sábado, 31 de março de 2012

Domingo de Ramos

Domingo de Ramos 
é a comemoração litúrgica que recorda 
a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém
 onde Ele iria celebrar a Páscoa judaica com seus discípulos. 

Ele é o portal de entrada da Semana Santa. É no Domingo de Ramos que se inicia solenemente a Semana da Paixão (semana que é celebrada a Paixão, a Morte e a ressurreição de Jesus Cristo).
É o dia em que a Igreja lembra a história e a cronologia desses acontecimentos para dele tirarmos uma lição. Jesus é recebido em Jerusalém como um rei, mas os mesmos que o receberam com festa o condenaram à morte. Jesus é recebido com ramos de palmeiras.
Nesse dia, são comuns procissões em que os fiéis levam consigo ramos de oliveira ou palmeira, o que originou o nome da celebração. 
Segundo os evangelhos, Jesus foi para Jerusalém para celebrar a Páscoa Judaica com os discípulos e entrou na cidade como um rei, mas sentado num jumentinho - o simbolo da humildade - e foi aclamado pela população como o Messias, o rei de Israel. A multidão o aclamava: "Hosana ao Filho de Davi!" Isto aconteceu alguns dias antes da sua Paixão, Morte e Ressurreição. A Páscoa Cristã celebra então a Ressurreição de Jesus Cristo.

O Domingo de Ramos também marca o encerramento da Campanha da Fraternidade. Nesse dia, é realizada a coleta nacional da solidariedade como gesto concreto da Campanha da Fraternidade. Essa coleta não pode ser considerada simples doação. Deve ser muito mais do que isso. Jesus entra em Jerusalém, e nós queremos segui-lo com os ramos nas mãos. Com esta solene liturgia, abrimos a Semana Santa, centro do grande acontecimento da nossa fé: o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Acolhamos o filho de Deus, que vem a nós como humilde rei servidor, e o acompanhemos em sua trajetória rumo à cruz.




quinta-feira, 29 de março de 2012

Oração Pela Vitória

Oração Pela Vitória 

Vem, Espírito Santo, e ilumina nossa mente com a luz do céu. 
Remove todos os obstáculos que possam existir em nós 
e que nos impedem de caminhar na luz. 
Enche-nos de esperança renovada. 

Fortalece-nos para que possamos permanecer 
firmes na verdade de Cristo. 
Ajuda-nos a usar com sabedoria as dádivas recebidas, 
para a honra e glória de Deus. 
Senhor Jesus, nós Te convidamos a entrar em nosso coração
e em nossa alma, em nosso corpo e em nossa mente. 

Pedimos-Te que caminhes conosco em nossa jornada 
por este mundo repleto de pecado e escuridão. 
Ajuda-nos a ficar sempre em união Contigo e com o Espírito Santo. 
Que nossa vontade se una à Tua para fazer a vontade do Teu Pai, 
nosso Pai celestial. 

Amado Pai, humildemente nos submetemos a Ti 
e pedimos que veles por nós e nos protejas de todo o mal. 
Aceitamos prontamente tudo aquilo que, 
em Tua providência, nos tens dado. 
Ajuda-nos a conhecer cada vez mais o amor na medida 
em que somos iluminados pela luz de Cristo. 

Maria, querida Mãe, pedimos que tu venhas e fiques conosco. 
Nós te convidamos a entrar em nosso coração 
e pedimos que nos conduzas cada vez mais perto 
do teu Filho e nosso Salvador, Jesus Cristo. 

Como nossa Mãe no céu, vela por nós 
e envia teus anjos para que nos guardem e protejam.
Pedimos que conduzas os santos 
a constantemente interceder por nós junto ao Pai. 

Pedimos que, como nossa Mãe amadíssima, 
intercedas sempre por nós junto 
às três Pessoas da Santíssima Trindade, 
de modo que possamos caminhar fiel 
e vitoriosamente no caminho da vida.
Oramos em nome de Jesus. 
Amém. Aleluia. Amém. 

