (31 de julho), o Padre Marcelo Rossi continuou a semana de orações contra a inquietação, pedindo para Jesus e com a intercessão de Nossa Senhora dos Aflitos a cura deste mal.
O Padre rezou a Oração para ser curado da aflição por intercessão de Nossa Senhora dos Aflitos e colocou no Facebook a mesma oração em formato de papiro e cinco maravilhosos cartões que coloquei aqui para vocês.
Tenha uma iluminada semana no Amor Ágape de Jesus e no Amor Materno de Nossa Senhora.
Adriana dos Anjos-Devoção e Fé

Mensagem do Padre Marcelo Rossi por E-mail e Facebook: 
Amados,
Hoje é o segundo dia do triduo a Nossa Senhora dos Aflitos.
Lembrando que estamos orando na semana contra a inquietação.
Vou terminar o tríduo na Missa de libertação, quinta-feira, 1 de Agosto às 20:00hs, com transmissão ao Vivo pela internet.
Vamos continuar formando essa grande corrente de oração contra as aflições = angustia, aflição, grande inquietude, impaciência, sofreguidão, e na medicina todos efeitos colaterais que levam ao stress.


Nesta quarta feira estaremos dando continuidade a esta semana contra a inquietação, especificamente vamos contar com a intercessão de Nossa Senhora dos Aflitos e VAMOS PEDIR A JESUS QUE NOS TIRE QUALQUER TIPO DE AFLIÇÃO!
Amados estamos realizando uma semana de orações fantásticas, pois estamos orando contra a inquietação. Por esta razão iniciamos um tríduo a Nossa Senhora dos Aflitos, para que com a sua intercessão, Jesus nos ajude a ficar livres deste problema. Hoje, vamos orar com Nossa Senhora dos Aflitos e pedir que JESUS AFASTE DE NÓS TODO TIPO DE AFLIÇÃO, QUE SE TORNA UM TORMENTO EM NOSSAS VIDAS!
Una-se a Rede Eletro-Cristo com Maria e vamos orar pedindo a intercessão de NOSSA SENHORA DOS AFLITOS, para que “JESUS ARRANQUE DE NOSSOS CORAÇÕES QUALQUER AFLIÇÃO!”.

Oração para ser curado da aflição por intercessão 
de Nossa Senhora dos Aflitos

Senhor, por intercessão de Nossa Senhora dos Aflitos, neste segundo dia do tríduo, toma-me pelas mãos neste Momento de Fé, no Teu Colo e faz-me sentir a segurança de Tua presença em Nome de Jesus Cristo, no poder do Espírito Santo.
Pai amado, em nome de Jesus, no poder do Teu Espírito, eu quero iniciar a cura do meu passado dolorido.
Eu Te agradeço pelo dom da minha vida, pois ela não foi apenas o fruto da vontade dos meus pais.
Em Tua palavra está escrito: "Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado, e te havia designado profeta das nações". (Jeremias 1,5)
Antes do Teu nascimento eu já havia consagrado.
Senhor, toca agora as minhas chagas, arranca toda a situação que me leva a aflição.
Sim, Senhor, vem agora em meu socorro me livrar de todo o poder da tentação de esvaziar a minha vida, de não amar, de não viver, de não abençoar.
Senhor, conduz-me até as áreas de minha vida que estão causando esta aflição, quero ser restaurado para viver de maneira abundante.
Creio que o Teu Filho, Jesus morreu por causa de mim, sei que na cruz Ele colocou a minha vida inclusive meu passado doloroso esta cravado na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Eu estou aqui Senhor, sou obra de tuas mãos.
Eu preciso de Ti, eu preciso do Teu amor incondicional.
Senhor, eu preciso, eu Te suplico, cura-me da aflição. Amém!
Nossa Senhora, consoladora dos Aflitos, rogai por nós.
 






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Facebook Padre Marcelo Rossi:
**Programa Nosso Momento de Fé com Padre Marcelo Rossi: Rádio Globo Am/FM (ou internet) de segunda a sábado, das 9:05 às 10:05hs
**Se você não pode ouvir no horário, escute o programa gravado diariamente no site do Padre Marcelo Rossi; procure por Web Radio e clique escute (se for sua primeira vez, o site pedirá para você se cadastrar). 
*Site Padre Marcelo Rossi = para ouvir o Momento de Fé



terça-feira, 30 de julho de 2013

Oração pedindo a intercessão de Nossa Senhora dos Aflitos para Cura da Ansiedade-Pe Marcelo Rossi


Boa tarde irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!
Hoje (30 de julho), o Padre Marcelo Rossi continuou a semana de orações contra a inquietação, pedindo para Jesus e com a intercessão de Nossa Senhora dos Aflitos a cura deste mal.
O Padre rezou a Oração pedindo a intercessão de Nossa Senhora dos Aflitos para Cura da Ansiedade e colocou no Facebook a mesma oração em formato de papiro e cinco maravilhosos cartões que coloquei aqui para vocês.
Tenha uma iluminada semana no Amor Ágape de Jesus e no Amor Materno de Nossa Senhora.
Adriana dos Anjos-Devoção e Fé

Mensagem do Padre Marcelo Rossi por E-mail e Facebook: 
Amados,
Hoje iniciamos um Tríduo a Nossa Senhora dos Aflitos.
Lembrando que estamos orando na semana contra a inquietação.
Vou terminar o Tríduo na Missa de libertação, quinta-feira, 1 de Agosto às 20:00hs, com transmissão ao Vivo pela internet.
Vamos formar uma grande corrente de oração contra as aflições geradas pela ansiedade = angustia, aflição, grande inquietude, impaciência, sofreguidão, e na medicina todos efeitos colaterais que levam ao stress.

