Papa Francisco: um perfil humilde e simples - Devoção e Fé - Blog Católico

quinta-feira, 14 de março de 2013

Papa Francisco: um perfil humilde e simples

 Papa Francisco: 
um perfil humilde e simples

Francisco (em latim: Franciscus), nascido Jorge Mario Bergoglio SJ (Buenos Aires, 17 de dezembro de 1936) é o 266.º Papa da Igreja Católica e atual chefe de estado do Vaticano eleito em 13 de março de 2013. É o primeiro jesuíta e o primeiro sul-americano a ser eleito Papa, além de ser o primeiro pontífice não-europeu em mais de 1200 anos. Também é o primeiro a escolher o nome Francisco; o cardeal americano Timothy Dolan, que participou do conclave, afirmou que o primeiro Francisco a comandar a Igreja Católica fez uma homenagem a São Francisco de Assis, e que o trabalho do novo Papa será cuidar dos pobres e dos humildes.
O novo pontífice é devoto de São Francisco de Assis. No século XIII, o então Papa Inocêncio III teria sonhado que São Francisco escorava as paredes de uma igreja. Ele recebeu do Papa a autorização para fundar a ordem franciscana e se tornou um exemplo de força para a Igreja em momentos de crise.
Além do espanhol, fala fluentemente italiano e alemão. 

Biografia
 
Infância e juventude


O argentino Jorge Mario Bergoglio de 76 anos, agora Papa Francisco, nasceu em Buenos Aires em 17 de dezembro de 1936 no seio de uma família modesta da capital argentina,  filho do casal de imigrantes italianos Mario Bergoglio (trabalhador ferroviário) e Regina Maria Sivori (dona de casa). Nascido e criado no bairro de Flores, teve uma doença respiratória que lhe fez perder um pulmão.  Fez graduação e mestrado em química, na Universidade de Buenos Aires.

Companhia de Jesus (jesuítas)

O Papa jesuíta se formou como técnico químico, mas depois escolheu o caminho do sacerdócio e entrou para o seminário de Villa Devoto. Em 11 de março de 1958, passou para o noviciado da Companhia de Jesus, congregação religiosa dos jesuítas, fundada no século XVI. Completou os estudos humanistas no Chile e em 1963, voltou para Buenos Aires e se formou em filosofia na Faculdade de Filosofia do Colégio máximo San José, de São Miguel. Entre 1964 e 1965, foi professor de literatura e psicologia no Colégio Imaculada Conceição de Santa Fé. Em 1966, ensinou as mesmas matérias em um colégio de Buenos Aires.

Entre 1967 e 1970, Bergoglio estudou teologia, tendo sido ordenado sacerdote no dia 13 de dezembro de 1969. Em 1970-1971, completou a terceira aprovação em Alcalá de Henares (Espanha), e em 22 de abril de 1973 fez a profissão perpétua.

Foi mestre de noviços em Villa Barilari, San Miguel (1972-1973), professor na Faculdade de Teologia, Consultor da Província e Reitor do Colégio máximo. Em 31 de julho de 1973, foi eleito provincial da Argentina, cargo que desempenhou por seis anos.

Foi nos anos difíceis da ditadura argentina (1976-83), que Bergoglio precisou manter a qualquer custo a unidade do movimento jesuíta - invadido pela Teologia da Libertação - sob o lema de "manter a não politização da Companhia de Jesus", segundo seu porta-voz Guillermo Marcó.

Foi reitor da Faculdade de Filosofia e Teologia de San Miguel, entre 1980 e 1986, e pároco da Paróquia de São José, na Diocese de San Miguel. Em março de 1986, viajou para a Alemanha para completar sua tese de doutorado. Foi enviado pelos seus superiores ao Colégio do Salvador e passou para a igreja da Companhia na cidade de Córdoba, como diretor espiritual e confessor.

Episcopado

Em 20 de maio de 1992, João Paulo II o nomeou Bispo titular de Auca e Auxiliar de Buenos Aires. Em 27 de junho do mesmo ano, recebeu na catedral de Buenos Aires a ordenação episcopal das mãos do Cardeal Antonio Quarracino, do Núncio Apostólico Dom Ubaldo Calabresi e do Bispo de Mercedes-Luján, Dom Emilio Ogñénovich.

Em 3 de junho de 1997 foi nomeado Arcebispo Coadjutor de Buenos Aires e em 28 de fevereiro de 1998 Arcebispo de Buenos Aires por sucessão à morte do Card. Quarracino.

É Ordinário para os fiéis de rito oriental residentes na Argentina que não podem contar com um Ordinário de seu rito. Grão-Chanceler da Universidade Católica Argentina.

