Junho 2011 - Devoção e Fé - Blog Católico

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Devoção ao Sagrado Coração de Jesus

Devoção ao Sagrado Coração de Jesus


Sagrado Coração de Jesus é uma das três solenidades do Tempo Comum, dentro da Liturgia da Igreja Católica, comemorada na segunda sexta-feira, após a solenidade de Corpus Christi. Além disso, essa devoção também é cultivada pela Igreja Católica ao longo de todas as primeiras Sextas-feiras de cada mês. Consiste na veneração do Coração de Jesus, do mais íntimo de Seu Amor.

O aprofundamento desta devoção deve-se a Santa Margarida Maria Alacoque, uma religiosa de uma Congregação conhecida como Ordem da Visitação. A Santa Margarida Maria teve extraordinárias revelações por parte de Jesus Cristo, que a incumbiu pessoalmente de divulgar e propagar no mundo esta piedosa devoção. Foram três as aparições de Jesus: A primeira, deu-se a 27 de Dezembro de 1673, a segunda em 1674 e, a terceira, em 1675.[1]

Jesus deixou doze grandes promessas às pessoas que, aproveitando-se da Sua divina misericórdia, participassem das comunhões reparadoras das primeiras sextas-feiras. Disse Ele, numa dessas ocasiões a Santa Margarida: "Prometo-te, pela Minha excessiva misericórdia e pelo amor todo-poderoso do meu Coração, conceder a todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, a graça da penitência final; não morrerão em minha inimizade, nem sem receberem os sacramentos, e Meu Divino Coração lhes será seguro refúgio nessa última hora".

Não se sabe quem compôs a lista com as 12 promessas do Sagrado Coração de Jesus, tiradas das revelações de Nosso Senhor a Santa Margarida Maria Alacoque. Sabe-se só que é fidedigna –as promessas estão de fato contidas nas revelações – e que o trabalho anônimo foi de grande mérito e utilidade.
M. Kemper, um modesto comerciante de Dayton, cidadezinha norte-americana, iniciou, em 1882, um trabalho de ampla divulgação delas.
A partir deste primeiro impulso, tiveram propagação mundial. Normalmente são conhecidas como as 12 Promessas do Coração de Jesus, a mais importante das quais, é a 12ª, chamada a GRANDE PROMESSA.

*As 12 Promessas do Sagrado Coração de Jesus são:

1- Dar-lhes-ei todas as graças necessárias ao seu estado de vida.

2- Estabelecerei a paz nas suas famílias.

3- Abençoarei os lares onde for exposta e honrada a imagem do Meu Sagrado Coração.

4- Ei-de consolá-los em todas as dificuldades.

5- Serei o seu refúgio durante a vida e em especial na hora da morte.

6- Derramarei bênçãos abundantes sobre todos os seus empreendimentos.

7- Os pecadores encontrarão no Meu Sagrado Coração uma fonte e um oceano sem fim de Misericórdia.

8- As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas.

9- As almas fervorosas ascenderão rapidamente a um estado de grande perfeição.

10- Darei aos sacerdotes o poder de tocarem os corações mais empedernidos.

11- Aqueles que propagarem esta devoção terão os seus nomes escritos no Meu Sagrado Coração e d’Ele nunca serão apagados.

12- Prometo-vos, no excesso de Misericórdia do Meu Coração, que o Meu Amor Todo-Poderoso concederá, a todos aqueles que comungarem na Primeira Sexta-Feira de nove meses seguidos, a graça da penitência final; não morrerão no Meu desagrado nem sem receberem os Sacramentos: o Meu Divino Coração será o seu refúgio de salvação nesse derradeiro momento.

Fonte: Wikipédia



quarta-feira, 29 de junho de 2011

Para a glória de Deus


Para a glória de Deus


Numa grande catedral em construção, alguém se deteve, observando o trabalho de um operário. Pacientemente, estava ele cortando varas de ferro, enquanto lhe corria o suor pelo rosto. E o visitante lhe perguntou: "Amigo, que está fazendo?" - "Ganhando o meu pão" - foi a resposta. Mais adiante a mesma pergunta a um velho marceneiro: "Que está fazendo?" - Com toda calma o velho respondeu: "Estou construindo uma catedral para Deus".