Dando continuidade a esta semana importante, em que estamos orando contra a inquietação, hoje vamos destacar um problema muito comum causado por este transtorno: A ANSIEDADE. Vamos manter a fé elevada e orar para que Jesus nos livre da ANSIEDADE!
Amigos estamos em uma semana muito importante, pois estamos orando contra a inquietação e hoje especificamente, vamos orar contra um problema que a inquietação provoca, a ANSIEDADE! A ansiedade faz com que as pessoas fiquem irritadas, nervosas, estressadas e consequentemente, faz com que o sistema nervoso fique frágil e propenso até a doenças cardíacas. Por isso Amados, VAMOS PEDIR A JESUS QUE NOS LIVRE DA ANSIEDADE!
Una-se a Rede Eletro-Cristo com Maria e vamos pedir em oração, QUE JESUS NOS LIVRE DE TODA ANSIEDADE!

Oração pedindo a intercessão de Nossa Senhora dos Aflitos
para Cura da Ansiedade

Vinde, Espírito Santo, neste Momento de Fé, no Colo de Jesus, por intercessão de Nossa Senhora dos Aflitos, penetrai as profundezas da minha alma com o Vosso poder.
Arrancai as raízes mais profundas e ocultas da dor e do pecado que estão enterradas em mim.
Ó bendito Espírito Santo, queimai com Vosso fogo abrasador toda treva instalada dentro de mim, que me consome e me impede de ser feliz.
Destrui em mim todas as consequências dos meus pecados, dos meus ancestrais que se manifestam em minhas atitudes, decisões, temperamento, palavras e vícios.
Libertai, Senhor, toda a minha descendência da herança de pecado e rebelião às coisas de Deus que eu próprio (a) lhe transmiti.
Vinde, Santo Espírito! Vinde, em Nome de Jesus!
Lavai-me no Sangue Precioso de Jesus, purificai todo o meu ser, quebrai toda a dureza do meu coração, destrui todas as barreiras da ansiedade.
E, no poder de Jesus Cristo ressuscitado, libertai-me, Senhor!
Curai-me, Senhor! Tende piedade de mim, Senhor! 
Vinde, Santo Espírito! Fazei-me ressuscitar agora para uma vida nova, plena do Vosso Amor Incondicional, da Vossa Alegria, da Vossa Paz e Plenitude.Creio que estás fazendo isto em mim agora, no Teu tempo, no Kairós. 
Assumo pela fé a minha libertação, cura e salvação em Jesus Cristo, meu Salvador.
Em nome de Jesus, por intercessão de Nossa Senhora dos Aflitos, nossa Mãe. Amém!







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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Oração Pedindo Paz Interior-Pe Marcelo Rossi


Boa noite irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!
Hoje (29 de julho), Dia de Santa Marta, o Padre Marcelo Rossi iniciou a semana de orações contra a inquietação.
O Padre rezou a Oração Pedindo Paz Interior e colocou no Facebook a mesma oração em formato de papiro e cinco maravilhosos cartões que coloquei aqui para vocês.
Tenha uma iluminada semana no Amor Ágape de Jesus e no Amor Materno de Nossa Senhora.
Adriana dos Anjos-Devoção e Fé

Mensagem do Padre Marcelo Rossi por E-mail: 
Vamos dar início a uma semana importante, pois justamente hoje, NO DIA DE SANTA MARTA, vamos abordar um tema muito delicado, que prejudica o bem estar de muitas pessoas em todo o mundo, vamos orar contra a INQUIETAÇÃO!

Amados, hoje é dia de Santa Marta, como todos sabem, no Kairós eu destaquei um capítulo com este tema, o capítulo 12, Marta e Maria, pois hoje em dia, vivemos em um mundo que nos faz como Marta, pois nos preocupamos o tempo todo com inúmeras coisas. Diz o evangelho: “Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas, no entanto uma só coisa é necessária”. No nosso dia a dia tudo é feito com muita pressa, a cobrança é cada vez maior e a pressão sobre nós é constante. Isso nos provoca uma grande inquietude. Inúmeros problemas de saúde são causados pela inquietação, que pode desencadear uma excessiva ansiedade, irritabilidade, tensão, estresse, problemas cardíacos, problemas para dormir, entre outros. Tudo isso causado pela INQUIETAÇÃO! Por isso Amados, VAMOS PEDIR A SANTA MARTA QUE TOQUE E ACALME NOSSOS CORAÇÕES, NOS LIVRANDO DA INQUIETAÇÃO!

Una-se a Rede Eletro-Cristo com Maria e vamos orar pedindo que Santa Marta nos dê a calma necessária para nos livrar da INQUIETAÇÃO!

Oração Pedindo Paz Interior

Respondeu-lhe o Senhor: "Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas; no entanto, uma só coisa é necessária; Marria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada". (Lc 10, 41-42).
Ó Deus, Pai bondoso e misericordioso, neste Momento de Fé, no Colo de Teu Filho, Jesus, e por intercessão de Santa Marta, eu clamo a Ti, retira da minha alma todo sentimento de inquietação, tudo que possa ser causa desta inquietação.
Estou desanimado (a), mas em Ti encontro auxílio. 
Estou inquieto (a), mas em Ti encontro a paz.
Dentro de mim há amargura, mas em Ti encontro o meu caminho.
Não compreendo Teus planos, mas Tu conheces o meu caminho.
Cura e liberta meu coração de todas as amarras.
Vinde, Senhor, em meu auxílio e concede-me a graça de ser um homem (uma mulher) de paz.
Muda tudo o que eu não posso mudar, Senhor. Amém!
Jesus, eu confio em Vós!







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Papa Francisco regressa do Brasil e agradece a Nossa Senhora pelo bom êxito da JMJ Rio 2013

  Papa Francisco-28/julho/2013
Despedida do Brasil

O Papa Francisco despediu-se do Brasil. Às 19h35min o avião de Alitália decolou do Aeroporto do Galeão, levando Francisco!

