Abril 2011 - Devoção e Fé - Blog Católico

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Minha Primeira Eucaristia



Este ano foi a minha Páscoa mais feliz com toda certeza.
O motivo de toda minha alegria é que na noite da Vigília Pascal no Sábado Santo fiz minha Primeira Eucaristia. Agora só falta a Crisma.
Obrigada Senhor Jesus por nos amar tanto assim!!!

Salmo Responsorial 117(118)

Este é o dia que o Senhor fez para nós:
alegremo-nos e nele exultemos!

Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!
"Eterna é a sua misericórdia!"
A casa de Israel agora o diga:
"Eterna é a sua misericórdia!"

A mão direita do Senhor fez maravilhas,
a mão direita do Senhor me levantou.
Não morrerei, mas, ao contrário, viverei
para cantar as grandes obras do Senhor!

A pedra que os pedreiros rejeitaram
tornou-se agora a pedra angular.
Pelo Senhor é que foi feito tudo isso:
que maravilhas ele fez a nossos olhos"


Para saber mais:

Eucaristia:
É o sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo sob as espécies de pão e vinho. Por meio da consagração, o sacerdote converte realmente no corpo e sangue de Cristo o pão e vinho oferecido no altar. A Comunhão é receber a Jesus Cristo sacramentado na Eucaristia; de maneira que, ao comungar, entra em nós mesmos Jesus Cristo vivo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem,com seu corpo, sangue, alma e divindade. A Eucaristia é a fonte e cume da vida a Igreja, e também de nossa vida em Deus.
É o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para perpetuar pelos séculos, até seu retorno, o sacrifício da cruz, confiando assim à sua Igreja o memorial de sua Morte e Ressurreição. É o sinal da unidade, o vínculo da caridade, o banquete pascal, no qual se recebe Cristo, a alma é coberta de graça e é dado o penhor da vida eterna.

Salmo Responsorial:
O adjetivo responsorial deriva da palavra responsório, por sua vez ligada à palavra resposta. Esta “resposta”, entretanto, não é resposta à leitura bíblica que precede o Salmo Responsorial, e sim o refrão. A maioria dos fiéis sabe que o Salmo Responsorial possui um refrão que, geralmente, é cantado ou recitado pela assembleia.
Os salmos, em seu texto original, não trazem refrão; porém, na Liturgia um refrão é introduzido, selecionado entre os versículos do próprio salmo. Serve para sublinhar, por assim dizer, o caráter e o espírito daquele salmo específico.
Fonte:
* O que é Eucaristia?
*Salvem a Liturgia
*Salmos Responsoriais por ordem alfabética



Cristo Ressuscitado!!! Quem ama apressa o passo


O grande anúncio ressoa por toda parte: Cristo ressucitou! Essa é a sublime notícia que cristãos do mundo inteiro proclamam aos quatro cantos do universo. Com sua morte e ressurreição, Cristo se torna cabeça da nova humanidade. É o primeiro dia de uma semana que não tem ocaso.
Segundo o evangelho de hoje, o fato da ressurreição mobiliza a primeira comunidade cristã. Maria Madalena, a primeira testemunha da ressurreição e representante da comunidade, vai ao túmulo bem cedo, volta correndo, anuncia aos discípulos a boa-nova. Estes saem apressados para constatar o fato: vendo, acreditam no que foi dito pela mulher; e as palavras do Mestre começam a fazer sentido. A partir disso, seus olhos se abrem e eles iniciam a nova caminhada sem a presença física de Jesus.
Ressuscitando, Jesus vence a morte e todos os empecilhos à vida. A vida que brota da morte não é o retorno à existência física de antes, mas é vida completamente nova e trasformada, como o demonstram as aparições do Senhor. Os sinais de morte - sepulcro, faixas e panos - ficaram para trás, já não o acompanham, porque ele não é mais prisioneiro das malhas da morte, mas vive a plenitude da vida.
Para quem tem fé, fundamentada nas Escrituras, a história não termina no túmulo, como queriam aqueles que desejaram a morte de Jesus. Deus mostra que a força do amor é muito maior que o desejo da morte. O amor vence as barreiras que impedem as pessoas de viver e as faz acelerar os passos em busca dos objetivos. Quem ama, não espera, mas faz acontecer.

Pe. Nilo Luza, ssp

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Cristo ressuscitou, e nós com ele! Aleluia, aleluia!

