Fevereiro 2012 - Devoção e Fé - Blog Católico

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Deus Olha Para Você

Deus Olha Para Você
"Os olhos do Senhor estão fixos sobre aqueles que o amam: possante proteção, sustentáculo cheio de força, abrigo contra o vento do deserto, sombra contra o ardor do meio-dia, proteção contra os obstáculos, socorro contra as quedas. Ele eleva a alma, ilumina os olhos, dando saúde, vida e bênção".
(Eclo 34, 19-20)

Você seria capaz de imaginar para que direção estão voltados os olhos do Senhor Altíssimo exatamente agora? Que criatura, grande ou pequena, forte ou frágil, viva ou inanimada, estaria chamando a atenção dos olhos de Deus nesse exato momento? A Escritura diz que os olhos cheios de ternura do nosso Pai celestial estão fixos, bem atentos, sobre o coração daqueles que o amam. Se seu coração, mesmo ferido e cansado, encontra-se ainda apaixonado pelo Deus que pode todas as coisas, então, certamente, Ele está olhando para você agora, admirando sua alma e tocando o mais íntimo do seu ser.

A Palavra nos diz quantas coisas maravilhosas o Senhor é na vida daqueles que o amam:
  • possante proteção (é Ele quem nos defende com valentia e precisão); 
  • sustentáculo (se nos apoiamos nele, jamais sentiremos o chão sair debaixo de nossos pes);  
  • abrigo contra o vento do deserto (as tempestades da vida não serão capazes de cegar a visão da nossa fé);  
  • sombra no calor (não desfaleceremos no meio do caminho);   
  • proteção contra todo obstáculo (com sua ajuda, conseguimos pular todas as muralhas); 
  • socorro nas quedas(quão suave é cair apoiado em suas mãos paternas!). 
Além de ser nosso socorro e proteção, o Senhor ainda nos promete graças para o corpo e a alma: saúde, vida e bênção.

Saúde, na linguagem da Bíblia, quer dizer salvação: equilíbrio, reconciliação, um suprimento para todas as necessidades. Deus nos promete tudo isso, agora e para sempre. É saudável quem permanece na presença de Deus e é por Ele refeito no corpo, na mente e no espírito. 
A Bíblia nos ensina que o remédio de Deus para recobrarmos saúde e salvação é a Sua Palavra. O salmo 106 nos diz que quando Deus viu que seu povo jazia às portas da morte, enviou a Palavra para curá-lo. A Palavra do Altíssimo revigora as forças da alma, faz renascer a esperança e arranca da morte aquele que estava se destruindo pelo pecado. Ela é o veículo pelo qual, na fé, somos banhados no Sangue de Jesus. Este sangue é certeza de salvação e cura para todos os que o aceitam.

Vida, segundo a promessa do Senhor, é algo abundante, uma participação na própria natureza divina, ou seja: vida verdadeira é ter comunhão com Deus.

A maior de todas as bênçãos, segundo o evangelho de João, é o Espírito Santo, Deus vivendo em nós. Portanto, para aqueles que O amam, o Senhor promete: o poder do Sangue curador e salvador de Jesus, comunhão de amor com Seu coração paterno e a alegre presença do Seu Espírito.

Você não desejaria todo esse manancial de graças agora? Então, vamos orar:

Meu Pai amado, apresento a Ti o meu coração. Tu o conheces, pois todos os dias o tens presente sob Teu olhar de bondade. Sabes como tenho estado ferido, abatido e atribulado por tantas provaçoes. Contudo, Pai, as dificuldades da vida não roubaram o amor que tenho por Ti. Meu coração, mesmo machucado, ainda sabe amar e confiar. Olha agora para mim, mais uma vez, ó Pai. Sede o meu protetor, meu apoio, meu abrigo e amparo. Concede-me, pois preciso tanto, o poder do Teu Espírito Santo e o perdão que está no Sangue de Jesus. Quero ser livre agora, ó Pai! Recebo de Ti todo amor e aceitação que tanto tenho desejado. Sinto-me seguro em Ti. Obrigado, Pai, por poder te amar como um filho. Obrigado também porque sei do Teu amor por mim. Abençoa-me, em Nome de Jesus. Amém. 

Fonte: Basta Uma Palavra - Pe. Antonio José



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Campanha da Fraternidade 2012 - Fraternidade e Saúde Pública


Todos os anos durante o período quaresmal, tempo de conversão, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) realiza a Campanha da Fraternidade, que tem por objetivo despertar a solidariedade de seus fiéis e de toda a sociedade em relação a um problema concreto que envolve toda a nação, buscando uma solução para o mesmo. 
A Campanha da Fraternidade é aberta na Quarta-feira de cinzas, ou seja, no primeiro dia da Quaresma.

Estamos atentos as dificuldades dos mais necessitados?

Cuidar de alguém doente é um dos mais belos atos de caridade. Durante esse processo de cuidar do próximo, as feridas das almas de ambos vão sendo cicatrizadas. O bom samaritano pediu que tratassem as feridas de seu próximo. E Jesus nos pediu que fizéssemos o mesmo.
Mas será que estamos cuidando como deveríamos da saúde de nosso próximo? E o governo brasileiro está fazendo sua parte? Infelizmente muitos brasileiros se sacrificam para pagar planos de saúde, pois o sistema público é ineficiente.
Para chamar a atenção dos brasileiros, em 2012, a CNBB sugeriu o tema "Fraternidade e Saúde Pública" e o lema "Que a saúde se difunda sobre a terra". 