“O Papa vai embora e lhes diz “até breve”, um “até breve” com saudades, e lhes pede, por favor, que não se esqueçam de rezar por ele. Este Papa precisa da oração de todos vocês. Um abraço para todos. Que Deus lhes abençoe!”.
A tarde, o Papa Francisco fez um sinal de coração com as mãos ao deixar a residência onde esteve hospedado no bairro do Sumaré, no Rio de Janeiro, durante sua visita ao Brasil na última semana.


O gesto foi feito duas vezes pelo Papa da janela do helicóptero no qual deixava a residência, na tarde deste domingo, 28. O Pontífice fez uma bênção e desenhou um coração com as mãos como uma demonstração de agradecimento à acolhida.

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Papa regressa do Brasil e agradece a 
Nossa Senhora pelo bom êxito da JMJ


Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco chegou, na manhã desta segunda-feira, ao aeroporto romano de Ciampino, precisamente, às 11h24, concluindo assim a primeira Viagem Apostólica Internacional de seu Pontificado, viagem esta que o levou ao Brasil para a tão esperada Jornada Mundial da Juventude no Rio.

Ao chegar a Roma, antes de transferir-se para o Vaticano, o Santo Padre dirigiu-se imediatamente à Basílica de Santa Maria Maior, para agradecer a Nossa Senhora pelo bom êxito da JMJ no Rio de Janeiro. Segundo informações do Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, o Papa se deteve por dez minutos, em oração, diante do altar da Virgem.

O Bispo de Roma colocou aos pés da imagem de Nossa Senhora uma camisa com as cores do Brasil e uma bola recebidas no Rio de Janeiro.

Durante a viagem de retorno do Rio de Janeiro para Roma, o Pontífice concedeu uma longa entrevista aos jornalistas, que com ele viajavam no mesmo avião. Em cerca de quase uma hora e meia, o Papa fez um balanço da sua viagem, falando, em italiano, com total liberdade aos jornalistas:

“Boa noite e muito obrigado! Esta foi uma viagem linda e me fez muito bem espiritualmente. Estou bastante cansado, mas com o coração alegre... Encontrar as pessoas faz bem, porque o Senhor trabalha em cada um de nós, trabalha em nosso coração: a sua riqueza é tão grande, que podemos receber muitas coisas boas dos outros. Esta é uma primeira coisa, deste balanço! Depois, quero dizer que a bondade do povo brasileiro é enorme! Seu coração é realmente grande! É um povo amável! Um povo que adora fazer festa! E, apesar do seu sofrimento, encontra sempre um jeitinho para ver os aspectos positivos em tudo! Enfim, é um povo alegre, apesar de sofrer tanto! A alegria dos brasileiros é contagiosa”.

Continuando a fazer um balanço da sua viagem, o Papa Francisco falou ainda sobre a preocupação acerca da sua segurança pessoal, por parte dos organizadores:

“Estava tudo cronometrado... Mas, era bonito… Se pensava só na segurança... aqui, ali.... mas tudo foi tão espontâneo nestes dias no Rio de Janeiro, tanto que a hipótese da segurança passou em segundo lugar. Com menos segurança e sem carro blindado, eu pude estar mais próximo do povo, abraçá-lo, cumprimentá-lo, sem carro blindado... A segurança consiste em confiar no povo! É verdade, a gente sempre corre o risco de encontrar algum louco, que pode pôr em risco a vida. Mas, o Senhor sempre está presente... blindar o espaço entre o Bispo e seu povo é uma loucura! Mas, eu prefiro esta loucura de estar entre seu povo, livremente; o contato com as pessoas faz sempre bem. E referindo-se à organização e à infraestrutura dos diversos momentos da JMJ, como a parte artística, religiosa, catequética, litúrgica, o Santo Padre disse que tudo foi muito lindo! Os brasileiros têm uma grande capacidade de se exprimir na arte... fizeram coisas maravilhosas! E aí, o Papa recordou sua visita a Aparecida: “Para mim, foi uma experiência religiosa muito forte. Lembrei-me da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, Conferência esta realizada em Aparecida. Eu queria ir ali, de forma privada, escondida, só para rezar. Mas, como fazê-lo diante de toda uma multidão de peregrinos e romeiros que vão para lá...”.

Neste contexto, o Santo Padre agradeceu pelo serviço prestado pelos jornalistas, durante a JMJ, apesar de ele mesmo não ter tido tempo de ler os jornais ou ver a televisão. Mas, pelo que lhe disseram, a mídia fez um bom trabalho. Eis o motivo pelo qual o Papa agradeceu pela preciosa colaboração da mídia.

Por fim, Papa Francisco falou sobre o número de jovens que participaram da JMJ. O Governador do RJ, disse o Papa, “falava de cerca de 3 milhões. Nem acredito! Mas, de fato, do altar, pude ver que toda a Praia de Copacabana, que tem cerca de 4 quilômetros, estava completamente lotada”! E, segundo as informações do arcebispo do RJ, Dom Orani João Tempesta, os jovens representaram 178 nações!

Em nossos próximos edições voltaremos a apresentar as perguntas, com as respectivas respostas, que os jornalistas fizeram ao Papa, no avião, de volta para Roma.

Fonte: Rádio Vaticano



JMJ Rio 2013-Discurso do Papa Francisco na Cerimônia de Despedida (28/julho/2013)

  Papa Francisco-28/julho/2013

O Papa Francisco deixou o Brasil na tarde deste domingo, 28. Um clima de evidente emoção tomou conta dos brasileiros durante a despedida do sucessor de Pedro, que visitou o país em virtude da 28º Jornada Mundial da Juventude, na cidade do Rio de Janeiro.
Em uma semana no Brasil, o Papa Francisco reuniu milhões de pessoas no Rio de Janeiro e em Aparecida, interior de São Paulo, durante a JMJ 2013. Carismático, bebeu mate, abraçou fiéis, desceu do papamóvel, abençoou crianças, jovens e adultos com palavras de fé e coragem, mas também com discursos duros, contra a desigualdade social, pedindo mais amor aos pobres e mais respeito aos políticos e às instituições.