Fonte: Caminhando na Luz-Ann Ross Fitch e Pe. Paul Robert DeGrandis, S.S.J.



domingo, 25 de março de 2012

Como é Grande o Amor de Jesus - 5º Domingo da Quaresma

Como é Grande o Amor de Jesus!-
5º Domingo da Quaresma
Evangelho de Jo 12, 20-33

Havia alguns gregos, entre os que tinham subido para adorar, durante a festa. Estes aproximaram-sede Filipe, que era de Betsaida da Galileia e lhe pediram: "Senhor, queremos ver Jesus!". Filipe vem a André e lho diz; André e Filipe o dizem a Jesus. Jesus lhes responde: "É chegada a hora em que será glorificado o Filho do Homem. Em verdade, em verdade, vos digo: Se o grão de trigo que cai na terra não morrer, permanecerá só; mas se morrer, produzirá muito fruto. Quem ama sua vida a perde e quem odeia a sua vida neste mundo guardá-la-á para a vida eterna. Se alguém quer servir-me, siga-me; e onde estou eu, aí também estará o meu servo. Se alguém me serve meu Pai o honrará. Minha alma está agora conturbada. Que direi? Pai, salva-me desta hora? Mas foi precisamente para esta hora que eu vim. Pai, glorifica o teu nome".
Veio, então, uma voz do céu: "Eu o glorifiquei e o glorificarei novamente!".
A multidão, que ali estava e ouvira, dizia ter sido um trovão. Outros diziam: "Um anjo falou-lhe", Jesus respondeu: "Essa voz não ressoou para mim, mas para vós. É agora o julgamento deste mundo, agora o príncipe deste mundo será lançado fora; e, quando eu for elevado da terra, atrairei todos a mim".
Assim falava para indicar de que morte deveria morrer.

    Em vista da Páscoa que se aproxima, nos limitamos a quatro observações:

    A primeira é relativa ao desejo de ver Jesus, expresso pelos gregos. Estes são pagãos, simpatizantes do judaísmo e, neste caso, abertos à pregação de Jesus; portanto, protótipos de todos os pagãos que mais tarde iriam aderir ao evangelho. Eles querem ver Jesus.

    A segunda observação diz respeito ao sentido da palavra hora. Termo específico, que no quarto evangelho indica a hora da morte e ressurreição, ou seja, da glorificação de Jesus.

    A terceira observação é sobre a expressão "minha alma está agora conturbada" (v. 27). Essa emoção ou perturbação, que Jesus sente também junto ao túmulo do amigo Lázaro, é aquela que se sente diante da morte, e nos faz pensar na agonia no Getsêmani descrita pelos três sinóticos.

    A quarta observação: "É agora o julgamento deste mundo" (v. 31). A entrada na Paixão não prenuncia simplesmente, já é a vitória sobre o príncipe deste mundo, isto é, sobre Satanás. O mundo todo se apresenta como que dividido em dois batalhões: de um lado o diabo (e aqueles que o seguem) atirado para fora, isto é, vencido e expulso; não vale mais nada, não interfere nem influencia de modo decisivo nos planos de Deus e na salvação dos homens; do outro lado, Cristo exaltado e vitorioso que atrai tudo para si (cf. v. 32). Os eventos da Páscoa assumem uma dimensão dramática. Cada um é chamado a fazer uma opção, a viver intensamente aquilo que já fez, colocando-se do lado do Filho de Deus.

Fonte: Revista O Mílite - março/2012



sábado, 24 de março de 2012

Cura Interior: Oração para quebrar os votos íntimos

Votos íntimos

Alguma vez você pode ter feito um voto íntimo, como : Nunca mais vou chorar! Nunca mais vou amar! Nunca mais vou ter um animal de estimação! Nunca mais vou me casar ou me encontrar com alguém! Nunca terei filhos! Nunca mais vou falar com ele e com ela! Nunca mais vou guiar um  carro! Nunca mais vou engravidar! Nunca mais vou a um médico! Nunca mais vou rezar ou vou à igreja! Nunca mais vou tratar meus filhos desse modo ou nunca mais vou dizer isso aos meus filhos! Nunca mais vou deixar que abusem de mim! Nunca vou perdoar-lhe!