Oração da CF 2012

Senhor Deus de amor, Pai de bondade, nós vos louvamos e agradecemos pelo dom da vida, pelo amor com que cuidais de toda a criação. Vosso Filho Jesus Cristo, em sua misericórdia, assumiu a cruz dos enfermos e de todos os sofredores, sobre eles derramou a esperança de vida em pelnitude. Enviai-nos, Senhor, o vosso espírito. Guiai a vossa Igreja, para que ela, pela conversão, se faça, sempre mais, solidária às dores e enfermidades do povo, e que a saúde se difunda sobre a terra. Amém.  

Hino CF 2012
 
Letra: Roberto Lima de Souza
Música.: Júlio Cézar Marques Ricarte



1. Ah! Quanta espera, desde as frias madrugadas,
Pelo remédio para aliviar a dor!
Este é teu povo, em longas filas nas calçadas,
A mendigar pela saúde, meu Senhor!

Tu, que vieste pra que todos tenham vida, (Jo 10,10)
Cura teu povo dessa dor em que se encerra;
Que a fé nos salve e nos dê força nessa lida, (Mc 5, 34)
E que a saúde se difunda sobre a terra! (Cf Eclo 18,8)


2. Ah! Quanta gente que, ao chegar aos hospitais,
Fica a sofrer sem leito e sem medicamento!
Olha, Senhor, a gente não suporta mais,
Filho de Deus com esse indigno tratamento!

3. Ah! Não é justo, meu Senhor, ver o teu povo
Em sofrimento e privação quando há riqueza!
Com tua força, nós veremos mundo novo, (Cf Ap 21,1-7)
Com mais justiça, mais saúde, mais beleza!

4. Ah! Na saúde já é quase escuridão,
Fica conosco nessa noite, meu Senhor, (Cf Lc 24,29)
Tu que enxergaste, do teu povo, a aflição
E que desceste pra curar a sua dor. (Cf Ex. 3,7-8)

5. Ah! Que alegria ver quem cuida dessa gente
Com a compaixão daquele bom samaritano. ( Lc. 10,25-37)
Que se converta esse trabalho na semente
De um tratamento para todos mais humano!

6. Ah! Meu Senhor, a dor do irmão é a tua cruz!
Sê nossa força, nossa luz e salvação! (Cf. Sl. 27,1)
Queremos ser aquele toque, meu Jesus, (Cf. Mc. 5,20-34)
Que traz saúde pro doente, nosso irmão
!

Fonte: CNBB



terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Quarta-Feira de Cinzas - 1º dia da Quaresma

Com a Quarta-Feira de Cinzas, começa oficialmente o tempo da Quaresma e o Ciclo Pascal. Este tempo do Ano Litúrgico nos convida ao silêncio, prece e conversão. 
Neste dia, é celebrada a tradicional missa das cinzas. As cinzas que recebemos neste dia é um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.  
As cinzas utilizadas neste ritual provêm da queima dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. A estas cinzas mistura-se água benta. 
De acordo com a tradição, o celebrante desta cerimônia utiliza essas cinzas úmidas para sinalizar uma cruz na fronte de cada fiel, proferindo a frase “Lembra-te que és pó e que ao pó voltarás” ou a frase “Convertei-vos e crede no Evangelho”.

Por que a Quaresma se inicia com a Quarta-feira de cinzas? 

A Bíblia nos conta que, certa vez, o general Holofernes, com um grande exército, marchou contra a cidade de Betúlia. O povo da cidade, aterrorizado, reuniu-se para rezar a Deus. E todos cobriram de cinzas as suas cabeças, pedindo o perdão e a misericórdia de Deus. E Deus salvou o povo pelas mãos de Judite. A cinza, por sua leveza, é figura das coisas que se acabam e desaparecem. É usada como um sinal de penitência e de luto. Nós a usamos hoje, neste Quarta-feira de cinzas, o primeiro dia da Quaresma, reconhecendo que somos pecadores e pedindo perdão de Deus, desejosos de mudarmos de vida.
A Quaresma

A quaresma é o tempo litúrgico de conversão, que a Igreja marca para nos preparar para a grande festa da Páscoa. É tempo para nos arrepender dos nossos pecados e de mudar algo de nós para sermos melhores e poder viver mais próximos de Cristo.
A Quaresma dura 40 dias; começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos.
Ao longo deste tempo, sobretudo na liturgia do domingo, fazemos um esfoço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que devemos viver como filhos de Deus.
A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. É um tempo de reflexão, de penitência, de conversão espiritual; tempo e preparação para o mistério pascal.
Na Quaresma, Cristo nos convida a mudar de vida. A Igreja nos convida a viver a Quaresma como um caminho a Jesus Cristo, escutando a Palavra de Deus, orando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. Nos convida a viver uma série de atitudes cristãs que nos ajudam a parecer mais com Jesus Cristo, já que por ação do pecado, nos afastamos mais de Deus. Por isso, a Quaresma é o tempo do perdão e da reconciliação fraterna. Cada dia, durante a vida, devemos retirar de nossos corações o ódio, o rancor, a inveja, os zelos que se opõem a nosso amor a Deus e aos irmãos. Na Quaresma, aprendemos a conhecer e apreciar a Cruz de Jesus. Com isto aprendemos também a tomar nossa cruz com alegria para alcançar a glória da ressurreição.

Fonte: http://www.acidigital.com/



sábado, 18 de fevereiro de 2012

Família Carnaval - a sua é assim?