Viagem Apostólica ao Brasil
Discurso do Papa Francisco
Cerimônia de despedida
Sábado, 28 de julho de 2013

Senhora Presidenta da República,
Distintas Autoridade Nacionais, Estaduais e Locais,
Senhor Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro,
Senhores Cardeais e Irmãos no Episcopado,

Queridos Amigos!

Dentro de alguns instantes, deixarei sua Pátria para regressar a Roma. Parto com a alma cheia de recordações felizes; essas – estou certo – tornar-se-ão oração. Neste momento, já começo a sentir saudades. Saudades do Brasil, este povo tão grande e de grande coração; este povo tão amoroso. Saudades do sorriso aberto e sincero que vi em tantas pessoas, saudades do entusiasmo dos voluntários. Saudades da esperança no olhar dos jovens no Hospital São Francisco. Saudades da fé e da alegria em meio à adversidade dos moradores de Varginha. Tenho a certeza de que Cristo vive e está realmente presente no agir de tantos e tantos jovens e demais pessoas que encontrei nesta inesquecível semana. Obrigado pelo acolhimento e o calor da amizade que me foram demonstrados. Também disso começo a sentir saudades.

De modo particular agradeço à Senhora Presidenta, por ter-se feito intérprete dos sentimentos de todo o povo do Brasil para com o Sucessor de Pedro. Cordialmente agradeço a meus Irmãos Bispos e seus inúmeros colaboradores por terem tornado estes dias uma celebração estupenda da nossa fé fecunda e jubilosa em Jesus Cristo. Agradeço a todos os que tomaram parte nas celebrações da Eucaristia e nos restantes eventos, àqueles que os organizaram, a quantos trabalharam para difundi-los através da mídia. Agradeço, enfim, a todas as pessoas que, de um modo ou outro, souberam acudir às necessidades de acolhida e gestão de uma multidão imensa de jovens, sem esquecer de tantas pessoas que, no silêncio e na simplicidade, rezaram para que esta Jornada Mundial da Juventude fosse uma verdadeira experiência de crescimento na fé. Que Deus recompense a todos, como só Ele sabe fazer!

Neste clima de gratidão e saudades, penso nos jovens, protagonistas desse grande encontro: Deus lhes abençoe por tão belo testemunho de participação viva, profunda e alegre nestes dias! Muitos de vocês vieram como discípulos nesta peregrinação; não tenho dúvida de que todos agora partem como missionários. A partir do testemunho de alegria e de serviço de vocês, façam florescer a civilização do amor. Mostrem com a vida que vale a pena gastar-se por grandes ideais, valorizar a dignidade de cada ser humano, e apostar em Cristo e no seu Evangelho. Foi Ele que viemos buscar nestes dias, porque Ele nos buscou primeiro, Ele nos faz arder o coração para anunciar a Boa Nova nas grandes metrópoles e nos pequenos povoados, no campo e em todos os locais deste nosso vasto mundo. Continuarei a nutrir uma esperança imensa nos jovens do Brasil e do mundo inteiro: através deles, Cristo está preparando uma nova primavera em todo o mundo. Eu vi os primeiros resultados desta sementeira; outros rejubilarão com a rica colheita!

O meu pensamento final, minha última expressão das saudades, dirige-se a Nossa Senhora Aparecida. Naquele amado Santuário, ajoelhei-me em prece pela humanidade inteira e, de modo especial, por todos os brasileiros. Pedi a Maria que robusteça em vocês a fé cristã, que é parte da nobre alma do Brasil, como também de muitos outros países, tesouro de sua cultura, alento e força para construírem uma nova humanidade na concórdia e na solidariedade.

O Papa vai embora e lhes diz “até breve”, um “até breve” com saudades, e lhes pede, por favor, que não se esqueçam de rezar por ele. Este Papa precisa da oração de todos vocês. Um abraço para todos. Que Deus lhes abençoe!

Fonte: http://www.portalecclesia.com/2013/07/confira-na-integra-do-discurso-de.html




JMJ Rio 2013-Discurso do Papa Francisco aos Voluntários da JMJ (28/julho/2013)


Antes de regressar a Roma, o Papa Francisco encontrou-se, no final da tarde deste domingo, 28, com os voluntários da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) para agradecê-los "pelo trabalho e dedicação" com que acompanharam, ajudaram e serviram aos milhares de jovens peregrinos presentes no Rio de Janeiro nesta semana.
O Papa Francisco pediu coragem de "ir contra a corrente" e de "ser felizes" a cerca de 12 mil jovens no Riocentro, seu último evento público antes de partir para Roma. Ele embarcou no Galeão às 19h21. “Parto com a alma cheia de recordações felizes”, disse. E encerrou: "Rezem por mim".


Viagem Apostólica ao Brasil - JMJ 2013
Discurso do Papa Francisco
Rio Centro – Rio de Janeiro
Domingo, 28 de julho de 2013

Queridos voluntários,
Boa tarde!

Não podia regressar a Roma sem antes agradecer, de modo pessoal e afetuoso, a cada um de vocês pelo trabalho e dedicação com que acompanharam, ajudaram, serviram aos milhares de jovens peregrinos; pelos inúmeros pequenos detalhes que fizeram desta Jornada Mundial da Juventude uma experiência inesquecível de fé. Com os sorrisos de cada um de vocês, com a gentileza, com a disponibilidade ao serviço, vocês provaram que “há maior alegria em dar do que em receber” (At 20,35).