Há um princípio psicológico fundamental para compreender a cura interior. Os acontecimentos e emoções são tão reais e dolorosos hoje como quando ocorreram. Frequentemente, quando acontecem fatos traumáticos ou dolorosos, fazemos um voto íntimo que permanece no subconsciente. Noventa por cento de nossas lembranças estão no subconsciente e afetam profundamente nossas emoções, ações e reações no presente. Dez por cento de nossas lembranças estão no consciente. É uma forma natural de proteção para que enterremos as lembranças traumáticas ou dolorosas no subconsciente. Se tivéssemos de enfrentar imediatamente cada mágoa e dor de nossa vida, ficaríamos loucos, não poderíamos psicologicamente suportar.

Oração para quebrar os votos íntimos

Pai celestial, derrama o Teu Espírito Santo sobre mim. 
Revela-me quaisquer votos íntimos que possa ter feito na vida.
(Pare e espere que esses votos venham à mente.)
Senhor Jesus Cristo, em Teu santo nome, 
eu quebro e desfaço todos esses votos íntimos. 
Rejeito um por um. Entrego todos eles a Ti, Senhor Jesus. 
Livrai-me deles e leva-me para mais perto de Ti.
Senhor Jesus, dá-me a graça e a força para chorar de novo; 
para amar de novo; para namorar novamente ou casar; para desejar ter filhos;
para me dirigir às pessoas com quem eu disse que nunca mais falaria; 
para guiar um carro de novo; para rezar ou ir à igreja de novo; 
para perdoar aos que eu disse que nunca perdoaria, incluindo eu mesmo.
Obrigado, Jesus, por me libertares. 
Por favor, dá-me a graça e a força para confiar em Ti e não mais fazer esses votos. 
Amém. Aleluia. Amém.

Fonte: Caminhando na Luz (Ann Ross Fitch e Pe. Paul Robert DeGrandis, SSJ.)



sábado, 17 de março de 2012

O Juízo de Deus - 4º Domingo da Quaresma


O Juízo de Deus -
 4º Domingo da Quaresma
 Evangelho de Jo 3,14-21

"Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que seja levantado o Filho do Homem, a fim de que todo aquele que crer tenha nele a vida eterna.
Pois Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Pois Deus não enviou o seu Filho ao mundo para julgar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.
Quem nele crê não é julgado; quem não crê, já está julgado, porque não creu no nome do Filho único de Deus.
Este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque as suas obras eram más.
Pois quem faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que suas obras não sejam demonstradas como culpáveis.
Mas quem pratica a verdade vem para a luz, para que se manifeste que suas obras são feitas em Deus".

    Através de uma série de afirmações, subentendidas por Nicodemos e esclarecidas devidamente por Ele, Jesus lhe abre a perspectiva do reino de Deus (3,3), cujo acesso se dá mediante um "nascer do alto” (v. 7), que se realiza no batismo, por obra do Espírito Santo (v. 5); é uma salvação que se realiza na fé em Jesus Cristo (vv. 12-14).
 