Todos nós, neste mundo, vivemos em meio ao trabalho, às lutas e sacrifícios de cada dia. Passam os meses, os anos, e o sofrimento sempre à nossa espera, com dolorosas surpresas. E o fim de tudo isso... seria apenas a morte? Se assim fosse, nem valeria a pena viver. Ganhar o pão, recursos, bem-estar, enfim, viver para apenas sobreviver é nada, pois sabemos que, com a morte, tudo acaba. Esta vida somente merece ser vivida se a soubermos viver como uma preparação para a eternidade que nos espera.
Construir uma catedral para Deus. Essa catedral é a nossa vida de todos os dias. Vós sois o templo de Deus - escreveu o apóstolo ( 2Cor 6,16 ). E que templo! Não é uma construção de pedra e concreto, por mais grandiosa que a imaginemos; é um templo vivo, melhor, é toda a nossa vida de lutas e sofrimentos, na qual glorificamos o Pai com nosso trabalho, com nossas alegrias, e até mesmo com nossas lágrimas, porque nesse templo tudo pertence à glória infinita de Deus.
Numa catedral, desde as colunas e arcos até à última pedra do alicerce, tudo pertence à construção, e toda a construção está destinada ao culto divino. Assim também na nossa vida. Não pertencem a Deus somente as horas na nossa vida. Não pertencem a Deus somente as horas que passamos em oração, mas também o trabalho, as lutas e sofrimentos, e estes de modo especial, porque se o trabalho, às vezes, chega a ser um alívio e uma distração, o sofrimento nunca deixa de ser o que é. Ele é sempre o que de melhor possuímos para oferecer a Deus, por ser o que mais nos custa.
Muito mais do que representam o ouro, a prata e o mármore nas catedrais deste mundo, nossos sofrimentos irão brilhar diante de Deus como uma riqueza que ele não deixará de receber e recompensar. Já estamos sabendo que meses nem de anos, mas um trabalho de sempre, que só estará terminado quando Deus nos chamar. Até lá temos que viver dedicando à glória do Pai tudo o que faz o conjunto da nossa vida: trabalho, dificuldades, e principalmente os sofrimentos de cada dia. É isso o melhor que temos para oferecer a Deus, pelo muito que ele já nos deu e ainda nos irá dar. Agradeçamos, sim, à divina misericórdia que nos ajuda a sofrer com resignação, com generosidade e com amor.


Autor: Pe Isac Lorena, C.SS.R ( Uma Palavra Aos Que Sofrem )



Selinho


Ganhei este lindo selinho da querida amiga Angela
do blog Doces Sonhos de Papel (http://docessonhosdepapel.blogspot.com)
Obrigada amiga, que Deus te abençoe!
Quem ainda não tiver este selinho, leve-o com todo meu carinho!



domingo, 26 de junho de 2011

Então... fale com Deus

Deus não diz que está muito ocupado
Deus não diz que não tem como atendê-lo
Deus não diz para que tente uma próxima vez
Deus não diz para que você deixe uma mensagem 
Deus não diz que tem algo mais urgente do que você
Deus não diz que tem algo mais importante para pensar ou fazer

Deus está livre para você
Deus te atende a qualquer momento
Deus não está em outro lugar
Deus não tem nada mais urgente do que você
Deus está ocupado exclusivamente com você 
Deus quer prestar total atenção em você 

Tudo porque você é a pessoa mais importante 
que Ele quer receber
Tudo porque você é a pessoa 
que Ele quer ouvir

Então...  fale com Deus!
Ele sempre tem tempo para você.
Adriana

"No entanto, estou sempre contigo; tu me tomaste pela mão direita. Com teu conselho me guias e depois na glória me recebes." (Salmos 73, 23-24)




quinta-feira, 23 de junho de 2011

Corpus Christi - O Alimento da Vida


A festa do Corpo e do Sangue de Cristo foi introduzida no calendário litúrgico pelo papa Urbano IV, em 1264. A solenidade é a manifestação pública da fé na presença de Cristo na Igreja por meio da eucaristia, presença e atuação de Deus na história da humanidade. A eucaristia é a memória dinâmica e transformadora que impulsiona a comunidade e as pessoas na busca da nova terra e do novo céu.
O evangelho de hoje é a conclusão do discurso de Jesus sobre o "pão da vida". Após a multiplicação dos pães, Jesus faz a uma catequese sobre o sentido e a importância do tema do pão. Ele se apresenta como o verdadeiro pão descido do céu. Esse alimento é a palavra de Deus (mensagem do Pai que Jesus veio trazer para a humanidade e que precisa ser vivida pelas pessoas) e a eucaristia (presença real de Cristo no pão e no vinho consagrados em cada missa).
O documento do Vaticano II sobre a liturgia nos diz que a eucaristia é o "memorial da morte e ressurreição de Jesus: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal, em que Cristo é comunicado em alimento, o espírito se enche de graça e nos é dado o penhor da glória futura" (SC47).
Para haver verdadeira comunhão eucarística, são necessárias duas dimensões: a vertical, com Cristo, e a horizontal, com a comunidade. O ato de comer o pão e beber o vinho consagrados envolve o compromisso com o projeto de Jesus, que deseja vida em abundância para todos e nos chama a viver em comunhão com os irmãos e irmãs. quem comunga o corpo de Cristo e bebe seu sangue comunga com os irmãos e irmãs na fé. Por isso, a eucaristia é vista como sacramento da unidade com o Senhor e com a comunidade. Na oração eucarística rezamos: "Alimentando-nos com o Corpo e o Sangue de Cristo, nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito". E nos comprometemos a buscar a sociedade sem fome, sem violência e sem discriminação.
Pe. Nilo Luza, ssp