O serviço que vocês realizaram nestes dias me lembrou da missão de São João Batista, que preparou o caminho para Jesus. Cada um, a seu modo, foi um instrumento para que milhares de jovens tivessem o “caminho preparado” para encontrar Jesus. E esse é o serviço mais bonito que podemos realizar como discípulos missionários: preparar o caminho para que todos possam conhecer, encontrar e amar o Senhor. A vocês que, neste período, responderam com tanta prontidão e generosidade ao chamado para ser voluntários na Jornada Mundial, queria dizer: sejam sempre generosos com Deus e com os demais. Não se perde nada; ao contrário, é grande a riqueza da vida que se recebe!

Deus chama para escolhas definitivas, Ele tem um projeto para cada um: descobri-lo, responder à própria vocação significa caminhar na direção da realização jubilosa de si mesmo. A todos Deus nos chama à santidade, a viver a sua vida, mas tem um caminho para cada um. Alguns são chamados a se santificar constituindo uma família através do sacramento do Matrimônio. Há quem diga que hoje o casamento está “fora de moda”; Está fora de moda? Na cultura do provisório, do relativo, muitos pregam que o importante é “curtir” o momento, que não vale a pena comprometer-se por toda a vida, fazer escolhas definitivas, “para sempre”, uma vez que não se sabe o que reserva o amanhã. Em vista disso eu peço que vocês sejam revolucionários, eu peço que vocês vão contra a corrente; sim, nisto peço que se rebelem: que se rebelem contra esta cultura do provisório que, no fundo, crê que vocês não são capazes de assumir responsabilidades, que não são capazes de amar de verdade. Eu tenho confiança em vocês, jovens, e rezo por vocês. Tenham a coragem de “ir contra a corrente”. E também tenham a coragem de ser felizes!

O Senhor chama alguns ao sacerdócio, a se doar a Ele de modo mais total, para amar a todos com o coração do Bom Pastor. A outros, chama para servir os demais na vida religiosa: nos mosteiros, dedicando-se à oração pelo bem do mundo, nos vários setores do apostolado, gastando-se por todos, especialmente os mais necessitados. Nunca me esquecerei daquele 21 de setembro – eu tinha 17 anos – quando, depois de passar pela igreja de San José de Flores para me confessar, senti pela primeira vez que Deus me chamava. Não tenham medo daquilo que Deus lhes pede! Vale a pena dizer “sim” a Deus. N’Ele está a alegria!

Queridos jovens, talvez algum de vocês ainda não veja claramente o que fazer da sua vida. Peça isso ao Senhor; Ele lhe fará entender o caminho. Como fez o jovem Samuel, que ouviu dentro de si a voz insistente do Senhor que o chamava, e não entendia, não sabia o que dizer, mas, com a ajuda do sacerdote Eli, no final respondeu àquela voz: Senhor, fala eu escuto (cf. 1Sm 3,1-10) Peçam vocês também a Jesus: Senhor, o que quereis que eu faça, que caminho devo seguir?

Caros amigos, novamente lhes agradeço por tudo o que fizeram nestes dias. Agradeço às pastorais, novas comunidades e movimentos que colocaram seus membros a serviço desta jornada. Não se esqueçam de nada do que vocês viveram aqui! Podem contar sempre com minhas orações, e sei que posso contar com as orações de vocês.

Fonte: http://www.portalecclesia.com/2013/07/discurso-do-papa-francisco-aos.html




JMJ Rio 2013-Discurso do Papa Francisco aos dirigentes do CELAM (28/julho/2013)

  Papa Francisco-28/julho/2013

O Santo Padre encontrou-se na tarde de domingo, 28, com os membros do comitê de coordenação do CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano). Em seu discurso, o Pontífice tratou sobre a ação pastoral da Igreja na América Latina e apontou caminhos para a sua concretização. Segundo o Papa, este é o tempo da misericórdia de Deus para a Igreja e esta precisa exercer também a "pastoral da Misericórdia".

O Documento de Aparecida foi o norte principal das palavras do Pontífice. Ao centro deste documento está o discipulado e a missionariedade eclesial. Durante o discurso, o Papa Francisco destacou a necessidade de uma "renovação interna da Igreja", ou seja, uma "conversão pastoral".

Na íntegra, o discurso do Papa Francisco aos dirigentes do CELAM e logo abaixo o vídeo:


Viagem Apostólica ao Brasil
Discurso do Papa Francisco
Encontro com os dirigentes do CELAM
Sábado, 28 de julho de 2013

1. Introdução

Agradeço ao Senhor por esta oportunidade de poder falar com vocês, Irmãos Bispos responsáveis do CELAM no quadriênio 2011-2015. Há 57 anos que o CELAM serve as 22 Conferências Episcopais da América Latina e do Caribe, colaborando solidária e subsidiariamente para promover, incentivar e dinamizar a colegialidade episcopal e a comunhão entre as Igrejas da Região e seus Pastores.

Como vocês, também eu sou testemunha do forte impulso do Espírito na V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, em Aparecida no mês de maio de 2007, que continua animando os trabalhos do CELAM para a anelada renovação das Igrejas particulares. Em boa parte delas, essa renovação já está em andamento. Gostaria de centrar esta conversação no patrimônio herdado daquele encontro fraterno e que todos batizamos como Missão Continental.

2. Características peculiares de Aparecida

Existem quatro características típicas da referida V Conferência. Constituem como que quatro colunas do desenvolvimento de Aparecida que lhe dão a sua originalidade.

1) Início sem documento

Medelín, Puebla e Santo Domingo começaram os seus trabalhos com um caminho preparatório que culminou em uma espécie de Instrumentum laboris, com base no qual se desenrolou a discussão, a reflexão e a aprovação do documento final. Em vez disso, Aparecida promoveu a participação das Igrejas particulares como caminho de preparação que culminou em um documento de síntese. Este documento, embora tenha sido ponto de referência durante a V Conferência Geral, não foi assumido como documento de partida. O trabalho inicial foi pôr em comum as preocupações dos Pastores perante a mudança de época e a necessidade de recuperar a vida de discípulo e missionário com que Cristo fundou a Igreja.