Todos nós sabemos bem o que é o Carnaval, tempo marcado por grandes festas onde se come, bebe e se participa de alegres celebrações; tempo onde muitos buscam incessantemente o prazer sem compromisso. É o tempo do faz-de-conta... faz-de-conta que tudo está bem!
Porém, o Carnaval pode não se resumir em uma festa anual. Infelizmente muitas famílias parecem viver um grande carnaval doméstico, onde se faz-de-conta que não há problemas, que tudo e todos estão em plena harmonia, mas na verdade é só fachada, é só ilusão de carnaval...
Hoje em dia é muito fácil a família ser de faz-de-conta, pois os meios de comunicação apresentam a  família moderna como uma "pequena república" onde cada um vive por si, vive como quer, sem um verdadeiro relacionamento de amor, de respeito e de afeto. A única preocupação que se deve ter é em consumir e conquistar o seu bem-estar econômico.
Porém, esta "pequena república" não funciona eternamente. No dia a dia, dentro da família não há como esconder os verdadeiros conflitos. Ninguém consegue usar máscara para sempre. 
O convívio familiar não pode ser reduzido a dias de "festa", ou seja, dias de fachada, onde os familiares se reúnem "alegremente" e depois cada um vai para um lado com sua solidão.
Por isso os valores religiosos são tão importantes e fundamentais para a vida em família. Devemos defender a família das influências negativas e onde tudo é permitido. Viver o dia a dia familiar sempre buscando a construção da convivência pacífica no diálogo, na fraternidade e no perdão recíproco.
O alicerce da família é o Amor e sempre será o Amor! E o que foi construído no Amor ninguém derruba!

Se a sua família está assim, deixe Jesus Cristo entrar em seu coração e apresente O Salvador à sua família! 
                                                                                                                           
por Adriana-Devoção e Fé 



sábado, 11 de fevereiro de 2012

Dia Mundial do Doente - 11 de fevereiro


Celebra-se hoje em memória a Nossa Senhora de Lourdes, padroeira dos doentes do corpo e do espírito, o dia Mundial do Doente. 
Foi instituído a 11 de Fevereiro de 1992 pelo Papa João Paulo II. Seu principal objetivo é sensibilizar os governos e a sociedade civil para que os enfermos tenham a melhor assistência possível.
A Igreja Católica também enfatiza a importância de ajudá-los a valorizarem o sofrimento em seu significado cristão de aproximação com Deus.

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI
PARA O XX DIA MUNDIAL DO DOENTE
(11 DE FEVEREIRO DE 2012)

«Levanta-te e vai, a tua fé te salvou!» (Lc 17, 19)

Amados irmãos e irmãs
Por ocasião do Dia Mundial do Doente, que celebraremos no próximo dia 11 de Fevereiro de 2012, memória da Bem-Aventurada Virgem de Lourdes, desejo renovar a minha proximidade espiritual a todos os enfermos que se encontram nos lugares de cura ou recebem os cuidados das famílias, enquanto manifesto a cada um deles a solicitude e o afecto da parte de toda a Igreja. No acolhimento generoso e amoroso de cada vida humana, sobretudo da frágil e doente, o cristão expressa um aspecto importante do seu testemunho evangélico, segundo o exemplo de Cristo, que se debruçou sobre os sofrimentos materiais e espirituais do homem para os curar.
1. Neste ano, que constitui a preparação mais próxima para o solene Dia Mundial do Doente, que será celebrado na Alemanha no dia 11 de Fevereiro de 2013 e que meditará sobre a emblemática figura evangélica do bom samaritano (cf. Lc 10, 29-37), gostaria de chamar a atenção para os «Sacramentos de cura», ou seja, o Sacramento da Penitência e da Reconciliação, e o Sacramento da Unção dos Enfermos, que encontram o seu cumprimento natural na Comunhão Eucarística.
O encontro de Jesus com os dez leprosos, narrado no Evangelho de São Lucas (cf. Lc 17, 11-19), de maneira particular as palavras que o Senhor dirige a um deles: «Levanta-te e vai, a tua fé te salvou!» (v. 19), ajudam a tomar consciência acerca da importância da fé para aqueles que, angustiados pelo sofrimento e pela enfermidade, se aproximam do Senhor. No encontro com Ele, podem experimentar realmente que quantos acreditam nunca estão sozinhos! Com efeito, no seu Filho Deus não nos abandona às nossas angústias e sofrimentos, mas está próximo de nós, ajuda-nos a suportá-los e deseja curar profundamente o nosso coração (cf. Mc 2, 1-12).
A fé daquele único leproso que, vendo-se purificado, cheio de admiração e de alegria, contrariamente aos demais, vai imediatamente até Jesus para lhe manifestar o próprio reconhecimento, deixa entrever que a saúde readquirida é sinal de algo mais precioso do que a simples cura física, pois constitui um sinal da salvação que Deus nos concede através de Cristo; ela encontra expressão nas palavras de Jesus: a tua fé te salvou! Quem, no seu próprio sofrimento e enfermidade, invoca o Senhor, está convicto de que o Seu amor nunca o abandona, e que também o amor da Igreja, prolongamento no tempo da Sua obra salvífica, jamais desfalece. A cura física, expressão da salvação mais profunda, revela deste modo a importância que o homem, na sua integridade de alma e corpo, reveste para o Senhor. De resto, cada Sacramento expressa e põe em prática a proximidade do próprio Deus que, de modo absolutamente gratuito, «nos toca por meio de realidades materiais... que Ele assume ao seu serviço, fazendo deles instrumentos do encontro entre nós e Ele mesmo» (Homilia, Santa Missa Crismal, 1 de Abril de 2010). «Aqui, torna-se visível a unidade entre criação e redenção. Os sacramentos são expressão da corporeidade da nossa fé, que abraça corpo e alma, isto é, o homem inteiro» (Homilia, Santa Missa Crismal, 21 de Abril de 2011).