Bendito seja o Pai de Jesus,
que nos cobriu de bênçãos celestes.
Nós vos louvamos e bendizemos,
porque a luz de Jesus dissipou nossas trevas.
Nós vos louvamos e bendizemos,
porque em nós derramastes o Espírito Santo.
Nós vos louvamos e bendizemos
nesta celebração da vitória de Cristo!


Canto de Comunhão (CD: Liturgia XVI, faixa 5)



sábado, 16 de abril de 2011

Os simbolismos na Liturgia do Tríduo Pascal



O Domingo de Ramos abre por excelência a Semana Santa. Relembramos e celebramos a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, poucos dias antes de sofrer a Paixão, Morte e Ressurreição. Este domingo é chamado assim porque o povo cortou ramos de árvores, ramagens e folhas de palmeiras para cobrir o chão onde Jesus passava montado num jumento. Com folhas de palmeiras nas mãos, o povo o aclamava “Rei dos Judeus”, “Hosana ao Filho de Davi”, “Salve o Messias”.


O Tríduo Pascal é o centro não só da Páscoa, mas também de toda a vida da Igreja. Na liturgia ocupa o primeiro lugar em ordem de grandeza, não havendo, pois, nenhuma outra celebração que se possa colocar em seu nível. É portanto o cume da liturgia e de todo o acontecimento da redenção.
Começa o Tríduo Pascal na Quinta-Feira Santa, na missa vespertina, chamada "Ceia do Senhor", tem seu centro na Vigília Pascal do Sábado Santo e encerra-se com a missa vespertina do Domingo da Páscoa.


A Páscoa é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida: a Ressurreição. A passagem de Deus entre nós e a nossa passagem para Deus. É considerada a festa das festas, a solenidade das solenidades, e não se celebra dignamente senão na alegria.

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Domingo de Ramos:
A cor vermelha - é cor do martírio e do Espírito Santo. Simboliza a paixão de Jesus. Os ramos usados no tempo de Jesus para aclamar os grandes reis quando voltavam da guerra. Simboliza o reconhecimento da divindade do Messias.

Quinta-feira Santa:
É a cor branca - da festa, da alegria. Aqui não é entendida como a cor da paz.
Lava-pés - dentro deste simbolismo, encontramos outros: o manto (autoridade e realeza de Jesus); avental (serviço); o estar de joelhos (humildade); água (renovação).
A ceia - nela estão contidos o Pão e o Vinho - além de ser o alimento básico, o pão é comum a todas as culturas. Já o vinho simboliza a alegria, o estar em família, em comunidade.
Vigília do Santíssimo - não é parte da Liturgia Pascal, mas entrou na tradição como um convite a estar com Jesus e com os discípulos nesta noite de sofrimento.

Sexta-feira Santa:
Cor vermelha. Neste dia a Igreja não celebra os Sacramentos. É o tempo da espera e da vigília ao redor dos acontecimentos. Apenas a Unção dos Enfermos é permitida. 
A cruz - simboliza a vitória da Vida sobre a Morte. 
Oração Universal - A Igreja reza por todo o povo de Deus.
Procissão do Senhor Morto: Tradição da piedade popular, significa que o povo quer estar mais perto de Jesus, para com ele ressuscitar.

Sábado Santo:
Cor branca.
Fogueira - ao mesmo tempo que brilha, aquece a família cristã reunida. 
Vela - a grande vela do Círio irá brilhar com o fogo novo, Cristo Ressuscitado, Luz do Mundo, que faz clarear toda escuridão. Este fogo reparte-se em pequenas velas (os cristãos) para multiplicar-se e resplandecer entre os homens.



domingo, 10 de abril de 2011

Quaresma e Conversão



A Campanha da Fraternidade é realizada no tempo da Quaresma, tempo que apresenta como uma de suas principais características a conversão, em vista da celebração da festa da Páscoa.
Para que a conversão seja possível, é necessário ter presente, por um lado, a consciência do pecado e, por outro, a valorização dos canais da graça, que devem se unir aos esforços pessoais e à reta intenção.
Para que haja, de fato, consciência do pecado, há necessidade de verdadeiro conhecimento da realidade e das implicações do agir pessoal, comunitário e eclesial. Sem esse conhecimento, corremos o risco de não perceber o mal decorrente do agir humano e, por isso, não perceber o pecado. A Campanha da Fraternidade procura formar a consciência nesse sentido.
Mas a conversão não é apenas fruto da ação ou do esforço humano. Para que ela aconteça , a ação divina é necessária, donde a suma importância da valorização dos canais da graça, algo que o tempo da Quaresma propicia. 
Uma das formas de valorização dos canais da graça é a escuta da Palavra, para que haja diálogo com Deus, aprofundamento do conhecimento da sua vontade e o desejo cada vez mais ardente em nosso coração de participar de suas promessas. Outra forma, intimamente associada a essa, é a oração -seja pessoal, comunitária, litúrgica ou sacramental. Na oração, o Espírito Santo vem até nós e cria verdadeira comunhão entre nós e a Trindade.
A Quaresma nos une ao mistério da cruz; por isso, é tempo de jejum, de nos abstermos das coisas da terra em vista das coisas do céu, mas esse jejum deve estar sempre associado à pratica da caridade, o vínculo da perfeição: o que não consumimos no jejum deve ser entregue aos pobres.