2) Ambiente de oração com o Povo de Deus

É importante lembrar o ambiente de oração gerado pela partilha diária da Eucaristia e de outros momentos litúrgicos, tendo sido sempre acompanhados pelo Povo de Deus. Além disso, realizando-se os trabalhos na cripta do Santuário, a “música de fundo” que os acompanhava era constituída pelos cânticos e as orações dos fiéis.

3) Documento que se prolonga em compromisso, com a Missão Continental

Neste contexto de oração e vivência de fé, surgiu o desejo de um novo Pentecostes para a Igreja e o compromisso da Missão Continental. Aparecida não termina com um documento, mas prolonga-se na Missão Continental.

4) A presença de Nossa Senhora, Mãe da América

É a primeira Conferência do Episcopado da América Latina e do Caribe que se realiza em um Santuário mariano.

3. Dimensões da Missão Continental

A Missão Continental está projetada em duas dimensões: programática e paradigmática. A missão programática, como o próprio nome indica, consiste na realização de atos de índole missionária. A missão paradigmática, por sua vez, implica colocar em chave missionária a atividade habitual das Igrejas particulares. Em consequência disso, evidentemente, verifica-se toda uma dinâmica de reforma das estruturas eclesiais. A “mudança de estruturas” (de caducas a novas) não é fruto de um estudo de organização do organograma funcional eclesiástico, de que resultaria uma reorganização estática, mas é consequência da dinâmica da missão. O que derruba as estruturas caducas, o que leva a mudar os corações dos cristãos é justamente a missionariedade. Daqui a importância da missão paradigmática.

A Missão Continental, tanto programática como paradigmática, exige gerar a consciência de uma Igreja que se organiza para servir a todos os batizados e homens de boa vontade. O discípulo de Cristo não é uma pessoa isolada em uma espiritualidade intimista, mas uma pessoa em comunidade para se dar aos outros. Portanto, a Missão Continental implica pertença eclesial.

Uma posição como esta, que começa pelo discipulado missionário e implica entender a identidade do cristão como pertença eclesial, pede que explicitemos quais são os desafios vigentes da missionariedade discipular. Me limito a assinalar dois: a renovação interna da Igreja e o diálogo com o mundo atual.

Renovação interna da Igreja

Aparecida propôs como necessária a Conversão Pastoral. Esta conversão implica acreditar na Boa Nova, acreditar em Jesus Cristo portador do Reino de Deus, em sua irrupção no mundo, em sua presença vitoriosa sobre o mal; acreditar na assistência e guia do Espírito Santo; acreditar na Igreja, Corpo de Cristo e prolongamento do dinamismo da Encarnação.

Neste sentido, é necessário que nos interroguemos, como Pastores, sobre o andamento das Igrejas a que presidimos. Estas perguntas servem de guia para examinar o estado das dioceses quanto à adoção do espírito de Aparecida, e são perguntas que é conveniente pôr-nos, muitas vezes, como exame de consciência.

1. Procuramos que o nosso trabalho e o de nossos presbíteros seja mais pastoral que administrativo? Quem é o principal beneficiário do trabalho eclesial, a Igreja como organização ou o Povo de Deus na sua totalidade?

2. Superamos a tentação de tratar de forma reativa os problemas complexos que surgem? Criamos um hábito proativo? Promovemos espaços e ocasiões para manifestar a misericórdia de Deus? Estamos conscientes da responsabilidade de repensar as atitudes pastorais e o funcionamento das estruturas eclesiais, buscando o bem dos fiéis e da sociedade?

3. Na prática, fazemos os fiéis leigos participantes da Missão? Oferecemos a Palavra de Deus e os Sacramentos com consciência e convicção claras de que o Espírito se manifesta neles?

4. Temos como critério habitual o discernimento pastoral, servindo-nos dos Conselhos Diocesanos? Tanto estes como os Conselhos paroquiais de Pastoral e de Assuntos Econômicos são espaços reais para a participação laical na consulta, organização e planejamento pastoral? O bom funcionamento dos Conselhos é determinante. Acho que estamos muito atrasados nisso.

5. Nós, Pastores Bispos e Presbíteros, temos consciência e convicção da missão dos fiéis e lhes damos a liberdade para irem discernindo, de acordo com o seu processo de discípulos, a missão que o Senhor lhes confia? Apoiamo-los e acompanhamos, superando qualquer tentação de manipulação ou indevida submissão? Estamos sempre abertos para nos deixarmos interpelar pela busca do bem da Igreja e da sua Missão no mundo?

6. Os agentes de pastoral e os fiéis em geral sentem-se parte da Igreja, identificam-se com ela e aproximam-na dos batizados indiferentes e afastados?

Como se pode ver, aqui estão em jogo atitudes. A Conversão Pastoral diz respeito, principalmente, às atitudes e a uma reforma de vida. Uma mudança de atitudes é necessariamente dinâmica: “entra em processo” e só é possível moderá-lo acompanhando-o e discernindo-o. É importante ter sempre presente que a bússola, para não se perder nesse caminho, é a identidade católica concebida como pertença eclesial.

Diálogo com o mundo atual

Faz-nos bem lembrar estas palavras do Concílio Vaticano II: As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens do nosso tempo, sobretudo dos pobres e atribulados, são também alegrias e esperanças, tristezas e angústias dos discípulos de Cristo (cf. GS, 1). Aqui reside o fundamento do diálogo com o mundo atual.