Leia a mensagem completa no site:   http://www.vatican.va/



Nossa Senhora de Lourdes-11 de fevereiro

A festa de Nossa Senhora de Lourdes é celebrada
no dia de sua primeira aparição.

As aparições de Nossa Senhora de Lourdes começaram no dia 11 de fevereiro de 1858, quando Bernadette Soubirous, camponesa com 14 anos, foi questionada por sua mãe, pois afirmava ter visto uma "dama" na gruta de Massabielle, cerca de uma milha da cidade, enquanto ela estava recolhendo lenha com a irmã e um amigo. A "dama" também apareceu em outras ocasiões para Bernadette até os dezessete anos.

Bernadette Soubirous foi canonizada como santa, por suas visões da Virgem Maria. A primeira aparição da "Senhora", relatada por Bernadette foi em 11 de fevereiro. O Papa Pio IX autorizou o bispo local para permitir a veneração da Virgem Maria em Lourdes, em 1862.

Em 11 de Fevereiro de 1858, Bernadette Soubirous foi com a irmã Toinette e Jeanne Abadie para recolher um pouco de lenha, a fim de vendê-la e poder comprar pão. Quando ela tirou os sapatos e as meias para atravessar a água, junto à das gruta de Massabielle, ela ouviu o som de duas rajadas de vento, mas as árvores e arbustos não se mexeram. Bernadette viu uma luz na gruta e uma menina, tão pequena como ela, vestida de branco, com uma faixa-azul presa em sua cintura com um rosário em suas mãos em oração e rosas de ouro amarelo, uma em cada pé. Bernadette tentou manter isso em segredo, mas Toinette disse a mãe. Por essa razão ela e sua irmã receberam castigo corporal pela sua história.Três dias depois, Bernadete voltou à gruta com as outras duas meninas. Ela trouxe água benta para utilizar na aparição, a fim testá-la e saber se não "era maligna", porém a visão apenas inclinou a cabeça com gratidão, quando a água foi dada a ela.

Em 18 de fevereiro, ela foi informada pela senhora para retornar à gruta, durante um período de duas semanas. A senhora teria dito: "Eu prometo fazer você feliz não neste mundo, mas no próximo". Após a notícia se espalhar, as autoridades policiais e municipais começaram a ter interesse. Bernadette foi proibida pelos pais e o comissário de polícia Jacomet para ir lá novamente, mas ela foi assim mesmo. No dia 24 de Fevereiro, a aparição pediu oração e penitência pela conversão dos pecadores. No dia seguinte, a aparição convidou Bernadette a cavar o chão e beber a água da nascente que encontrou lá. Como a notícia se espalhou, essa água, foi administrada em pacientes de todos os tipos, e muitas curas milagrosas foram noticiadas. Sete dessas curas foram confirmados como desprovidas de qualquer explicação médica pelo professor Verges, em 1860. A primeira pessoa com um milagre certificado era uma mulher, cuja mão direita tinha sido deformada em conseqüência de um acidente. O governo vedou a Gruta e emitiu sanções mais duras para alguém que tentasse chegar perto da área fora dos limites. No processo, as aparições de Lourdes tornaram-se uma questão nacional na França, resultando na intervenção do imperador Napoleão III, com uma ordem para reabrir a gruta em 4 de Outubro de 1858. A Igreja decidiu ficar completamente longe da polêmica.

Bernadette, conhecendo as localidades bem, conseguiu visitar a gruta à noite, mesmo quando vedada pelo governo. Lá, em 25 de março, a aparição lhe disse: "Eu sou a Imaculada Conceição". No domingo de Páscoa, 7 de abril, o médico examinou Bernadette e observou que suas mãos seguravam uma vela acesa e mesmo assim não possuiam qualquer queimaduras. Em 16 de Julho, Bernadette foi pela última vez à Gruta e relatou que "Eu nunca a tinha visto tão bonita antes"
A Igreja, diante de perguntas de nível nacional, decidiu instituir uma comissão de inquérito, em 17 de Novembro de 1858. Em 18 de Janeiro de 1860, o bispo local declarou que: "A Virgem Maria apareceram de fato a Bernadette Soubirous". Estes eventos estabeleceram o culto mariano de Lourdes, que, juntamente com Fátima, é um dos santuários marianos mais freqüentados no mundo, ao qual viajam anualmente entre 4 e 6 milhões de peregrinos. [1]

Oração à Virgem de Lourdes

"Santíssima Virgem de Lourdes, 
que a ninguém desamparas nem desprezas, 
olhai-me com olhos de piedade.
Alcançai-me de teu Filho o perdão de meus pecados
para que com devoto afeto celebre tua Santa e Imaculada Conceição, 
em tua milagrosa imagem de Lourdes.
Que eu receba depois o presente da bem-aventurança 
do mesmo Jesus de quem sois Mãe. 
Amém." [2]

Fonte: Wikipédia [1] / http://www.oracoes.info/[2]            



Santa Bernadette Soubirous - 16 de abril

Santa Bernadette Soubirous  
(Comemoração litúrgica: 16 de abril)

