Solenidade da Transfiguração do Senhor - 6 de agosto - Devoção e Fé - Blog Católico

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Solenidade da Transfiguração do Senhor - 6 de agosto

 Solenidade da Transfiguração do Senhor

Voltemos nossos olhos para o rosto do Filho de Deus que no alto do monte, como de maneira concorde atestam os Sinópticos,  se  transfigurou  diante  de  Pedro, Tiago  e  João,  enquanto  da  nuvem  a voz do Pai proclamava:  "Este é o Meu Filho amado. Escutai o que Ele diz" (Mc 9, 7). São Pedro, ao recordar com emoção o evento, afirmou:  "Fomos testemunhas  oculares  da  Sua  majestade" (2 Pd 1, 16). 
No monte Tabor Jesus se manifesta aos seus discípulos em todo o esplendor da vida divina existente nele. Esse esplendor é antecipação daquele que o envolverá por conta de sua morte e ressurreição. Na transfiguração, ele é proclamado filho querido e amado de Deus. 
O Filho do homem, símbolo do povo fiel, recebe o poder, a glória e a realeza. Jesus é o Filho amado do Pai a quem precisamos ouvir e seguir.

Na transfiguração, devemos ter bem presente que Nosso Senhor não tomou nesta ocasião o corpo glorioso como alguns erradamente pensam, Ele só tomou seu Corpo Glorioso depois da Ressurreição. Em circunstâncias outras da vida, no nascimento, quando queriam prende-lo e misteriosamente desapareceu (fazendo uso do corpo glorioso), mas Ele estava ainda com o corpo padecente, Ele então realizou um milagre. Ele realizou um milagre para que nós compreendêssemos o que será a nossa ressurreição.

Símbolos da Transfiguração

A Transfiguração ocorreu em um monte, local para os judeus de contato com a Divindade. As vestes brancas simbolizam a eternidade, o pertencer ao céu e ser santo como Deus é santo. Por isso, o anjo da ressurreição estará vestido de vestes brancas. A Santa Igreja conservou a figura da veste branca e a impõe ao recém-batizado, para simbolizar a pertença à família de Deus e expressar que o sagrado Batismo devolveu à criatura a santidade que a coloca em comunhão com Deus, conforme nos ensinou São Paulo: “Passais por uma transformação espiritual de vossa mentalidade e vos revestis do homem novo, criado segundo Deus na justiça e verdadeira santidade” (Ef 4,24). Tudo isso levando-se para a santidade e para a comunhão íntima com Deus e com a comunidade.

Outro símbolo da Transfiguração é a luz. Deus mora na luz inacessível, conforme nos ensina a IV Oração Eucarística, tão rica de significados teológicos. São João nos ensina: “Deus é Luz” (1Jo 1,5). Jesus de Nazaré definiu-se como sendo a encarnação da luz (Jo 1,7s; 3,19; 12,46).

A nuvem, simboliza a presença de Deus, como a manifestação no Monte Sinai (Ex 19,16) e a aliança entre Deus e o povo. Isaías cantava que a nuvem é o carro de Deus (Is 19,1; Sl 104, 3). Quando Jesus subir ao céu, em certo momento, será envolto por uma nuvem (At 1,9). Ora, o Tabor tem muito do significado do Sinai. Cristo estava para dar à luz um novo povo, uma nova e definitiva aliança, um novo Testamento por meio do sangue derramado na cruz. Como vimos, a Transfiguração tem todo um sentido pascal. E a Páscoa tem um sentido de recriação.

Para o angélico Santo Tomás de Aquino, o Tabor tem a presença do Espírito Santo: “A Trindade inteira apareceu: o Pai, na voz; o Filho, no homem; o Espírito, na nuvem luminosa”. A voz do Pai, saída da nuvem, é o centro do episódio: “Este é meu filho bem-amado. Escutai o que Ele diz!” (Mc 9, 8). Aqui está uma clara afirmação da filiação divina de Jesus, de sua autoridade de Filho de Deus, de sua natureza divina. Por isso Ele tem palavras de vida eterna.[2]

 Revestirmos de Cristo para sermos como Ele é

Para nos transfigurarmos, devemos nos revestirmos de Cristo para sermos como Ele é. 
É muito importante termos presente que a festa de hoje nos sinaliza que, pelo caminho do sofrimento e da cruz, chegaremos à ressurreição. São Pedro nos representa a todos, quando pretendemos viver e anunciar a alegria da ressurreição, sem passar pela generosa entrega e pela morte. Também nós preferimos montar a nossa tenda na montanha. Mas é preciso ter a experiência mística e coletiva da missão, do anúncio do Evangelho. Não podemos ficar na “fresca” da contemplação da Montanha, mas descer para o dia a dia da vida missionária.
A experiência do Monte Tabor, a Transfiguração do Senhor, deu força aos apóstolos para aguentarem a experiência amarga do Monte Calvário. 
Contemplando hoje a face de Jesus transfigurado e escutando o que ele diz, encontraremos força para suportar os sofrimentos e dificuldades da vida, até o dia em que poderemos contemplá-Lo na glória do Pai, realização definitiva da aliança e das promessas. [2]

Fonte: http://www.acnsf.org.br/
http://www.portalum.com.br/ [2]



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