A Celebração


A celebração de Corpus Christi é uma festa religiosa realizada na primeira quinta-feira depois do Domingo da Santíssima Trindade. É nesta festa que se comemora a institucionalização da Eucaristia. São Tomás de Aquino foi um dos seus ardorosos defensores e divulgadores.
O objetivo da comemoração é resgatar a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, dias antes de ser crucificado. A festa marca a introdução da Eucaristia nas missas. A palavra ‘Corpus Christi’, é de origem latina e significa ‘Corpo de Cristo’, que nas celebrações da Igreja Católica, é a hóstia consagrada.
Pe. Pedro de Braga da República de Tcheca influenciado por falsas doutrinas começou a ter dúvidas sobre a presença real de Jesus na Eucaristia. Não era por sua culpa, mas devido as doutrinas que foram tomando conta da cidade.
Ele estava sendo influenciado, mas como era um bom padre, ele fez o propósito de ir até Roma para buscar a verdadeira fé. Ele fez essa peregrinação para reavivar a fé na Igreja. Embora tendo dúvidas ele celebrava todos os dias, pois tinha fé na Igreja.
Celebrando, antes de dizer as palavras da consagração, Pe. Pedro levantou a Hóstia e sentiu escorrer uma coisa quente em suas mãos, era Sangue vindo da Hóstia, era o sinal de Deus para ele. O Sangue foi caindo no altar sobre o corporal até chegar ao mármore, ainda hoje se encontra as marcas de sangue sobre o mármore.
Ele buscou ajuda, então guardaram a Hóstia toda cheia de sangue - A religiosa Juliana de Cornellon havia pedido ao Papa para celebrar a Festa da Eucaristia. Segundo alegou, teve insistentes visões da Virgem Maria ordenando-lhe a realização de uma grandiosa festa. Juliana (mais tarde Santa Juliana) afirmava que a festa seria instituída para honrar a presença real de Jesus na hóstia, ou seja, o corpo místico de Jesus na Santíssima Eucaristia - Ele pediu a Deus um sinal para saber se era Deus que queria essa festa ou se era algo humano. Quando o Papa ouviu dizer o que havia acontecido, foi ao encontro do milagre, e ao ver a Hóstia cheia de Sangue se ajoelhou e disse: Corpus Christi. Pegou as hóstias e os objetos e levou para a cidade, tomando todo o fato como sinal de Deus.
Ele colocou o corporal com Jesus, que estavam cheios de Sangue, no hostensório e andou pelas ruas. Com a passagem de Jesus todos enfeitaram suas ruas, e é por isso que até hoje essa festa vem se repetindo, tudo para Cristo Rei.
Pe Jonas Abib 


Na solenidade de Corpus Christi, além da dimensão litúrgica, está presente o dado afetivo da devoção eucarística. O Povo de Deus encontra nesta data a possibilidade de manifestar seus sentimentos diante do Cristo que caminha no meio do Povo.


Para saber mais: Portal São Francisco - Corpus Christi



Santíssima Trindade


Terminado o Tempo Pascal no dia de Pentecostes,  no domingo seguinte celebramos a Festa da Santíssima Trindade, isto é, a presença de Deus Pai, Filho e Espírito Santo.

