Solenidade da Assunção de Nossa Senhora-15/agosto - Devoção e Fé - Blog Católico

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Solenidade da Assunção de Nossa Senhora-15/agosto


Assunção de Nossa Senhora

A tradição da Dormição no Oriente

A Dormição de Maria, também chamada de Dormição da Theotokos (Maria, literalmente traduzido como "portadora de Deus") é uma das grandes festas das Igrejas Ortodoxas e das Católicas Orientais que comemoram a "Dormição", ou morte de Maria, e sua ressurreição corporal antes de ser elevada ao céu. Nos primeiros quatro séculos do Cristianismo não se escreveu quase nada sobre o fim da vida de Maria. Não há documentação, embora se diga que a Festa da Dormição já era conhecida em Jerusalém após o Concílio de Éfeso (no ano 431).
No final do século V, as primeiras tradições sobre a Dormição começaram a aparecer nos manuscritos. Stephen Shormaker, professor americano estudioso sobre a Dormição de Maria, detectou a repentina aparição de três diferentes tradições narrativas sobre o final da vida de Maria, além de outras atípicas: ele batizou-as de "Palma da Árvore da Vida", "Belém" e "Copta".
A tradição da Dormição está associada também a dois lugares: Jerusalém, que abriga o Túmulo de Maria e a Basílica da Dormição de Maria, e Éfeso, onde está a Casa da Virgem Maria (Meryem Ana) que, segundo consta, viveu ali com São João Evangelista, após a morte e ressurreição de Jesus Cristo.


Dormição e Assunção: duas fotografias, um único mistério

Apesar da mesma solenidade (a partida de Maria deste mundo), as crenças não são idênticas. A ortodoxia nos ensina que Maria passou por uma morte natural, como qualquer outro ser humano, e que sua alma foi recebida por Cristo logo após a sua morte. E seu corpo foi ressuscitado no terceiro dia, elevado ao céu para se juntar à sua alma. Seu túmulo foi encontrado vazio no terceiro dia. O ensinamento católico, no entanto, defende que Maria foi "assumida" no céu de corpo e alma, como seu filho Jesus ascendeu. Alguns grupos católicos concordam com os ortodoxos que este evento teria ocorrido após a morte de Maria, enquanto outros afirmam que ela não experimentou a morte. O Papa Pio XII (na Constituição Apostólica Munificentissimus Deus) definiu o dogma da Assunção e deixou a questão propositadamente em aberto. O Papa João Paulo II afirmou que Maria, de fato, experimentou a morte natural antes de ascender. Ele disse:
Neste ponto, São Francisco de Sales defende que a morte de Maria se deu por um transporte de amor. Ele fala de uma morte "no amor do amor e através do amor", chegando ao ponto de dizer que a Mãe de Deus morreu de amor pelo seu filho Jesus (Tratado sobre o amor de Deus, livro 7, c. XIV). qualquer que tenha sido, do ponto de vista físico, a causa orgânica, biológica do fim de sua vida terrestre, pode-se afirmar que para Maria a passagem desta vida para a outra foi o desenvolvimento completo da graça na glória, de modo que nenhuma outra morte pode ser tão adequadamente chamada de "dormição" como a dela (Papa João Paulo II).



Liturgia mariana da Assunção

Todo ritual da celebração deste mistério evoca a realidade do ser humano. As orações que são proferidas durante a celebração, sejam as iniciais, bem como as de Ofertório e Comunhão, ressaltam Maria como a primeira redimida pela graça de Jesus. Ela se torna a pioneira da salvação operada por seu filho. As leituras recordam suas passagens bíblicas mais importantes. Pensamos na figura de Maria, na primeira leitura, como a mulher que venceu o dragão do mal. Ela protege seu filho e Ele salva a humanidade do poder do mal. 
Maria é a força dos cristãos na luta contra o mal. Mas o caminho positivo da liturgia se encontra na mensagem bíblica que diz que para sermos elevados ao céu, como Maria, devemos seguir seus passos no seguimento de seu Filho. Ela visita Isabel num ato de caridade e de desprendimento. este é o caminho da Assunção para Maria: entregar-se a Deus, servindo Isabel. se quisermos ser também elevados aos céus, apesar de nossos pecados, devemos servir nossos irmãos. Essa é a mensagem atual de nossa celebração litúrgica.
(Padres Antônio S.Bogaz, Rodinei Thoomazella e professor João H. Hansen)

Fonte: Revista O Mílite - agosto/2013



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