Bernadete nasceu em 7 de janeiro de 1844 em Lourdes, França. Era a filha mais velha de uma família que mergulhava progressivamente na miséria e que seria colocada à prova, vivenciando várias mortes de alguns filhos de tenra idade. Bernadete é acometida de asma, não podendo freqüentar a escola nem o catecismo. Ela ainda não havia feito a Primeira Comunhão. Mas, a família era muito unida e profundamente cristã. Bernadete conhecia muito bem as "suas" orações. 
As aparições de Nossa Senhora de Lourdes começaram no dia 11 de fevereiro de 1858 quando Bernadette estava com 14 anos. Questionada por sua mãe, pois afirmava ter visto uma "dama" na gruta de Massabielle, cerca de uma milha da cidade, enquanto ela estava recolhendo lenha com a irmã e um amigo. A "dama" também apareceu em outras ocasiões para Bernadette até os dezessete anos.  
Em 25 de março, a aparição lhe disse: "Eu sou a Imaculada Conceição". Maria confiou à Bernadete três segredos que jamais lhe foram arrancados. Durante os oito anos que se seguiram às aparições, Bernadete tornou-se pensionista, sem ser religiosa, tanto no convento das Irmãs de Caridade, como no das Irmãs da Instrução cristã de Nevers, em Lourdes.
Bernadete entrou no noviciado, em Nevers, em 1866, e lá permaneceu aproximadamente treze anos, ocupando, sobretudo, o cargo de enfermeira. Faleceu aos 33 anos, numa quarta-feira da Semana Santa, em 1879. Foi beatificada em 1925 e canonizada em 1933. As curas, por seu intermédio, se iniciaram junto com as aparições. A maior parte delas, ligada à água da fonte. Bernadete jamais admitiu que esta água fosse chamada de milagrosa, e que as curas lhe tivessem sido atribuídas, pessoalmente.
A partir de 1858, sessenta e seis curas foram declaradas milagrosas, ao cabo de procedimentos complexos que não encontraram equivalência em nenhum outro lugar  de todo o mundo católico. As aparições foram reconhecidas como autênticas pelo Bispo de Tarbes, Monsenhor Laurence, em 1862. O corpo de Maria Bernadete permanece incorruptível. [2]

Corpo Incorrupto

Trinta anos após o velório, seu cadáver foi exumado e o corpo encontrado intacto.Em 23 de outubro de 1909 é aberto o processo ordinário na Sagrada Congregação de Ritos, em 13 de agosto de 1913 segue-se o processo apostólico sob o controle direto da Santa Sé; a 18 de novembro de 1923 o Papa Pio XI assina o decreto que reconhece a heroicidade das virtudes de Bernadette.
Pouco tempo antes de sua beatificação, efectuada em 12 de Junho de 1925, foi feito um segundo reconhecimento do corpo, que continua intacto. As freiras cobriram seu rosto e as mãos com uma camada fina de cera e, desse jeito, foi colocada dentro de uma urna transparente. O seu corpo continua incorrupto ainda e pode ser visitado no Convento de Saint Gildard de Nevers, dentro de uma urna de cristal. [1]



 



     Corpo intacto de Bernadette. Após quase 150 anos, não há o mínimo sinal de putrefação.

Fonte: Wikipédia [1] / http://www.mariedenazareth.com/ [2]




quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Conversões Sim, Contradições Não


 Conversões Sim, Contradições Não

"Se ele se apartou de ti por algum tempo, foi para que o pudesses reaver para sempre. Agora, não já como escravo, mas, bem mais do que escravo, como irmão caríssimo" (Fm 15-16).

Filêmon era um cristão e tinha um escravo. Isto é uma grande contradição, não é mesmo? Infelizmente, nós continuamos a ver contradições semelhantes, como, por exemplo: cristãos apoiando idéias comunistas; cristãos achando normais ou nem se importanto com as políticas abortivas dos governos; cristãos envolvidos em tráfico de drogas etc. Sim, isso nos dá uma grande tristeza, pois nos mostra que nem todo cristão tem os olhos completamente abertos. Muitos, na verdade, tem os olhos bem fechados, ou não querem ver.
São Paulo tentou abrir os olhos a Filêmon, intercedendo, diretamente a ele, pela libertação de seu escravo, Onésimo. Não se sabe se Filêmon respondeu ao pedido de São Paulo. Entretanto, nós sabemos que, através da história, muitos cristãos se recusaram a mudar suas vidas em aspectos que eram contrários ao Cristianismo. Um aspecto marcante disso foram e continuam sendo as contendas, e até mesmo guerras, entre pessoas e povos reconhecidamente cristãos. São Paulo, ao interceder, demonstrou como deveria ser o proceder correto de um cristão: "Se bem que eu tenha plena autoridade em Cristo para prescrever-te o que é da tua obrigação, prefiro fazer apenas um apelo à tua caridade" (Fm 8-9). E ainda acrescentou: "Sem o teu consentimento, nada quis resolver, para que tenhas ocasião de praticar o bem, não por imposição, mas, sim, de livre vontade" (Fm 14). São Paulo sabia que a cegueira espiritual de Filêmon não seria curada pela força, mas apenas pela graça.
O Senhor pode, obviamente, converter qualquer pessoa e, mais ainda, alguém que já é cristão. Entretanto, Ele quer ver um esforço de nossa parte, não apenas para confirmarmos nossa própria condição de cristão, mas, também para motivarmos a conversão de outros. Portanto, vamos parar de apoiar idéias que são contrárias à palavra de Deus. Vamos ser firmes perante o mundo e, sem contradições, demonstremos nossa fé no Senhor. Somente no Senhor!

