Dízimo e Bênção - Devoção e Fé - Blog Católico

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Dízimo e Bênção


 Dízimo e Bênção 
Folder de Padre Cristovam Iubel

01- O que é dízimo?
O dízimo é uma forma de agradecer e louvar a Deus, bem como de contribuir com a comunidade, sustentanto a ação evangelizadora através das dimensões religiosa, social e missionária.

02- O que é bênção?
O termo bênção significa dizer bem, louvar, engrandecer. Abençoar a Deus, segundo o Antigo Testamento, é agradecer a Deus pelos favores dele recebidos (cf. Gn 24,48; DT 8,10; Jz 5,2.9; nessas citações, abençoar tem o mesmo sentido de louvar e adorar). Na última ceia de que Jesus participou, ele abençoou o pão e o vinho (cf. Mt 26,26-27), isto é, deu graças pelos dons preparados para a refeição. Com o tempo, abençoar passou a significar uma ação divina, um dizer bem de Deus às pessoas. Também as pessoas podem abençoar (os pais abençoam os filhos, os padrinhos os afilhados, os avós os netos), mas o fazem no poder e na força de Deus.

03- Qual o atual sentido e significado do termo abençoar?
Para nós abençoar significa receber de Deus bens para nós ou para objetos de uso e devoção. O Apóstolo Paulo, escrevendo aos Romanos, afirmou que os visitaria, levando com ele "a plenitude da bênção de Cristo" (Rm 15,29), isto é, o máximo da bênção de Deus, o próprio Cristo na Palavra e na Eucaristia (cf. também Mc 6,41; 10,16; Lc 24,50).

04- O que esperamos de Deus quando pedimos a sua bênção?
Esperamos que ele nos ajude, nos dê força e coragem, nos auxilie nas tantas e tão frequentes dificuldades que temos de enfrentar e superar no dia-a-dia. É como se pedíssemos a ele uma "força extra" para ter vida de qualidade.

05- A bênção é uma ação mágica?
Nada no cristianismo é mágico, porque nele nada se realiza sem a participação humana. Deus não atua violentando a liberdade, mas antes a pressupõe. Por isso a bênção deve ser querida e acolhida na fé.

06- Existe bênção sem fé?
Não, porque a bênção só pode ser recebida se houver abertura de coração. E o coração se abre por dentro, com o consentimento e a ação do homem e da mulher. Deus nada pode fazer num coração arrogante, ou orgulhoso, ou prepotente, porque nesses casos a pessoa, mesmo que peça a bênção, permanece com o coração fechado a ela, e portanto não a recebe.

07- A bênção pode ser comprada?
Não. Deus não tem nada para vender; tudo nele é gratuidade. Em nada ele coloca preço. Ele é bênção permanente para a humanidade. O que ele exige - e até mais do que exige, pede - é um coração que o acolha, acolhendo as suas graças.

08- Sendo assim, o dízimo não compra a bênção?
Não! O amor de Deus por nós faz com que ele seja sempre pura graça ou, em outras palavras, o seu amor é incondicional, dá sem pedir nada em troca. De forma perfeita esse amor só existe em Deus; em nós ele é imperfeito, seja porque somos limitados, seja porque somos pecadores. Não conseguimos amar como Deus ama porque ele é Criador, e nós criaturas. Mas, mesmo com nossas imperfeições, devemos imitá-lo, amando o máximo possível, tanto a ele como ao próximo, sem exceção.

09- Quando o dízimo é fonte de bênção?
Quando, por meio dele, o nosso coração se abre para Deus. Este, por sua vez, aproveita o coração aberto para abençoá-lo. Quanto mais amor e generosidade houver no dízimo, mais o dizimista é abençoado porque ao abrir-se para Deus, abre-se para as suas graças.

10- Somente o dízimo é fonte de bênção?
Não! Tudo o que fazemos pode ser motivo de bênção, desde que, por amor, o coração seja aberto por dentro, isto é, por nós. A misericórdia, o perdão, a solidariedade, a fraternidade, a doação, a renúncia e a acolhida são, entre outros, fontes de bênção. Deus não perde uma oportunidade de nos abençoar, e sempre gratuitamente.

11- Quando o dízimo não é fonte de bênção?
Quando o dizimista contribui com o dízimo sem abrir o coração! Isso acontece, por exemplo, quando o dízimo é dado por obrigação, ou por superstição, ou por interesse, ou para comprar de Deus o que ele tem mas só concede gratuitamente. Dízimo que não é o resultado da abertura de coração - e portanto também do bolso e da carteira - é barganha, é troca, é negociação. Isso tudo, ao invés de destrancar o coração para a bênção, fecha-o! E assim o dizimista se frustra, não por culpa de Deus, mas dele mesmo.