    É nesse pano de fundo dessa pedagogia progressiva, que manifesta aspectos cada vez mais claros e profundos da missão de Jesus, que devemos compreender e aprofundar o trecho evangélico deste domingo. O tema central é a salvação e, respectivamente, o julgamento. A fim de dar a entender a Nicodemos e a toda mentalidade hebraica que ele representa, que o julgamento não vem de fora, mas da atitude que o homem assume diante de Deus, traz um exemplo tirado do ciclo do êxodo. O livro dos Números narra o episódio das serpentes venenosas "cuja mordedura fez perecer muita gente em Israel" (Nm 21,6). Depois que o povo reconheceu e confessou o seu pecado, atribuindo a ele o castigo, e depois da intercessão de Moisés (cf. Nm 21,7), Iahweh lhe disse: "Faze uma serpente abrasadora e coloca-a em uma haste. Todo aquele que for mordido e a contemplar viverá (Nm 21,8). Moisés fez uma serpente de bronze e exatamente como Iahweh prometeu "se alguém era mordido por uma serpente, contemplava a serpente de bronze e vivia" (Nm 21,9).

    Aplicado à salvação realizada por Jesus, o episódio de Nm 21 tem correspondência menos em três pontos: primeiramente, como a serpente, Jesus também será levantado; o levantar no vocabulário do quarto evangelho indica ao mesmo tempo duas realidades: a ação dos carrascos que colocam Jesus na cruz e o levantam, digamos assim, materialmente da terra; e por meio dessa mesma cruz se dá a elevação ou glorificação de Jesus (os textos se interligam: Jo 8,28 e 12,32-33: "e, quando eu for elevado da terra, atrairei todos a mim").

    Em segundo lugar, a ação do olhar que implica confiança e esperança de salvação por parte dos israelitas picados no deserto corresponde, nas palavras de Jesus, a acreditar nele (v. 15). Há um acreditar no que Jesus fala e um acreditar em Jesus: o primeiro caso sublinha a adesão àquilo que Ele diz, à sua palavra (cf. Jo 2,22); o segundo caso (crer em, com o acusativo) acentua  um movimento de plena confiança na própria pessoa de Jesus: abandono-me confiantemente nele, entrego-me a Ele e nele confio.

    Esse significado volta, no evangelho de hoje, tanto em sentido positivo ("todo o que nele crê não pereça – v. 16), quanto em sentido negativo ("porque não creu no nome — isto é, na pessoa - do Filho único de Deus" - v. 18): isso significa que tanto a salvação quanto a condenação dependem definitivamente dessa resposta ou recusa do homem em relação a Cristo. Quem não crê não espera uma condenação de fora, já está condenado. Num certo sentido, condenou a si mesmo.

    O terceiro ponto de correspondência: os israelitas que olhavam a serpente, ficavam vivos, isto é, eram preservados da morte; nas palavras de Jesus, esse “ficar vivo, ficar curado" se radicaliza na posse da vida eterna. 

Fonte: Revista O Mílite - março/2012



quinta-feira, 15 de março de 2012

Por que devemos ir a Santa Missa?


 A Missa é onde ocorre a Paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas incruenta, ou seja, de forma que Jesus não sente dor. É a Atualização da Paixão. Por ser o mesmo Sacrifício da Cruz as pessoas recebem os mesmos frutos e graças que recebemos na Cruz de há 2000 anos atrás.

Um frequentador de Igreja escreveu para o editor de um Jornal e reclamou que não faz sentido ir a Igreja todos os domingos: “Eu Tenho ido a Igreja por 30 anos” ele escreveu, “e durante este tempo eu ouvi uns 3.000 sermões. Mas, por minha vida, não consigo lembrar nenhum sequer deles. Assim, eu penso que estou perdendo meu tempo e os Padres estão desperdiçando o tempo deles!”
Esta carta, para prazer do Editor Chefe do jornal, iniciou uma grande controvérsia na coluna “Cartas ao Editor” que durante semanas, recebeu e publicou cartas sobre o assunto, até que alguém escreveu este argumento:
“Eu estou casado já há 30 anos. Durante este tempo minha esposa deve ter cozinhado umas 32.000 refeições, mas, por minha vida, eu não consigo me lembrar do cardápio de nenhuma destas 32.000 refeições. Mas, de uma coisa eu sei, todas elas me nutriram e me deram a força que eu precisava para fazer o meu trabalho. Se minha esposa não tivesse me dado estas refeições, eu estaria hoje fisicamente morto. Da mesma maneira, se eu não tivesse ido à Igreja para alimentar minha fome espiritual, eu estaria morto espiritualmente.