Fonte: Pe. José Adalberto Vanzella



sábado, 9 de abril de 2011

Parábola Dos Dois Mares




Dois mares há na Palestina. Um deles é doce e piscoso. Suas margens se adornam de prados, bosques e pomares cujas árvores estendem sobre ele seus ramos, e para dele beber as águas saudáveis, aprofundam, sedentas, as suas raizes.
"Em suas praias brincam grupos de meninos, como brincavam quando JESUS costumava ir até lá. Ele amava este mar. Não raras vezes, ao contemplar-lhe a prateada superfície, pronunciou suas próprias parábolas. E, em vale próximo, com cinco pães e alguns peixes, deu de comer a cinco mil pessoas".
De um braço do rio Jordão, cristalinas águas espumantes, que descem borbotando dos cerros, formam este mar que sorri e canta sob a carícia do sol. Ao seu redor, erguem os homens suas casas e os pássaros, seus ninhos. E quanto há que ali vive, é ditoso com só estar em suas bordas.
O rio Jordão vai desembocar ao sul, em outro mar. Neste, não há chapinhar de peixes, nem sussuro de folhas, nem canto de pássaros, nem risos de crianças. Os viajantes evitam este caminho, ( a não ser que a premência de seus negócios lhes imponha que sigam por ele). Densa atmosfera pesa sobre as águas deste mar de que nem homem, nem animal, nem ave alguma jamais bebeu.
E a que se atribui tamanha diferença entre os dois mares vizinhos? Ao rio Jordão, nada. Tão boa é a água que verte para um como para o outro: nada igualemnte, ao solo que lha serve de leito, e nada 'as terras que os circundam.
Está nisto a diferença: o mar da Galiléia recebe as águas do Jordão, todavia, não as retém: cada gota que entra tem noutra que sai, a sua retribuição. O dar e o receber mutuam-se até por igual medida.
"O outro é avaro - e zelosamente retém o que recebe. Nada lhe suscita o impulso generoso.
Cada gota que ali cai, ali fica.
O mar da Galiléia dá e vive. O outro não dá nada... chama-se "Mar Morto".
-Há duas classes de pessoas no mundo.
-Há dois mares na Palestina.

Autor: Sundar Sing

*Sundar Singh foi um hindu convertido ao cristianismo tendo exercido a sua atividade apostólica não somente entre as populações não cristãs da Índia, mas por toda a terra.
Para saber mais: Sadhou Sundar Singh



quarta-feira, 6 de abril de 2011

Fé e Esperança


Catequese da Esperança
Uma simpática história, que quase todo mundo já ouviu ou narrou, embora pouco científica, fala de duas rãs que caíram numa barrica de leite. Uma delas não tinha esperança, a outra tinha. A que não tinha esperança, ao não ver nenhuma saída, imaginou seu fim trágico e abreviou sua vida. Prendeu a respiração e morreu minutos depois. A que tinha esperança bateu-se, bateu-se, bateu-se até que acabou pisando em algo duro. De tanto espernear para não morrer, o leite havia se transformado em manteiga. Vale como ilustração para milhões de seres humanos. Sua esperança transforma as coisas ao seu redor. Vencem porque acreditam que, mesmo sem saída, encontrarão alguma solução. Não confundem solução com saída. Se o mundo não lhes deixa nenhuma saída, eles encontram uma outra solução. O rio sempre acha o seu caminho, quando uma barreira desliza sobre ele.