Oração: 
Pai, que eu possa ver muitos Saulos se convertendo em Paulos (ver At9). 
Promessa: 
"Como o relâmpago, reluzindo numa extremidade do céu, brilha até à outra, assim, será com o Filho do homem, no Seu dia" (Lc 17,24).

Fonte: UM PÃO, UM CORPO - nº63
*As Casas São José fazem parte de uma entidade sem fins lucrativos, tendo como objetivo amparar e educar crianças e adolescentes abandonados ou órfãos. Nestes quase 40 anos de existência, As Casas São José foi presidida por Padre Pedro Antônio Bach-NDS. Mas o legado que ele nos deixou vai continuar, afinal, “aquele que em nós começou a boa obra lhe dará o acabamento até o dia de Cristo Jesus” (Fl1,6). Esta Associação já criou e educou mais de 1000 “filhos” e 400 “netinhos” (filhos de abrigados), como o padre carinhosamente os chamava.
Faça sua assinatura, renove ou divulgue UM PÃO, UM CORPO: você estará colaborando com a “Associação de Proteção à Criança e ao Adolescente – Casas São José – Os Lares da Criança Feliz”, uma grande família com cerca de 1500 membros.
Acesse: http://www.gloriososaojose.org.br/pdf/pao.pdf





domingo, 5 de fevereiro de 2012

Dízimo e Bênção


 Dízimo e Bênção 
Folder de Padre Cristovam Iubel

01- O que é dízimo?
O dízimo é uma forma de agradecer e louvar a Deus, bem como de contribuir com a comunidade, sustentanto a ação evangelizadora através das dimensões religiosa, social e missionária.

02- O que é bênção?
O termo bênção significa dizer bem, louvar, engrandecer. Abençoar a Deus, segundo o Antigo Testamento, é agradecer a Deus pelos favores dele recebidos (cf. Gn 24,48; DT 8,10; Jz 5,2.9; nessas citações, abençoar tem o mesmo sentido de louvar e adorar). Na última ceia de que Jesus participou, ele abençoou o pão e o vinho (cf. Mt 26,26-27), isto é, deu graças pelos dons preparados para a refeição. Com o tempo, abençoar passou a significar uma ação divina, um dizer bem de Deus às pessoas. Também as pessoas podem abençoar (os pais abençoam os filhos, os padrinhos os afilhados, os avós os netos), mas o fazem no poder e na força de Deus.

03- Qual o atual sentido e significado do termo abençoar?
Para nós abençoar significa receber de Deus bens para nós ou para objetos de uso e devoção. O Apóstolo Paulo, escrevendo aos Romanos, afirmou que os visitaria, levando com ele "a plenitude da bênção de Cristo" (Rm 15,29), isto é, o máximo da bênção de Deus, o próprio Cristo na Palavra e na Eucaristia (cf. também Mc 6,41; 10,16; Lc 24,50).

04- O que esperamos de Deus quando pedimos a sua bênção?
Esperamos que ele nos ajude, nos dê força e coragem, nos auxilie nas tantas e tão frequentes dificuldades que temos de enfrentar e superar no dia-a-dia. É como se pedíssemos a ele uma "força extra" para ter vida de qualidade.

05- A bênção é uma ação mágica?
Nada no cristianismo é mágico, porque nele nada se realiza sem a participação humana. Deus não atua violentando a liberdade, mas antes a pressupõe. Por isso a bênção deve ser querida e acolhida na fé.

06- Existe bênção sem fé?
Não, porque a bênção só pode ser recebida se houver abertura de coração. E o coração se abre por dentro, com o consentimento e a ação do homem e da mulher. Deus nada pode fazer num coração arrogante, ou orgulhoso, ou prepotente, porque nesses casos a pessoa, mesmo que peça a bênção, permanece com o coração fechado a ela, e portanto não a recebe.

07- A bênção pode ser comprada?
Não. Deus não tem nada para vender; tudo nele é gratuidade. Em nada ele coloca preço. Ele é bênção permanente para a humanidade. O que ele exige - e até mais do que exige, pede - é um coração que o acolha, acolhendo as suas graças.

08- Sendo assim, o dízimo não compra a bênção?
Não! O amor de Deus por nós faz com que ele seja sempre pura graça ou, em outras palavras, o seu amor é incondicional, dá sem pedir nada em troca. De forma perfeita esse amor só existe em Deus; em nós ele é imperfeito, seja porque somos limitados, seja porque somos pecadores. Não conseguimos amar como Deus ama porque ele é Criador, e nós criaturas. Mas, mesmo com nossas imperfeições, devemos imitá-lo, amando o máximo possível, tanto a ele como ao próximo, sem exceção.

09- Quando o dízimo é fonte de bênção?
Quando, por meio dele, o nosso coração se abre para Deus. Este, por sua vez, aproveita o coração aberto para abençoá-lo. Quanto mais amor e generosidade houver no dízimo, mais o dizimista é abençoado porque ao abrir-se para Deus, abre-se para as suas graças.

10- Somente o dízimo é fonte de bênção?
Não! Tudo o que fazemos pode ser motivo de bênção, desde que, por amor, o coração seja aberto por dentro, isto é, por nós. A misericórdia, o perdão, a solidariedade, a fraternidade, a doação, a renúncia e a acolhida são, entre outros, fontes de bênção. Deus não perde uma oportunidade de nos abençoar, e sempre gratuitamente.