Quando a Gente esta resumido a NADA. Deus esta por cima de TUDO! A fé vê o invisível, acredita no inacreditável e recebe o impossível! Graças a Deus por nossa nutrição física e espiritual! 

“Alegrei-me quando me disseram: 
Vamos a Casa do Senhor” (Salmo 122:1)

"A santa Missa é 
o sacrifício do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo
 que, sob as espécies do pão e do vinho, 
se oferece por mãos do sacerdote a Deus sobre o altar, 
memória e renovaçao do sacrifício da Cruz."
(Catecismo de São Pio X)


Fonte: Facebook

Para Saber Mais:  A Missa e outras obrigações




sábado, 10 de março de 2012

A Purificação do Templo e da Religião - 3º Domingo da Quaresma


A Purificação do Templo e da Religião -
 3º Domingo da Quaresma
Evangelho de Jo 2,13-25

Estando próxima a Páscoa dos judeus, Jesus subiu a Jerusalém. No templo encontrou os vendedores de bois, de ovelhas e de pombas e os cambistas sentados. Tendo feito um chicote de cordas, expulsou todos do templo, com as ovelhas e com os bois; lançou ao chão o dinheiro dos cambistas e derrubou as mesas e disse aos que vendiam pombas: "Tirai tudo isto daqui; não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio". Recordaram-se os discípulos do que está escrito: O zelo por tua casa me devorará.
Os judeus interpelaram-no, então, dizendo: "Que sinal nos mostras para agires assim?". Respondeu-lhes Jesus: "Destruí este templo, e em  três dias eu o levantarei". Disseram-lhe, então, os judeus: "Quarenta e seis anos foram precisos para se construir este templo, e tu o levantarás em três dias?". Ele, porém, falava do templo do seu corpo. Assim, quando Ele ressuscitou dos mortos seus discípulos lembraram-se de que dissera isso, e creram na escritura e na palavra dita por Jesus.
Enquanto estava em Jerusalém, para a festa da Páscoa, vendo os sinais que fazia, muitos creram em seu nome. Mas Jesus não tinha confiança neles, porque os conhecia a todos e não necessitava que lhe dessem restemunho sobre o homem, porque Ele conhecia o que havia no homem.

No contexto do evangelho de João, esta é a primeira Páscoa celebrada por Jesus em Jerusalém. Depois dessa, virão outras três (cf. Jo 6,4; 11,55; 12,1), que o evangelista descreve na moldura de algumas controvérsias surgidas entre Jesus e as autoridades dos judeus. Quanto à mensagem deste texto, podemos fazer a seguinte reflexão:

Por um lado, o trecho evangélico está em continuidade com a pregação dos profetas sobre o verdadeiro culto agradável a Deus (cf. Is 58,4-11; 66,2-4; Am 5,21-24). Por outro lado, supera-a, revelando a pessoa de Jesus como lugar do encontro com Deus e da oração. É Ele "feito homem" a verdadeira "casa de oração".

"A Páscoa dos judeus" (v. 13). O evangelista João gosta de distinguir as festas cristãs — que a comunidade dos destinatários do seu evangelho já celebra - das festas judaicas. Essa distinção é uma advertência aos cristãos para que compreendam sempre melhor a centralidade do Senhor Jesus na fé e nas celebrações deles.

No evangelho de João, os judeus não devem ser identificados imediatamente com os contemporâneos de Jesus, mas é preciso ver neles todos aqueles que em todos os tempos — inclusive hoje — se opõem ao evangelho de Jesus, à sua pessoa e à sua identidade de Messias e Salvador.

"Os cambistas" (v. 14), sentados em suas bancas, tinham a função de trocar para os judeus o dinheiro proveniente das nações pagãs, onde se cunhavam moedas que reproduziam a efigie dos soberanos. Os judeus podiam assim pagar o imposto do templo e fazer as suas ofertas sem produzir ou usar moeda pagã.