As três pessoas da Santíssima Trindade é um só Deus em Três Pessoas distintas. O Pai, o Filho e o Espírito Santo, possuem a mesma natureza divina, a mesma grandeza, bondade e santidade. Apesar disso, através da história, a Igreja tem observado que certas atividades são mais apropriadas a uma pessoa que a outra. A Criação do mundo é mais apropriada ao Pai, a redenção ao Filho e a Santificação, ao Espírito Santo. Nenhuma das Três pessoas Trinitárias exerce mais ou menos poder sobre as outras. Cada uma delas tem toda a divindade, todo poder e toda a sabedoria. E justamente, nesta breve dissertação, constatamos a profundidade do mistério da Santíssima Trindade, ante a complexidade em assimilar a magnitude de Três pessoas distintas formando um só Deus. Trata-se, portanto, de um grande mistério, central da fé cristã.
A festa da Santíssima Trindade é um dos dias mais importantes do ano litúrgico. É dogma de fé estabelecido, a essência de um só Deus em Três Pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. É um mistério de difícil interpretação, impossível, de ser assimilado pelas limitações humanas.
Ao participarmos da Santa Missa observamos que, desde o início, quando nos benzemos, até o momento da bênção trinitária final, constantemente o sacerdote invoca a Santíssima Trindade, particularmente durante a pregação eucarística. As orações que o padre pronuncia após a consagração, que por certo são dignas de serem ouvidas com atenção e recolhimento, são dirigidas a Deus Pai, por mediação de Jesus Cristo, em unidade com o Espírito Santo. E é na missa onde o cristão logra vislumbrar, pela graça do Espírito Santo, o mistério da Santíssima Trindade. Devemos, neste momento, invocar a Deus Trino, que aumente nossa fé, porque sem ela, será impossível crer neste mistério, mistério de fé no sentido estrito. Mesmo sem conseguir penetrar na sua essência o cristão deverá, simplesmente, crer nele. O mistério da Santíssima Trindade é uma das maiores revelações feita por Nosso Senhor Jesus Cristo. O cristianismo é a única religião que, por revelação de Jesus, prega ser Deus uno em três pessoas distintas:

DEUS PAI – Não foi criado e nem gerado. É o “princípio e o fim, princípio sem princípio”; por si só, é Princípio de Vida, de quem tudo procede; possui absoluta comunhão com o Filho e com o Espírito Santo. Atribui-se ao Pai a Criação do mundo.

DEUS FILHO – Procede eternamente do Pai, por quem foi gerado, não criado. Gerado pelo Pai porque assumiu no tempo Sua natureza humana, para nossa Salvação. É Ele Eterno e consubstancial ao Pai (da mesma natureza e substância). Atribui-se ao Filho a Redenção do Mundo.

DEUS ESPÍRITO SANTO – Procede do Pai e do Filho; é como uma expiração, sopro de amor consubstancial entre o Pai e o Filho; pode-se dizer que Deus em sua vida íntima é amor, que se personaliza no Espírito Santo. Manifestou-se primeiramente no Batismo e na Transfiguração de Jesus; depois no dia de Pentecostes sobre os discípulos. Habita nos corações dos fiéis com o dom da caridade. Atribui-se ao Espírito Santo a Santificação do mundo.

O Pai é pura Paternidade, o filho é pura Filiação e o Espírito Santo, puro nexo de Amor.

Fonte: Página Oriente


O amor de Deus que deseja alcançar e salvar a todos é celebrado hoje como comunhão das três pessoas divinas. Celebrar a Trindade é celebrar o infinito amor de um Deus que cria, salva e anima. De um Deus que nunca deixará de manifestar seu interesse e carinho pela humanidade. A grandeza do amor de Deus nos convida a construir relações fraternas, inspiradas na comunhão perfeita que existe nas pessoas divinas, pois somente pessoas de Deus conseguem viver neste mundo a comunhão que vem de Deus.