12- Para receber a bênção é necessário dar uma determinada quantia como dízimo?
Não. Deve-se dar de dízimo, por opção e convicção, a quantia que o coração determinar, livre da avareza e do egoísmo. Quanto mais generosidade, mais renúncia, mais bênção. Deus quer corações abertos por um dízimo de qualidade, isto é, que seja realmente parte significativa - e não sobra do que se possui (cf. Lc 21, 1-4). 

13- Por que, em certas Igrejas, os ofertantes são "abençoados" na mesma medida das ofertas que fazem?
Na verdade, não são! O que são é enganados por pastores mal intencionados que vendem graças de 10, 50 ou 100 reais. É estelionato espiritual, porque se vende aquilo que não se pode entregar. Com que direito alguém vende o que é de propriedade divina? Uma coisa é o dízimo e a oferta livres, outra é a imposta sob coação. Existe muito dízimo por aí que, de dízimo, só tem o nome, e que não está apenas restrito às seitas...

14- É verdade que o gesto de partilhar é benéfico mesmo que não seja feito com fé?
Sim. E é por isso que ricos, famosos ou anônimos, doam parte de suas fortunas e aconselham os outros a fazer o mesmo. Essas doações nada tem fé, mas dão aos doadores a alegria de partilhar o que têm, a sensação de que tornam o mundo menos injusto e o autosugestionamento de que se dão é porque têm de sobra. O dízimo vai muito além disso, já que é, ao mesmo tempo, ação de graças para com Deus e contribuição para com a comunidade.

15- Por que o ato de reter é maléfico?
Porque faz a pessoa fechar-se em si mesma, sendo dominada por seus bens e não dominando-os. Como os bens humanos só podem proporcionar alegrias passageiras, acabam gerando frustração e não realização. Nós somos feitos para a convivência - e não apenas para a vivência -, o que exige partilha, fraternidade e comunhão. Quanto mais guardamos o que possuimos, tanto mais nos tornamos escravos de nossos bens. Em lugar de dispor deles, são eles que dispõem de nós.

16- O dízimo que é fruto da injustiça proporciona a bênção?
Não. A injustiça é pecado, isto é, fechamento a Deus, o que exclui a possibilidade de bênção. Quem não retribui com justiça os seus empregados, pode dar como dízimo o que por direito é propriedade deles? Não! Só pode praticar de forma coerente a caridade e a partilha quem, antes de amar, é justo. A caridade sempre pressupõe a justiça (cf. Mt 23, 23).

17- O que vale para o dízimo vale também para a oferta?
Sim. O dízimo é compromisso assumido com Deus e com a comunidade; a oferta é a doação feita espontaneamente, nas celebrações ou fora delas. A comunidade, com o dízimo, pode prever as entradas em dinheiro que terá; com as ofertas complementará o que falta para sustentar a ação evangelizadora, ou ainda investirá com mais ousadia e força nas dimensões religiosa, social e missionária. Sempre que dadas de coração, com generosidade e com qualidade, abrirão o coração para que acolha as bênçãos divinas (cf. Ml 3, 10-12; 2Cor 9,6-15).

18- Pode-se afirmar, então, que toda pessoa dizimista é pessoa abençoada?
Sim, desde que o dízimo seja de fato dízimo, e não apenas imitação dele. Quanto mais o coração humano se abre para Deus e para a comunidade para partilhar, tanto mais se abre para receber. A abertura de coração no dar é proporcional à abertura de coração para receber a bênção. Deus não é mesquinho; antes, é infinitamente generoso. Para comprovar essa verdade, basta abrir o coração a ele; o dízimo e as ofertas são formas privilegiadas de se viver essa magnífica experiência!

19- Concluindo:
"É bom lembrar: 'Quem semeia pouco também colherá pouco, e quem semeia com larguesa colherá também com largueza'. Que cada um dê conforme tiver decidido em seu coração, sem pesar nem constrangimento, pois 'Deus ama quem dá com alegria'. Deus é poderoso para vos cumular de toda sorte de graças, para que, em tudo, tenhais sempre o necessário e ainda tenhais de sobra para empregar em alguma boa obra(...)
Aquele que dá a semente ao semeador e lhe dará o pão como alimento, ele mesmo multiplicará as vossas sementes e aumentará os frutos da vossa justiça" (2Cor 9, 6-8.10.).




Um comentário :

  1. Olá Adriana! Material de grande riqueza que vc disponibilizou para os seus leitores. Pe. Cristovam é aki de nossa cidade e escrever é o seu dom.
    Tenha uma semana abençoada, na Paz e no Amor de Cristo,

    Reinaldo Fonseca

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Adriana dos Anjos - Devoção e Fé Blog

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