"O zelo pela tua casa me consome" (v.17). João, porém, usa o futuro (me consumirá), aludindo à paixão e morte de Jesus. É a citação do Sl 69,10.

Os discípulos interpretam ("se lembraram") o significado do acontecimento da purificação do templo atribuindo a esse gesto de Jesus um caráter messiânico.

"Destruam esse templo, e em três dias eu o levantarei" (v. 19). A frase apresenta dois planos diferentes, o primeiro é o histórico-real: se alguém destruir esse templo, Jesus terá a capacidade de levantá-lo novamente. O segundo é o teológico: o verbo grego egeiro (levantarei) é o mesmo para indicar a ressurreição de Jesus. A expressão "em três dias" alude também ao terceiro dia da ressurreição de Jesus. Portanto,  Jesus parte da concretude do templo para levar seus interlocutores à realidade do seu corpo que será destruído com a morte e ressuscitado na luminosidade da Páscoa.

Fonte: Revista O Mílite - março/2012



sexta-feira, 9 de março de 2012

Nós Precisamos do Espírito Santo

"O Espírito Santo vos inspirará naquela hora o que deveis dizer"(Lc 12,12)!

Somente Deus "sonda o abismo do coração humano, e penetra os seus pensamentos mais sutis" (Sr 42,18). Ele sabe o que chegará ao nosso coração e  o que não chegará. Já, conosco, obviamente, isso não acontece, pois não conseguimos "ver" o interior das pessoas. Nós, cristãos, fomos feitos "pescadores de homens" (Mt 4,19), e, como todos os pescadores, geralmente só vemos a superfície da água, mas não o peixe, na profundidade. Dessa mesma forma, nós só conseguimos ver o exterior das pessoas. O interior delas somente o Senhor pode ver (1Sm 16,7). Nós, cristãos, se quisermos conhecer o interior das pessoas, precisamos de uma ajuda especial.
Quando Jesus nos chamou para sermos pescadores de homens, Ele nos enviou o Espírito Santo para nos ensinar como fazê-lo. O Espírito Santo, portanto, é a ajuda especial de que precisamos. Ele nos ensina, a cada momento, o que devemos dizer (Lc 12,12), para que as pessoas sejam tocadas. Se tentarmos utilizar nossas próprias palavras, mesmo que sejam eloquentes, de pouca valia elas serão. Somente as palavras que o Espírito Santo nos inspira a dizer conseguem atingir os corações das pessoas, e as fazem abrirem-se a Ele.
Jesus, ao operar através do Espírito Santo, nos dá uma palavra cheia de sabedoria, à qual não podem resistir nem contradizer os nossos adversários (Lc 21,15). Por isso, sempre e a todo momento, pecamos pelo Espírito Santo. Ele é o Comunicador Maior que pode nos ensinar tudo o que devemos falar. É uma graça que devemos valorizar muito. E, "se vivemos pelo Espírito, andemos também de acordo com o Espírito" (Gl 5,25). Ó, vinde Divino Espírito Santo!

Oração: Divino Espírito Santo, colocai em minha mente tudo o queVós desejais que eu fale, e retirai de minha mente tudo o que eu não devo falar. Ensinai-me "o que devo dizer e o que devo ensinar" (Jo 12,49).