Cardinalato

Foi tornado cardeal no consistório de 21 de fevereiro de 2001, pelo Papa João Paulo II, recebendo o título de cardeal-presbítero da Igreja de São Roberto Belarmino. Quando foi nomeado, convenceu centenas de argentinos a não viajarem para Roma. Em vez de irem ao Vaticano celebrar a nomeação, pediu que dessem o dinheiro da viagem aos pobres

Relator-Geral adjunto da 10ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos (outubro de 2001). De novembro de 2005 a novembro de 2011 foi Presidente da Conferência Episcopal Argentina.

Foi membro dos seguintes dicastérios na Cúria Romana:

Congregação para o Clero
Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos
Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica
Pontifícia Comissão para a América Latina
Pontifício Conselho para a Família


Pontificado

O cardeal Bergoglio foi eleito Papa a 13 de março de 2013, no segundo dia do conclave, escolhendo o nome de Francisco. É o primeiro jesuíta a ser eleito papa. É o primeiro Papa do Continente americano. É o primeiro não europeu a ser eleito bispo de Roma, em mais de 1.200 anos, desde São Gregório III, que nasceu na Síria e governou a Igreja Católica entre 731-741.


Perfil

Ele é um homem tímido e de poucas palavras, mas com grande prestígio entre seus seguidores, que apreciam sua total disponibilidade e seu estilo de vida sem ostentação. É reconhecido por seus dotes intelectuais e, dentro do episcopado argentino, é considerado um moderado. sendo um homem muito humilde. Sua rotina começa às 4h30 e termina às 21h. O jornal argenino La Nación o definiu como um "inimigo de aparições estridentes". Segundo o periódico, Bergoglio possui um perfil discreto que lhe permite andar de metrô ou ônibus como um passageiro qualquer.

"Seu estilo de vida é sóbrio e austero, esse é o modo com ele vive. Ele mesmo prepara a própria comida. Viaja de ônibus, de metrô. Quando ele vai a Roma, viaja de classe econômica", diz Francesca Ambrogetti, co-autora de uma biografia de Bergoglio, ouvida pela Reuters. Homem de hábitos monacais, ele rejeitou a residência oficial oferecida da Arquidiocese de Buenos Aires, optando por morar em um simples apartamento nos arredores da capital argentina.

O Papa Francisco é um grande leitor dos escritores argentinos Jorge Luis Borges e Leopoldo Marechal e do russo Fiodor Dostoievsky, amante da ópera e fã do clube de futebol San Lorenzo, curiosamente fundado por um sacerdote. Ele goza de prestígio geral por seus dotes intelectuais e dentro do Episcopado argentino é considerado um moderado, a meio caminho entre os prelados mais conservadores e a minoria progressista. É ligado a setores católicos conservadores na Argentina, como o movimento de leigos Comunhão e Libertação, contrário ao aborto, à eutanásia e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Em um país de maioria católica, se opôs de forma tenaz em 2010 à aprovação da lei que consagrou o casamento homossexual, a primeira na América Latina.

Aborto e eutanásia

O cardeal Bergoglio convidou os seus clérigos e os leigos para que se opusessem ao aborto e à eutanásia.
 
Homossexualidade

É um forte opositor à legislação argentina que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Tendo dito que: "se o projeto de lei que prevê às pessoas do mesmo sexo a possibilidade de se unirem civilmente e adotarem também crianças vier a ser aprovado, poderia ter efeitos seriamente danosos sobre a família. O povo argentino deverá afrontar nas próximas semanas uma situação que, caso tenha êxito, pode ferir seriamente a família. Está em jogo a identidade e a sobrevivência da família: pai, mãe e filhos. Não devemos ser ingénuos: essa não é simplesmente uma luta política, mas é um atentado destrutivo contra o plano de Deus".

Justiça social

É conhecido por sua postura à favor da justiça social, tendo dito em 2007 que: "Vivemos na região mais desigual do mundo, a que mais cresceu e a que menos reduziu a miséria. A distribuição injusta de bens persiste, criando uma situação de pecado social que grita aos céus e limita as possibilidades de vida mais plena para muitos de nossos irmãos". Além disso, tal como São Francisco de Assis lavava os pés dos leprosos, o Cardeal Bergoglio ganhou notoriedade em 2001 ao lavar os pés de 12 doentes de Aids em visita a um hospital.

Suas Obras

    1982: Meditações para religiosos
    1986: Reflexões sobre a vida apostólica
    1992: Reflexões de esperança
    1998: Diálogos entre João Paulo II e Fidel Castro
    2003: Educar: demanda e paixão
    2004: Colocar a nação em seus ombros
    2005: A construção de uma nação
    2006: Corrupção e pecado
    2006: Na carga de si mesmo
    2007: O verdadeiro poder é o serviço
    2012: Mente aberta, coração acreditado




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Adriana dos Anjos - Devoção e Fé Blog

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