A resposta às questões existenciais do homem de hoje, especialmente das novas gerações, atendendo à sua linguagem, entranha uma mudança fecunda que devemos realizar com a ajuda do Evangelho, do Magistério e da Doutrina Social da Igreja. Os cenários e areópagos são os mais variados. Por exemplo, em uma mesma cidade, existem vários imaginários coletivos que configuram “diferentes cidades”. Se continuarmos apenas com os parâmetros da “cultura de sempre”, fundamentalmente uma cultura de base rural, o resultado acabará anulando a força do Espírito Santo. Deus está em toda a parte: há que saber descobri-lo para poder anunciá-lo no idioma dessa cultura; e cada realidade, cada idioma tem um ritmo diferente.

4. Algumas tentações contra o discipulado missionário

A opção pela missionariedade do discípulo sofrerá tentações. É importante saber por onde entra o espírito mau, para nos ajudar no discernimento. Não se trata de sair à caça de demônios, mas simplesmente de lucidez e prudência evangélicas. Limito-me a mencionar algumas atitudes que configuram uma Igreja “tentada”. Trata-se de conhecer determinadas propostas atuais que podem mimetizar-se em a dinâmica do discipulado missionário e deter, até fazê-lo fracassar, o processo de Conversão Pastoral.

1. A ideologização da mensagem evangélica. É uma tentação que se verificou na Igreja desde o início: procurar uma hermenêutica de interpretação evangélica fora da própria mensagem do Evangelho e fora da Igreja. Um exemplo: a dado momento, Aparecida sofreu essa tentação sob a forma de assepsia. Foi usado, e está bem, o método de “ver, julgar, agir” (cf. n.º 19). A tentação se encontraria em optar por um “ver” totalmente asséptico, um “ver” neutro, o que não é viável. O ver está sempre condicionado pelo olhar. Não há uma hermenêutica asséptica. Então a pergunta era: Com que olhar vamos ver a realidade? Aparecida respondeu: Com o olhar de discípulo. Assim se entendem os números 20 a 32. Existem outras maneiras de ideologização da mensagem e, atualmente, aparecem na América Latina e no Caribe propostas desta índole. Menciono apenas algumas:

a) O reducionismo socializante. É a ideologização mais fácil de descobrir. Em alguns momentos, foi muito forte. Trata-se de uma pretensão interpretativa com base em uma hermenêutica de acordo com as ciências sociais. Engloba os campos mais variados, desde o liberalismo de mercado até à categorização marxista.

b) A ideologização psicológica. Trata-se de uma hermenêutica elitista que, em última análise, reduz o “encontro com Jesus Cristo” e seu sucessivo desenvolvimento a uma dinâmica de autoconhecimento. Costuma verificar-se principalmente em cursos de espiritualidade, retiros espirituais, etc. Acaba por resultar numa posição imanente auto-referencial. Não tem sabor de transcendência, nem portanto de missionariedade.

c) A proposta gnóstica. Muito ligada à tentação anterior. Costuma ocorrer em grupos de elites com uma proposta de espiritualidade superior, bastante desencarnada, que acaba por desembocar em posições pastorais de “quaestiones disputatae”. Foi o primeiro desvio da comunidade primitiva e reaparece, ao longo da história da Igreja, em edições corrigidas e renovadas. Vulgarmente são denominados “católicos iluminados” (por serem atualmente herdeiros do Iluminismo).

d) A proposta pelagiana. Aparece fundamentalmente sob a forma de restauracionismo. Perante os males da Igreja, busca-se uma solução apenas na disciplina, na restauração de condutas e formas superadas que, mesmo culturalmente, não possuem capacidade significativa. Na América Latina, costuma verificar-se em pequenos grupos, em algumas novas Congregações Religiosas, em tendências para a “segurança” doutrinal ou disciplinar. Fundamentalmente é estática, embora possa prometer uma dinâmica para dentro: regride. Procura “recuperar” o passado perdido.

2. O funcionalismo. A sua ação na Igreja é paralisante. Mais do que com a rota, se entusiasma com o “roteiro”. A concepção funcionalista não tolera o mistério, aposta na eficácia. Reduz a realidade da Igreja à estrutura de uma ONG. O que vale é o resultado palpável e as estatísticas. A partir disso, chega-se a todas as modalidades empresariais de Igreja. Constitui uma espécie de “teologia da prosperidade” no organograma da pastoral.

3. O clericalismo é também uma tentação muito atual na América Latina. Curiosamente, na maioria dos casos, trata-se de uma cumplicidade viciosa: o sacerdote clericaliza e o leigo lhe pede por favor que o clericalize, porque, no fundo, lhe resulta mais cômodo. O fenômeno do clericalismo explica, em grande parte, a falta de maturidade adulta e de liberdade cristã em boa parte do laicato da América Latina: ou não cresce (a maioria), ou se abriga sob coberturas de ideologizações como as indicadas, ou ainda em pertenças parciais e limitadas. Em nossas terras, existe uma forma de liberdade laical através de experiências de povo: o católico como povo. Aqui vê-se uma maior autonomia, geralmente sadia, que se expressa fundamentalmente na piedade popular. O capítulo de Aparecida sobre a piedade popular descreve, em profundidade, essa dimensão. A proposta dos grupos bíblicos, das comunidades eclesiais de base e dos Conselhos pastorais está na linha de superação do clericalismo e de um crescimento da responsabilidade laical.

Poderíamos continuar descrevendo outras tentações contra o discipulado missionário, mas acho que estas são as mais importantes e com maior força neste momento da América Latina e do Caribe.

5. Algumas orientações eclesiológicas

1. O discipulado-missionário que Aparecida propôs às Igrejas da América Latina e do Caribe é o caminho que Deus quer para “hoje”. Toda a projeção utópica (para o futuro) ou restauracionista (para o passado) não é do espírito bom. Deus é real e se manifesta no “hoje”. A sua presença, no passado, se nos oferece como “memória” da saga de salvação realizada quer em seu povo quer em cada um de nós; no futuro, se nos oferece como “promessa” e esperança. No passado, Deus esteve lá e deixou sua marca: a memória nos ajuda encontrá-lo; no futuro, é apenas promessa… e não está nos mil e um “futuríveis”. O “hoje” é o que mais se parece com a eternidade; mais ainda: o “hoje” é uma centelha de eternidade. No “hoje”, se joga a vida eterna.