É uma grande graça ter esperança e cultivá-la. Há esperança verdadeira e falsas esperanças. A catequese cristã da esperança está narrada nas histórias de Abraão, Sara, Tobias, José do Egito, Moisés, Susana, Daniel, e centenas de outros personagens para quem aparentemente não havia perspectiva de salvação, ou de realização, mas ela veio. O Eclesiastes diz que quem está vivo tem esperança, pois até um cão vivo é melhor do que um leão morto (Ecle 9,4). Jesus costumava perguntar aos beneficiados se eles acreditavam que sua vida poderia mudar e se queriam sua ajuda (Mt 9,28; Mt 21,22).
Para Jesus, o verbo crer passa pelo verbo esperar... Paulo diz que "Abraão acreditou contra toda a esperança e conseguiu" (Rm 4,8) exatamente porque sua fé foi esperançosa. Pela fé, nós esperamos com garra que o Espírito nos conceda o que pedimos (Gl 5,5), diz Paulo. A garra é a esperança. Poderíamos dizer que a esperança é a fé continuada. Nossa cidadania, está no céu (Fl 3,20), diz ainda o mesmo Paulo, e o que nos caracteriza é a esperança no Salvador que vem de lá. Em Gálatas 2,20, ele afirma que já não é ele que vive, mas Cristo vive nele, porque sua vida no corpo é sustentada pela vida na fé. Aos Efésios, ele afirma que ora para que eles conheçam a esperança para a qual Deus os chamou (Ef 1,18), e lembra que, quando Deus chama para a fé, está chamando para a esperança (Ef 4,4). Crer em Jesus é esperar n'Ele (1 Ts 1,3). Um pouco mais adiante diz aos fiéis que eles são a sua esperança em Cristo (1 Ts 2,19). Paulo aposta sua vida em Jesus, na Igreja e nos irmãos que com ele buscam o Cristo. E sabe que lhe está reservada uma coroa de glória, mas Deus é quem sabe como será (2 Tm 4,7-9).
Quem põe sua esperança em Cristo porque ele dará sucesso financeiro, soluções de todos os problemas tem uma religião de resultados e fala como quem tem certeza e não como quem tem esperança. A fé não dá essas garantias. O justo vive da fé e não de falsas certezas de quem é capaz de dar até hora e local para o milagre, como se Deus dependesse do relógio deles. A nós cabe esperar humildemente que as coisas aconteçam para o nosso bem, mas do jeito de Deus e não do nosso.
Para nós católicos não há fé sem esperança nem esperança sem fé. Para nós a esperança é a vela, a fé é a chama. A vela não funciona sem a chama, a chama não dura sem a vela com o seu pavio. Sem fio interior nem vela é... Se a fé se apaga, a esperança não ilumina. Se a esperança se agita demais ou não fornece o pavio, a fé não arde. Mais bonito ainda é saber que sem as duas também o amor não sobrevive, posto que amar é crer e esperar em alguém, até mesmo quando a pessoa amada não corresponde. Os pais, por exemplo, esperam no filho que não dá nenhuma esperança de mudar, mas há neles esperança suficiente para apostarem na força do seu amor por este filho e na graça de Deus que leva tudo a bom termo. A Igreja nos convida a ser como Paulo, que sabia em quem acreditava e por isso esperou e sua esperança não foi em vão (2 Tm 1,12). Paulo tinha esperança porque acreditava e acreditava porque tinha esperança. Ele sabia que uma era extensão da outra! Nós também! 
Fonte: Pe. Zezinho, scj 



sábado, 2 de abril de 2011

Salmo 23: refletindo sobre ele



O Salmo 23 é um dos mais conhecidos e recitados por todas as pessoas que usam a Bíblia como seu guia espiritual, que tem fé e confiança na Palavra de Deus e que procuram viver de acordo com o que a Bíblia diz.
Este salmo parece pequeno e simples, mas em cada frase encontramos um significado atual, vejamos:

O Senhor é o meu pastor - isto é relacionamento
De nada terei falta - provisão de Deus
Em verdes pastos me faz repousar - sugere descanso
Me conduz então a águas tranquilas - isto é refrigério
Me restaura o vigor - aqui está a cura
Guia-me pelas veredas da justiça - dirige a minha vida
Por amor do Seu nome - isto é propósito
Ainda que eu ande pelo vale de sombras e morte - provação
Não temerei nenhum perigo - mostra proteção de Deus
Porque Tu estás comigo - fidelidade de Deus
A tua vara e o teu cajado me consolam - isto é disciplina
Preparas um banquete para mim na presença dos meus inimigos - esperança
Unges a minha cabeça com teu óleo - isto é consagração
Assim o meu cálice transborda - mostra a abundância de Deus
Certamente a bondade e a misericórdia estarão
comigo todos os dias da minha vida - isto significa bênção
E habitarei na casa do Senhor - isto é segurança
Para todo o sempre - significa eternidade

Fonte: Salmos-Momentos de Paz



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana/Devoção e Fé