11- Quando o dízimo não é fonte de bênção?
Quando o dizimista contribui com o dízimo sem abrir o coração! Isso acontece, por exemplo, quando o dízimo é dado por obrigação, ou por superstição, ou por interesse, ou para comprar de Deus o que ele tem mas só concede gratuitamente. Dízimo que não é o resultado da abertura de coração - e portanto também do bolso e da carteira - é barganha, é troca, é negociação. Isso tudo, ao invés de destrancar o coração para a bênção, fecha-o! E assim o dizimista se frustra, não por culpa de Deus, mas dele mesmo.

12- Para receber a bênção é necessário dar uma determinada quantia como dízimo?
Não. Deve-se dar de dízimo, por opção e convicção, a quantia que o coração determinar, livre da avareza e do egoísmo. Quanto mais generosidade, mais renúncia, mais bênção. Deus quer corações abertos por um dízimo de qualidade, isto é, que seja realmente parte significativa - e não sobra do que se possui (cf. Lc 21, 1-4). 

13- Por que, em certas Igrejas, os ofertantes são "abençoados" na mesma medida das ofertas que fazem?
Na verdade, não são! O que são é enganados por pastores mal intencionados que vendem graças de 10, 50 ou 100 reais. É estelionato espiritual, porque se vende aquilo que não se pode entregar. Com que direito alguém vende o que é de propriedade divina? Uma coisa é o dízimo e a oferta livres, outra é a imposta sob coação. Existe muito dízimo por aí que, de dízimo, só tem o nome, e que não está apenas restrito às seitas...

14- É verdade que o gesto de partilhar é benéfico mesmo que não seja feito com fé?
Sim. E é por isso que ricos, famosos ou anônimos, doam parte de suas fortunas e aconselham os outros a fazer o mesmo. Essas doações nada tem fé, mas dão aos doadores a alegria de partilhar o que têm, a sensação de que tornam o mundo menos injusto e o autosugestionamento de que se dão é porque têm de sobra. O dízimo vai muito além disso, já que é, ao mesmo tempo, ação de graças para com Deus e contribuição para com a comunidade.

15- Por que o ato de reter é maléfico?
Porque faz a pessoa fechar-se em si mesma, sendo dominada por seus bens e não dominando-os. Como os bens humanos só podem proporcionar alegrias passageiras, acabam gerando frustração e não realização. Nós somos feitos para a convivência - e não apenas para a vivência -, o que exige partilha, fraternidade e comunhão. Quanto mais guardamos o que possuimos, tanto mais nos tornamos escravos de nossos bens. Em lugar de dispor deles, são eles que dispõem de nós.

16- O dízimo que é fruto da injustiça proporciona a bênção?
Não. A injustiça é pecado, isto é, fechamento a Deus, o que exclui a possibilidade de bênção. Quem não retribui com justiça os seus empregados, pode dar como dízimo o que por direito é propriedade deles? Não! Só pode praticar de forma coerente a caridade e a partilha quem, antes de amar, é justo. A caridade sempre pressupõe a justiça (cf. Mt 23, 23).

17- O que vale para o dízimo vale também para a oferta?
Sim. O dízimo é compromisso assumido com Deus e com a comunidade; a oferta é a doação feita espontaneamente, nas celebrações ou fora delas. A comunidade, com o dízimo, pode prever as entradas em dinheiro que terá; com as ofertas complementará o que falta para sustentar a ação evangelizadora, ou ainda investirá com mais ousadia e força nas dimensões religiosa, social e missionária. Sempre que dadas de coração, com generosidade e com qualidade, abrirão o coração para que acolha as bênçãos divinas (cf. Ml 3, 10-12; 2Cor 9,6-15).

18- Pode-se afirmar, então, que toda pessoa dizimista é pessoa abençoada?
Sim, desde que o dízimo seja de fato dízimo, e não apenas imitação dele. Quanto mais o coração humano se abre para Deus e para a comunidade para partilhar, tanto mais se abre para receber. A abertura de coração no dar é proporcional à abertura de coração para receber a bênção. Deus não é mesquinho; antes, é infinitamente generoso. Para comprovar essa verdade, basta abrir o coração a ele; o dízimo e as ofertas são formas privilegiadas de se viver essa magnífica experiência!

19- Concluindo:
"É bom lembrar: 'Quem semeia pouco também colherá pouco, e quem semeia com larguesa colherá também com largueza'. Que cada um dê conforme tiver decidido em seu coração, sem pesar nem constrangimento, pois 'Deus ama quem dá com alegria'. Deus é poderoso para vos cumular de toda sorte de graças, para que, em tudo, tenhais sempre o necessário e ainda tenhais de sobra para empregar em alguma boa obra(...)
Aquele que dá a semente ao semeador e lhe dará o pão como alimento, ele mesmo multiplicará as vossas sementes e aumentará os frutos da vossa justiça" (2Cor 9, 6-8.10.).




quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Recupere a Vontade de Viver

Vontade de Viver

"Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente" 
(Sl 27,4)