Fonte: Um Pão, Um Corpo - nº 63



segunda-feira, 5 de março de 2012

Curso Catecismo da Igreja Católica - Online e Gratuito


Bom dia amigas e amigos de fé!
Hoje vim convidá-los para participar de um abençoado curso sobre o Catecismo da Igreja Católica, no site ComDeus-Comunidade Maria Mãe de Deus. É um curso online (você assiste pela WebTV do site) e gratuito que começará nesta semana de março.
Nesse 1º semestre serão duas turmas, sendo a 1ª Parte do Catecismo “A Profissão de Fé” nas quartas-feiras e a 2ª parte do Catecismo “A Celebração do Mistério Cristão” nas quintas-feiras.
Eu participei no semestre passado, onde fiz a 1ª Parte e amei todas as aulas. Podemos enviar perguntas pelo chat do site ao final da aula e o professor as responde ao vivo. É uma ótima oportunidade de aprendermos mais sobre o Catecismo! Depois de cada aula semanal, temos um questionário para responder. Se ao final do curso conseguirmos alcançar um bom aproveitamento receberemos o certificado.
Eu com muita alegria, esta semana recebi meu lindo certificado de participação do curso, em casa e tudo gratuito! Um verdadeiro presente de Deus.
Eu já me matriculei para a 2ª parte do Catecismo. Se você estiver interessado, não perca tempo, acesse o site e se matricule no curso. Acesse: Comunidade Maria Mãe de Deus   

Cursos:
1ª parte do Catecismo será nas quartas-feiras - no horário das 19h as 20h.
Início dia 07/03/2012.

 2ª parte do Catecismo será nas quintas-feiras - no horário das 19h as 20h.
Início dia 08/03/2012.



domingo, 4 de março de 2012

Nossas Orações São Fracas

 Nossas Orações São Fracas

"Senhor, ensina-nos a rezar"(Lc 11,1).

Jesus sempre deixou claro que nossas orações são fracas. E São Paulo relembrou tal característica quando ressaltou que "o Espírito vem em auxilio à nossa fraqueza; porque não sabemos o que devemos pedir, nem como orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis" (Rm 8,26). Com tal constatação, a nós cabe reconhecer, com humildade, que, na maioria das vezes, somente honramos a Deus da boca para fora, pois nosso coração está longe d'Ele (Mt 15,8).
Fazer o reconhecimento de nossa fraqueza é importante para cada um de nós, pois, quando o fazemos, nós nos dispomos a ser ajudados; não só pelo Espírito Santo, que está sempre conosco, mas, também, por outras pessoas, às quais devemos pedir intercessão. É certo que o Senhor não espera que nossas orações sejam perfeitas, e até pode aceitar nossa fraqueza. Assim, o mínimo que se espera de nós é que sejamos honestos para com Ele e admitamos que não oramos como deveríamos, pois oramos mal (Tg 4,3). Além disso, como demonstração plena de nossa honestidade, deveríamos parar com todas as nossas orações, enquanto não estivéssemos reconciliados com nossos irmãos (Mt 5,24).
A honestidade é o aspecto principal da oração e ela agrada muito a Deus. Quando admitimos que precisamos de auxílio, aí é que o auxílio, de fato, nos vem. Quando admitimos que somos fracos, e nos humilhamos, aí poucas palavras bastam para tornar nossa oração perfeita e eficaz (2Cor 12,9).

Oração: "Do fundo do abismo, clamo a Vós, Senhor. Ó Senhor, ouvi minha oração" (Sl 130,1).

Fonte: Um Pão, Um Corpo - nº 63




sábado, 3 de março de 2012

Transfiguração de Jesus - 2º Domingo da Quaresma


 Transfiguração de Jesus - 2º Domingo da Quaresma
Evangelho de Mc 9, 2-10 
Seis dias depois, Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e João, e os levou, sozinhos, para um lugar retirado sobre uma alta montanha. Ali foi transfigurado diante deles. Suas vestes tornaram-se resplandecentes, extremamente brancas, de uma alvura tal como nenhum lavadeiro na terra as poderia alvejar. E lhes apareceram Elias  com Moisés, conversando com Jesus. Então Pedro, tomando a palavra, diz a Jesus: "Rabi, é bom estarmos aqui. Façamos, pois três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias". Pois não sabia o que dizer, porque estavam atemorizados. E uma nuvem desceu, cobrindo-os com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: "Este é o meu Filho amado; ouvi-o". E, de repente, olhando ao redor, não viram mais ninguém: Jesus estava sozinho com eles. Ao descerem da montanha, ordenou-lhes que a ninguém contassem o que tinham visto, até quando o Filho do Homem tivesse ressuscitado dos mortos. Eles observaram a recomendação perguntando-se o que significaria "ressuscitar dos mortos".