O discipulado missionário é vocação: chamada e convite. Acontece em um “hoje”, mas “em tensão”. Não existe o discipulado missionário estático. O discípulo missionário não pode possuir-se a si mesmo; a sua imanência está em tensão para a transcendência do discipulado e para a transcendência da missão. Não admite a auto-referencialidade: ou refere-se a Jesus Cristo ou refere-se às pessoas a quem deve levar o anúncio dele. Sujeito que se transcende. Sujeito projetado para o encontro: o encontro com o Mestre (que nos unge discípulos) e o encontro com os homens que esperam o anúncio.

Por isso, gosto de dizer que a posição do discípulo missionário não é uma posição de centro, mas de periferias: vive em tensão para as periferias… incluindo as da eternidade no encontro com Jesus Cristo. No anúncio evangélico, falar de “periferias existenciais” descentraliza e, habitualmente, temos medo de sair do centro. O discípulo-missionário é um descentrado: o centro é Jesus Cristo, que convoca e envia. O discípulo é enviado para as periferias existenciais.

2. A Igreja é instituição, mas, quando se erige em “centro”, se funcionaliza e, pouco a pouco, se transforma em uma ONG. Então, a Igreja pretende ter luz própria e deixa de ser aquele “mysterium lunae” de que nos falavam os Santos Padres. Torna-se cada vez mais auto-referencial, e se enfraquece a sua necessidade de ser missionária. De “Instituição” se transforma em “Obra”. Deixa de ser Esposa, para acabar sendo Administradora; de Servidora se transforma em “Controladora”. Aparecida quer uma Igreja Esposa, Mãe, Servidora, facilitadora da fé e não controladora da fé.

3. Em Aparecida, verificam-se de forma relevante duas categorias pastorais, que surgem da própria originalidade do Evangelho e nos podem também servir de orientação para avaliar o modo como vivemos eclesialmente o discipulado missionário: a proximidade e o encontro. Nenhuma das duas é nova, antes configuram a maneira como Deus se revelou na história. É o “Deus próximo” do seu povo, proximidade que chega ao máximo quando Ele encarna. É o Deus que sai ao encontro do seu povo. Na América Latina e no Caribe, existem pastorais “distantes”, pastorais disciplinares que privilegiam os princípios, as condutas, os procedimentos organizacionais… obviamente sem proximidade, sem ternura, nem carinho. Ignora-se a “revolução da ternura”, que provocou a encarnação do Verbo. Há pastorais posicionadas com tal dose de distância que são incapazes de conseguir o encontro: encontro com Jesus Cristo, encontro com os irmãos. Este tipo de pastoral pode, no máximo, prometer uma dimensão de proselitismo, mas nunca chegam a conseguir inserção nem pertença eclesial. A proximidade cria comunhão e pertença, dá lugar ao encontro. A proximidade toma forma de diálogo e cria uma cultura do encontro. Uma pedra de toque para aferir a proximidade e a capacidade de encontro de uma pastoral é a homilia. Como são as nossas homilias? Estão próximas do exemplo de Nosso Senhor, que “falava como quem tem autoridade”, ou são meramente prescritivas, distantes, abstratas?

4. Quem guia a pastoral, a Missão Continental (seja programática seja paradigmática), é o Bispo. Ele deve guiar, que não é o mesmo que comandar. Além de assinalar as grandes figuras do episcopado latino-americano que todos nós conhecemos, gostaria de acrescentar aqui algumas linhas sobre o perfil do Bispo, que já disse aos Núncios na reunião que tivemos em Roma. Os Bispos devem ser Pastores, próximos das pessoas, pais e irmãos, com grande mansidão: pacientes e misericordiosos. Homens que amem a pobreza, quer a pobreza interior como liberdade diante do Senhor, quer a pobreza exterior como simplicidade e austeridade de vida. Homens que não tenham “psicologia de príncipes”. Homens que não sejam ambiciosos e que sejam esposos de uma Igreja sem viver na expectativa de outra. Homens capazes de vigiar sobre o rebanho que lhes foi confiado e cuidando de tudo aquilo que o mantém unido: vigiar sobre o seu povo, atento a eventuais perigos que o ameacem, mas sobretudo para cuidar da esperança: que haja sol e luz nos corações. Homens capazes de sustentar com amor e paciência os passos de Deus em seu povo. E o lugar onde o Bispo pode estar com o seu povo é triplo: ou à frente para indicar o caminho, ou no meio para mantê-lo unido e neutralizar as debandadas, ou então atrás para evitar que alguém se desgarre mas também, e fundamentalmente, porque o próprio rebanho tem o seu olfato para encontrar novos caminhos.

Não quero juntar mais detalhes sobre a pessoa do Bispo, mas simplesmente acrescentar, incluindo-me a mim mesmo nesta afirmação, que estamos um pouco atrasados no que a Conversão Pastoral indica. Convém que nos ajudemos um pouco mais a dar os passos que o Senhor quer que cumpramos neste “hoje” da América Latina e do Caribe. E seria bom começar por aqui.

Agradeço-lhes a paciência de me ouvirem. Desculpem a desordem do discurso e lhes peço, por favor, para tomarmos a sério a nossa vocação de servidores do povo santo e fiel de Deus, porque é nisso que se exerce e mostra a autoridade: na capacidade de serviço. Muito obrigado!

Fonte: http://www.portalecclesia.com/2013/07/na-integra-o-discurso-do-papa-francisco.html 




Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana/Devoção e Fé

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