Às vezes, por uma série de razões, nós perdemos o gosto pela vida. Nós nos sentimos vazios e não queremos fazer nada; nem rezar e nem mesmo sair da cama. Nessas ocasiões, a única coisa que desejamos é ter algo para nos distrair e nos fazer sair de nossa realidade. Entretanto, o que precisamos não é de distrações, mas sim, de Jesus: Ele, com certeza, é tudo de que precisamos para recuperar a vontade de viver.
O próprio Jesus nos disse: "Vinde a mim, todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei" (Mt 11,28). Ele, portanto, renova nosso desejo de viver. E o importante é que Jesus o faz sem mudar as circunstâncias, pois, se assim não o fosse, nós nos tornaríamos escravos delas. Também Ele não nos inspira a manipularmos as circunstâncias, de modo a nos sentirmos melhor. Não, Ele faz questão de mantê-las tal como nos desagradam,  para que mantenhamos nossos olhos fixados apenas n'Ele. Jesus não traz dinamismo e energia às nossas vidas: Ele nos insere em Sua vida.
Jesus é nosso Salvador. Ele é o Único que pode nos salvar de tudo, inclusive de nós mesmos. Jesus não é somente nossa Vida, mas, também, o Criador de nossa vontade de viver, pois, como está escrito, "é Deus quem, segundo Seu beneplácito, realiza em vós o querer e o executar" (Fl 2,13). Se você está numa crise existencial de meia-idade, de idade avançada, ou de qualquer idade, Jesus não é apenas sua Esperança: Ele é a única Esperança de que você precisa. Portanto, pare com seus devaneios, fugas ou desejos por distrações. Faça de Jesus o desejo de seu coração, e você nunca mais perderá a vontade de viver.

Oração: 
Senhor, "como a corça anseia pelas águas vivas, assim minha alma suspira por Vós" (Sl 42,2).
Promessa: 
"Quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo" (Lc 14,27).

Fonte: UM PÃO, UM CORPO - nº63
*As Casas São José fazem parte de uma entidade sem fins lucrativos, tendo como objetivo amparar e educar crianças e adolescentes abandonados ou órfãos. Nestes quase 40 anos de existência, As Casas São José foi presidida por Padre Pedro Antônio Bach-NDS. Mas o legado que ele nos deixou vai continuar, afinal, “aquele que em nós começou a boa obra lhe dará o acabamento até o dia de Cristo Jesus” (Fl1,6). Esta Associação já criou e educou mais de 1000 “filhos” e 400 “netinhos” (filhos de abrigados), como o padre carinhosamente os chamava.
Faça sua assinatura, renove ou divulgue UM PÃO, UM CORPO: você estará colaborando com a “Associação de Proteção à Criança e ao Adolescente – Casas São José – Os Lares da Criança Feliz”, uma grande família com cerca de 1500 membros.
Acesse: http://www.gloriososaojose.org.br/pdf/pao.pdf





Os Ícones: N. Sra. do Perpétuo Socorro



O ícone mais conhecido entre nós, graças ao trabalho dos padres Redentoristas, é o de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. É considerado cópia do que teria sido pintado por São Lucas e destruído pelos turcos, na tomada de Constantinopla, em 1453. 
Alguns historiadores indicam que o quadro teria sido pintado por um artista grego, por volta do século XIII ou XIV. Sabe-se, porém, que ele pertencia a uma igreja na ilha de Creta, onde era venerado.
Os padres redentoristas, guardiães desse histórico quadro, espalharam pelo mundo a devoção à N. Sra. do Perpétuo Socorro. 
Esse ícone, ao longo dos séculos, recebeu os seguintes títulos: N. Sra. Mãe de Deus, Madonna di San Matteo, N. Sra dos Anjos, N. Sra das Dores ou da Paixão (no Oriente), por causa dos instrumentos da morte de Jesus, apresentados pelos arcanjos Miguel e Gabriel.

Interpretação do quadro

Sobre um fundo dourado aparecem 4 pessoas: Maria, em destaque, Jesus de uns 7 anos e os arcanjos Miguel e Gabriel. A representação não é estática, mas dinâmica. São Miguel aparece ao menino, mostrando-lhe uma lança, a vara com a esponja e  o vaso com fel e vinagre. Jesus se assusta e salta para buscar socorro no colo da mãe; com o pulo se parte a correia da sandália do pé esquerdo; ela está caindo. Pousado no braço esquerdo de Maria, Jesus volta-se para São Gabriel, que lhe apresenta a cruz e 3 cravos. As mãozinhas do Infante seguram fortemente a mão direita da mãe. Maria não está olhando para o Filho mas dirige um olhar triste para nós. Como que dizendo: "Evitem o pecado e a injustiça, causa dos sofrimentos e morte do Filho." Ela é N. Sra. do Silêncio. No alto de sua cabeça brilha uma estrela. No mar da vida ela é nossa luz e guia... Maria está segurando a mão esquerda do Filho, a fim de que não castigue, mas deixe livre a direita para abençoar. A sandália presa só pela correia, é símbolo do pecador, que continua unido a Jesus pela devoção a Nossa Senhora. 
As preciosas coroas não fazem parte da obra original. Foram colocadas em 23/06/1867.
Jesus está trajado de cor marrom-claro e túnica verde: da tristeza, dos sofrimentos do Salvador surgem para nós, a esperança. O vestido de Maria é vermelho: é o distintivo das virgens. O manto azul, além de lembrar o céu, era o emblema das mães: ela é virgem e mãe. Mãe de Deus e dos homens. O quadro foi pintado em nogueira, medindo 53 x 41,5 cm. 

Autor: Pe. Antonio D. Lorenzatto.
Fonte: Livro da Família - 1993.

*Para saber mais:





Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana/Devoção e Fé