quarta-feira, 8 de junho de 2011

Retribuir o Amor de Jesus



Retribuir o Amor

Diz o apóstolo que Deus, no seu amor infinito, nos escolheu desde toda a eternidade, para que fôssemos, neste mundo, figuras e imagens do Cristo (Rm 8,29). E o sinal dessa escolha foi o batismo que recebemos. Por ele fomos inseridos no Cristo, para vivermos da sua vida, como participantes dos seus méritos infinitos. Esse amor espera de nós uma resposta, pois quer ser correspondido.
Sendo o Amor, Deus nos criou para amar. Temos que amá-lo com todas as forças e amar a nossos semelhantes como a nós mesmos. E nesse amor estará a nossa resposta ao amor infinito de Deus para conosco. Dizemos que o amor com amor se paga, porque o amor nunca se dá por recompensado a não ser por um outro amor. Mas como iríamos pagar o amor infinito de Deus, sendo o nosso amor esse nada que é?
É certo que nunca poderemos retribuir devidamente o amor que de Deus recebemos. E o nosso consolo é que Deus não o está exigindo, pois sabe que o nosso amor nunca estará à altura do seu amor perfeitíssimo. No entanto, por imperfeito que seja, Deus quer esse nosso amor, pois ele será sempre o máximo e o melhor que lhe podemos oferecer.
E como iremos manifestar o nosso amor? Com todas as forças, com todo o coração. A medida do nosso amor para com Deus terá que ser um amor sem medida. E essa dedicação plena, total ao Pai irá manifestar-se em tudo o que faz a nossa vida, de modo que, nela, tudo esteja de acordo com Deus, e seja digno da sua santidade infinita.
Estaremos assim vivendo santamente. E isto não é mais do que viver cristãmente, ou seja, de acordo com o Cristo, do qual devemos ser figuras, embora imperfeitas, aos olhos do mundo. Já nos primeiros séculos se dizia que o cristão é um outro Cristo. Quanto mais cristãos, isto é, parecidos com Cristo, tanto mais dignos seremos do amor com que o Pai nos ama.
Que o nosso trabalho, nosso afazeres de casa, por humildes que sejam, apareçam sempre marcados com o espírito de Cristo, que em tudo nada mais visava a não ser a glória do Pai. E que esse espírito cristão esteja principalmente em nossas dificuldades e sofrimentos. As horas difíceis e dolorosas serão sempre uma prova para o amor que devemos a Deus. Horas de luto ou de tristeza, horas de sacrifícios ou de renúncias, serão bem mais leves e menos amargas, se as soubermos viver com amor, oferecendo tudo a Aquele que já nos amou primeiro.
De um modo especial nessas horas de prova o mundo deverá ver em nós outros Cristos, pela resignação, pela coragem e amor com que soubermos sofrer. Não foi assim que sofreu o Crucificado?

Fonte: Uma Palavra Aos Que Sofrem - Pe Isac Lorena



quarta-feira, 1 de junho de 2011

Por que Sofro?



Por quê?

Às vezes é um simples gemido; outras vezes é angústia e desalento. Mas há também dias e horas em que essa pergunta soa com um tom de revolta; é alguém que se julga no direito de pedir explicações, ou até, de alguém que espera que lhe peçam desculpas por este ou aquele sofrimento. Por que este acidente, esta doença? Que fiz para sofrer tanto?
Pergunta inútil. Ninguém no-la irá responder. Só Deus poderia dizer alguma coisa. Mas a sua resposta é sempre o seu silêncio, porque, quando nos permite o sofrimento, ele não está esperando pelas nossas perguntas; o que ele quer e espera é a nossa humilde submissão a seus planos.
Após quase três horas de agonia na cruz, Cristo sentiu-se abandonado até mesmo pelo Pai. E ele também perguntou: "Pai, por que me abandonaste?" - Nesta sua palavra nada havia de revolta ou falta de conformidade. Era apenas o gemido angustiado de um Homem agonizante, do qual a Justiça divina estava exigindo tudo. Tinha, pois, que sofrer até aquele abandono que jamais alguém sofreu.
Sim; é humano. Quem sofre quer traduzir o próprio sofrimento em gestos e palavras que serão, geralmente, um pedido de compaixão. Que não sejam, porém, o resultado de uma revolta interior que nada resolve, porque o sofrimento nunca fez caso dessas revoltas. Ele somente se abranda com a paciência, com a submissão e conformidade. Além disso, seres humanos como somos, dotados de inteligência, e mais ainda, apoiados na fé, devemos saber por que sofremos.
Em vez desse "por que" marcado pela impaciência e pela revolta, seria bem melhor fizéssemos outras perguntas:
Por que me revolto? por que não me conformo? não haverá outros, no mundo, sofrendo mais do que eu? Todo sofrimento tem sua razão de ser nessa parte que temos na culpa de todo o mundo perante a Justiça eterna. Por isso ninguém está dispensado de sofrer. Nesse ponto não houve, nem há privilegiados que possam ficar fora da lei universal. Seria eu o primeiro? É o que eu quero, quando reclamo, e não aceito a parte que me toca na reparação que Deus está exigindo de todo mundo.
Preciso pensar que não sou melhor que os outros. Quando sofro haverá certamente outros que estão sofrendo mais, sem recursos, esquecidos, e até desprezados. Entre eles não haverá quem esteja sofrendo por mim, para que eu sofra menos? E haverá também aqueles que não querem, nem sabem sofrer. Entre eles talvez eu também. Por que não?
Tenho que saber sofrer, por mim e por aqueles que se revoltam, não aceitando o sofrimento. São esses os que sofrem mais. Na medida em que eu me interessar por eles, Deus irá interessar-se por mim, dando-me a paciência e coragem de que preciso para sofrer menos.

Fonte: Uma Palavra Aos Que Sofrem - Pe Isac Lorena



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana/Devoção e Fé