A tranfiguração é sobretudo uma palavra de consolação que Jesus dirige a seus discípulos, que pouco antes estavam amedrontados com o anúncio de seu fim nada glorioso (cf. 8,31).
A observação do evangelista "seis dias depois", com que se abre a cena, liga a primeira profecia da paixão com a manifestação atual. O desconforto dos discípulos é então expresso por Pedro, mas não consegue fazer com que Jesus abandone seu propósito de submissão à vontade do Pai. Contudo, uma semana depois Jesus não volta ao assunto, mas procura explicar o sentido do último trecho do seu discurso: ressuscitar. E o faz diante de três discípulos seus, porque, segundo a bíblia, trata-se de testemunho válido ((Dt 19,15).

A montanha é real e simbólica; indica um lugar alto, mas sobretudo o desejo de se elevar para o alto, sair da contingência e da materialidade a fim de ir ao encontro de realidades superiores, transcendentes. Marcos acrescenta "sozinhos"; é, portanto, uma espécie de retiro, um momento de "oração", confirma Lucas (cf. Lc 9,29). O autor recorre aos símbolos habituais para mostrar a situação de triunfo, de felicidade, de glória em que Cristo ressuscitado se encontra. Em contraposição com as trevas que suspiram algo de perverso ou de maléfico, a luz é sinônimo de exultação, de vitória, de segurança. Deus é luz (cf. 2Sm 22,19 ; Sl 18,29 ; Mq 7,8 ; Sb 5,26) e habita numa luz inacessível (cf. 1Tm 6,16).

O testemunho dos três discípulos é valorizado pela presença das pessoas mais respeitáveis na tradição bíblica, Moisés e Elias, representantes da lei e da profecia, ou seja, a expressão de todo o antigo testamento.
A conversa que eles têm com o Messias não é polêmica, mas confortadora; mostra, à luz dos oráculos antigos, os fatos novos que estão se realizando em Jesus de Nazaré.
Com a sua habitual impetuosidade, o apóstolo procura deter o momento que foge! A tenda é uma morada provisória, insegura, mas suficiente em vista do lugar onde se encontram. Não pede nada para si e para seus companheiros, somente que possam ficar naquele êxtase em que se encontram imersos.

O evangelista não ousa condenar a aspiração de Pedro; se contenta em sublimar que ele não sabia o que dizer e acrescenta que todos estavam com medo, talvez mais no sentido do temor reverencial do que de pânico. O erro de Pedro é querer chegar à meta, ao fim da corrida, à vitória final sem as condições exigidas. Todavia, a intervenção de Pedro provoca um aprofundamento da manifestação que está acontecendo. Jesus se transfigura num halo de luz, mas acaba sendo envolvido por uma nuvem (luminosa) que cobre (todos) com a sua sombra. A nuvem muitas vezes é sinônimo de glória, o reflexo que Deus deixa filtrar de si mesmo quando se dá a ver aos homens.
Na cena ficou somente Jesus, ressaltam unanimemente os evangelistas. Somente Ele é o profeta que os homens, de agora em diante, devem seguir. Todos aqueles que falaram antes dele agora devem se calar; se ainda quiserem falar, o façam somente para apresentar a sua pessoa e os seus ensinamentos. E não é facultativo aceitar a palavra e as propostas de Jesus, mas obrigatório. O verbo ("escutem o que Ele diz") está no imperativo. Ele veio de Deus e aquilo que Ele diz vem do próprio Deus.

Fonte: Revista O Mílite - março/2012



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana/Devoção e Fé

Pesquisar neste blog e na web

Carregando...